Uma pesquisa apresentada no congresso da EASL 2009 comparou 264 infectados com hepatite C com aproximadamente 13.000 individuos sem doença hepática, excluindo neste grupo pacientes com hepatite B, consumo excessivo de álcool ou esteatoses. A maior diferença entre os grupos e que 64% dos infectados com hepatite C eram fumantes e no grupo não infectado somente 27% faziam uso do tabaco. O estudo comparou os dados desses pacientes no período entre os anos de 1988 e 1994 estudando a relação entre a síndrome metabólica e a hepatite C e os casos de mortalidade associada até o ano 2000. Os resultados mostram que: - No grupo infectado com hepatite C 9% dos indivíduos apresentavam diabete tipo 2, contra somente 6% do grupo não infectado; - A resistência a insulina (medida pelo índice HOMA) foi maior que 3 em 37% dos infectados contra 23% dos não infectados; - Inversamente, contrariando os dados acima, os indivíduos infectados com hepatite C apresentavam menor índice de pressão arterial e de obesidade. - O grupo dos infectados com hepatite apresentou índices maiores de mortalidade em geral (IAH 2,80); de mortalidade relacionada ao fígado (IAH 17,96); de mortalidade relacionada ao diabete (IAH 18,55) e de mortalidade relacionada a problema em outros órgãos (IAH 1,60). Meu comentário:Entre os pacientes com hepatite C as 3 maiores causas de mortalidade relacionadas com o fígado foram o peso acima do normal, a resistência a insulina e a dosagem do colesterol.Pelos resultados se observa que a síndrome metabólica esta associada a uma maior possibilidade de morte nos pacientes infectados com a hepatite C. A recomendação obvia e que todos os pacientes com hepatite C devem evitar s encontrar com peso acima do normal, devem controlar o nível de glicose em caso de serem diabéticos e controlar de forma permanente a pressão arterial e os níveis de colesterol. Uma boa alimentação conjuntamente com um programa diário de exercícios físicos, de preferência aeróbicos, estará contribuindo com o controle médico dos problemas citados no parágrafo anterior.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:N Rafiq, M Stepanova, B Lam, and Z Younossi. Type 2 diabetes (DM), obesity and hypertension (HTN) are associated with mortality in hepatitis C (HCV) patients. 44th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL 2009). Copenhagen, Denmark. April 22-26, 2009.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
sexta-feira, 22 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Evento do Rio de Janeiro - Secretaria Estadual de Saúde

O Grupo Amarantes conforme prometido, junto com os Grupos: Otimismo, Genesis e Nucleo Ação envolveu a Secretaria Estadual de Saude com papel higenico. Foi uma resposta ao descaso da SES com os portadores de hepatites virais. Amanhã estaremos em Niterói participando junto com o Grupo Genesis, do qual fui fundador. Hoje com a Coordenação de M Candida, o Grupo Genesis já tratou mais de 1.000 portadores.
sábado, 16 de maio de 2009
Pronto Socorro de São Gonçalo
No dia 16 de maio o Grupo Amarantes se reuniu para uma panfletagem. Devido ao cansaço provocado pela medicação (efeitos colaterais), decidimos panfletar do Zé Garoto ao Rod de São Gonçalo. Foi um evento simples porém muito bonito, pois fomos recebidos com muito carinho e atenção por toda população. Panfletamos inclusive dentro do Pronto Socorro de São Gonçalo; conhecemos um assessor da administração que nos levou para falar com a Chefia de Plantão e ficou de marcar para nós uma reunião com o Dr Marcio Panisset.quarta-feira, 6 de maio de 2009
Dia 16 de Maio
No dia 16 de maio o GRUPO AMARANTES DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITES DE SG, fará uma panfletagem do Zé Garoto ao Rodo de São Gonçalo. As Hepatites Virais podem ser silenciosas porém o Grupo Amarantes não... Hepatites Virais, vamos acabar com este silêncio!!!
Importante apoio
O Grupo Amarantes ganhou importante apoio no Legislativo de SG para nossa Campanha no Mês de Maio, o vereador Jose Antonio (Zé Antonio do Projeto). Quem conhece Zé Antonio sabe dos seus relevantes projetos na Liga Gonçalense de Desportos. O vereador é aquele cara simples porém muito preocupado com a população gonçalense. A liga tem vários projetos esportivos e cursos, tudo de graça. Futebol, hidrogisnática, Curso de Cuidadores de Idosos, Cabeleireiro, Drenagem Linfática e etc... Qualquer pessoa interessada em fazer uma capacitação ou um projeto é so procurar a Liga no seguinte endereço: Av presidente Keneedy 101. Valeu vereador Zé Antonio, os portadores de hepatite te agradecem...
Novos medicamentos em pesquisa: TELAPREVIR
Durante 44° Congresso Anual da Associação Européia para o Estudo do Fígado (EASL 2009) apresentaram os resultados da fase 2b da pesquisa com o Telaprevir realizada em 453 pacientes dos Estados Unidos e Europa. O Telaprevir e um inibidor da protease do vírus, estando entre os mais promissores nas pesquisas para o tratamento da hepatite C.É importante destacar que neste estudo foram incluídos somente pacientes considerados os mais difíceis de tratar, isto é, pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C, dos quais 65% eram não respondedores a um tratamento anterior e 35% recidivantes, 90% apresentavam antes do tratamento alta carga viral (acima de 800.000 UI/ml) e, 40% apresentavam um estagio de fibrose F3 ou cirrose. Os pacientes foram divididos aleatoriamente nos seguintes grupos: Grupo 1: Pacientes tratados durante 24 semanas. Receberam Telaprevir, Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 12 semanas e depois mais 12 semanas de Pegasys e ribavirina, sem Telaprevir; Grupo 2: Pacientes tratados durante 48 semanas. Receberam Telaprevir, Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 24 semanas e depois mais 24 semanas de Pegasys e ribavirina, sem Telaprevir; Grupo 3: Pacientes tratados durante 48 semanas. Receberam Telaprevir, Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 24 semanas e depois mais 24 semanas de Pegasys e Telaprevir, sem ribavirina; Grupo 4 - Controle: Pacientes tratados durante 48 semanas com o tratamento tradicional de Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 48 semanas. Por se tratar de pacientes muito complicados de tratar devido ao elevado dano hepático aproximadamente 52% dos pacientes completaram o tratamento. RESULTADOS:Do total de pacientes que iniciaram o tratamento a resposta sustentada (cura da doença) foi conseguida em 52% dos pacientes do Grupo 1; em 52% dos pacientes do Grupo 2; e em 23% dos tratados do Grupo 3. Os pacientes tratados no Grupo 4 conseguiram uma resposta sustentada de somente 14%, confirmando o logrado com o retratamento na pratica médica atual. Quando se consideram somente os não respondedores a um tratamento anterior (não respondedor e aquele que durante o tratamento não consegue negativar a carga viral até a semana 24, são os que nunca conseguem um PCR indetectável) as taxas de resposta sustentadas foram de 39% no Grupo 1; de 38% no Grupo 2; de 10% no Grupo 3 e de somente 9% no Grupo 4 que foi tratado por 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina. Quando se consideram somente os recidivantes a um tratamento anterior (recidivante e aquele que durante o tratamento consegue negativar a carga viral, mas que depois do tratamento voltam a apresentar carga viral positiva) as taxas de resposta sustentadas foram de 69% no Grupo 1; de 76% no Grupo 2; de 43% no Grupo 3 e de 20% no Grupo 4 que foi tratado por 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina. A resposta terapêutica foi similar entre os pacientes com ou sem cirrose. As interrupções do tratamento aconteceram em 15% no Grupo 1; em 23% no Grupo 2; em 37% no Grupo 3 e em 59% no Grupo 4 seguindo critérios pré-definidos pelos pesquisadores. As taxas de interrupção ou abandono do tratamento considerados precoces foram de 10% no Grupo 1; de 25% no Grupo 2; de 9% no Grupo 3 e de 4% no Grupo 4. MEU COMENTÁRIO:Simplesmente emocionante ver que uma pesquisa não e realizada com os pacientes mais fáceis de tratar e sim com aqueles considerados mais difícil de responder a terapia. Falo emocionante porque devemos lembrar que aproximadamente a metade de todos os tratados nos mais de 10 anos em que a hepatite C tratados com interferon não obteve sucesso e, todos eles estão aguardando ansiosamente por novos tratamentos. O retratamento hoje com interferon peguilado e ribavirina consegue curar entre 9% e 14%, valores confirmados ainda com o grupo controle da pesquisa, mas vemos que com a adição do Telaprevir o índice de cura desses mesmos pacientes chega a incríveis 52%, praticamente um aumento de 500% na possibilidade de cura. É quando se consegue curar 52% dos pacientes mais difíceis de tratar imaginem o que vai ser possível com pacientes nunca antes tratados e de qualquer genótipo. O limite da imaginação fica com cada um de vocês enquanto ficam torcendo para que os diversos novos medicamentos cheguem ao mercado o mais depressa possível. Os mais otimistas falam que até o final de 2010 será possível que sejam autorizados por autoridades controladoras de medicamentos dos Estados Unidos e da Europa. Vamos torcer para que isso se torne uma realidade! Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:M Manns, A Muir, N. Adda, and others. Telaprevir in hepatitis C genotype-1-infected patients with prior non-response, viral breakthrough or relapse to peginterferon-alfa-2a/b and ribavirin therapy: SVR results of the PROVE3 study. 44th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL 2009). Copenhagen, Denmark. April 22-26, 2009. Abstract 1044.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
domingo, 19 de abril de 2009
Diagnostico: hepatite C! Qual o meu futuro?
Essa e a pergunta que mais freqüentemente recibo por quem acaba de ser diagnosticado com a hepatite C. Quando e recebido o diagnostico a maioria das pessoas somente sabe que o vírus da hepatite danifica o fígado e que pode levar a cirrose, a um câncer hepático e a morte, mas praticamente ninguém sabe se isso acontecerá com ele, como isso acontece, quanto tempo pode levar essa progressão.Lamentavelmente não existem formulas matemáticas para calcular como a doença poderá avançar para cada uma das suas fases de ataque ao fígado. O que estatisticamente é conhecido e que um em cada quatro infectados com a hepatite C apresentam um dano progressivo, grupo esse que necessita de tratamento imediato. O médico poderá "estimar" um prognostico individual para cada paciente baseado em estudos de grandes grupos de pacientes. Existem estudos "retrospectivos" os quais correlacionam o estagio atual do fígado do paciente com o que foi encontrado quando o mesmo foi diagnosticado com hepatite C. O problema neste grupo de pacientes e que muitos passam a ser avaliados quando por apresentarem sintomas a infecção e diagnosticada, mas não existem dados que possam informar o tempo de infecção anterior ao diagnostico. Outros estudos são realizados na forma "prospectiva", isso é, acompanham o paciente desde o momento da infecção. Estes grupos incluem pacientes que receberam uma transfusão de sangue, se estimando que essa possa ser a fonte da infecção e por tanto e possível se calcular o tempo transcorrido e as alterações acontecidas no fígado nesse período. Atualmente surgem estudos combinados, trabalhando de forma retrospectiva e prospectiva . Os pacientes incluídos nesses grupos são aqueles em que é possível se identificar a fonte e data da infecção e então passam a ser acompanhados prospectivamente. Os dados desta forma de estudos serão de muita importância para poder se saber a verdadeira historia natural da progressão da hepatite C no ser humano. A progressão da hepatite C não e simples de ser calculada, mas os diversos estudos já publicados mostram que após a infecção, em 25% dos infectados a fibrose leve ou moderada leva entre 10 e 14 anos para aparecer. A cirrose aparece após 20 anos a infecção e o câncer aparece em media aos 28 anos de ter acontecido a infecção. Mas são muitos os fatores que alteram essa estatística. Um número significativo pode chegar a um quadro de cirrose entre 10 e 15 anos após a infecção. A idade do individuo e o consumo de bebidas alcoólicas acelera a progressão. Pessoas mais velhas apresentam progressão mais acelerada que pessoas jovens ou de media idade. A co-infecção com a hepatite B acelera o dano hepático, já em relação a co-infecção com o HIV existem controvérsias se o mesmo influi na progressão da fibrose, faltando provas conclusivas. Embora muitos infectados não apresentam nenhum sintoma, as transaminases sempre se encontram em níveis normais e a biopsia mostra uma fibrose inicial ou moderada, isso não significa que não estão sendo atacados. Este grupo simplesmente progride mais lentamente. Após o contagio com a hepatite C aparece a inflamação do fígado, uma reação normal quando as células hepáticas tentam combater a infecção. Nesta fase o individuo pode sentir um incomodo do lado direito superior do abdome, já que o fígado se encontra aumentado de tamanho e encosta na parede do abdome. Um bom médico ao apalpar o fígado vai notar ele aumentado de tamanho e também, pela ultrassonografia poderá se verificar o tamanho aumentado. O fígado inflamado por muito tempo (meses ou anos conforme a progressão da doença em cada individuo) acabará formando cicatrizes que num primeiro estagio e chamada de fibroses. A medida que aumenta o grau de fibrose partes saudáveis do fígado começam a ser prejudicadas, causando uma diminuição da função hepática. Se o tratamento consegue eliminar o vírus a fibrose poderá, lentamente, se regenerar, se observando uma regressão progressiva no grau de fibrose. Permanecendo a inflamação por muitos anos o grau de fibrose continuará a progredir, chegando a seu estagio máximo de cicatrização quando então estaremos na presença da cirroses. Neste ponto as áreas afetadas se encontram praticamente em todo o fígado, dificultando o fluxo do sangue e prejudicando amplamente a função hepática. Na fase da cirrose o fígado luta incansavelmente para executar seu trabalho de metabolizar alimentos e transformar as toxinas, mas devido ao dano existente se transforma em um ambiente ideal para a mutação de células, o que pode acelerar o aparecimento do câncer no fígado. A fase terminal de um fígado e quando o mesmo não consegue mais trabalhar, considerando então um quadro de insuficiência hepática, momento em que será necessário o transplante de fígado para evitar a morte do paciente. Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:- Ryder, SD, MD, Progression of hepatic fibrosis in patients with hepatitis C: a prospective repeat liver biopsy study, Gut, 2004.- www.brown.edu, Hepatitis C: Epidemiology, Brown University, 2008.- www.medpagetoday.com, Mortality from Hepatitis C-Related Disease at Near-Record High, Michael Smith, MedPage Today LLC, March 2008.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Tópicos rápidos na Hepatite B
Como prevenir, como diagnosticar, quando começar o tratamento, o que usar, e quando pararA hepatite B é uma DST - Doença Sexualmente Transmissível de fácil contagio, com uma facilidade de transmissão até 100 vezes maior que a AIDS. Também pode ser transmitida pela utilização de instrumentos contaminados com sangue, como materiais de manicure, de pedicure, de barbeiros, de tatuagens, por perfurações de piercings ou ao realizar tratamentos de acupuntura compartilhando as agulhas não descartáveis e até no dentista que não esteriliza corretamente os instrumentos. Durante o parto se a mãe é portadora da hepatite B. A hepatite B não é transmitida por alimentos ou água, nem pelo contato casual. O vírus da hepatite B sobrevive até sete dias numa gota de sangue fora do organismo.1 - COMO PREVENIR:Existe vacina para prevenir a hepatite B, motivo pelo qual é inconcebível que o número de infectados esteja aumentando. A vacinação é obrigatória nas crianças, nas primeiras horas após o parto. A vacina é aplicada gratuitamente nos postos de saúde para pessoas até 19 anos de idade e, para pessoas que profissionalmente estão expostos a sangue. São necessárias três doses para conseguir proteção. 2 - DIAGNOSTICO:O diagnóstico da hepatite B é complicado, devido à dificuldade em determinar a gravidade da infecção e somente médicos com conhecimento da doença conseguem com certeza um diagnostico correto. O diagnostico completo e realizado mediante a combinação de detecção de dois antígenos virais (HBsAg e HBeAg) e de quatro anticorpos diferentes contra componentes virais (Anti HBs, Anti HBc, Anti HBc IgM e anti HBe). De posse desses resultados o médico poderá saber se a doença se encontra na fase crônica ou aguda, além de fornecer informação prognostica em relação à cura e gravidade da infecção. A detecção da proteína de superfície do vírus B (HBsAg) mostra sempre a presença de viremia, mas isoladamente não consegue diferenciar a doença aguda da doença crônica, sendo necessário inicialmente se realizar conjuntamente o ANTI-HBc-total. Mediante esses dois resultados o médico saberá se o paciente foi vacinado, se teve contato com a hepatite B e curou de forma espontânea ou se serão necessários outros exames para determinar a fase da doença. 3 - QUANDO COMEÇAR O TRATAMENTO:O tratamento é indicado em pacientes com doença hepática (danos no fígado) ativa ou avançada, com risco de desenvolver cirrose ou câncer no fígado, ou com transaminases elevadas, fatores estes considerados como negativos em relação à progressão da doença e do câncer. Atualmente também e considerado a carga viral (HBV/DNA) já que comprovadamente a carga viral e um prognostico ruim na hepatite B. Pacientes sem indicação de tratamento devem ser acompanhados a cada seis meses, no máximo, para detectar alterações no seu quadro clinico. 4 - QUAL TRATAMENTO:A decisão de se utilizar no tratamento o Interferon alfa (convencional), o Interferon Peguilado, a Lamivudina, o Adefovir, o Entecavir ou o Tenofovir e muito critica, pois a escolha de uma das drogas como terapia inicial poderá, caso aconteça resistência do vírus, comprometer a utilização das outras no futuro devido a resistências cruzadas.Os interferons possuem a vantagem de serem utilizados por um período determinado (seis ou doze meses), porém são medicamentos injetáveis e com efeitos colaterais em alguns casos desagradáveis. Os outros medicamentos são todos orais, praticamente sem efeitos colaterais, mas em alguns casos será necessário seu uso continuo, até pelo resto de vida do paciente. 5 - QUANDO PARAR O TRATAMENTO:Quando empregado o interferon o tratamento e realizado por seis ou doze meses. Aproximadamente entre 20 e 30% dos tratados conseguem negativar. Os restantes deverão iniciar um tratamento com os medicamentos orais. Quando empregados os medicamentos orais Lamivudina, Adefovir, Entecavir ou Tenofovir a decisão de parar deve ser muito criteriosa por parte do médico, pois poderá acontecer a recidiva do vírus, uma "erupção" muito forte da doença e até a descompensação hepática do paciente. Portanto todos os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados após a retirada dos medicamentos. Não existem parâmetros muito claros em relação a quando interromper o tratamento, motivo pelo qual o tratamento da hepatite B somente deve ser realizado por infectologistas, hepatologistas ou gastroenterologistas que estejam muito familiarizados com a doença e com os últimos avanços científicos. Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:1 - AS Lok. Therapy of Hepatitis B - 13th International Symposium on Viral Hepatitis and Liver Disease (ISVHLD). Washington, DC. March 20-24, 2009. Abstract SP-18.2 - JH Hoofnagle, E Doo, TJ Liang, and others. Management of hepatitis B: summary of a clinical research workshop. Hepatology 45: 1056-1075. 2007.3 - AS Lok and BJ McMahon. Chronic hepatitis B. Hepatology 45: 507-539. 2007.4 - European Association for the Study of the Liver. EASL clinical practice guidelines: management of chronic hepatitis B. Journal of Hepatology 50(2): 227-242. February 2009.5 - JL Dienstag. Hepatitis B virus infection. New England Journal of Medicine 359: 1486-1500. 2008.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Como proceder quando existe necessidade de uma ação judicial para conseguir o tratamento da hepatite B ou C?
O primeiro passo e solicitar o tratamento na esfera administrativa. Para tal deverá ser PROTOCOLADO na secretaria da saúde estadual ou municipal (se residir fora da capital) a correspondente solicitação.Na maioria dos estados será necessário apresentar tudo em 3 vias (copias Xerox) dos seguintes documentos:1 - Cartão do SUS;2 - Copia da identidade;3 - Copia do CPF;4 - Comprovante de residência;5 - carta endereçada ao secretário estadual ou municipal da saúde para que administrativamente e espontaneamente sejam fornecidos pelo SUS os medicamentos solicitados num prazo máximo de 30 dias, relacionando na mesma todos os documentos que estão sendo entregues acompanhando a solicitação;6 - Últimos exames exigidos pelo protocolo que comprovem a doença e a necessidade de tratamento (biopsia, PCR, genotipagem, hemograma, etc.).7 - Em caso de medicamentos aprovados pela ANVISA e ainda não constantes dos protocolos do SUS a receita do médico deve detalhar o histórico da doença e a justificativa para indicar o tratamento com tal medicamento já autorizado para comercialização no Brasil, sendo fundamental detalhar os riscos que podem advir para o paciente se não receber os medicamentos.O processo passará pelo exame de um grupo de profissionais da secretária da saúde para ver se o pedido e justificado clinicamente, não causará dano ao paciente ou se se trata de algo ineficaz ou supérfluo. IMPORTANTE: Ao entregar na secretaria da saúde todos os documentos acima solicite para que seja protocolado o recebimento nas copias que ficarão em seu poder. SITUAÇÕES ESPECIAIS: Pacientes de hepatite C que não apresentam o grau de fibrose F2 requerido no protocolo, ou outras situações como genótipos não beneficiados com o interferon peguilado no caso da hepatite C, retratamento, etc., devem colocar na requisição que amparados na justificativa do Item 9 do protocolo estão a procura do aumento da expectativa de vida, da melhoria na qualidade de vida, na redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático e, na diminuição do risco de transmissão da doença. O Item 9 do protocolo diz: 9. Benefícios Esperados com o Tratamentoa) resposta virológica sustentada, definida pelo exame de HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo) na semana 24 após o final do tratamento negativo;b) aumento da expectativa de vida;c) melhora da qualidade de vida;d) redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático; ee) diminuição do risco de transmissão da doença. PLANOS DE SAÚDE:O tratamento da hepatite C com interferon peguilado pode ser realizado pelos planos de saúde, todos eles. A ação judicial e mais fácil e rápida que a impetrada contra o estado, pois e uma ação requerida nos Juizados especiais (pequenas causas). O modelo de ação e o procedimento necessário e encontrado na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org Os pacientes de hepatite B podem ser divididos em duas categorias. Aqueles que tratados com interferon alfa (convencional) ao conseguiram negativar e os que tratados com lamivudina se encontram resistentes ao medicamento devem colocar isso na solicitação, informando (pelo médico) sobre a necessidade do Adefovir ou o Entecavir. Pacientes virgens de tratamento para hepatite B também podem requerer o Interferon Peguilado, Adefovir e o Entecavir como primeira opção terapêutica, devido às evidencias cientificas da superioridade desses medicamentos ainda não incluídos no protocolo de tratamento do SUS, o qual não é atualizado nos últimos sete anos. Todos esses medicamentos estão autorizados para uso e comercialização no Brasil pela ANVISA. Modelos de ações para cada tipo de medicamento utilizado no tratamento da hepatite B e, os procedimentos necessários, são encontrados na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org SEM RESPOSTA OU TRATAMENTO NEGADO:Passados 30 dias, sem obter resposta ou recebendo a negativa por parte de secretaria da saúde deverá ser procurada a esfera judicial para receber o tratamento, levando a copia protocolada na secretaria da saúde para comprovar o não recebimento do tratamento. Pessoas que podem comprovar mediante o recibo de salário (Holerite) que a renda e inferior a 3 salários mínimos podem conseguir assistência judiciária gratuita na Defensoria Pública ou no Ministério Público Estadual, ou ainda nos escritórios modelos de todas as faculdades de direito. Para aqueles que ganham acima de 3 salários mínimos, para ter a justiça gratuita deverão comprovar mediante documentos que o valor do tratamento comprometeria mais de um terço da sua renda, sendo em muitos casos conseguir a assistência gratuita nesses casos. Não conseguindo ou não se enquadrando na justiça gratuita será necessário o auxilio de um advogado particular. Para poder negociar um preço "camarada" você deve levar os modelos existentes na seção AÇÕES JUDICIAIS da nossa página, pois com isso estará facilitando o trabalho de pesquisa e redação. Ou indique para ele acessar o site Web onde são encontrados gratuitamente os diversos modelos na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org O advogado estará ingressando com uma ação solicitando a expedição de mandato via Liminar para que o Juiz conceda num prazo de 48 horas os medicamentos necessários, oficiando a secretaria desta decisão por não ter sido atendido o pedido administrativo realizado pelo paciente.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Considerações sobre a biopsia do fígado
A biopsia hepática e um procedimento que não está isento de riscos (incluindo dor, sangramento e perfuração de outros órgãos) estando ainda sujeita a erros ocasionados quando o tamanho da amostra e insuficiente para analise ou por interpretação inadequada quando o laudo e realizado por um patologista com pouca experiência. Também, por se tratar de um procedimento cirúrgico causa muita ansiedade nos pacientes.
Varias pesquisas estão sendo realizadas para encontrar meios alternativos para determinar o grau de fibrose existente no fígado, mas até o momento os resultados apresentados somente são confiáveis nas duas extremidades da fibrose, determinando com segurança a fibrose mínima e a cirrose, não apresentando resultados úteis ou confiáveis quando os graus de fibrose se situam nas faixas intermediarias (F2 e F3 em especial).
Na Espanha era esperado um método utilizando a tomografia computarizada com um programa especifico do computador, mas passados seis meses do anunciado lançamento nada foi apresentado. Nos Estados Unido muito se falou sobre a Elastografia, a qual utilizando ultra-som de baixa freqüência e ondas elásticas mede a elasticidade do fígado. Os primeiros resultados eram alentadores, melhores que os outros métodos não invasivos, mas quando foi pesquisado em pacientes obesos os resultados eram alterados. Em pacientes com hepatite aguda a elastografia confundia a atividade necro inflamatória com a fibrose. Ante esses graves problemas o FDA não autorizou a aprovação do método.
Assim, apesar dos inconvenientes da biopsia ela continua sendo considerada o "padrão ouro" para definir o real estado em que se encontra o fígado. Por enquanto nada substitui a certeza que uma boa biopsia (interpretada por um bom patologista), pode oferecer.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Varias pesquisas estão sendo realizadas para encontrar meios alternativos para determinar o grau de fibrose existente no fígado, mas até o momento os resultados apresentados somente são confiáveis nas duas extremidades da fibrose, determinando com segurança a fibrose mínima e a cirrose, não apresentando resultados úteis ou confiáveis quando os graus de fibrose se situam nas faixas intermediarias (F2 e F3 em especial).
Na Espanha era esperado um método utilizando a tomografia computarizada com um programa especifico do computador, mas passados seis meses do anunciado lançamento nada foi apresentado. Nos Estados Unido muito se falou sobre a Elastografia, a qual utilizando ultra-som de baixa freqüência e ondas elásticas mede a elasticidade do fígado. Os primeiros resultados eram alentadores, melhores que os outros métodos não invasivos, mas quando foi pesquisado em pacientes obesos os resultados eram alterados. Em pacientes com hepatite aguda a elastografia confundia a atividade necro inflamatória com a fibrose. Ante esses graves problemas o FDA não autorizou a aprovação do método.
Assim, apesar dos inconvenientes da biopsia ela continua sendo considerada o "padrão ouro" para definir o real estado em que se encontra o fígado. Por enquanto nada substitui a certeza que uma boa biopsia (interpretada por um bom patologista), pode oferecer.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
terça-feira, 24 de março de 2009
Apresentados os resultados da fase 3 da pesquisa com o ALBUFERON
O Albuferon® (albinterferon alfa-2b) e um novo interferon que está sendo desenvolvido pela empresa Human Genome Sciences tendo apresentado os resultados encontrados na fase 3 da pesquisa no tratamento da hepatite C. Na fase 3 foram tratados pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C os quais receberam uma aplicação de 900mcg de Albuferon® (albinterferon alfa-2b) a cada duas semanas combinado com a dosagem normal de ribavirina. Para efeito de controle outro grupo foi tratado da forma convencional com uma aplicação semanal de peginterferon alfa-2a (Pegasys) e a mesma dosagem de ribavirina. Os resultados apresentados são exatamente iguais aos conseguidos atualmente com o interferon peguilado, com a única vantagem de ser necessária uma aplicação de interferon a cada 14 dias. Foram observados efeitos colaterais e adversos similares nos dois grupos de pacientes. O Dr. Stefan Zeuzem, coordenador da pesquisa afirma que os atuais resultados apresentados no genótipo 1, confirmam a eficácia e segurança do novo interferon tal qual já demonstrado nos estudos realizados com os genótipos 2 e 3, sugerindo que o Albuferon® (albinterferon alfa-2b) tem o potencial para se tornar mais uma importante opção no tratamento da hepatite C. É estimado pela Human Genome Sciences que a solicitação de comercialização do novo interferon, o Albuferon® (albinterferon alfa-2b) seja realizada as autoridades ainda em 2009. Pessoalmente me entusiasma saber que em curto espaço de tempo estará disponível comercialmente mais um interferon. Não tenho a menor idéia do preço, mas é sempre bem-vindo qualquer novo concorrente para acirrar a guerra de marketing entre os fabricantes.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
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Jovem consume suplemento para emagrecer e contraiu hepatite
Ante um novo caso, o doutor Hugo Tanno diz que os suplementos, em alguns casos, podem produzir problemas hepáticos sérios. Deveria haver advertências nas etiquetas dos produtos. A percentagem de afetados é muito pequena.
A ação judicial de uma jovem da cidade de Rosario, Argentina, a uma empresa fabricante de suplementos para emagrecer, aos que atribuiu ter sofrido reações alérgicas e uma insuficiência respiratória, coloca em evidencia problemas similares. Outro jovem da mesma cidade chegou ao Hospital Centenário com intoxicação hepática e seu caso foi o primeiro relatado no país de hepatite "inegavelmente vinculada ao consumo do Herbalife", conforme assinalaram os profissionais que o atenderam. A história clínica do paciente foi apresentada em um seminário da carreira de pós-graduação em Gastroenterologia do hospital, realizado em 2007. O caso está fundamentado em estudos internacionais que chegaram aos mesmos resultados. "Herbalife não é ruim para todos, mas em alguns casos pode produzir uma intoxicação no fígado", destacou o chefe do Serviço do Gastroenterologia do Centenário, Hugo Tanno, quem foi o médico que em seu momento atendeu ao paciente e pôde comprovar que sua enfermidade se devia ao consumo desses produtos. O tema é um tópico de debate internacional. E a partir deste caso, os gastroenterologos da cidade de Rosario incluíram no questionário de rotina se o paciente consume Herbalife. O NOVO CASOTranscorria o ano 2007 quando o médico recebeu em seu consultório a um paciente com claros sintomas de hepatite, uma inflamação do fígado causada por um vírus ou um medicamento. Estava amarelo, a urina era escura e manifestava que se sentia muito cansado. "Descartadas as causas comuns da doença, viu-se que, fora a alimentação normal, o único que consumia o paciente eram complementos para sua dieta. Foi então advertido que certas ervas do Herbalife podiam estar lhe produzindo toxicidade no fígado, mas o paciente só acedeu transitoriamente a suspender a medicação", contou o Dr. Tanno. Ainda assim, o paciente reincidiu três vezes. "Quando se sentia bem tornava a ingerir o suplemento e então piorava. Isto levou a que lhe fizesse uma biópsia hepática, que demonstrou convincentemente que o paciente sofria uma lesão produzida pelo produto dietético", confirmou o médico. Casualmente, em pleno tratamento, o paciente voltou a ter um novo brote e a deteriorar-se. Enquanto a equipe médica estudava o caso, a revista científica Journal of Hepatology do ano 2007 publicou 20 casos de pacientes israelenses e suíços com intoxicação hepática pelo consumo do Herbalife. O título dos trabalhos era "A associação do consumo de suplementos nutricionais do Herbalife e a hepatotoxicidade" e reportavam o mesmo quadro que o paciente em questão. A contundência das publicações científicas fez que fosse suspendido o suplemento dietético e o paciente melhorou. Tanno o revisou faz duas semanas e comprovou que "o funcionamento de seu fígado é normal". NÃO É PARA TODOS"Herbalife não é ruim para o fígado" quis deixar em claro o médico, mas sim "há fígados que não são bons para o Herbalife". De fato, entre milhões de consumidores são poucos os que se intoxicam. "Não quero demonizar o produto - afirmou o gastroenterólogo-. Terá que distinguir entre a possibilidade e a probabilidade. A toxicidade é possível, mas pouco provável, e de fato há provas conhecidas". Tanno sugeriu que nas etiquetas destes produtos "teria que haver uma advertência sobre os potenciais efeitos adversos que podem produzir no fígado", já que os suplementos podem confundir-se com medicamentos, embora se autorizem como suplementos. Já existem "mais de sete publicações médicas que falam da toxicidade destes suplementos, sem contar com o subnotificação (casos de hepatite não diagnosticados)", advertiu. Da mesma maneira em que o fazem os medicamentos nas bulas, onde esclarecem contra-indicações, "assim deveria ser feito pela empresa multinacional", opinou o gastroenterologo. Em coincidência, muitas publicações científicas (como por exemplo, as que reportaram as investigações de médicos israelenses, avalizados pelo Ministério de Saúde de seu país) fazem explícito um chamado a uma "mudança da regulação concernente aos suplementos nutricionais que explicitem os efeitos adversos". Tal como passa com os medicamentos, o paracetamol também pode produzir danos hepáticos e no prospecto se lê que, entre as reações adversas, "o efeito mais grave pela overdose é uma necrose hepática". O mesmo ocorre com certos antiinflamatórios como o diclofenax. Tanno disse que se um paciente lhe perguntar se pode tomar Herbalife não pode lhe dizer que não. "Mas lhes advirto que se perceberem algum sintoma estranho consultem porque existe a possibilidade de que gere efeitos tóxicos", esclareceu. CAUSA DANOS EM ALGUNS CONSUMIDORESHerbalife é um suplemento dietético que se oferece como um alimento. O estudo de Alain Schoepfer publicado na revista Journal of Hepatology (2007) assinala que os produtos desta marca "estão realizados com plantas e ervas enriquecidas com nutrientes, azeite, minerais e vitaminas. Geralmente, o número exato de produtos, assim como sua composição, é desconhecido. Por isso é difícil especificar qual delas são as que provocam toxicidade ao fígado". Na mesma linha, o chefe da cadeira do Gastroenterologia do Hospital Centenário, Hugo Tanno, assinalou que "há compostos que têm certas ervas que podem ser tóxicas. Não se trata da erva em si, mas sim da união de produtos dessa erva com determinadas proteínas do organismo". E, até o momento, é no fígado onde mais se vêem os efeitos tóxicos do Herbalife. Na próxima semana em um congresso latino-americano de fígado, Tanno comentará os avanços da hepatite nos últimos 20 anos. Justamente abundará sobre o consumo de suplementos e medicamentos homeopáticos, que também produzem conseqüências negativas no organismo.
Tradução:
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
A ação judicial de uma jovem da cidade de Rosario, Argentina, a uma empresa fabricante de suplementos para emagrecer, aos que atribuiu ter sofrido reações alérgicas e uma insuficiência respiratória, coloca em evidencia problemas similares. Outro jovem da mesma cidade chegou ao Hospital Centenário com intoxicação hepática e seu caso foi o primeiro relatado no país de hepatite "inegavelmente vinculada ao consumo do Herbalife", conforme assinalaram os profissionais que o atenderam. A história clínica do paciente foi apresentada em um seminário da carreira de pós-graduação em Gastroenterologia do hospital, realizado em 2007. O caso está fundamentado em estudos internacionais que chegaram aos mesmos resultados. "Herbalife não é ruim para todos, mas em alguns casos pode produzir uma intoxicação no fígado", destacou o chefe do Serviço do Gastroenterologia do Centenário, Hugo Tanno, quem foi o médico que em seu momento atendeu ao paciente e pôde comprovar que sua enfermidade se devia ao consumo desses produtos. O tema é um tópico de debate internacional. E a partir deste caso, os gastroenterologos da cidade de Rosario incluíram no questionário de rotina se o paciente consume Herbalife. O NOVO CASOTranscorria o ano 2007 quando o médico recebeu em seu consultório a um paciente com claros sintomas de hepatite, uma inflamação do fígado causada por um vírus ou um medicamento. Estava amarelo, a urina era escura e manifestava que se sentia muito cansado. "Descartadas as causas comuns da doença, viu-se que, fora a alimentação normal, o único que consumia o paciente eram complementos para sua dieta. Foi então advertido que certas ervas do Herbalife podiam estar lhe produzindo toxicidade no fígado, mas o paciente só acedeu transitoriamente a suspender a medicação", contou o Dr. Tanno. Ainda assim, o paciente reincidiu três vezes. "Quando se sentia bem tornava a ingerir o suplemento e então piorava. Isto levou a que lhe fizesse uma biópsia hepática, que demonstrou convincentemente que o paciente sofria uma lesão produzida pelo produto dietético", confirmou o médico. Casualmente, em pleno tratamento, o paciente voltou a ter um novo brote e a deteriorar-se. Enquanto a equipe médica estudava o caso, a revista científica Journal of Hepatology do ano 2007 publicou 20 casos de pacientes israelenses e suíços com intoxicação hepática pelo consumo do Herbalife. O título dos trabalhos era "A associação do consumo de suplementos nutricionais do Herbalife e a hepatotoxicidade" e reportavam o mesmo quadro que o paciente em questão. A contundência das publicações científicas fez que fosse suspendido o suplemento dietético e o paciente melhorou. Tanno o revisou faz duas semanas e comprovou que "o funcionamento de seu fígado é normal". NÃO É PARA TODOS"Herbalife não é ruim para o fígado" quis deixar em claro o médico, mas sim "há fígados que não são bons para o Herbalife". De fato, entre milhões de consumidores são poucos os que se intoxicam. "Não quero demonizar o produto - afirmou o gastroenterólogo-. Terá que distinguir entre a possibilidade e a probabilidade. A toxicidade é possível, mas pouco provável, e de fato há provas conhecidas". Tanno sugeriu que nas etiquetas destes produtos "teria que haver uma advertência sobre os potenciais efeitos adversos que podem produzir no fígado", já que os suplementos podem confundir-se com medicamentos, embora se autorizem como suplementos. Já existem "mais de sete publicações médicas que falam da toxicidade destes suplementos, sem contar com o subnotificação (casos de hepatite não diagnosticados)", advertiu. Da mesma maneira em que o fazem os medicamentos nas bulas, onde esclarecem contra-indicações, "assim deveria ser feito pela empresa multinacional", opinou o gastroenterologo. Em coincidência, muitas publicações científicas (como por exemplo, as que reportaram as investigações de médicos israelenses, avalizados pelo Ministério de Saúde de seu país) fazem explícito um chamado a uma "mudança da regulação concernente aos suplementos nutricionais que explicitem os efeitos adversos". Tal como passa com os medicamentos, o paracetamol também pode produzir danos hepáticos e no prospecto se lê que, entre as reações adversas, "o efeito mais grave pela overdose é uma necrose hepática". O mesmo ocorre com certos antiinflamatórios como o diclofenax. Tanno disse que se um paciente lhe perguntar se pode tomar Herbalife não pode lhe dizer que não. "Mas lhes advirto que se perceberem algum sintoma estranho consultem porque existe a possibilidade de que gere efeitos tóxicos", esclareceu. CAUSA DANOS EM ALGUNS CONSUMIDORESHerbalife é um suplemento dietético que se oferece como um alimento. O estudo de Alain Schoepfer publicado na revista Journal of Hepatology (2007) assinala que os produtos desta marca "estão realizados com plantas e ervas enriquecidas com nutrientes, azeite, minerais e vitaminas. Geralmente, o número exato de produtos, assim como sua composição, é desconhecido. Por isso é difícil especificar qual delas são as que provocam toxicidade ao fígado". Na mesma linha, o chefe da cadeira do Gastroenterologia do Hospital Centenário, Hugo Tanno, assinalou que "há compostos que têm certas ervas que podem ser tóxicas. Não se trata da erva em si, mas sim da união de produtos dessa erva com determinadas proteínas do organismo". E, até o momento, é no fígado onde mais se vêem os efeitos tóxicos do Herbalife. Na próxima semana em um congresso latino-americano de fígado, Tanno comentará os avanços da hepatite nos últimos 20 anos. Justamente abundará sobre o consumo de suplementos e medicamentos homeopáticos, que também produzem conseqüências negativas no organismo.
Tradução:
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Novas evidências sobre a cura da hepatite C
Durante 5 anos um total de 150 pacientes com resposta virológica sustentada (curados) após tratamento da hepatite C foram acompanhados neste estudo. Para ser incluído no estudo era necessário que antes do tratamento a biopsia mostrasse uma fibrose F2 ou superior.
Os resultados mostram de forma irrefutável que eliminando o vírus os benefícios para os pacientes são impressionantes. Em cinco anos após o tratamento 82% dos pacientes conseguiram redução no grau de fibrose, 92% diminuíram os níveis de inflamação e 20% recuperaram totalmente (ou quase) o fígado com resultados na biopsia realizada cinco após o tratamento de um grau de fibrose F0 ou F1.
Dois pacientes com cirrose antes do tratamento desenvolveram câncer no fígado e um deles morreu. Todos os outros pacientes com fibrose avançada ou cirrose antes do tratamento apresentaram melhora no dano existente no fígado ao se realizar a segunda biopsia. Nenhum dos 150 pacientes apresentou recidiva do vírus durante os 5 anos do estudo.
Concluem os autores que embora os benefícios da resposta sustentada (cura da hepatite C) em curto prazo eram conhecidos, poucos estudos tinham acompanhado esses pacientes por longos períodos, tal qual o presente estudo, o qual demonstra a importância da realização do tratamento para prevenir graves problemas no futuro.
MEU COMENTÁRIO:
Os dados falam por si mesmo dispensando qualquer comentário em relação aos benefícios conseguidos pelos 60% que conseguem curar a hepatite C com os tratamentos atualmente disponíveis.
Para aqueles que desafortunadamente não conseguem sucesso resta à esperança de podermos dispor de novos medicamentos em curto prazo, conforme mostram com muita esperança os inibidores de proteases, os novos interferons e até medicamentos já existentes, como a Nitazoxanide.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Clinical, virologic, histologic, and biochemical outcomes after successful HCV therapy: A 5-year follow-up of 150 patients - "No patient had conclusive evidence of virologic relapse" Hepatology March 2009 - This work was presented in part at the 13th International Conference on Hepatitis C and Related Flaviviviruses, August 2006, Cairns, Australia, and at the annual meeting of the American Association for the Study of Liver Diseases, October 2006, Boston, MA.
Sarah L. George , Bruce R. Bacon, Elizabeth M. Brunt, Kusal L. Mihindukulasuriya, Joyce Hoffmann, Adrian M. Di Bisceglie - Saint Louis University Liver Center and the Division of Gastroenterology, Department of Internal Medicine, Saint Louis University, St. Louis, Division of Hepatology, Department of Internal Medicine, Saint Louis University, St. Louis, Division of Infectious Diseases, Department of Internal Medicine, Saint Louis University, St. Louis, Department of Pathology and Immunology, Washington University School of Medicine, St. Louis, Research Service, St. Louis Veterans Affairs Medical Center, St. Louis.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Os resultados mostram de forma irrefutável que eliminando o vírus os benefícios para os pacientes são impressionantes. Em cinco anos após o tratamento 82% dos pacientes conseguiram redução no grau de fibrose, 92% diminuíram os níveis de inflamação e 20% recuperaram totalmente (ou quase) o fígado com resultados na biopsia realizada cinco após o tratamento de um grau de fibrose F0 ou F1.
Dois pacientes com cirrose antes do tratamento desenvolveram câncer no fígado e um deles morreu. Todos os outros pacientes com fibrose avançada ou cirrose antes do tratamento apresentaram melhora no dano existente no fígado ao se realizar a segunda biopsia. Nenhum dos 150 pacientes apresentou recidiva do vírus durante os 5 anos do estudo.
Concluem os autores que embora os benefícios da resposta sustentada (cura da hepatite C) em curto prazo eram conhecidos, poucos estudos tinham acompanhado esses pacientes por longos períodos, tal qual o presente estudo, o qual demonstra a importância da realização do tratamento para prevenir graves problemas no futuro.
MEU COMENTÁRIO:
Os dados falam por si mesmo dispensando qualquer comentário em relação aos benefícios conseguidos pelos 60% que conseguem curar a hepatite C com os tratamentos atualmente disponíveis.
Para aqueles que desafortunadamente não conseguem sucesso resta à esperança de podermos dispor de novos medicamentos em curto prazo, conforme mostram com muita esperança os inibidores de proteases, os novos interferons e até medicamentos já existentes, como a Nitazoxanide.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Clinical, virologic, histologic, and biochemical outcomes after successful HCV therapy: A 5-year follow-up of 150 patients - "No patient had conclusive evidence of virologic relapse" Hepatology March 2009 - This work was presented in part at the 13th International Conference on Hepatitis C and Related Flaviviviruses, August 2006, Cairns, Australia, and at the annual meeting of the American Association for the Study of Liver Diseases, October 2006, Boston, MA.
Sarah L. George , Bruce R. Bacon, Elizabeth M. Brunt, Kusal L. Mihindukulasuriya, Joyce Hoffmann, Adrian M. Di Bisceglie - Saint Louis University Liver Center and the Division of Gastroenterology, Department of Internal Medicine, Saint Louis University, St. Louis, Division of Hepatology, Department of Internal Medicine, Saint Louis University, St. Louis, Division of Infectious Diseases, Department of Internal Medicine, Saint Louis University, St. Louis, Department of Pathology and Immunology, Washington University School of Medicine, St. Louis, Research Service, St. Louis Veterans Affairs Medical Center, St. Louis.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
terça-feira, 17 de março de 2009
Terapia hiperbárica - Um alerta!
O artigo a seguir foi publicado no "The New York Times" e reproduzido em jornais do todo o mundo. A terapia hiperbárica, onde o paciente fica numa câmera de pressão recebendo oxigênio e "vendida" como uma solução para dezenas de doenças, mas tal qual como a ozonoterapia, a auto-hemoterapia, a urinoterapia e tantas outras técnicas alternativas desse tipo de nada servem para o tratamento das hepatites B ou C. Podem ser úteis em outras doenças, mas quando falam que curam a hepatite estão se referindo a hepatite A, uma doença benigna que cura sem necessidade de tratamento, motivo pelo qual qualquer tratamento pode ser considerado como milagroso, pois se o paciente simplesmente repousa estará curando sem nenhum tratamento. A hepatite A e ideal para quem quer vender um tratamento, pois sempre vai demonstrar a cura do paciente, enganando os incautos que sofrem das hepatites B ou C. Mais uma vez serve como alerta, pois pacientes ansiosos, deprimidos, não respondedores, etc., podem ser presas fáceis de aproveitadores. O único efeito dessas terapias e ficar sem dinheiro na conta do banco. As melhores terapias alternativas são o pensamento positivo, a fé em qualquer religião, manter o peso ideal, praticar exercícios físicos aeróbicos, uma alimentação saudável, a psicologia, o compartilhar experiências em grupos de apoio e, até com cuidados e consulta médica algumas vitaminas ou chá de ervas em quantidade moderadas.
Oxigênio para a cura de doençasTerapia, existente há 300 anos, pode salvar vidas, segundo estudos clínicos e laboratoriaisJane E. Brody - THE NEW YORK TIMESA terapia de oxigênio hiperbárico foi, durante muito tempo, considerada "um tratamento sem alvo". Nos últimos anos, contudo, estudos clínicos e laboratoriais encontraram mais de uma dezena de doenças sérias para as quais é considerado uma solução valiosa e que, às vezes, salva vidas. Apesar de a administração de oxigênio puro numa câmara de alta pressão existir como terapia há mais de 300 anos, só agora está começando a atingir seu potencial, de acordo com reportagem publicada numa edição de novembro no jornal Emergency Medicine. Ao mesmo tempo, a terapia de oxigênio hiperbárico engrossou a lista de remédios não comprovados para muitas doenças, especialmente as incuráveis como paralisia cerebral e autismo. O uso da terapia nessas situações caracteriza charlatanismo que explora pacientes e pais totalmente desesperados. Uma família que conheço gastou US$ 40 mil numa tentativa fútil de reverter a paralisia cerebral do filho; outra gastou mais do que isso e até comprou uma unidade hiperbárica para casa para tratar o autismo do filho. Fator credibilidade A Sociedade Médica Hiperbárica, organização profissional da área, reconhece 13 doenças que justificam a indicação de pacientes para câmaras de alta pressão que forçam a entrada de oxigênio puro no sangue e nos tecidos. Onze dessas doenças foram aprovadas pelo seguro saúde Medicare para reembolso, indicando que evidência consolidada sustenta o uso de oxigênio hiperbárico. A lista inclui doença da descompressão, fasciite necrosante (infecção bacteriana destrutiva), intoxicação por monóxido de carbono, gangrena gasosa (complicação de apendicite aguda), osteomielite (infecção óssea), feridas que não curam e problemas nos ossos e tecidos causados pela radiação. Não há na lista, contudo, paralisia cerebral, autismo, esclerose múltipla, derrame, degeneração macular, lesão na medula espinhal, lesões decorrentes do esporte, ataque cardíaco, síndrome pós-pólio, doença de Lyme, enxaqueca, cirrose, miastenia grave, fibromialgia ou síndrome de fadiga crônica - entre dezenas de doenças que clínicas independentes afirmam tratar com oxigênio hiperbárico. DivergênciasAinda há afirmações de celebridades como Michael Jackson, que recorreu ao tratamento na esperança de mantê-lo vivo até os 150 anos, e Keanu Reeves, que o usou para tentar curar insônia. - Credibilidade é um problema enorme - observa Richard E. Clarke, diretor de uma fundação de pesquisa que patrocina estudos relevantes cientificamente. - Estamos todos no mesmo barco. Apesar de a terapia de oxigênio hiperbárico ter sido anunciada como benéfica para várias outras doenças, infelizmente, não existe evidência clínica, de acordo com Clarke. - É uma terapia relativamente cara e que consome tempo, e faz sentido perguntar se é eficiente e se os benefícios são duradouros. Mesmo para as doenças aprovadas pela Medicare, as evidências são contraditórias. - Uma crítica persistente da medicina hiperbárica fala da falta de estudos em larga escala, em vários centros para várias das primeiras indicações - destacam Chris Maples e Moss Mendelson da Escola Médica de Virginia em Norfolk, na reportagem da publicação Emergency Medicine. Os médicos dizem que os dados estão conflitantes, particularmente quanto a intoxicação por monóxido de carbono, lesões e infecções de tecidos. - Algumas tentativas demonstraram trazer benefícios ao passo que outras não - concluem os dois especialistas. Além de benefícios, método traz alguns riscosUm dos problemas que travam o caminho de bons estudos é a dificuldade de prescrever aleatoriamente aos pacientes o tratamento e controlar grupos de um jeito que não percebam que estão num grupo, explica Charles S. Graffeo, especialista em medicina hiperbárica na Escola Médica de Virginia. Outro problema é achar pacientes suficientes com as mesmas doenças, o que é fundamental para reunir dados estatisticamente relevantes. Graffeo diz que há boa base teórica e evidência promissora de que a terapia de oxigênio hiperbárico possa ajudar a tratar coágulos na retina, ulceração causada pelo frio, mordidas de aranha e queimaduras. - Mas não há estudos científicos suficientes - conta. - Conduzir exames clínicos controlados com oxigênio hiperbárico é um pouco mais desafiador do que testar drogas.O médico pediu aos pacientes que evitem centros hiperbáricos independentes de propriedade de apenas um médico ou um pequeno grupo que não são associados a um grande hospital ou faculdade de medicina. Sobre as promessas feitas por essas clínicas, ele é taxativo: - Nenhuma organização legítima aprovaria tratamento de paralisia cerebral com terapia de oxigênio hiperbárico. Não vi nada que fosse muito promissor para sustentar esse uso. Se eu tivesse um filho com paralisia cerebral, eu nem cogitaria o tratamento. Além disso, a terapia não está totalmente livre de riscos, apesar de a maior parte deles ser branda e pequena, e não houve nenhuma fatalidade documentada em mais de 75 anos de uso na América do Norte. Os riscos incluem dor no ouvido, hipoglicemia, miopia que podem durar semanas, e ataques de ansiedade resultantes de confinamento na câmara. A terapia é perigosa para alguns pacientes, incluindo aqueles com um pneumotórax (acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana) e os que fazem quimioterapia com cisplatinum ou adriamicina. A terapia também pode prejudicar grávidas e pessoas com asma ou câncer, entre outras. Sucesso O oxigênio hiperbárico pode salvar a vida de pacientes com doença da descompressão, como mergulhadores que subiram a superfície muito rapidamente. Para os que sofrem de grave intoxicação por monóxido de carbono, o estudo mais rigoroso até agora descobriu que três tratamentos hiperbáricos diminuíram danos cognitivos. Traumas como ferimentos por conta de colisões e queimaduras que impedem que os tecidos tenham oxigênio adequado também se beneficiam da terapia de oxigênio, assim como infecções que põe a vida em risco como a fasciite necrosante, se a doença for tratada em estágio inicial, segundo especialistas de Virginia. A terapia foi, segundo Graffeo, útil no tratamento de ulcerações nos pés de diabéticos e infecções ósseas, e em pacientes cujos tecidos foram danificados pela radioterapia. O oxigênio hiperbárico promove a liberação do hormônio do crescimento e ajuda a formar vasos sanguíneos em tecidos irradiados, revela.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Oxigênio para a cura de doençasTerapia, existente há 300 anos, pode salvar vidas, segundo estudos clínicos e laboratoriaisJane E. Brody - THE NEW YORK TIMESA terapia de oxigênio hiperbárico foi, durante muito tempo, considerada "um tratamento sem alvo". Nos últimos anos, contudo, estudos clínicos e laboratoriais encontraram mais de uma dezena de doenças sérias para as quais é considerado uma solução valiosa e que, às vezes, salva vidas. Apesar de a administração de oxigênio puro numa câmara de alta pressão existir como terapia há mais de 300 anos, só agora está começando a atingir seu potencial, de acordo com reportagem publicada numa edição de novembro no jornal Emergency Medicine. Ao mesmo tempo, a terapia de oxigênio hiperbárico engrossou a lista de remédios não comprovados para muitas doenças, especialmente as incuráveis como paralisia cerebral e autismo. O uso da terapia nessas situações caracteriza charlatanismo que explora pacientes e pais totalmente desesperados. Uma família que conheço gastou US$ 40 mil numa tentativa fútil de reverter a paralisia cerebral do filho; outra gastou mais do que isso e até comprou uma unidade hiperbárica para casa para tratar o autismo do filho. Fator credibilidade A Sociedade Médica Hiperbárica, organização profissional da área, reconhece 13 doenças que justificam a indicação de pacientes para câmaras de alta pressão que forçam a entrada de oxigênio puro no sangue e nos tecidos. Onze dessas doenças foram aprovadas pelo seguro saúde Medicare para reembolso, indicando que evidência consolidada sustenta o uso de oxigênio hiperbárico. A lista inclui doença da descompressão, fasciite necrosante (infecção bacteriana destrutiva), intoxicação por monóxido de carbono, gangrena gasosa (complicação de apendicite aguda), osteomielite (infecção óssea), feridas que não curam e problemas nos ossos e tecidos causados pela radiação. Não há na lista, contudo, paralisia cerebral, autismo, esclerose múltipla, derrame, degeneração macular, lesão na medula espinhal, lesões decorrentes do esporte, ataque cardíaco, síndrome pós-pólio, doença de Lyme, enxaqueca, cirrose, miastenia grave, fibromialgia ou síndrome de fadiga crônica - entre dezenas de doenças que clínicas independentes afirmam tratar com oxigênio hiperbárico. DivergênciasAinda há afirmações de celebridades como Michael Jackson, que recorreu ao tratamento na esperança de mantê-lo vivo até os 150 anos, e Keanu Reeves, que o usou para tentar curar insônia. - Credibilidade é um problema enorme - observa Richard E. Clarke, diretor de uma fundação de pesquisa que patrocina estudos relevantes cientificamente. - Estamos todos no mesmo barco. Apesar de a terapia de oxigênio hiperbárico ter sido anunciada como benéfica para várias outras doenças, infelizmente, não existe evidência clínica, de acordo com Clarke. - É uma terapia relativamente cara e que consome tempo, e faz sentido perguntar se é eficiente e se os benefícios são duradouros. Mesmo para as doenças aprovadas pela Medicare, as evidências são contraditórias. - Uma crítica persistente da medicina hiperbárica fala da falta de estudos em larga escala, em vários centros para várias das primeiras indicações - destacam Chris Maples e Moss Mendelson da Escola Médica de Virginia em Norfolk, na reportagem da publicação Emergency Medicine. Os médicos dizem que os dados estão conflitantes, particularmente quanto a intoxicação por monóxido de carbono, lesões e infecções de tecidos. - Algumas tentativas demonstraram trazer benefícios ao passo que outras não - concluem os dois especialistas. Além de benefícios, método traz alguns riscosUm dos problemas que travam o caminho de bons estudos é a dificuldade de prescrever aleatoriamente aos pacientes o tratamento e controlar grupos de um jeito que não percebam que estão num grupo, explica Charles S. Graffeo, especialista em medicina hiperbárica na Escola Médica de Virginia. Outro problema é achar pacientes suficientes com as mesmas doenças, o que é fundamental para reunir dados estatisticamente relevantes. Graffeo diz que há boa base teórica e evidência promissora de que a terapia de oxigênio hiperbárico possa ajudar a tratar coágulos na retina, ulceração causada pelo frio, mordidas de aranha e queimaduras. - Mas não há estudos científicos suficientes - conta. - Conduzir exames clínicos controlados com oxigênio hiperbárico é um pouco mais desafiador do que testar drogas.O médico pediu aos pacientes que evitem centros hiperbáricos independentes de propriedade de apenas um médico ou um pequeno grupo que não são associados a um grande hospital ou faculdade de medicina. Sobre as promessas feitas por essas clínicas, ele é taxativo: - Nenhuma organização legítima aprovaria tratamento de paralisia cerebral com terapia de oxigênio hiperbárico. Não vi nada que fosse muito promissor para sustentar esse uso. Se eu tivesse um filho com paralisia cerebral, eu nem cogitaria o tratamento. Além disso, a terapia não está totalmente livre de riscos, apesar de a maior parte deles ser branda e pequena, e não houve nenhuma fatalidade documentada em mais de 75 anos de uso na América do Norte. Os riscos incluem dor no ouvido, hipoglicemia, miopia que podem durar semanas, e ataques de ansiedade resultantes de confinamento na câmara. A terapia é perigosa para alguns pacientes, incluindo aqueles com um pneumotórax (acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana) e os que fazem quimioterapia com cisplatinum ou adriamicina. A terapia também pode prejudicar grávidas e pessoas com asma ou câncer, entre outras. Sucesso O oxigênio hiperbárico pode salvar a vida de pacientes com doença da descompressão, como mergulhadores que subiram a superfície muito rapidamente. Para os que sofrem de grave intoxicação por monóxido de carbono, o estudo mais rigoroso até agora descobriu que três tratamentos hiperbáricos diminuíram danos cognitivos. Traumas como ferimentos por conta de colisões e queimaduras que impedem que os tecidos tenham oxigênio adequado também se beneficiam da terapia de oxigênio, assim como infecções que põe a vida em risco como a fasciite necrosante, se a doença for tratada em estágio inicial, segundo especialistas de Virginia. A terapia foi, segundo Graffeo, útil no tratamento de ulcerações nos pés de diabéticos e infecções ósseas, e em pacientes cujos tecidos foram danificados pela radioterapia. O oxigênio hiperbárico promove a liberação do hormônio do crescimento e ajuda a formar vasos sanguíneos em tecidos irradiados, revela.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
domingo, 8 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
O beneficio do café nas doenças do fígado
Ainda faltam pesquisas conclusivas para permitir recomendações concretas, mas até o momento existem mais constatações a favor que contrarias em relação ao consumo de café nas doenças que atacam o fígado.Já em 1990 pesquisadores do Programa Kaiser dos Estados Unidos publicaram um estudo realizado em 128.934 pacientes com funções hepáticas altamente comprometidas ou já com cirroses, os quais foram acompanhados por durante sete anos. O consumo do café foi associado a menores internações hospitalares ou a mortes devido à cirrose causada pelo álcool. Entre os que se encontravam com elevado dano hepático foi observado que aqueles que bebiam até quatro cafés por dia apresentavam um risco 20% menor de desenvolver cirrose daqueles que não bebiam café. Na época deste estudo nada foi falado sobre a hepatite C, pois a mesma somente foi descoberta ao final da pesquisa.Em 2005 foi publicado um estudo realizado com 110.000 pacientes divididos em três grupos. O grupo que bebia uma ou mais xícaras de café por dia apresentou a metade de possibilidades de desenvolver câncer no fígado que o encontrado entre não bebedores. Vários outros estudos sobre as diversas doenças que atacam o fígado confirmam a suspeita dos benefícios que algum componente do café pode ter sobre a célula hepática, componente este desconhecido, mas que já se descarta ser a cafeína. Não todos podem beber café, pois existem indivíduos com intolerância a bebida, assim como o seu consumo deve ser moderado nunca ultrapassando três ou quatro xícaras por dia, quando então o efeito pode ser contraproducente. Com os estudos já publicados os indivíduos com doenças que atacam o fígado não devem ser desestimulados a beber moderadamente café, ainda mais quando para alguns o ato se transforma num prazer.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Estado emocional interfere em órgãos
Pesquisas confirmam que o estado psicológico interfere no funcionamento do corpo. Pessoas que apresentam problemas freqüentes de saúde costumam sofrer mais de estresse, depressão e ansiedade, segundo a psicóloga hospitalar Mayla Cosmo. Nesse estado, o indivíduo tornase suscetível a doenças físicas. Da mesma forma, estas afetam o estado psicológico. - Doença é uma forma de o paciente expressar um sofrimento psíquico. O corpo é a via de escape para a sobrecarga psíquica. Estresse, depressão e ansiedade podem agravar o quadro clínico - diz Mayla, da Clínica São Vicente e coordenadora da Inner Psicologia.A depressão atinge em cheio o sistema imunológico, deixando a pessoa sem suas defesas naturais. A ansiedade é outro fator importante no aparecimento de doenças ou no agravamento de sintomas. Uma vez doente, o indivíduo precisa adaptar-se à situação (uso de medicamentos, procedimentos invasivos, cirurgias e internação) e isto gera um desequilíbrio em sua vida. Além disso, ela passa a depender da equipe de saúde e, algumas vezes, não tem como controlar a situação. Também o estresse crônico, está intimamente ligado a doenças. Diante de um estímulo estressor, o organismo começa a liberar o hormônio cortisol, que vai minando o funcionamento de vários órgãos: - É preciso ressaltar que há outros fatores envolvidos nas doenças, como a genética, a alimentação, o uso de álcool, outras drogas e sedentarismo -. Algumas pessoas, como a senadora Roseana Sarney e o vicepresidente José Alencar, dizem que "não se entregam" e enfrentam seus problemas de saúde com coragem. Segundo Mayla, esta atitude positiva faz diferença na recuperação: - Sem dúvida o paciente mais otimista, com a atitude positiva tende a se recuperar melhor e rapidamente, porque ele coopera com a equipe de saúde e aceita mais facilmente os procedimentos e eventuais problemas. São muitos os fatores que levam uma pessoa a lidar melhor com problemas graves de saúde, afirma Mayla. A estrutura emocional prévia do paciente, sua idade e o momento da vida em que a doença apareceu. E ainda o tipo de problema de saúde e o tratamento aplicado; as sequelas; a relação médico-paciente; o apoio da família e de sua rede social, além dos recursos financeiros. Ter objetivos de vida e planos para o futuro ajudam no enfrentamento de doenças graves, observa a psicóloga.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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Publicados novos resultados com a Nitazoxanide (Annita - Alinia)
Recebemos um release da Romark Laboratories, fabricante da Nitazoxanide, conhecida comercialmente como Annita ou Alínea, divulgando a publicação na revista cientifica "Gastroenterology" sobre uma pesquisa utilizando o medicamento em combinação com o interferon peguilado alfa 2-a e ribavirina em pacientes infectados com o genótipo 4 da hepatite C.O estudo, randomizado e controlado tinha como objetivo avaliar a segurança e eficácia da Nitazoxanide em pacientes infectados com hepatite C quando empregada junto ao interferon, com ou sem utilização da ribavirina. Participaram do estudo 97 pacientes infectados com o genótipo 4 da hepatite C, em dois hospitais do Egito, pacientes nunca antes tratados com qualquer medicamento.Os pacientes foram divididos em três grupos. GRUPO 1 - Este grupo com 40 pacientes foi tratado com interferon peguilado (PEGASYS) 180 mcg/semana e ribavirina com dosagem entre 1.000 e 1.200 mg/dia durante 48 semanas. GRUPO 2 - Um total de 28 pacientes, tratados com Nitazoxanide 500 mg duas vezes por dia em monoterapia por 12 semanas seguido de Nitazoxanide acrescido de PEGASYS por mais 36 semanas, completando um total de 48 semanas. GRUPO 3 - Incluindo 28 pacientes, tratados com Nitazoxanide 500 mg duas vezes por dia em monoterapia por 12 semanas seguido de Nitazoxanide acrescido de PEGASYS e ribavirina por mais 36 semanas, completando um total de 48 semanas. O objetivo principal do estudo era observar a resposta sustentada, considerada a cura da hepatite C, após 24 semanas do final do tratamento, a qual foi medida mediante exames com sensibilidade de 12 UI/ml. Como objetivos secundários foram relatados a resposta virologica rápida na semana 4 do tratamento, a resposta virologica na semana 12, e a resposta ao final do tratamento na semana 48. A resposta sustentada foi obtida por 50% dos pacientes do Grupo 1; por 61% dos pacientes do Grupo 2 e, por 79% dos pacientes do Grupo 3. A resposta sustentada conseguida nos grupos 2 e 3 confirmam estudos anteriores sobre a potencialização do efeito do interferon na resposta terapêutica. Os efeitos adversos foram semelhantes nos diversos grupos, se observando maior anemia nos pacientes que receberam a ribavirina. MEU COMENTÁRIO:A Nitazoxanide, uma droga anti-parasitaria e bastante utilizada no mundo inteiro para o tratamento de infecções causadas por Cryptosporidium e Giárdia. Atualmente está sendo estudada como mais uma alternativa no tratamento da hepatite C, para ser utilizada conjuntamente com o interferon, com ou sem ribavirina. Os primeiros estudos foram realizados com o genótipo 4, comum no Egito, mas já se encontra em andamento nos Estados Unidos um estudo em fase 2 com pacientes infectados com o genótipo 1. Também vejo muito importante ressaltar que a utilização do interferon durante o tratamento quando combinado com a Nitazoxanide foi de somente 36 semanas. Isso propicia uma diminuição de 25% na despesa com o medicamento e um período menor de efeitos colaterais para o paciente. Vamos aguardar ansiosamente os resultados da fase 2 na pesquisa que está sendo realizada nos Estados Unidos com pacientes infectados com o genótipo 1 e, se confirmados os resultados apresentados no genótipo 4 estaremos diante de uma revolução no tratamento da hepatite C.
Carlos Varaldo - Grupo Otimismo
Carlos Varaldo - Grupo Otimismo
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Novo teste para hepatite C
Um novo teste de biologia molecular para diagnosticar a hepatite C com a mesma sensibilidade dos kits comerciais, mas com um custo infinitamente menor poderá estar disponível proximamente.O teste foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Bonn (Alemanha) em conjunto com o Bernhard-Nocht Institute for Tropical Medicine, de Hamburgo e pesquisadores do Brasil, Cingapura, África do Sul e Inglaterra.Os bancos de sangue dos países com menores recursos ainda não empregam os testes de PCR ou NAT devido ao elevado custo, continuando a empregar as testes de detectam os anticorpos (ANTI-HCV), tal qual acontece no Brasil. O teste ANTI-HCV possui uma janela imunológica grande, conseguindo detectar a hepatite C se ela aconteceu no mínimo 120 ou 150 dias antes da realização do teste, já os testes do tipo PCR ou NAT detectam a infecção após 22 dias de provável infecção, diferença fundamental para uma maior segurança no sangue que será utilizado em transfusões de sangue.O novo teste custará 19 dólares, sendo 10 dólares para pagar patentes a empresas farmacêuticas que possuem a patente dos kits comerciais que empregam a mesma tecnologia e 9 dólares o custo de produção. O custo atual de um teste comercial supera os 100 dólares.O novo teste e ainda superior aos kits comerciais conseguindo ao realizar o sequenciamento detectar todos os genótipos existentes na hepatite C. Atualmente se algum turista se infectar em outro país com um genótipo não existente no seu pais, poderá ao realizar um teste no seu país não ser diagnosticado. O novo teste soluciona esse problema ao detectar todos os genótipos existentes.O novo teste não somente detecta a doença como também realiza a carga viral, assim poderá ser utilizado para acompanhar o tratamento, diminuindo o custo do mesmo. A produção será realizada em laboratórios oficiais já que não existe patente para o teste.O artigo completo e encontrado (em inglês) em http://medicine.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&doi=10.1371%2Fjournal.pmed.1000031 Germany
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo
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É possível parar o tratamento da hepatite B em algum momento?
Atualmente o tratamento da hepatite B possui um arsenal de diversas drogas antivirais de uso oral o que facilita a escolha para cada caso específico e, ainda, permite substituir o medicamento nos casos de resistência antiviral. Mas o grande desafio enfrentado pelos pacientes que conseguem tornar o vírus indetectável e saber com certeza em que momento pode ser interrompido o tratamento.O "Journal of Hepatology" publica um estudo realizado em Israel, no Hadassah-Hebrew University Hospital, com o qual se tentou avaliar a sustentabilidade da resposta terapêutica do Entecavir, comparando com a Lamivudina.Foram incluídos 500 pacientes com hepatite B antígeno "e" negativo, tratados por 48 semanas com Entecavir ou Lamivudina, sendo que 458 conseguiram resposta completa, considerada como a normalização das transaminases e uma carga viral abaixo de 300 copias/ml. Desses, 54 pacientes conseguiram a redução da carga viral, mas a transaminase permaneceu acima de 1,25% acima do nível máximo, continuando então o tratamento por até 96 semanas. Entre os pacientes que obtiveram resposta completa foi observado que após 24 semanas da interrupção do tratamento, 97% dos pacientes que utilizaram Entecavir e 95% dos tratados com Lamivudina tinham recaído, isto é, o vírus se encontrava com mais de 300 copias/ml. Entre os pacientes tratados por 96 semanas o índice de recaída após 24 semanas da interrupção do tratamento foi de 65% no grupo de Entecavir e de 57% no grupo com Lamivudine. Concluem os autores que ainda não e possível se determinar quando o tratamento deve ser interrompido, porém eles adicionaram que a maioria dos tratados com Entecavir por mais de 1 ano conseguem manter por mais tempo a resposta virológica e melhores resultados nos exames bioquímicos.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Journal of Hepatology 50(2): 289-295. February 2009. - D Shouval, CL Lai, TT Chang, and other. Relapse of hepatitis B in HBeAg-negative chronic hepatitis B patients who discontinued successful entecavir treatment: The case for continuous antiviral therapy.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Journal of Hepatology 50(2): 289-295. February 2009. - D Shouval, CL Lai, TT Chang, and other. Relapse of hepatitis B in HBeAg-negative chronic hepatitis B patients who discontinued successful entecavir treatment: The case for continuous antiviral therapy.
Carlos Varaldo
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Hepatite C, Diabete e consumo de refrigerantes "diet"
A revista "Diabetes Care" publica um estudo comprovando que os refrigerantes "diet" se bebidos diariamente aumentam significativamente o risco de desenvolver a diabetes do tipo 2 (diabete do adulto) ao predispor o organismo para o distúrbio metabólico. O estudo não pesquisou especificamente os infectados pela hepatite C, mas faço o alerta devido ao fato já conhecido que indivíduos com hepatite C possuem um maior risco de apresentar o distúrbio metabólico e, em conseqüência, os refrigerantes "diet" podem vir a ser um fator a mais no aparecimento do sintoma. O alerta realizado na Universidade de Ciências da Saúde do Texas, Estados Unidos, e resultado do estudo de coorte longitudinal "Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA)" que demonstra a associação entre o consumo de refrigerantes "diet" e o risco adicional do aparecimento da diabetes tipo 2 entre os consumidores. O estudo realizado entre os anos 2000 e 2007 avaliava o nível de glicose em jejum, considerando a diabete tipo 2 quando encontrado acima de 126 mg/dl.Comparando os participantes que bebiam diariamente refrigerantes "diet" com aqueles que não faziam uso, o risco de desenvolver diabete tipo 2 foi 67% superior entre os que bebiam refrigerantes "diet". O resultado era independente de outros fatores, como a circunferência da cintura, peso, idade, etc.. O resultado confirma dados relatados em um estudo anterior, o "ARIC - Atherosclerosis Risk in Communities" Concluem os autores que o consumo diário de refrigerantes "diet" pode levar a alterações metabólicas e o aparecimento da diabete tipo 2. MEU COMENTÁRIO:Semana passada o "ovo", sempre declarado como o inimigo número 1 do colesterol foi absolvido da acusação e, agora os refrigerantes"diet" sempre vendidos como mais saudáveis que os que contem açúcar demonstram ser perigosos em relação ao aparecimento do diabetes.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Diabetes Care. Published online January 16, 2009.
Carlos Varaldo
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Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Diabetes Care. Published online January 16, 2009.
Carlos Varaldo
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Boca seca na Hepatite C e durante o tratamento
Indivíduos infectados com a hepatite C podem apresentar baixa salivação e, durante o tratamento com interferon peguilado o sintoma pode ser aumentado, pois o interferon desidrata o organismo resultado em incômodos sintomas como pele ressecada, os olhos vermelhos por falta de lagrimas, nas mulheres dificuldades no ato sexual por baixa lubrificação na vagina e pouca salivação, o que provoca diversos transtornos na boca, gengiva e dentes.
A saliva atua de forma anti-séptica evitando dessa forma a formação de bactérias ou fungos na boca. A diminuição da saliva pode provocar o aparecimento de aftas, gengivas inflamadas e sangrando, caries nos dentes, inflamação da garganta (com a sensação de entalo) e inclusive problemas na digestão, por ser a saliva fundamental no processo digestivo dos alimentos no estomago.
O tratamento da boca seca, conhecida na medicina como "Xerostomía" objetiva melhorar a quantidade de saliva e prevenir as conseqüências que ela ocasiona. A boca seca é uma situação comum em pessoas submetidas a algumas cirurgias e a aqueles que recebem radioterapia para tratar de tumores glandulares na cabeça ou pescoço.
O tratamento e simples, incluindo medidas de higiene bucal e cuidados na alimentação por parte do paciente. Deve ser evitada a ingestão de bebidas alcoólicas e o cigarro, pois são fatores que contribuem para ocasionar a boca seca. A mastigação e muito importante, pois provoca a saliva, assim, pacientes que apresentam boca seca devem mastigar mais vezes o alimento antes de ser engolido.
Existem medicamentos que estimulam a produção de saliva (consulte seu médico para saber se você não apresenta alguma contra-indicação) e, ainda, saliva artificial.
Para estimular a produção de saliva podem ser mastigados balas e chicletes (com ou sem açúcar) em especial os de menta e gengibre. Mastigar chicletes sem açúcar pode ser uma excelente alternativa para aumentar a salivação. Balas ou bebidas cítricas devem ser evitadas já que quando existe pouca saliva o pH se acidifica e a saliva não consegue preservar o esmalte dos dentes, resultando no surgimentos de caries.
A velha, tradicional, barata e abundante água e fundamental, pois ao hidratar o organismo estaremos conseguindo maior salivação. Não existindo contra-indicações deve se beber mais de 3 litros por dia, em pequenos intervalos.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
A saliva atua de forma anti-séptica evitando dessa forma a formação de bactérias ou fungos na boca. A diminuição da saliva pode provocar o aparecimento de aftas, gengivas inflamadas e sangrando, caries nos dentes, inflamação da garganta (com a sensação de entalo) e inclusive problemas na digestão, por ser a saliva fundamental no processo digestivo dos alimentos no estomago.
O tratamento da boca seca, conhecida na medicina como "Xerostomía" objetiva melhorar a quantidade de saliva e prevenir as conseqüências que ela ocasiona. A boca seca é uma situação comum em pessoas submetidas a algumas cirurgias e a aqueles que recebem radioterapia para tratar de tumores glandulares na cabeça ou pescoço.
O tratamento e simples, incluindo medidas de higiene bucal e cuidados na alimentação por parte do paciente. Deve ser evitada a ingestão de bebidas alcoólicas e o cigarro, pois são fatores que contribuem para ocasionar a boca seca. A mastigação e muito importante, pois provoca a saliva, assim, pacientes que apresentam boca seca devem mastigar mais vezes o alimento antes de ser engolido.
Existem medicamentos que estimulam a produção de saliva (consulte seu médico para saber se você não apresenta alguma contra-indicação) e, ainda, saliva artificial.
Para estimular a produção de saliva podem ser mastigados balas e chicletes (com ou sem açúcar) em especial os de menta e gengibre. Mastigar chicletes sem açúcar pode ser uma excelente alternativa para aumentar a salivação. Balas ou bebidas cítricas devem ser evitadas já que quando existe pouca saliva o pH se acidifica e a saliva não consegue preservar o esmalte dos dentes, resultando no surgimentos de caries.
A velha, tradicional, barata e abundante água e fundamental, pois ao hidratar o organismo estaremos conseguindo maior salivação. Não existindo contra-indicações deve se beber mais de 3 litros por dia, em pequenos intervalos.
Carlos Varaldo
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Hepatites em São Gonçalo - Situação
Segundo um estudo realizado em São Paulo, dez por cento das manicures tem hepatite do tipo b ou c. Também chamadas de assassinas silenciosas, as hepatites virais do tipo b ou c por serem assintomáticas evoluem de forma silenciosa para uma cirrose ou cancer de fígado. Cerca de 30 mil habitantes de São Gonçalo estão contaminados, pouco mais de dois mil tratados e cerca de vinte cinco mil não sabem que tem o problema. Infelizmente os governos parecem não querer acordar. Temos duas médicas em São Gonçalo, Dra Josiane no PAM ALCANTARA e Dra Rosalia no HOSPITAL LUIZ PALMIER, porém só as duas não são suficientes para dar conta. Para piorar mais ainda a situação a Dra Eliane Bordalo, chefe da Hepatologia do Hospital Universitário Antonio Pedro (Niterói)alega não ter condições de fazer biopsias hepáticas nos pacientes de São Gonçalo. O municipio alem de não ajudar na compra das agulhas para o procedimento, mantém apenas uma médica ajudando no setor de Hepatologia; a Dra Josiane do PAM ALCANTARA. É necessário que o secretário municipal de saúde Dr Marcio Panisset, cumpra a lei de nº 049/2005 aprovada pela Prefeita que preve a criação no muncipio de Centros de Referencia para tratamento e um um Programa Municipal de Hepatites Virais. Foi publicada uma matéria no Jornal o São Gonçalo hoje falando da via crucis do portador de hepatites. Estaremos sempre presente nos jornais, rádios e etc.. denunciando o problema ou aplaudindo a Secretaria Municipal de Saúde quando for o caso, porém neste momento não podemos aplaudir nada, apenas protestar pela falta de empenho do atual governo em resolver a situação.
Reuniões e telefone de contato
Nossas reuniões são sempre no primeiro sábado de cada mês as 10:00 horas no Clube Tamoio. Não é necessário passar pela roleta, basta entrar no clube dobrar a esquerda, passar pelo aquario da Santa e subir as escadas, na sala do Jurair (Vice-Presidente e diretor de Esportes). Nosso telefone de contato é 8635-0325. sg_amarantes@yahoo.com.br
Entrada franca e gratuita.
Entrada franca e gratuita.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Transplante de fígado com doador vivo
Poderá ser realizado através da doação em vida de parte do órgão: (metade direita - cerca de 50 a 60%) para um também adulto com grupo sanguíneo compatível.
O transplante de fígado com doador vivo é um recurso que pode potencialmente salvar a vida de pacientes que têm pouca chance de sobreviver em razão da crítica carência de doadores cadáveres. Esta modalidade de transplante tem sido utilizada com sucesso em vários centros do mundo.
No transplante intervivos, parte do fígado de um doador vivo e sadio é retirada para implantação no paciente. O doador de parte do fígado é usualmente selecionado entre parentes próximos e pessoas relacionadas.
Em uma primeira etapa, o potencial doador é submetido a avaliações clínicas iniciais para verificar a possibilidade de doação.
O transplante hepático é a única possibilidade de cura completa e reabilitação para doentes com afecções do tipo da que acomete os receptores. Os resultados de sobrevida e qualidade de vida após o transplante são, em geral, excelentes. Entretanto, o transplante é um procedimento cirúrgico complexo, implicando riscos, inclusive com a possibilidade de óbito.
Assim, apesar dos excelentes resultados, complicações ocorrem freqüentemente no período pós-operatório, algumas com mais gravidade, outras sem maiores repercussões sobre o paciente. Podem ocorrer hemorragias, infecções, hipertensão arterial, perfurações intestinais, insuficiência renal, tromboses arterial e venosa, vazamentos biliares, estreitamento dos canais biliares, derrame cerebral, não funcionamento imediato do fígado implantado e episódios de rejeição.
A maioria das complicações ocorre nas primeiras semanas após o transplante. Em algumas situações (menos de 10 a 15%), há necessidade de retransplante. As principais causas de retransplante são: não funcionamento primário do fígado transplantado, tromboses vasculares e rejeição intratável pelas medidas convencionais.
O paciente (receptor) permanece internado por cerca de 2 semanas após a realização de transplante. Entretanto esse período pode ser prolongado em virtude de complicações no pós-operatório.
Apesar da magnitude do procedimento e da possibilidade de complicações, o período pós-operatório não é acompanhado de dor intensa ou de desconfortos exagerados. Em certas situações, principalmente quando há aparecimento de complicações, o paciente poderá receber analgésicos e sedativos, para controlar a dor ou aliviar algum desconforto. Os médicos e enfermeiras responsáveis pelos cuidados diretos do paciente estarão atentos para este fato.
Benefícios e vantagens do transplante intervivosQuando se realiza um transplante com doador vivo, obtém-se um índice de sobrevida semelhante ao obtido quando se utiliza um enxerto hepático proveniente de doador cadáver. Existem algumas vantagens do transplante com doador vivo:
A cirurgia é planejada, isto é, não é realizada em situações de urgência;
É possível realizar o transplante antes que haja uma deterioração significativa da condição clínica do paciente;
A incidência de não funcionamento imediato do enxerto é menor quando o órgão é proveniente de doador vivo.
A parte do fígado que é colocada no paciente apresenta extraordinária capacidade de crescer, isto é, adquire volume e peso adequados ao tamanho e às necessidades do receptor. O enxerto rapidamente cresce, adquirindo tamanho semelhante a um fígado inteiro.
Possibilidade de outras formas de tratamentoAlém do transplante, não há qualquer outra forma de tratamento eficiente disponível que possa tratar a doença do receptor.
Avaliação pré-operatória do candidato a doadorSomente pessoas absolutamente sadias poderão submeter-se a cirurgia de doação de parte do fígado para transplante.
As avaliações para a cirurgia são realizadas em diferentes fases:
consulta médica e exames de sangue, avaliação cardiológica, prova de função pulmonar, psiquiátrica, psicológica, imunohematológica e vacinação da hepatite B, ressonância magnética, angiorressonância, colangiorressonância (exames radiológicos), e biópsia do fígado (se necessário).
A solicitação dos exames será feita de forma seqüencial (em fases), reservando-se para o fim, os exames mais complexos e não desprovidos de risco. Caso qualquer anormalidade seja detectada, o candidato será comunicado e orientado a procurar um serviço médico apropriado.
Considerando que os exames das fases 3 e 4 podem causar desconforto e até algumas complicações, esses exames somente serão realizados após avaliação médica de todos os exames solicitados anteriormente.
O objetivo dessa avaliação é verificar se o candidato a doação de parte do fígado não apresenta qualquer condição médica que aumente o risco de complicações durante e após a cirurgia. Além disso, esta avaliação permite a análise das características anatômicas que podem facilitar ou inviabilizar o transplante.
A ressonância magnética, angiorressonância e colangiorressonância são exames que reproduzem imagens de toda a anatomia humana da região do abdome. É totalmente indolor, porém é um pouco demorado.Cirurgia do doador vivoA cirurgia de retirada do enxerto é uma cirurgia de grande porte. A experiência acumulada com a cirurgia do fígado e o desenvolvimento tecnológico da medicina permitiram diminuir ao máximo o risco de tal procedimento. Entretanto, apesar de uma avaliação médica pré-operatória rigorosa, não é possível afastar a possibilidade de complicações ou mesmo a ocorrência de óbitos relacionados a este procedimento. O risco de complicações associadas à cirurgia de retirada de parte do fígado é pequeno.
Estas complicações são, geralmente, de pequena repercussão clínica e determinam seqüelas infrequentemente. O risco estimado de óbito é menor que 0,5%.
A cirurgia para retirada do lobo direito do fígado é denominada hepatectomia direita. O fígado apresenta intensa capacidade regenerativa e já após 4 a 8 semanas terá readquirido seu tamanho original. Antes que isso aconteça, o fígado remanescente é absolutamente capaz de desempenhar as funções hepáticas necessárias a uma vida normal.
A hepatectomia pode acompanhar-se de perdas sangüíneas. Geralmente essas perdas são pequenas, não havendo necessidade de transfusões. Como medida de segurança, o próprio sangue do doador será coletado algumas semanas antes da cirurgia, de forma a permitir, se necessário, que o doador seja auto-transfundido durante a cirurgia. Em situações especiais, pode haver necessidade de transfusão com sangue proveniente do banco de sangue.
A retirada de parte do fígado é realizado sob anestesia geral. Após a anestesia, são colocados cateteres numa artéria do punho e outros (um ou dois) numa veia do pescoço ou da região abaixo da clavícula. Estes procedimentos permitem adequado controle durante toda a operação e administração de líquidos e medicamentos. A cirurgia demora em torno de 8 horas. A cirurgia consiste em uma incisão abdominal abaixo das costelas, a retirada de parte do lobo esquerdo do fígado, a retirada da vesícula biliar, a drenagem da cavidade abdominal (esta, realizada esporadicamente) e o fechamento da parede. Os drenos, se utilizados, são retirados poucos dias após a cirurgia.
Os riscos que o doador vivo corre ao submeter-se à cirurgia de doação de parte de seu fígado são motivos de preocupação e reflexão por parte de todos os envolvidos.
Ainda que incomuns, as principais complicações associadas a este tipo de procedimento são a infecção na incisão cirúrgica e o vazamento de bile na superfície de corte do fígado. Esta última pode determinar o desenvolvimento de complicações infecciosas dentro da cavidade abdominal. Dependendo do tipo e da magnitude da complicação, podem ser necessários outros procedimentos médicos ou cirúrgicos, incluindo re-operações, para tratá-los adequadamente. Este fato é extremamente incomum.
O desconforto e a dor pós-operatória podem ser minimizados através de vários recursos terapêuticos disponíveis. O doador permanece cerca de 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, a seguir, é encaminhado ao quarto permanecendo internado geralmente por aproximadamente 4 dias.
Enquanto o intestino não estiver funcionando adequadamente, uma sonda será mantida no estômago para evitar vômitos. Normalmente, após 12 a 24 horas, já é possível iniciar a alimentação por via oral. No dia seguinte à cirurgia, o doador será capaz de andar. No período pós-operatório, o doador será submetido a avaliações laboratoriais e radiológicas ou de acordo com necessidades particulares. Após a alta hospitalar, o doador será acompanhado pelos médicos do grupo de transplante, devendo retornar regularmente ao setor de ambulatório para avaliações médicas de rotina.
Este documento procurou fazê-lo compreender adequadamente as possíveis vantagens para o receptor do transplante intervivos e os riscos associados aos métodos de avaliação do candidato à cirurgia de doação de parte do fígado, assim como os riscos associados ao procedimento cirúrgico propriamente dito.
É importante salientar que durante sua avaliação como potencial doador, independente da fase que você se encontre, fica a critério da equipe médica sua exclusão como doador.
Termos Necessários na Avaliação Do Doador e Receptor Relacionados para Transplante Intervivos Termos de consentimento doador Termo de consentimento do receptor Declaração de parentesco Documentos comprobatórios de parentesco Coleta de sangue do doador – bolsa autóloga Coleta de sangue do receptor – pesquisa de anticorpos irregulares
Termos Necessários na Avaliação Do Doador e Receptor Não Relacionados para Transplante Intervivos Termos de consentimento doador Termo de consentimento do receptor Autorização judicial para autorização da cirurgia Coleta de sangue do doador – bolsa autóloga Coleta de sangue do receptor – pesquisa de anticorpos irregulares
Fonte: www.unidadedefigado.org.br
O transplante de fígado com doador vivo é um recurso que pode potencialmente salvar a vida de pacientes que têm pouca chance de sobreviver em razão da crítica carência de doadores cadáveres. Esta modalidade de transplante tem sido utilizada com sucesso em vários centros do mundo.
No transplante intervivos, parte do fígado de um doador vivo e sadio é retirada para implantação no paciente. O doador de parte do fígado é usualmente selecionado entre parentes próximos e pessoas relacionadas.
Em uma primeira etapa, o potencial doador é submetido a avaliações clínicas iniciais para verificar a possibilidade de doação.
O transplante hepático é a única possibilidade de cura completa e reabilitação para doentes com afecções do tipo da que acomete os receptores. Os resultados de sobrevida e qualidade de vida após o transplante são, em geral, excelentes. Entretanto, o transplante é um procedimento cirúrgico complexo, implicando riscos, inclusive com a possibilidade de óbito.
Assim, apesar dos excelentes resultados, complicações ocorrem freqüentemente no período pós-operatório, algumas com mais gravidade, outras sem maiores repercussões sobre o paciente. Podem ocorrer hemorragias, infecções, hipertensão arterial, perfurações intestinais, insuficiência renal, tromboses arterial e venosa, vazamentos biliares, estreitamento dos canais biliares, derrame cerebral, não funcionamento imediato do fígado implantado e episódios de rejeição.
A maioria das complicações ocorre nas primeiras semanas após o transplante. Em algumas situações (menos de 10 a 15%), há necessidade de retransplante. As principais causas de retransplante são: não funcionamento primário do fígado transplantado, tromboses vasculares e rejeição intratável pelas medidas convencionais.
O paciente (receptor) permanece internado por cerca de 2 semanas após a realização de transplante. Entretanto esse período pode ser prolongado em virtude de complicações no pós-operatório.
Apesar da magnitude do procedimento e da possibilidade de complicações, o período pós-operatório não é acompanhado de dor intensa ou de desconfortos exagerados. Em certas situações, principalmente quando há aparecimento de complicações, o paciente poderá receber analgésicos e sedativos, para controlar a dor ou aliviar algum desconforto. Os médicos e enfermeiras responsáveis pelos cuidados diretos do paciente estarão atentos para este fato.
Benefícios e vantagens do transplante intervivosQuando se realiza um transplante com doador vivo, obtém-se um índice de sobrevida semelhante ao obtido quando se utiliza um enxerto hepático proveniente de doador cadáver. Existem algumas vantagens do transplante com doador vivo:
A cirurgia é planejada, isto é, não é realizada em situações de urgência;
É possível realizar o transplante antes que haja uma deterioração significativa da condição clínica do paciente;
A incidência de não funcionamento imediato do enxerto é menor quando o órgão é proveniente de doador vivo.
A parte do fígado que é colocada no paciente apresenta extraordinária capacidade de crescer, isto é, adquire volume e peso adequados ao tamanho e às necessidades do receptor. O enxerto rapidamente cresce, adquirindo tamanho semelhante a um fígado inteiro.
Possibilidade de outras formas de tratamentoAlém do transplante, não há qualquer outra forma de tratamento eficiente disponível que possa tratar a doença do receptor.
Avaliação pré-operatória do candidato a doadorSomente pessoas absolutamente sadias poderão submeter-se a cirurgia de doação de parte do fígado para transplante.
As avaliações para a cirurgia são realizadas em diferentes fases:
consulta médica e exames de sangue, avaliação cardiológica, prova de função pulmonar, psiquiátrica, psicológica, imunohematológica e vacinação da hepatite B, ressonância magnética, angiorressonância, colangiorressonância (exames radiológicos), e biópsia do fígado (se necessário).
A solicitação dos exames será feita de forma seqüencial (em fases), reservando-se para o fim, os exames mais complexos e não desprovidos de risco. Caso qualquer anormalidade seja detectada, o candidato será comunicado e orientado a procurar um serviço médico apropriado.
Considerando que os exames das fases 3 e 4 podem causar desconforto e até algumas complicações, esses exames somente serão realizados após avaliação médica de todos os exames solicitados anteriormente.
O objetivo dessa avaliação é verificar se o candidato a doação de parte do fígado não apresenta qualquer condição médica que aumente o risco de complicações durante e após a cirurgia. Além disso, esta avaliação permite a análise das características anatômicas que podem facilitar ou inviabilizar o transplante.
A ressonância magnética, angiorressonância e colangiorressonância são exames que reproduzem imagens de toda a anatomia humana da região do abdome. É totalmente indolor, porém é um pouco demorado.Cirurgia do doador vivoA cirurgia de retirada do enxerto é uma cirurgia de grande porte. A experiência acumulada com a cirurgia do fígado e o desenvolvimento tecnológico da medicina permitiram diminuir ao máximo o risco de tal procedimento. Entretanto, apesar de uma avaliação médica pré-operatória rigorosa, não é possível afastar a possibilidade de complicações ou mesmo a ocorrência de óbitos relacionados a este procedimento. O risco de complicações associadas à cirurgia de retirada de parte do fígado é pequeno.
Estas complicações são, geralmente, de pequena repercussão clínica e determinam seqüelas infrequentemente. O risco estimado de óbito é menor que 0,5%.
A cirurgia para retirada do lobo direito do fígado é denominada hepatectomia direita. O fígado apresenta intensa capacidade regenerativa e já após 4 a 8 semanas terá readquirido seu tamanho original. Antes que isso aconteça, o fígado remanescente é absolutamente capaz de desempenhar as funções hepáticas necessárias a uma vida normal.
A hepatectomia pode acompanhar-se de perdas sangüíneas. Geralmente essas perdas são pequenas, não havendo necessidade de transfusões. Como medida de segurança, o próprio sangue do doador será coletado algumas semanas antes da cirurgia, de forma a permitir, se necessário, que o doador seja auto-transfundido durante a cirurgia. Em situações especiais, pode haver necessidade de transfusão com sangue proveniente do banco de sangue.
A retirada de parte do fígado é realizado sob anestesia geral. Após a anestesia, são colocados cateteres numa artéria do punho e outros (um ou dois) numa veia do pescoço ou da região abaixo da clavícula. Estes procedimentos permitem adequado controle durante toda a operação e administração de líquidos e medicamentos. A cirurgia demora em torno de 8 horas. A cirurgia consiste em uma incisão abdominal abaixo das costelas, a retirada de parte do lobo esquerdo do fígado, a retirada da vesícula biliar, a drenagem da cavidade abdominal (esta, realizada esporadicamente) e o fechamento da parede. Os drenos, se utilizados, são retirados poucos dias após a cirurgia.
Os riscos que o doador vivo corre ao submeter-se à cirurgia de doação de parte de seu fígado são motivos de preocupação e reflexão por parte de todos os envolvidos.
Ainda que incomuns, as principais complicações associadas a este tipo de procedimento são a infecção na incisão cirúrgica e o vazamento de bile na superfície de corte do fígado. Esta última pode determinar o desenvolvimento de complicações infecciosas dentro da cavidade abdominal. Dependendo do tipo e da magnitude da complicação, podem ser necessários outros procedimentos médicos ou cirúrgicos, incluindo re-operações, para tratá-los adequadamente. Este fato é extremamente incomum.
O desconforto e a dor pós-operatória podem ser minimizados através de vários recursos terapêuticos disponíveis. O doador permanece cerca de 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, a seguir, é encaminhado ao quarto permanecendo internado geralmente por aproximadamente 4 dias.
Enquanto o intestino não estiver funcionando adequadamente, uma sonda será mantida no estômago para evitar vômitos. Normalmente, após 12 a 24 horas, já é possível iniciar a alimentação por via oral. No dia seguinte à cirurgia, o doador será capaz de andar. No período pós-operatório, o doador será submetido a avaliações laboratoriais e radiológicas ou de acordo com necessidades particulares. Após a alta hospitalar, o doador será acompanhado pelos médicos do grupo de transplante, devendo retornar regularmente ao setor de ambulatório para avaliações médicas de rotina.
Este documento procurou fazê-lo compreender adequadamente as possíveis vantagens para o receptor do transplante intervivos e os riscos associados aos métodos de avaliação do candidato à cirurgia de doação de parte do fígado, assim como os riscos associados ao procedimento cirúrgico propriamente dito.
É importante salientar que durante sua avaliação como potencial doador, independente da fase que você se encontre, fica a critério da equipe médica sua exclusão como doador.
Termos Necessários na Avaliação Do Doador e Receptor Relacionados para Transplante Intervivos Termos de consentimento doador Termo de consentimento do receptor Declaração de parentesco Documentos comprobatórios de parentesco Coleta de sangue do doador – bolsa autóloga Coleta de sangue do receptor – pesquisa de anticorpos irregulares
Termos Necessários na Avaliação Do Doador e Receptor Não Relacionados para Transplante Intervivos Termos de consentimento doador Termo de consentimento do receptor Autorização judicial para autorização da cirurgia Coleta de sangue do doador – bolsa autóloga Coleta de sangue do receptor – pesquisa de anticorpos irregulares
Fonte: www.unidadedefigado.org.br
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Uma em cada dez manicures no Estado de São Paulo tem hepatite
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2009/02/09/ult4477u1335.jhtm
Odemir Batista
Grupo Hepatos de Guaruja
Odemir Batista
Grupo Hepatos de Guaruja
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Remédio é justiça
Sem política pública definida para o acesso da população a medicamentos excepcionais, Governo e sociedade acabam pagando a conta dos abusos
De um lado o paciente, que precisa de um remédio que o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece. De outro o Governo, oscilando entre a recusa em bancar os medicamentos de última geração e a obrigação de cumprir ordens judiciais. E no meio a Justiça, acionada pelo cidadão quando depende de um medicamento que pode significar, no mínimo, novas esperanças para seu tratamento e sua vida. Numa queda de braço em que não há vencedores, perdem todos ? o cidadão, os governos e a própria Justiça, acusada pelo Ministro da Saúde (repercutido pela imprensa) de fazer o papel do médico. E sobra chumbo para ONGs da área de saúde, acusadas por autoridades ligadas ao Ministério da Saúde e pela imprensa de ajudar os laboratórios a venderem medicamentos. O cenário atual permite que os governos posem de justiceiros ao desqualificar as demandas dos pacientes e que gatunos se beneficiem da falta de sistematização ao promoverem ações articuladas exclusivamente para beneficiar grupos de criminosos. Foi o caso do dermatologista Paulo César Ramos em Marília, São Paulo, que supostamente liderava uma quadrilha acusada de utilizar atestados falsos para conseguir liminares que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes e falsos pacientes para combater psoríase. Todos tinham ligação com a ONG Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo. O prejuízo estimado é de R$ 63 milhões, uma fortuna se comparado aos R$ 400 milhões gastos pelo Estado de São Paulo com medicamentos excepcionais. O promotor Reynaldo Mapelli Junior, que coordena a área de Saúde Pública do Centro de Apoio Operacional Civil e de Tutela Coletiva do Ministério Público paulista afirma que a "judicialização" (termo utilizado correntemente para designar as ações na Justiça para a obtenção de medicamentos), embora mais freqüente nos últimos cinco anos, é normal num estado democrático de direito. E que as denúncias não têm nada a ver com o direito do paciente constitucionalmente garantido. "Não podemos confundir o direito do paciente em ser atendido integralmente com esses eventuais abusos", diz ele. Os gastos do Governo Federal com fornecimento de medicamentos via judicial aumentou em 1.820% (quase 20 vezes) entre 2005 e 2008. No primeiro semestre deste ano estima-se que foram gastos R$ 48 milhões com esse tipo de despesa (em 2005 foram R$ 2,5 milhões). No estado de São Paulo foram gastos R$ 400 milhões em 2007 ? e desde 2002, 25 mil ações foram ajuizadas. Em 2003, na Bahia, seis ações foram ganhas contra o estado para fornecimento de remédios. E em 2007 esse número subiu para 112. Enquanto isso a lista de medicamentos continua lá, desatualizada, sem critérios objetivos de atualização ? o que gera enorme custo ao gestor SUS, obrigado a comprar o medicamento indicado nas liminares a custos não-negociados com os laboratórios. De acordo com Mapelli Junior, o grande problema é a dificuldade de incluir os medicamentos mais avançados na lista do SUS ou de fazer com que os protocolos clínicos acompanhem a evolução da tecnologia voltada para a sobrevida dos pacientes de doenças crônicas. Políticas de saúdeO tema foi amplamente debatido durante o 4° Encontro Nacional do Ministério Público em Defesa da Saúde, há cerca de dois meses, em Fortaleza (CE), e apesar de existir um consenso de que é preciso ter cautela na hora de adicionar os medicamentos na lista ? "já que os interesses econômicos são muitos" ?, a questão é delicada e deve incluir também a definição de políticas de saúde pública. Para a advogada especializada em direito sanitário e professora da USP, Suely Gandolfi Dallari, não existe problema ético em introduzir os medicamentos através das decisões judiciais. Por outro lado, Suely afirma que é incômodo o fato de o direito no século XXI ainda ser visto apenas como o direito que decorre da lei, quando deveria ir muito mais longe, acompanhando as resoluções e portarias das políticas públicas e a participação popular prevista na Constituição. A estrutura do SUS, de acordo com a advogada, deixa evidente a falta de empenho de todos os envolvidos no processo. Ela se diz decepcionada "com o Governo, que não consegue se planejar administrativamente para realizar uma gestão competente, com os atores do cenário jurídico que não aprenderam ainda a trabalhar nesse novo panorama e com as ONGs que se dedicam a contratar advogados para os casos individuais em vez de lutar por uma defesa coletiva e fazer valer as políticas públicas". Conflito de interesses "O debate sobre a judicialização deve envolver o Ministério da Saúde, as secretarias afins e toda a sociedade civil", afirma José Marcos de Oliveira, do Conselho Nacional de Saúde. Órgão representante da sociedade civil junto ao Ministério da Saúde, o CSN possui 21 comissões e sua missão é avaliar a política da saúde, propor novas ações e fiscalizar a administração do dinheiro público. Oliveira admite que o Conselho ainda não conseguiu uma pauta única para promover essa discussão e diz que o cenário, além de não estar claro, ainda é prejudicado quando estouram escândalos. "Não se deve generalizar essa discussão em torno das ONGs", afirma Mário Scheffer, um dos fundadores da ONG Pela Vida, criada para combater a AIDS, há 20 anos. Ele lembra que as ações judiciais serviram para acelerar a incorporação dos medicamentos essenciais na luta contra a doença e que o movimento hoje reúne mais de 400 ONGs no país. MEU COMENTÁRIO:Uma ONG informar ao paciente que existem medicamentos que podem possibilitar a cura e salvar sua vida não pode ser acusada de conflito de interesses por gestores da saúde pública. A ONG simplesmente ensina ao paciente os caminhos da cidadania, seus direitos como cidadão. Deveria o gestor público evitar que as pessoas sejam prejudicadas, em alguns casos até condenadas a morte ao não se oferecer o medicamento mais adequado para tratar a doença. Não se faz saúde pública tentando desmerecer o trabalho voluntário das ONGs, as chamando de vendedoras de medicamentos.
Carlos VaraldoGrupo Otimismo
- Por Inês Martins
De um lado o paciente, que precisa de um remédio que o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece. De outro o Governo, oscilando entre a recusa em bancar os medicamentos de última geração e a obrigação de cumprir ordens judiciais. E no meio a Justiça, acionada pelo cidadão quando depende de um medicamento que pode significar, no mínimo, novas esperanças para seu tratamento e sua vida. Numa queda de braço em que não há vencedores, perdem todos ? o cidadão, os governos e a própria Justiça, acusada pelo Ministro da Saúde (repercutido pela imprensa) de fazer o papel do médico. E sobra chumbo para ONGs da área de saúde, acusadas por autoridades ligadas ao Ministério da Saúde e pela imprensa de ajudar os laboratórios a venderem medicamentos. O cenário atual permite que os governos posem de justiceiros ao desqualificar as demandas dos pacientes e que gatunos se beneficiem da falta de sistematização ao promoverem ações articuladas exclusivamente para beneficiar grupos de criminosos. Foi o caso do dermatologista Paulo César Ramos em Marília, São Paulo, que supostamente liderava uma quadrilha acusada de utilizar atestados falsos para conseguir liminares que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes e falsos pacientes para combater psoríase. Todos tinham ligação com a ONG Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo. O prejuízo estimado é de R$ 63 milhões, uma fortuna se comparado aos R$ 400 milhões gastos pelo Estado de São Paulo com medicamentos excepcionais. O promotor Reynaldo Mapelli Junior, que coordena a área de Saúde Pública do Centro de Apoio Operacional Civil e de Tutela Coletiva do Ministério Público paulista afirma que a "judicialização" (termo utilizado correntemente para designar as ações na Justiça para a obtenção de medicamentos), embora mais freqüente nos últimos cinco anos, é normal num estado democrático de direito. E que as denúncias não têm nada a ver com o direito do paciente constitucionalmente garantido. "Não podemos confundir o direito do paciente em ser atendido integralmente com esses eventuais abusos", diz ele. Os gastos do Governo Federal com fornecimento de medicamentos via judicial aumentou em 1.820% (quase 20 vezes) entre 2005 e 2008. No primeiro semestre deste ano estima-se que foram gastos R$ 48 milhões com esse tipo de despesa (em 2005 foram R$ 2,5 milhões). No estado de São Paulo foram gastos R$ 400 milhões em 2007 ? e desde 2002, 25 mil ações foram ajuizadas. Em 2003, na Bahia, seis ações foram ganhas contra o estado para fornecimento de remédios. E em 2007 esse número subiu para 112. Enquanto isso a lista de medicamentos continua lá, desatualizada, sem critérios objetivos de atualização ? o que gera enorme custo ao gestor SUS, obrigado a comprar o medicamento indicado nas liminares a custos não-negociados com os laboratórios. De acordo com Mapelli Junior, o grande problema é a dificuldade de incluir os medicamentos mais avançados na lista do SUS ou de fazer com que os protocolos clínicos acompanhem a evolução da tecnologia voltada para a sobrevida dos pacientes de doenças crônicas. Políticas de saúdeO tema foi amplamente debatido durante o 4° Encontro Nacional do Ministério Público em Defesa da Saúde, há cerca de dois meses, em Fortaleza (CE), e apesar de existir um consenso de que é preciso ter cautela na hora de adicionar os medicamentos na lista ? "já que os interesses econômicos são muitos" ?, a questão é delicada e deve incluir também a definição de políticas de saúde pública. Para a advogada especializada em direito sanitário e professora da USP, Suely Gandolfi Dallari, não existe problema ético em introduzir os medicamentos através das decisões judiciais. Por outro lado, Suely afirma que é incômodo o fato de o direito no século XXI ainda ser visto apenas como o direito que decorre da lei, quando deveria ir muito mais longe, acompanhando as resoluções e portarias das políticas públicas e a participação popular prevista na Constituição. A estrutura do SUS, de acordo com a advogada, deixa evidente a falta de empenho de todos os envolvidos no processo. Ela se diz decepcionada "com o Governo, que não consegue se planejar administrativamente para realizar uma gestão competente, com os atores do cenário jurídico que não aprenderam ainda a trabalhar nesse novo panorama e com as ONGs que se dedicam a contratar advogados para os casos individuais em vez de lutar por uma defesa coletiva e fazer valer as políticas públicas". Conflito de interesses "O debate sobre a judicialização deve envolver o Ministério da Saúde, as secretarias afins e toda a sociedade civil", afirma José Marcos de Oliveira, do Conselho Nacional de Saúde. Órgão representante da sociedade civil junto ao Ministério da Saúde, o CSN possui 21 comissões e sua missão é avaliar a política da saúde, propor novas ações e fiscalizar a administração do dinheiro público. Oliveira admite que o Conselho ainda não conseguiu uma pauta única para promover essa discussão e diz que o cenário, além de não estar claro, ainda é prejudicado quando estouram escândalos. "Não se deve generalizar essa discussão em torno das ONGs", afirma Mário Scheffer, um dos fundadores da ONG Pela Vida, criada para combater a AIDS, há 20 anos. Ele lembra que as ações judiciais serviram para acelerar a incorporação dos medicamentos essenciais na luta contra a doença e que o movimento hoje reúne mais de 400 ONGs no país. MEU COMENTÁRIO:Uma ONG informar ao paciente que existem medicamentos que podem possibilitar a cura e salvar sua vida não pode ser acusada de conflito de interesses por gestores da saúde pública. A ONG simplesmente ensina ao paciente os caminhos da cidadania, seus direitos como cidadão. Deveria o gestor público evitar que as pessoas sejam prejudicadas, em alguns casos até condenadas a morte ao não se oferecer o medicamento mais adequado para tratar a doença. Não se faz saúde pública tentando desmerecer o trabalho voluntário das ONGs, as chamando de vendedoras de medicamentos.
Carlos VaraldoGrupo Otimismo
Na hepatite C: O que significa um resultado negativo na Carga Viral, mas positivo no PCR QUALITATIVO?
Uma situação a cada dia mais comum e encontrar indivíduos que após o tratamento apresentam de forma continua, por muitos meses e até anos, resultados de PCR QUANTITATIVO (Carga Viral) negativos, mas ao realizar o PCR QUALITATIVO o resultado e positivo, indicando a presença do vírus. Esses pacientes podem ser considerados curados? Porque acontece essa situação? Por enquanto não existe uma resposta consensual e muitas são as controversas explicações daquilo que pode estar acontecendo. Devemos então considerar que a maioria dos testes PCR QUANTITATIVOS (Carga Viral) utilizados atualmente possuem uma sensibilidade de 600 UI/ml, isto é, somente conseguem algum resultado se são encontrados mais de 600 unidades internacionais de partículas virais por mililitro de sangue. Não encontrando isso o resultado será negativo (indetectável). Já os testes PCR QUALITATIVOS possuem maior sensibilidade, alguns chegam a detectar somente 5 UI/ml e outros 50 UI/ml. O teste qualitativo não faz a contagem do vírus, ele somente detecta sua presença e se o mesmo se encontra acima da sensibilidade do teste, dando então um resultado positivo. Se abaixo da sensibilidade o resultado e negativo (indetectável). Vemos então que a principio poderíamos deduzir que os indivíduos que obtém um PCR QUANTITATIVO NEGATIVO e um PCR QUALITATIVO POSITIVO são pacientes que continuam com o vírus circulando no organismo em quantidade entre 5 e 600 UI/ml, pacientes então com baixa carga viral, mas não curados da hepatite C. Mas é conhecido que o vírus da hepatite C se reproduz muito rapidamente depois de retirada a medicação, motivo pelo qual deve se esperar seis meses depois de finalizado o tratamento para verificar se algum vírus residual não recidiva, quando então terá voltado a carga viral inicial, de antes do tratamento. Assim como e conhecido que o interferon provoca uma queda brusca da carga viral nas primeiras sete horas após a aplicação e acontece uma recidiva do vírus no período seguinte até a próxima aplicação, diversas pesquisas realizadas com os inibidores de proteases demonstram que após uma semana de retirada do medicamento a carga viral volta aos níveis anteriores. São fatos comprovados cientificamente demonstrando que o vírus da hepatite C se reproduz rapidamente no organismo, alcançando rapidamente níveis elevados, facilmente detectados pelo PCR QUANTITATIVO (Carga Viral). Devemos então ser prudentes na interpretação de um PCR QUANTITATIVO NEGATIVO e um PCR QUALITATIVO POSITIVO. O recomendado será repetir os exames a cada seis meses, dando dessa forma tempo para que caso exista realmente o vírus indicado pelo PCR QUALITATIVO POSITIVO ele se reproduza e passe a ser detectado pelo PCR QUANTITATIVO (Carga Viral). Não acontecendo isso alguns pesquisadores acreditam que nesses casos o resultado positivo do PCR QUALITATIVO possa ser um falso positivo, isso devido a que pela alta sensibilidade do teste o resultado possa ser alterado por outras condições do individuo ou até pelos anticorpos da hepatite C. Por enquanto não existe uma certeza, mas pessoalmente acredito que estejam certos aqueles que acreditam se tratar de resultados falsos positivos do PCR Qualitativo. Carlos VaraldoGrupo Otimismo
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Fumar maconha diariamente é fator de risco na hepatite C
A Maconha (Cannabis sativa - marihuana) quando utilizada diariamente e
um fator de risco para os infectados com a hepatite C.
Estudo realizado no departamento de hepatologia do Hospital Henri Mondor, em Paris, pela equipe do Dr. C. Hezode que foi publicado em junho de 2005 no Journal of Hepatolgy (PMID: 15892090 - PubMed) mostra que os portadores de hepatite C deveriam evitar o consumo regular da erva, já que se comprovou uma aceleração significativa na velocidade de progressão da fibroses nestes pacientes.
O estudo, realizado com 270 pacientes, que nunca foram tratados para a hepatite C, com provável data de infecção conhecida, foram submetidos à realização de biópsias. Todos os dados demográficos, epidemiológicos, metabólicos e virológicos eram registrados e ainda foi realizado um criterioso estudo histórico de cada paciente em relação a consumo de álcool, cigarro e maconha, objetivando entender o efeito destes na progressão da doença.
A biópsia foi realizada se usando a escala Metavir , se observando o grau de fibrose, atividade e de esteatose. 52,2% dos pacientes não faziam uso da maconha, 14,8% eram usuários ocasionais e 33% deles usuários diários da erva, passando então a se avaliar a relação entre o consumo da maconha e a progressão da fibrose.
Seis fatores em relação à velocidade de progressão da cirrose foram observados porque estes ficaram acima da média do grupo. Foi utilizado o chamado Fator de Progressão da Fibrose (FPR em inglês) o qual é calculado em função do grau de fibrose observado na biópsia e o tempo de infecção. Aassim, ao se encontrar valores mais baixos o resultado mostra uma aceleração maior da progressão da fibrose.
Um resultado de FPR menor indica uma progressão mais acelerada da fibrose. Assim foi observado que o uso de maconha é o terceiro fator em acelerar a progressão da fibrose entre os seis mais importantes, somente ficando atrás do consumo de bebidas alcoólicas e da esteatose.
Ainda foi observada que o percentual de pacientes com fibroses F3 era
muito superior entre aqueles que utilizavam diariamente a maconha,
independente do grau de atividade encontrada nestes pacientes.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Portal da Hepatite
um fator de risco para os infectados com a hepatite C.
Estudo realizado no departamento de hepatologia do Hospital Henri Mondor, em Paris, pela equipe do Dr. C. Hezode que foi publicado em junho de 2005 no Journal of Hepatolgy (PMID: 15892090 - PubMed) mostra que os portadores de hepatite C deveriam evitar o consumo regular da erva, já que se comprovou uma aceleração significativa na velocidade de progressão da fibroses nestes pacientes.
O estudo, realizado com 270 pacientes, que nunca foram tratados para a hepatite C, com provável data de infecção conhecida, foram submetidos à realização de biópsias. Todos os dados demográficos, epidemiológicos, metabólicos e virológicos eram registrados e ainda foi realizado um criterioso estudo histórico de cada paciente em relação a consumo de álcool, cigarro e maconha, objetivando entender o efeito destes na progressão da doença.
A biópsia foi realizada se usando a escala Metavir , se observando o grau de fibrose, atividade e de esteatose. 52,2% dos pacientes não faziam uso da maconha, 14,8% eram usuários ocasionais e 33% deles usuários diários da erva, passando então a se avaliar a relação entre o consumo da maconha e a progressão da fibrose.
Seis fatores em relação à velocidade de progressão da cirrose foram observados porque estes ficaram acima da média do grupo. Foi utilizado o chamado Fator de Progressão da Fibrose (FPR em inglês) o qual é calculado em função do grau de fibrose observado na biópsia e o tempo de infecção. Aassim, ao se encontrar valores mais baixos o resultado mostra uma aceleração maior da progressão da fibrose.
Um resultado de FPR menor indica uma progressão mais acelerada da fibrose. Assim foi observado que o uso de maconha é o terceiro fator em acelerar a progressão da fibrose entre os seis mais importantes, somente ficando atrás do consumo de bebidas alcoólicas e da esteatose.
Ainda foi observada que o percentual de pacientes com fibroses F3 era
muito superior entre aqueles que utilizavam diariamente a maconha,
independente do grau de atividade encontrada nestes pacientes.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Portal da Hepatite
Biópsia Hepática
O que é ?
Uma amostra de tecido hepático pode ser obtida através de uma punção biópsia com agulha (inserção de uma agulha através da pele até o órgão) com paciente anestesiado (anestesia local ou sob sedação).
Como o dano hepático pode acontecer até mesmo em casos assintomáticos (nenhum sintoma), é importante executar a biópsia e determinar se há inflamação, especialmente antes de iniciar o tratamento com medicamentos específicos.
O exame anátomo-patológico irá definir o dano hepático pelo vírus ou outras causas.
Serão utilizados critérios internacionais para graduar a fibrose no fígado. Quanto maior a fibrose maior a agressão do órgão.
A biopsia confirma o diagnostico assim como determina o volume de danos causados no órgão. É também utilizada apos transplantes para determinar a causa de exames elevados e determinar se existe rejeição do órgão transplantado ou recidiva de vírus.
Exames Diagnósticos necessários pré - biópsia hepática
Laboratoriais: hemograma, plaquetas, tempo de protombina, glicemia, sódio, potássio, uréia, creatinina eletroforese de proteínas, perfil bioquímico hepático, perfil lipídico. Sorologias para vírus das hepatites. PCR qualitativo e/ou quantitativo, genotipagem para vírus hepatite C.
Radiológicos, som e imagem: Ultrassom de abdome superior ou tomografia de abdome.
Endoscópicos: (em casos de doença = cirrose).
Endoscopia digestiva alta para diagnóstico de varizes esofágicas denotando hipertensão portal e orientando encaminhamento a outro grupo que acompanhe pacientes com necessidade de tratamento cirúrgico.
Indicações para biópsia hepática percutânea
1. Diagnóstico anátomo-patológico para estadiamento METAVIR, pré-tratamento em hepatopatias virais crônicas.
2. Após tratamento, repetir biópsia hepática a cada cinco anos, (seguimento e estadiamento de fibrose = cirrose). Consensos atuais.
Técnicas
1- Punção com agulha de Tru Cut:
É o método mais comum, retira-se uma amostra do tecido através de uma agulha que é inserida por uma fração de segundo, na área determinada.
Realizada em ambiente hospitalar ou ambulatorial, é necessário observação e repouso pós-punção por três a seis horas, e caso não haja complicações, o paciente é liberado para casa.
O médico determina a melhor posição, profundidade e localização da punção, através de exame físico ou ultra-sonografia.
A pele e a região sob a pele serão anestesiadas, uma agulha penetrara rapidamente na área determinada.A dor pode ocorrer em alguns casos, principalmente dor referida no local da punção e também no ombro direito.
2- Punção com agulha de Tru Cut guiada por Ultrassom ou Tomografia:
Realiza-se a punção com agulha de Tru Cut guiada por algum método de imagem. É ideal em casos de tumores onde a localização da lesão é importante.
3- Outros métodos:
Outros procedimentos utilizados, porem não muito comuns, são: laparoscopia, o transjugular e a biopsia cirúrgica.
Riscos
O risco mais comum é o sangramento através do local onde a agulha foi inserida no fígado (risco inferior a 1% dos pacientes). Outra complicação possível seria o punção de outros órgãos como o rim, o pulmão ou o intestino.
O paciente deve observar os seguintes sinais: suor frio, palidez, tontura, tremores, desmaios. Se apresentar qualquer um desses sinais deve se deitar sobre o local da punção e pedir para alguém entrar em contato com o médico que realizou o exame.
O risco de morte por biopsia de fígado é extremamente baixo, entre 0.1 e 0.01%.
Repetição do procedimento
Sempre necessário antes do inicio do tratamento para avaliar as alterações causadas pelo fator agressor ao fígado.
Em doenças onde ocorre piora dos exames, mudança de medicação, etc.
Em pós-operatório de transplantes para avaliar rejeições do órgão, recidiva de vírus, etc.
Fonte:
1-Practice guidelines for liver biopsy.
Canadian Association of Gastroenterology. Can J Gastroenterol. 2000
Jun;14(6):481-2.
Uma amostra de tecido hepático pode ser obtida através de uma punção biópsia com agulha (inserção de uma agulha através da pele até o órgão) com paciente anestesiado (anestesia local ou sob sedação).
Como o dano hepático pode acontecer até mesmo em casos assintomáticos (nenhum sintoma), é importante executar a biópsia e determinar se há inflamação, especialmente antes de iniciar o tratamento com medicamentos específicos.
O exame anátomo-patológico irá definir o dano hepático pelo vírus ou outras causas.
Serão utilizados critérios internacionais para graduar a fibrose no fígado. Quanto maior a fibrose maior a agressão do órgão.
A biopsia confirma o diagnostico assim como determina o volume de danos causados no órgão. É também utilizada apos transplantes para determinar a causa de exames elevados e determinar se existe rejeição do órgão transplantado ou recidiva de vírus.
Exames Diagnósticos necessários pré - biópsia hepática
Laboratoriais: hemograma, plaquetas, tempo de protombina, glicemia, sódio, potássio, uréia, creatinina eletroforese de proteínas, perfil bioquímico hepático, perfil lipídico. Sorologias para vírus das hepatites. PCR qualitativo e/ou quantitativo, genotipagem para vírus hepatite C.
Radiológicos, som e imagem: Ultrassom de abdome superior ou tomografia de abdome.
Endoscópicos: (em casos de doença = cirrose).
Endoscopia digestiva alta para diagnóstico de varizes esofágicas denotando hipertensão portal e orientando encaminhamento a outro grupo que acompanhe pacientes com necessidade de tratamento cirúrgico.
Indicações para biópsia hepática percutânea
1. Diagnóstico anátomo-patológico para estadiamento METAVIR, pré-tratamento em hepatopatias virais crônicas.
2. Após tratamento, repetir biópsia hepática a cada cinco anos, (seguimento e estadiamento de fibrose = cirrose). Consensos atuais.
Técnicas
1- Punção com agulha de Tru Cut:
É o método mais comum, retira-se uma amostra do tecido através de uma agulha que é inserida por uma fração de segundo, na área determinada.
Realizada em ambiente hospitalar ou ambulatorial, é necessário observação e repouso pós-punção por três a seis horas, e caso não haja complicações, o paciente é liberado para casa.
O médico determina a melhor posição, profundidade e localização da punção, através de exame físico ou ultra-sonografia.
A pele e a região sob a pele serão anestesiadas, uma agulha penetrara rapidamente na área determinada.A dor pode ocorrer em alguns casos, principalmente dor referida no local da punção e também no ombro direito.
2- Punção com agulha de Tru Cut guiada por Ultrassom ou Tomografia:
Realiza-se a punção com agulha de Tru Cut guiada por algum método de imagem. É ideal em casos de tumores onde a localização da lesão é importante.
3- Outros métodos:
Outros procedimentos utilizados, porem não muito comuns, são: laparoscopia, o transjugular e a biopsia cirúrgica.
Riscos
O risco mais comum é o sangramento através do local onde a agulha foi inserida no fígado (risco inferior a 1% dos pacientes). Outra complicação possível seria o punção de outros órgãos como o rim, o pulmão ou o intestino.
O paciente deve observar os seguintes sinais: suor frio, palidez, tontura, tremores, desmaios. Se apresentar qualquer um desses sinais deve se deitar sobre o local da punção e pedir para alguém entrar em contato com o médico que realizou o exame.
O risco de morte por biopsia de fígado é extremamente baixo, entre 0.1 e 0.01%.
Repetição do procedimento
Sempre necessário antes do inicio do tratamento para avaliar as alterações causadas pelo fator agressor ao fígado.
Em doenças onde ocorre piora dos exames, mudança de medicação, etc.
Em pós-operatório de transplantes para avaliar rejeições do órgão, recidiva de vírus, etc.
Fonte:
1-Practice guidelines for liver biopsy.
Canadian Association of Gastroenterology. Can J Gastroenterol. 2000
Jun;14(6):481-2.
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