País registrou 1.705 mortes causadas pelo vírus influenza A (H1N1). Estoque do governo é de 83 milhões de doses.
O Ministério da Saúde apresentou nesta terça-feira (26) a estratégia nacional de enfrentamento da segunda onda da pandemia de gripe A (H1N1) no país, que prevê a compra de 83 milhões de doses da vacina para imunizar a população brasileira, a partir de março deste ano.
Dados do ministério mostram que o vírus da chamada "Gripe Suína" fez 1.705 vítimas fatais no Brasil e mais de 14 mil em todo o planeta. Foram registrados no território brasileiro 39.679 casos graves da doença.
Calendário de vacinação
O calendário de vacinação foi dividido em seis grupos prioritários. Trabalhadores de saúde, gestantes, indígenas, população com doenças crônicas de base, crianças saudáveis entre seis meses e dois anos de idade e adultos saudáveis entre 20 e 29 anos de idade. O ministério não recomenda a vacinação para os que não estiverem encaixados nesses grupos.
O plano de vacinação vai ser realizado em quatro etapas. Na primeira, que será realizada entre os dias 8 e 19 de março, trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e indígenas serão vacinados.
Gestantes serão imunizadas na sequência, entre 22 de março e 21 de maio, em um prazo que irá durar até a quarta etapa da estratégia. Ainda como parte da segunda etapa, crianças de seis meses a dois anos de idade e doentes crônicos serão imunizados entre os dias 22 de março e 2 de abril.
Obesidade mórbida, doenças respiratórias, cardíacas, imunodeprimidos, diabetes e doenças hepáticas, renais e hematológicas são fatores do grupo de doentes crônicos. Grávidas em qualquer período de gestação poderão tomar a vacina.
A população com idade entre 20 e 29 anos será vacinada entre os dias 5 e 23 de abril.
Por último, idosos com mais de 60 anos com e com doenças crônicas serão vacinados entre 24 de abril e 7 de maio.
Investimentos
Todo o investimento na aquisição da vacina contra a gripe pandêmica, cerca de R$ 1 bilhão, será liberado pelo governo a partir do Ministério da Saúde. Os recursos estão vinculados ao Programa Nacional de Imunizações, que também oferece vacinas contra outras doenças.
Os recursos foram previstos pela abertura de crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões, aprovado em outubro de 2009, por medida provisória, para ações de enfrentamento da gripe pandêmica.
O ministério também adquiriu 83 milhões de seringas e agulhas, ao custo de R$ 40 milhões. Os insumos serão distribuídos às secretarias estaduais de todo o país, durante a vacinação. No final de 2009 já foram repassados R$ 11 milhões para os governos estaduais iniciarem a preparação para a estratégia de vacinação.
Estratégia
O ministério deve divulgar maiores detalhes da estratégia de vacinação até o final de fevereiro. Até que a estratégia seja deflagrada em todo o país, nenhuma dose da vacina será distribuída nas unidades de saúde.
A pasta comandada pelo ministro José Gomes Temporão argumenta que o objetivo da estratégia não é evitar a disseminação do vírus, que já está presente em 209 países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas manter os serviços de saúde funcionando e reduzir o número de casos graves e óbitos.
Os 26 estados e o Distrito Federal vão receber um número de doses proporcional à população dos grupos prioritários especificados no calendário do Ministério da Saúde.
As secretarias estaduais terão a responsabilidade de repassar as vacinas aos municípios obedecendo ao mesmo critério. Secretarias estaduais e municipais vão definir conjuntamente os locais de vacinação.
Cadastrada em: 26/01/2010
Pelo colaborador:
Portal MS - Luciano
portalms@portalms.com.br
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Novos estudos comprovam que o café diminui a progressão da fibrose
A revista Hepatology do mês de janeiro publica mais um estudo que comprova o efeito benéfico do café no fígado realizado por pesquisadores do Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK) dos Estados Unidos.
Entre janeiro de 2006 até novembro de 2008 todos os pacientes atendidos no instituto preenchiam um formulário para avaliar o consumo de cafeína. As perguntas eram destinadas a determinar todas as fontes de cafeína, incluindo o café normal, o descafeinado, bebidas que contem cafeína, chocolates, cacau, chás (pretos, verdes, chineses, etc.), bebidas energéticas, e medicamentos com cafeína.
Conforme a freqüência de ingerir os produtos os participantes foram divididos entre os que nunca consumiam cafeína, os que o faziam entre 1 e 3 vezes ao mês, os que os ingeriam entre 1 e 4 ou entre 5 e 6 vezes a semana e, os que o faziam mais de 6 vezes a semana.
Foi observado que a maior parte da cafeina consumida era do café, representando 71%, seguida da ingerida por refrigerantes com 13% e chá preto com 4%.
Com idade média de 51 anos e massa corporal de 27,5 (BMI) os 177 participantes realizaram uma biopsia antes e outra após o estudo. Entre os participantes 68% estavam infectados cronicamente com hepatite C.
A biopsia foi avaliada pela classificação de ISHAK, onde a fibrose e avaliada numa escala de 0 até 6. Zero representa um fígado sadio e nível 6 representa cirrose na escala ISHAK. Os pacientes com fibrose no nível menor que 3 consumiram em média 212 mg/dia de cafeína, contra uma média de 154 mg/dia dos pacientes com grau de fibrose maior que 3.
Os resultados mostram que para cada incremento de 67 mg/dia no consumo de cafeína (metade de uma xícara de café) existia uma diminuição de 14% na possibilidade de encontrar um grau avançado de fibrose nos participantes do estudo entre os infectados com hepatite C.
Concluem os pesquisadores que se consegue um efeito benéfico com o consumo um pouco superior ao correspondente a duas xícaras de café ao dia. As outras fontes de cafeína pesquisadas não tiveram o mesmo efeito terapêutico conseguida com o café.
Entre janeiro de 2006 até novembro de 2008 todos os pacientes atendidos no instituto preenchiam um formulário para avaliar o consumo de cafeína. As perguntas eram destinadas a determinar todas as fontes de cafeína, incluindo o café normal, o descafeinado, bebidas que contem cafeína, chocolates, cacau, chás (pretos, verdes, chineses, etc.), bebidas energéticas, e medicamentos com cafeína.
Conforme a freqüência de ingerir os produtos os participantes foram divididos entre os que nunca consumiam cafeína, os que o faziam entre 1 e 3 vezes ao mês, os que os ingeriam entre 1 e 4 ou entre 5 e 6 vezes a semana e, os que o faziam mais de 6 vezes a semana.
Foi observado que a maior parte da cafeina consumida era do café, representando 71%, seguida da ingerida por refrigerantes com 13% e chá preto com 4%.
Com idade média de 51 anos e massa corporal de 27,5 (BMI) os 177 participantes realizaram uma biopsia antes e outra após o estudo. Entre os participantes 68% estavam infectados cronicamente com hepatite C.
A biopsia foi avaliada pela classificação de ISHAK, onde a fibrose e avaliada numa escala de 0 até 6. Zero representa um fígado sadio e nível 6 representa cirrose na escala ISHAK. Os pacientes com fibrose no nível menor que 3 consumiram em média 212 mg/dia de cafeína, contra uma média de 154 mg/dia dos pacientes com grau de fibrose maior que 3.
Os resultados mostram que para cada incremento de 67 mg/dia no consumo de cafeína (metade de uma xícara de café) existia uma diminuição de 14% na possibilidade de encontrar um grau avançado de fibrose nos participantes do estudo entre os infectados com hepatite C.
Concluem os pesquisadores que se consegue um efeito benéfico com o consumo um pouco superior ao correspondente a duas xícaras de café ao dia. As outras fontes de cafeína pesquisadas não tiveram o mesmo efeito terapêutico conseguida com o café.
domingo, 24 de janeiro de 2010
A resistência a insulina e a possibilidade de cura da hepatite C
É conhecido que a resistência a insulina e um fator preditivo negativo na possibilidade de conseguir sucesso no tratamento de pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C, não afetando o tratamento de pacientes infectados com os genótipos 2 e 3.
A resistência a insulina e medida pelo "INDICE HOMA-IR" do inglês, "homeostatic model assessment", é feito com base nas dosagens de insulina e glicose de jejum. Nos melhores laboratórios sempre que se solicita a realização da dosagem simultânea de insulina e glicose em jejum, o HOMA-IR é automaticamente e gratuitamente calculado.
Pesquisadores consideram que proteínas do vírus da hepatite C podem ser responsáveis por aumentar a resistência à insulina, a qual dificulta a erradicação da hepatite C. Existem diversos tratamentos para aumentar a sensibilidade à insulina e, no presente estudo os pesquisadores utilizaram a Metformina, um medicamento utilizado pelos diabéticos.
Foram incluídos 123 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C que apresentavam um índice HOMA-IR superior a "2". Uma parte deles recebeu 850 mg de Metformina três vezes ao dia e o outro grupo recebeu para efeito de controle somente um placebo. O tratamento foi realizado com interferon peguilado Pegasys de 180 ug/semana e ribavirina conforme o peso do paciente.
Considerando todos os pacientes infectados com o genótipo 1 que iniciaram o tratamento, o grupo que recebeu Metformina durante todo o tratamento conseguiu 53% de cura, contra 43% conseguida entre os que receberam o placebo, um aumento na resposta terapêutica de 10%. Ao se considerar somente os pacientes que completaram as 48 semanas os pacientes que conseguiram a cura foi de 67% contra 49% do grupo que recebeu placebo.
As mulheres que receberam Metformina obtiveram maior sucesso, com 58% das que iniciaram o tratamento curadas, contra 29% entre os homens.
Como efeito colateral produzido pela Metformina foi relatado a diarréia, a qual aconteceu em 34% do grupo que recebeu o medicamento contra somente 11% do grupo tratado com placebo.
Na semana 24 do tratamento a metade dos pacientes se encontrava com um índice HOMA-IR abaixo de "2", indicando que é perfeitamente possível reduzir a resistência a insulina durante o tratamento, aumentando a resposta terapêutica em pacientes infectados com o genótipo 1.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Treatment of insulin resistance with metformin in naïve genotype 1 chronic hepatitis C patients receiving peginterferon alfa-2a plus ribavirin - Hepatology. 2009 Dec;50(6):1702-8. - Romero-Gómez M, Diago M, Andrade RJ, Calleja JL, Salmerón J, Fernández-Rodríguez CM, Solà R, García-Samaniego J, Herrerías JM, De la Mata M, Moreno-Otero R, Nuñez O, Olveira A, Durán S, Planas R; Spanish Treatment of Resistance to Insulin in Hepatitis C Genotype 1 Group.
Unit for the Clinical Management of Digestive Diseases and Centro de Investigación Biomédica en Red de Enfermedades Hepáticas y Digestivas, Hospital Universitario de Valme, Sevilla, Spain.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
A resistência a insulina e medida pelo "INDICE HOMA-IR" do inglês, "homeostatic model assessment", é feito com base nas dosagens de insulina e glicose de jejum. Nos melhores laboratórios sempre que se solicita a realização da dosagem simultânea de insulina e glicose em jejum, o HOMA-IR é automaticamente e gratuitamente calculado.
Pesquisadores consideram que proteínas do vírus da hepatite C podem ser responsáveis por aumentar a resistência à insulina, a qual dificulta a erradicação da hepatite C. Existem diversos tratamentos para aumentar a sensibilidade à insulina e, no presente estudo os pesquisadores utilizaram a Metformina, um medicamento utilizado pelos diabéticos.
Foram incluídos 123 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C que apresentavam um índice HOMA-IR superior a "2". Uma parte deles recebeu 850 mg de Metformina três vezes ao dia e o outro grupo recebeu para efeito de controle somente um placebo. O tratamento foi realizado com interferon peguilado Pegasys de 180 ug/semana e ribavirina conforme o peso do paciente.
Considerando todos os pacientes infectados com o genótipo 1 que iniciaram o tratamento, o grupo que recebeu Metformina durante todo o tratamento conseguiu 53% de cura, contra 43% conseguida entre os que receberam o placebo, um aumento na resposta terapêutica de 10%. Ao se considerar somente os pacientes que completaram as 48 semanas os pacientes que conseguiram a cura foi de 67% contra 49% do grupo que recebeu placebo.
As mulheres que receberam Metformina obtiveram maior sucesso, com 58% das que iniciaram o tratamento curadas, contra 29% entre os homens.
Como efeito colateral produzido pela Metformina foi relatado a diarréia, a qual aconteceu em 34% do grupo que recebeu o medicamento contra somente 11% do grupo tratado com placebo.
Na semana 24 do tratamento a metade dos pacientes se encontrava com um índice HOMA-IR abaixo de "2", indicando que é perfeitamente possível reduzir a resistência a insulina durante o tratamento, aumentando a resposta terapêutica em pacientes infectados com o genótipo 1.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Treatment of insulin resistance with metformin in naïve genotype 1 chronic hepatitis C patients receiving peginterferon alfa-2a plus ribavirin - Hepatology. 2009 Dec;50(6):1702-8. - Romero-Gómez M, Diago M, Andrade RJ, Calleja JL, Salmerón J, Fernández-Rodríguez CM, Solà R, García-Samaniego J, Herrerías JM, De la Mata M, Moreno-Otero R, Nuñez O, Olveira A, Durán S, Planas R; Spanish Treatment of Resistance to Insulin in Hepatitis C Genotype 1 Group.
Unit for the Clinical Management of Digestive Diseases and Centro de Investigación Biomédica en Red de Enfermedades Hepáticas y Digestivas, Hospital Universitario de Valme, Sevilla, Spain.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Previsões nas hepatites B e C para 2010
Realizar previsões parece ser coisa de pessoas desocupadas tentando adivinhar qual será o número que vai dar na loteria. Não é esse o sentido das previsões que estarei realizando em relação às hepatites B e C, a sua epidemiologia e os tratamentos. A cada ano dou uma parada para refletir no que foi realizado e com isso imaginar o que poderá acontecer nos próximos 12 meses, mas devo confessar que fica difícil ser totalmente otimista ante um problema tão grande e complexo como são as "epidemias" de hepatites B e C.
Falo em "epidemias" no plural, porque considero se tratar de duas doenças totalmente diferentes, com epidemiologia, formas de transmissão, prevenção, tratamento e conseqüências totalmente diferentes. Colocar as hepatites B e C juntas, tentando uma ação estratégica igual é um dos maiores erros cometidos na última década. O mundo em geral interpretou que poderia realizar ações conjuntas já que ambas as doenças atacam o fígado e por tanto se chamam hepatite. A década não foi totalmente perdida, mas os avanços foram muito pequenos. O número de infectados diagnosticados e em tratamento é mínimo e o número de mortes por causa das hepatites B e C não para de crescer. Ante a frieza dos números não existem explicações ou desculpas já que todas as promessas e as boas intenções não conseguiram resultados. Com humildade devemos dar a mão à palmatória.
Voltando as "epidemias", na hepatite B a vacinação continua sendo a principal arma para evitar novos infectados. A vacina é barata e apresenta excelente efetividade. Muitos países já a disponibilizam para toda a população e passou a ser obrigatória de ser aplicada nas crianças recém nascidas no momento do parto, mas lamentavelmente alguns países limitam a aplicação gratuita para somente quem tem menos de 19 anos e, pior ainda, faltam campanhas que incentivem as pessoas a procurar a vacina. Países que realizam campanhas de vacinação estão conseguindo evitar novas infecções, o que garante um controle de novos casos. Campanhas de vacinação em massa irão conseguir erradicar, ou pelos menos diminuir drasticamente novos casos de hepatite B, sem duvida uma excelente forma de controlar o futuro da doença.
Já em relação a encontrar quem está infectado com hepatite B a situação ainda e dramática. A maioria dos países não realiza alertas ou campanhas de testagem em larga escala. No terceiro mundo e estimado que entre 90 e 95% dos infectados ainda não foram diagnosticados, países entre os quais se inclui o Brasil. Os governos alegam que o número de infectados e muito grande e que não existem recursos financeiros nem a quantidade de médicos especializados necessários para tratar a hepatite B. Lamentavelmente nos últimos 12 anos escuto essa resposta como desculpa, mas muito pouco foi feito para mudar a situação, simplesmente estão negando a milhões de infectados pela hepatite B a oportunidade de evitar danos irreversíveis a saúde e a oportunidade de tratamento.
No mundo são 350 milhões de infectados e se diagnosticados pelo menos a metade deles irão precisar de um tratamento que não tem prazo para terminar, motivo pelo qual o número de pacientes cresce em forma exponencial. Diferentemente a outras doenças que podem ser curadas, um indivíduo com hepatite B vai ter que receber assistência médica pelo restante da sua vida, assim, os serviços médicos devem ampliar o atendimento a cada ano. Existem poucos médicos especializados no tratamento da hepatite B e, em geral, a maioria dos centros especializados não se encontram nas áreas de maior endemicidade da doença. O problema no tratamento da hepatite B e a sua complexidade e a necessidade de acompanhamento permanente dos infectados com exames de imagem e biologia molecular, difíceis de encontrar.
No tratamento da hepatite B hoje já se dispõe de um arsenal terapêutico muito bom. Nos próximos cinco anos mais de uma dúzia de novos medicamentos estarão chegando ao mercado e muito provavelmente poderemos presenciar a cura da hepatite B.
O problema da hepatite B e de tal tamanho e complexidade que caso não surja algum medicamento milagroso não terá solução nem a curto nem a médio prazo para os atuais infectados. Mas não podemos aceitar que alguns governos considerem como uma estratégia a morte dos infectados (seja pela doença ou pela velhice) como a solução do problema da hepatite B. Quem pensar dessa forma e ficar sentado acima dessa bomba viral estará cometendo um crime contra a humanidade. O tratamento da hepatite B não é caro, hoje um infectado com hepatite B custa mensalmente menos que um infectado com AIDS para os governos.
A epidemia de hepatite B atinge na sua forma crônica 350 milhões de pessoas no mundo, o dobro dos infectados com hepatite C, que são 170 milhões. Curiosamente no Brasil a relação se inverte e o número de infectados com hepatite C e o dobro dos infectados com hepatite B, sendo estimado que existam dois milhões de infectados com hepatite B e até quatro milhões com hepatite C. A apresentação recente dos dados do inquérito domiciliar realizado pelo ministério da saúde são validos para hepatite C, mas não podem ser considerados no caso da hepatite B, pois as amostras representam somente as capitais, sendo amplamente conhecido que a hepatite B e uma doença de zonas suburbanas, fora das capitais, principalmente no interior da Amazônia, no sul do Espírito Santo, no oeste do Paraná e Santa Catarina e em zonas portuárias ou de prostituição, lugares onde não realizada a procura de infectados. Mostrar ao mundo a prevalência da hepatite B no Brasil com amostras obtidas somente nas capitais será considerado "propaganda enganosa".
Falando na outra "epidemia", a de hepatite C, o panorama e totalmente diferente e, portanto, a estratégia de divulgação e de ações deve ser diferente. Lamentavelmente a hepatite C não possui uma vacina preventiva, mas dispõe de um tratamento eficaz que hoje consegue a cura de pouco mais da metade dos pacientes tratados e que em dois ou três anos estará logrando curar até 80% dos infectados.
Partindo dessas duas características o fato de não possuir uma vacina para prevenir a hepatite C parece estar compensado com o fato de se tratar de uma doença de transmissão quase que exclusivamente pelo sangue e, hoje, com tudo o sangue utilizado em transfusão sendo testado e com a utilização de instrumentos corretamente esterilizados e seringas e agulhas descartáveis, a possibilidade de novos casos de infecções com a hepatite C e muito pequena. No mundo a hepatite C se propagou entre as décadas de 70 e 80, assim, a maioria dos infectados com hepatite C tem mais de 40 anos, o que indica que a epidemia está diminuindo, mais pela morte por velhice dos infectados que pelo número de tratamentos oferecidos, mas pelo menos a situação vai sendo controlada no caso de novas infecções.
Estranhamente o inquérito domiciliar realizado no Brasil encontrou uma alta prevalência da hepatite C em adolescentes, na faixa de idade entre 10 e 19 anos. Como esses adolescentes nasceram quando já o controle do sangue era efetivo e os instrumentos descartáveis e, pela faixa de idade e de se supor que a grande maioria não seja usuária de drogas injetáveis, até o momento o resultado não encontrou nenhuma explicação plausível. É sumamente importante que estudos adicionais sejam realizados, pois o resultado contradiz tudo o existente na literatura científica internacional.
Em relação ao tratamento da hepatite C o principal fator inibitório de ações de saúde pública e o seu preço. O tratamento que pode custar R$. 80.000,00 (U$. 44,000.-) se realizado de forma particular, chega a custar somente R$. 19.000,00 (U$. 10,500.-) para alguns governos que centralizam a compra dos medicamentos e negociam preços com os fabricantes. Se considerarmos que aproximadamente a metade dos atuais infectados necessita tratamento por ter um nível de fibrose igual ou superior a F2, os valores que os governos deveriam dispor são de cifras estratosféricas. No caso do Brasil se todos os infectados fossem diagnosticados, dois milhões necessitariam de tratamento, para isso seriam necessários R$. 38.000.000.000,00 (trinta e oito bilhões de reais) ou em dólares, U$. 21,000,000,000.-
É então, fazer o que? Ficar mudo e paralisado ante o tamanho do problema não é uma atitude inteligente. Tentar esconder o problema não realizando amplas campanhas de alerta e de detecção dos infectados e uma atitude criminosa por parte dos governos. Existem soluções, as quais serão mais fáceis com o correr do tempo. No final de 2009 escrevi sobre vinte e oito novos medicamentos que muito provavelmente estarão chegando ao mercado e que pela competitividade irão ocasionar uma redução dos preços e até uma diminuição do tempo de tratamento. Posso arriscar, sem medo de errar, que daqui a quatro anos o tratamento da hepatite C terá um custo entre 50 e 70% menor que o atual.
Em resumo, é possível planejar uma ação estratégica, por exemplo, de 10 anos de prazo para enfrentar a hepatite C, sem medo de falir com os recursos do estado. Dividindo a detecção e tratamentos nesses 10 anos e considerando o barateamento dos tratamentos, os recursos que deverão ser destinados são inferiores ao que atualmente e dispensado na epidemia de HIV/AIDS, ou seja, e totalmente possível, faltando somente vontade política e gestores comprometidos com a saúde pública, gestores que não pensem somente em esconder o problema e deixar que a bomba estoure nos próximos governantes do país.
Mas os infectados com hepatite C estarão enfrentando nos próximos anos um dos mais graves problemas que um ser humano possa sofrer. Estou me referindo a discriminação, a exclusão social por culpa da doença. Observo com grande preocupação que a cada dia aumenta a percepção mundial de que a hepatite C e uma doença de usuários de drogas ou de infectados com HIV/AIDS. O estigma nos médios de comunicação está crescendo rapidamente, levando a formação de opiniões desastrosas na opinião pública.
Isso é triste porque por causa da discriminação os pacientes não se atrevem a assumir sua condição de infectados, alguns até que suspeitam que possam estar infectados com hepatite C, mas não se atrevem a realizar o teste ou, pior ainda, se diagnosticados preferem ocultar a sua condição para não perder emprego ou família e não procuram tratamento.
Vários são os fatores que estão levando a um aumento no estigma da hepatite C. O principal deles e a pouca visibilidade que pessoas infectadas com hepatite C tentam dar a doença, preferindo não se expor, o que repercute inclusive na forma de trabalhar dos grupos de apoio formados por pacientes. Já grupos de usuários de drogas ou de co-infectados com HIV/AIDS/Hepatite C não têm medo de falar. Esses grupos procuram a imprensa, dão entrevistas, pressionam os sistemas de saúde, os governantes e os congressistas, conseguindo dessa forma não somente a atenção, como também os recursos necessários ao tratamento. A maioria dos protocolos e consensos de tratamento não possui limites para os co-infectados HIV/AIDS/Hepatite C, já para aqueles somente estão infectados com hepatite C as restrições para conseguir o tratamento são muito grandes.
Dou meus parabéns aos usuários de drogas e aos co-infectados com HIV/AIDS/Hepatite C, pois estão conseguindo a atenção e os recursos necessários para seu atendimento. Se isso resulta em maior discriminação e estigma para quem somente está infectado com hepatite C não chega a ser um problema, pois cada um deve lutar pela sua causa, pelo grupo ao qual pertence. Cabe aos infectados somente com a hepatite C sair do casulo e enfrentar a sociedade, mostrando que a maioria não se enquadra no estigma que está sendo formado na sociedade.
Para aqueles que sentem medo de serem discriminados, posso assegurar que a discriminação existe mais dentro do próprio indivíduo que na sociedade em geral. Faz mais de 12 anos que luto pelas hepatites, considero que sou uma figura publicamente conhecida e, posso assegurar que não existem maiores problemas quando alguém dá a cara. Mas são poucos os infectados com hepatite C que chegam a colocar sua condição publicamente. Não vejo pessoas conhecidas que sei que estão com hepatite C, entre eles atores, desportistas ou políticos que queiram vir a público para falar do problema, já entre ex-usuários de drogas ou co-infectados HIV/AIDS/Hepatite C e uma pratica comum. Praticamente todos os dias vemos pessoas famosas falar que por culpa de seu passado com drogas hoje estão tratando de hepatite C.
Bom, daqui a 12 meses vou reler este texto com a esperança de poder falar em progressos, em mudanças positivas para todos os infectados com as hepatites B e C. Pelo menos assim espero, pois sou um otimista nato.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Falo em "epidemias" no plural, porque considero se tratar de duas doenças totalmente diferentes, com epidemiologia, formas de transmissão, prevenção, tratamento e conseqüências totalmente diferentes. Colocar as hepatites B e C juntas, tentando uma ação estratégica igual é um dos maiores erros cometidos na última década. O mundo em geral interpretou que poderia realizar ações conjuntas já que ambas as doenças atacam o fígado e por tanto se chamam hepatite. A década não foi totalmente perdida, mas os avanços foram muito pequenos. O número de infectados diagnosticados e em tratamento é mínimo e o número de mortes por causa das hepatites B e C não para de crescer. Ante a frieza dos números não existem explicações ou desculpas já que todas as promessas e as boas intenções não conseguiram resultados. Com humildade devemos dar a mão à palmatória.
Voltando as "epidemias", na hepatite B a vacinação continua sendo a principal arma para evitar novos infectados. A vacina é barata e apresenta excelente efetividade. Muitos países já a disponibilizam para toda a população e passou a ser obrigatória de ser aplicada nas crianças recém nascidas no momento do parto, mas lamentavelmente alguns países limitam a aplicação gratuita para somente quem tem menos de 19 anos e, pior ainda, faltam campanhas que incentivem as pessoas a procurar a vacina. Países que realizam campanhas de vacinação estão conseguindo evitar novas infecções, o que garante um controle de novos casos. Campanhas de vacinação em massa irão conseguir erradicar, ou pelos menos diminuir drasticamente novos casos de hepatite B, sem duvida uma excelente forma de controlar o futuro da doença.
Já em relação a encontrar quem está infectado com hepatite B a situação ainda e dramática. A maioria dos países não realiza alertas ou campanhas de testagem em larga escala. No terceiro mundo e estimado que entre 90 e 95% dos infectados ainda não foram diagnosticados, países entre os quais se inclui o Brasil. Os governos alegam que o número de infectados e muito grande e que não existem recursos financeiros nem a quantidade de médicos especializados necessários para tratar a hepatite B. Lamentavelmente nos últimos 12 anos escuto essa resposta como desculpa, mas muito pouco foi feito para mudar a situação, simplesmente estão negando a milhões de infectados pela hepatite B a oportunidade de evitar danos irreversíveis a saúde e a oportunidade de tratamento.
No mundo são 350 milhões de infectados e se diagnosticados pelo menos a metade deles irão precisar de um tratamento que não tem prazo para terminar, motivo pelo qual o número de pacientes cresce em forma exponencial. Diferentemente a outras doenças que podem ser curadas, um indivíduo com hepatite B vai ter que receber assistência médica pelo restante da sua vida, assim, os serviços médicos devem ampliar o atendimento a cada ano. Existem poucos médicos especializados no tratamento da hepatite B e, em geral, a maioria dos centros especializados não se encontram nas áreas de maior endemicidade da doença. O problema no tratamento da hepatite B e a sua complexidade e a necessidade de acompanhamento permanente dos infectados com exames de imagem e biologia molecular, difíceis de encontrar.
No tratamento da hepatite B hoje já se dispõe de um arsenal terapêutico muito bom. Nos próximos cinco anos mais de uma dúzia de novos medicamentos estarão chegando ao mercado e muito provavelmente poderemos presenciar a cura da hepatite B.
O problema da hepatite B e de tal tamanho e complexidade que caso não surja algum medicamento milagroso não terá solução nem a curto nem a médio prazo para os atuais infectados. Mas não podemos aceitar que alguns governos considerem como uma estratégia a morte dos infectados (seja pela doença ou pela velhice) como a solução do problema da hepatite B. Quem pensar dessa forma e ficar sentado acima dessa bomba viral estará cometendo um crime contra a humanidade. O tratamento da hepatite B não é caro, hoje um infectado com hepatite B custa mensalmente menos que um infectado com AIDS para os governos.
A epidemia de hepatite B atinge na sua forma crônica 350 milhões de pessoas no mundo, o dobro dos infectados com hepatite C, que são 170 milhões. Curiosamente no Brasil a relação se inverte e o número de infectados com hepatite C e o dobro dos infectados com hepatite B, sendo estimado que existam dois milhões de infectados com hepatite B e até quatro milhões com hepatite C. A apresentação recente dos dados do inquérito domiciliar realizado pelo ministério da saúde são validos para hepatite C, mas não podem ser considerados no caso da hepatite B, pois as amostras representam somente as capitais, sendo amplamente conhecido que a hepatite B e uma doença de zonas suburbanas, fora das capitais, principalmente no interior da Amazônia, no sul do Espírito Santo, no oeste do Paraná e Santa Catarina e em zonas portuárias ou de prostituição, lugares onde não realizada a procura de infectados. Mostrar ao mundo a prevalência da hepatite B no Brasil com amostras obtidas somente nas capitais será considerado "propaganda enganosa".
Falando na outra "epidemia", a de hepatite C, o panorama e totalmente diferente e, portanto, a estratégia de divulgação e de ações deve ser diferente. Lamentavelmente a hepatite C não possui uma vacina preventiva, mas dispõe de um tratamento eficaz que hoje consegue a cura de pouco mais da metade dos pacientes tratados e que em dois ou três anos estará logrando curar até 80% dos infectados.
Partindo dessas duas características o fato de não possuir uma vacina para prevenir a hepatite C parece estar compensado com o fato de se tratar de uma doença de transmissão quase que exclusivamente pelo sangue e, hoje, com tudo o sangue utilizado em transfusão sendo testado e com a utilização de instrumentos corretamente esterilizados e seringas e agulhas descartáveis, a possibilidade de novos casos de infecções com a hepatite C e muito pequena. No mundo a hepatite C se propagou entre as décadas de 70 e 80, assim, a maioria dos infectados com hepatite C tem mais de 40 anos, o que indica que a epidemia está diminuindo, mais pela morte por velhice dos infectados que pelo número de tratamentos oferecidos, mas pelo menos a situação vai sendo controlada no caso de novas infecções.
Estranhamente o inquérito domiciliar realizado no Brasil encontrou uma alta prevalência da hepatite C em adolescentes, na faixa de idade entre 10 e 19 anos. Como esses adolescentes nasceram quando já o controle do sangue era efetivo e os instrumentos descartáveis e, pela faixa de idade e de se supor que a grande maioria não seja usuária de drogas injetáveis, até o momento o resultado não encontrou nenhuma explicação plausível. É sumamente importante que estudos adicionais sejam realizados, pois o resultado contradiz tudo o existente na literatura científica internacional.
Em relação ao tratamento da hepatite C o principal fator inibitório de ações de saúde pública e o seu preço. O tratamento que pode custar R$. 80.000,00 (U$. 44,000.-) se realizado de forma particular, chega a custar somente R$. 19.000,00 (U$. 10,500.-) para alguns governos que centralizam a compra dos medicamentos e negociam preços com os fabricantes. Se considerarmos que aproximadamente a metade dos atuais infectados necessita tratamento por ter um nível de fibrose igual ou superior a F2, os valores que os governos deveriam dispor são de cifras estratosféricas. No caso do Brasil se todos os infectados fossem diagnosticados, dois milhões necessitariam de tratamento, para isso seriam necessários R$. 38.000.000.000,00 (trinta e oito bilhões de reais) ou em dólares, U$. 21,000,000,000.-
É então, fazer o que? Ficar mudo e paralisado ante o tamanho do problema não é uma atitude inteligente. Tentar esconder o problema não realizando amplas campanhas de alerta e de detecção dos infectados e uma atitude criminosa por parte dos governos. Existem soluções, as quais serão mais fáceis com o correr do tempo. No final de 2009 escrevi sobre vinte e oito novos medicamentos que muito provavelmente estarão chegando ao mercado e que pela competitividade irão ocasionar uma redução dos preços e até uma diminuição do tempo de tratamento. Posso arriscar, sem medo de errar, que daqui a quatro anos o tratamento da hepatite C terá um custo entre 50 e 70% menor que o atual.
Em resumo, é possível planejar uma ação estratégica, por exemplo, de 10 anos de prazo para enfrentar a hepatite C, sem medo de falir com os recursos do estado. Dividindo a detecção e tratamentos nesses 10 anos e considerando o barateamento dos tratamentos, os recursos que deverão ser destinados são inferiores ao que atualmente e dispensado na epidemia de HIV/AIDS, ou seja, e totalmente possível, faltando somente vontade política e gestores comprometidos com a saúde pública, gestores que não pensem somente em esconder o problema e deixar que a bomba estoure nos próximos governantes do país.
Mas os infectados com hepatite C estarão enfrentando nos próximos anos um dos mais graves problemas que um ser humano possa sofrer. Estou me referindo a discriminação, a exclusão social por culpa da doença. Observo com grande preocupação que a cada dia aumenta a percepção mundial de que a hepatite C e uma doença de usuários de drogas ou de infectados com HIV/AIDS. O estigma nos médios de comunicação está crescendo rapidamente, levando a formação de opiniões desastrosas na opinião pública.
Isso é triste porque por causa da discriminação os pacientes não se atrevem a assumir sua condição de infectados, alguns até que suspeitam que possam estar infectados com hepatite C, mas não se atrevem a realizar o teste ou, pior ainda, se diagnosticados preferem ocultar a sua condição para não perder emprego ou família e não procuram tratamento.
Vários são os fatores que estão levando a um aumento no estigma da hepatite C. O principal deles e a pouca visibilidade que pessoas infectadas com hepatite C tentam dar a doença, preferindo não se expor, o que repercute inclusive na forma de trabalhar dos grupos de apoio formados por pacientes. Já grupos de usuários de drogas ou de co-infectados com HIV/AIDS/Hepatite C não têm medo de falar. Esses grupos procuram a imprensa, dão entrevistas, pressionam os sistemas de saúde, os governantes e os congressistas, conseguindo dessa forma não somente a atenção, como também os recursos necessários ao tratamento. A maioria dos protocolos e consensos de tratamento não possui limites para os co-infectados HIV/AIDS/Hepatite C, já para aqueles somente estão infectados com hepatite C as restrições para conseguir o tratamento são muito grandes.
Dou meus parabéns aos usuários de drogas e aos co-infectados com HIV/AIDS/Hepatite C, pois estão conseguindo a atenção e os recursos necessários para seu atendimento. Se isso resulta em maior discriminação e estigma para quem somente está infectado com hepatite C não chega a ser um problema, pois cada um deve lutar pela sua causa, pelo grupo ao qual pertence. Cabe aos infectados somente com a hepatite C sair do casulo e enfrentar a sociedade, mostrando que a maioria não se enquadra no estigma que está sendo formado na sociedade.
Para aqueles que sentem medo de serem discriminados, posso assegurar que a discriminação existe mais dentro do próprio indivíduo que na sociedade em geral. Faz mais de 12 anos que luto pelas hepatites, considero que sou uma figura publicamente conhecida e, posso assegurar que não existem maiores problemas quando alguém dá a cara. Mas são poucos os infectados com hepatite C que chegam a colocar sua condição publicamente. Não vejo pessoas conhecidas que sei que estão com hepatite C, entre eles atores, desportistas ou políticos que queiram vir a público para falar do problema, já entre ex-usuários de drogas ou co-infectados HIV/AIDS/Hepatite C e uma pratica comum. Praticamente todos os dias vemos pessoas famosas falar que por culpa de seu passado com drogas hoje estão tratando de hepatite C.
Bom, daqui a 12 meses vou reler este texto com a esperança de poder falar em progressos, em mudanças positivas para todos os infectados com as hepatites B e C. Pelo menos assim espero, pois sou um otimista nato.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
sábado, 9 de janeiro de 2010
HEPATITE B: DOENÇA QUE ATINGE 2 MILHÕES DE BRASILEIROS TEM NOVO PROTOCOLO CLÍNICO
Dados do Inquérito Nacional de Soroprevalência das Hepatites Virais mostram que 11,5% da população das capitais brasileiras com idade de 20 a 69 anos já teve contato com o vírus responsável pela Hepatite B (HVB). Na população de 10 a 19 anos, a incidência foi de 1,14%. \"O HVB é mais contagioso que o vírus da Aids, pois se multiplica cerca de 100 vezes mais do que o HIV\", ressalta um dos membros do Comitê de Hepatites Virais da Sociedade Brasileria de Infectologia, Roberto Foccacia.
Levantamento realizado pelo Ministério da Saúde (MS) serve de alerta para a seriedade do tema: cerca de 107.192 pessoas foram portadoras da hepatite B entre 1999 e 2008. Trata-se de um mal silencioso, pois as pessoas infectadas geralmente não apresentam sintomas. Se não for tratada, a doença pode degenerar o fígado, mas “se torna crônica apenas em cerca de 5% dos casos”, explica Foccacia.
Para reduzir o número de casos de HVB no país que apresentam resistência ao tratamento, um novo protocolo clínico incluiu mais três medicamentos para a Hepatite Viral Crônica B, sendo que um deles – o Tenofovir - também é usado por soropositivos.
“A disponibilização do Ministério da Saúde dessas novas drogas, que começará após o primeiro trimestre de 2010, visa oferecer alternativas de tratamento para casos de resistência à determinados tipos de medicamentos, assim como permitir que a terapia seja iniciada com remédios mais potentes e com menor risco de desenvolver resistência”, comenta o especialista da SBI que também preside o Núcleo de Pesquisas do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Fique atento
As principais formas de transmissão do HVB ocorrem por via parental (compartilhamento de objetos cortantes, como seringas e agulhas), em relações sexuais desprotegidas, através do contato da pele e mucosa de uma pessoa sadia com outra infectada pelo vírus (forma conhecida no jargão médico como solução de continuidade) ou por transmissão vertical (da gestante para o bebê).
Os sintomas mais comuns da infecção são mal-estar, dor de cabeça, febre baixa, falta de apetite, cansaço, náuseas e desconforto abdominal na região do fígado. A icterícia, que se caracteriza pela coloração amarelada da pele e das mucosas (boca e parte branca dos olhos), geralmente inicia-se após o desaparecimento da febre e pode ser precedida por urina escura e descoloração das fezes.
O vírus HVB pode gerar câncer de fígado na “proporção de 10% dos casos”, afirma Foccacia. Porém, em sua fase crônica a hepatite B pode desencadear doenças da pele e dos rins, diabetes e alterar o metabolismo. Na evolução da infecção, que ocorre sem o tratamento, as complicações tendem a evoluir para cirrose (endurecimento do fígado), com insuficiência das funções hepáticas, gerando sangramentos, inflamação aguda da membrana que envolve os órgãos do abdômen, confusões mentais, etc”, exemplifica o especialista.
Prevenção
“Quando a gestante é portadora do vírus o bebês deve ser vacinada e receber medicação adequada contra a hepatite B logo após o nascimento (nas primeiras seis horas de vida). Com isso se reduz em 90% o risco de transmissão. Entretanto, em cerca de 5% das vezes a transmissão já ocorreu intra-útero e nesses casos a imunização da criança é ineficaz”, alerta o infectologista da SBI.
A vacina contra hepatite B é oferecida na rede pública, desde 1998, para pessoas com até 19 anos e grupos específicos, como profissionais de saúde. Após a aplicação de três doses mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunes à infecção.
A cobertura atual da imunização no Brasil atinge cerca de 80% da população com até 19 anos, ou seja, mais de 50 milhões de pessoas. Já na faixa etária de 11 a 19, a taxa cai para 63%. O Ministério da Saúde estuda ampliar o acesso à vacina contra o vírus HVB.
Novo protocolo
Pesquisas internacionais mostraram que o antirretroviral Tenofovir, usado na terapia contra Aids no Brasil desde julho de 2003, apresenta boa resposta para supressão do vírus da hepatite B. Este medicamento foi incluído, junto com dois outros no novo ‘Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hepatite Viral Crônica B e Coinfecções’, divulgado no final de outubro pelo Ministério da Saúde.
A atualização do referido protocolo mostra a preocupação dos órgãos de saúde com o crescente número de infectados por HVB, pois 77% da população brasileira é sexualmente ativa e, sem a devida proteção, há risco de contrair a doença. Além de ampliar as opções de tratamento, o novo documento recomenda uma combinação de drogas, até então não utilizadas no país, para tratar pacientes em caso de resistência viral.
O último protocolo de hepatites estava em vigor desde 2002. A previsão do Ministério da Saúde é que no próximo ano 2,5 mil pessoas recebam indicação para uso do Tenofovir.
fonte:Sociedade Brasileira de Infectologia
www.infectologia.org.br
Levantamento realizado pelo Ministério da Saúde (MS) serve de alerta para a seriedade do tema: cerca de 107.192 pessoas foram portadoras da hepatite B entre 1999 e 2008. Trata-se de um mal silencioso, pois as pessoas infectadas geralmente não apresentam sintomas. Se não for tratada, a doença pode degenerar o fígado, mas “se torna crônica apenas em cerca de 5% dos casos”, explica Foccacia.
Para reduzir o número de casos de HVB no país que apresentam resistência ao tratamento, um novo protocolo clínico incluiu mais três medicamentos para a Hepatite Viral Crônica B, sendo que um deles – o Tenofovir - também é usado por soropositivos.
“A disponibilização do Ministério da Saúde dessas novas drogas, que começará após o primeiro trimestre de 2010, visa oferecer alternativas de tratamento para casos de resistência à determinados tipos de medicamentos, assim como permitir que a terapia seja iniciada com remédios mais potentes e com menor risco de desenvolver resistência”, comenta o especialista da SBI que também preside o Núcleo de Pesquisas do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Fique atento
As principais formas de transmissão do HVB ocorrem por via parental (compartilhamento de objetos cortantes, como seringas e agulhas), em relações sexuais desprotegidas, através do contato da pele e mucosa de uma pessoa sadia com outra infectada pelo vírus (forma conhecida no jargão médico como solução de continuidade) ou por transmissão vertical (da gestante para o bebê).
Os sintomas mais comuns da infecção são mal-estar, dor de cabeça, febre baixa, falta de apetite, cansaço, náuseas e desconforto abdominal na região do fígado. A icterícia, que se caracteriza pela coloração amarelada da pele e das mucosas (boca e parte branca dos olhos), geralmente inicia-se após o desaparecimento da febre e pode ser precedida por urina escura e descoloração das fezes.
O vírus HVB pode gerar câncer de fígado na “proporção de 10% dos casos”, afirma Foccacia. Porém, em sua fase crônica a hepatite B pode desencadear doenças da pele e dos rins, diabetes e alterar o metabolismo. Na evolução da infecção, que ocorre sem o tratamento, as complicações tendem a evoluir para cirrose (endurecimento do fígado), com insuficiência das funções hepáticas, gerando sangramentos, inflamação aguda da membrana que envolve os órgãos do abdômen, confusões mentais, etc”, exemplifica o especialista.
Prevenção
“Quando a gestante é portadora do vírus o bebês deve ser vacinada e receber medicação adequada contra a hepatite B logo após o nascimento (nas primeiras seis horas de vida). Com isso se reduz em 90% o risco de transmissão. Entretanto, em cerca de 5% das vezes a transmissão já ocorreu intra-útero e nesses casos a imunização da criança é ineficaz”, alerta o infectologista da SBI.
A vacina contra hepatite B é oferecida na rede pública, desde 1998, para pessoas com até 19 anos e grupos específicos, como profissionais de saúde. Após a aplicação de três doses mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunes à infecção.
A cobertura atual da imunização no Brasil atinge cerca de 80% da população com até 19 anos, ou seja, mais de 50 milhões de pessoas. Já na faixa etária de 11 a 19, a taxa cai para 63%. O Ministério da Saúde estuda ampliar o acesso à vacina contra o vírus HVB.
Novo protocolo
Pesquisas internacionais mostraram que o antirretroviral Tenofovir, usado na terapia contra Aids no Brasil desde julho de 2003, apresenta boa resposta para supressão do vírus da hepatite B. Este medicamento foi incluído, junto com dois outros no novo ‘Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hepatite Viral Crônica B e Coinfecções’, divulgado no final de outubro pelo Ministério da Saúde.
A atualização do referido protocolo mostra a preocupação dos órgãos de saúde com o crescente número de infectados por HVB, pois 77% da população brasileira é sexualmente ativa e, sem a devida proteção, há risco de contrair a doença. Além de ampliar as opções de tratamento, o novo documento recomenda uma combinação de drogas, até então não utilizadas no país, para tratar pacientes em caso de resistência viral.
O último protocolo de hepatites estava em vigor desde 2002. A previsão do Ministério da Saúde é que no próximo ano 2,5 mil pessoas recebam indicação para uso do Tenofovir.
fonte:Sociedade Brasileira de Infectologia
www.infectologia.org.br
A progressão da fibrose e diferente em pacientes que não conseguiram sucesso com o tratamento da hepatite C
Um analise dos dados do estudo HALT-C (Hepatitis C Antiviral Long-term Treatment against Cirrhosis) que acabam de ser publicados na revista Hepatology mostram que a progressão da fibrose em pacientes não respondedores ou recidivantes ao tratamento com interferon e ribavirina não e igual em todos os pacientes.
Demonstram ainda que o tratamento de manutenção, utilizando interferon peguilado (sem ribavirina) por longo período não se mostrou efetiva, não conseguindo nenhum beneficio nos pacientes submetidos a tal terapia de manutenção.
Considerando 346 pacientes não respondedores, isto é, aqueles que em nenhum momento do tratamento conseguiram que o vírus ficasse indetectável, foi observado que dois anos após a interrupção do tratamento apresentavam uma progressão de 61% no grau de fibrose e, após quatro anos da interrupção do tratamento o aumento no grau de fibrose era de 80%.
Entre os 78 pacientes recidivantes, isto é, aqueles que durante o tratamento se encontravam negativos na semana 24 e na semana 48 (final do tratamento), mas que após seis meses o final do tratamento o vírus recidivou mostrando um PCR positivo, foi observado que após três anos do final do tratamento apresentam um aumento de 48% no grau de fibrose e que esse mesmo valor se manteve estável, sem nenhum aumento, até completarem cinco anos do final do tratamento.
Os pacientes submetidos à terapia de manutenção, com a intenção de evitar a progressão da fibrose não demonstrou nenhum beneficio. A progressão da fibrose foi igual nos pacientes submetidos à administração de interferon por até cinco anos como naqueles que nada receberam de tratamento durante o mesmo período, tanto entre os não respondedores como nos recidivantes.
Concluem os autores que a progressão no grau de fibrose , tanto em pacientes que não responderam ou recidivaram após o tratamento, não são lineares. Sugerem que somente com a realização de biopsias repetidas será possível determinar quais pacientes estão evoluindo mais rapidamente no dano hepático, informação importante para poder orientar o médico a traçar estratégias que evitem complicações graves.
MEU COMENTÁRIO:
É necessário esclarecer que o artigo compara quem não respondeu com quem recidivou, assim a interpretação é que em quem não respondeu a fibrose avança tal qual não tivesse tratado e nos recidivantes a progressão fica mais devagar.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Demonstram ainda que o tratamento de manutenção, utilizando interferon peguilado (sem ribavirina) por longo período não se mostrou efetiva, não conseguindo nenhum beneficio nos pacientes submetidos a tal terapia de manutenção.
Considerando 346 pacientes não respondedores, isto é, aqueles que em nenhum momento do tratamento conseguiram que o vírus ficasse indetectável, foi observado que dois anos após a interrupção do tratamento apresentavam uma progressão de 61% no grau de fibrose e, após quatro anos da interrupção do tratamento o aumento no grau de fibrose era de 80%.
Entre os 78 pacientes recidivantes, isto é, aqueles que durante o tratamento se encontravam negativos na semana 24 e na semana 48 (final do tratamento), mas que após seis meses o final do tratamento o vírus recidivou mostrando um PCR positivo, foi observado que após três anos do final do tratamento apresentam um aumento de 48% no grau de fibrose e que esse mesmo valor se manteve estável, sem nenhum aumento, até completarem cinco anos do final do tratamento.
Os pacientes submetidos à terapia de manutenção, com a intenção de evitar a progressão da fibrose não demonstrou nenhum beneficio. A progressão da fibrose foi igual nos pacientes submetidos à administração de interferon por até cinco anos como naqueles que nada receberam de tratamento durante o mesmo período, tanto entre os não respondedores como nos recidivantes.
Concluem os autores que a progressão no grau de fibrose , tanto em pacientes que não responderam ou recidivaram após o tratamento, não são lineares. Sugerem que somente com a realização de biopsias repetidas será possível determinar quais pacientes estão evoluindo mais rapidamente no dano hepático, informação importante para poder orientar o médico a traçar estratégias que evitem complicações graves.
MEU COMENTÁRIO:
É necessário esclarecer que o artigo compara quem não respondeu com quem recidivou, assim a interpretação é que em quem não respondeu a fibrose avança tal qual não tivesse tratado e nos recidivantes a progressão fica mais devagar.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Tópicos rápidos sobre a cirrose
1 - O que é cirrose?
A cirrose e uma condição na qual o fígado tem comprometidas muitas das suas funções. O fígado cirrótico se apresenta "duro" por causa de chamada "cicatrização" originada pela fibrose persistente durante longo período.
A fibrose dificulta a passagem do sangue. Quando a fibrose chega ao ponto em que interrompe totalmente o fluxo as células do fígado começam a morrer, formando "cicatrizes" (tal qual a protuberância que fica na pele após um corte profundo) passando o fígado a condição de cirrótico.
2 - O que causa a cirrose?
Muitas são causas que podem danificar o fígado, estando entre as mais comuns o abuso de bebidas alcoólicas, as hepatites B e C, a hepatite autoimune, diversas doenças genéticas e a esteatose (gordura depositada no fígado).
3 - Existem sintomas durante a cirrose?
As pessoas com cirrose podem apresentar sintomas dependendo do estagio em que ela se encontra. Os primeiros sintomas são a icterícia (olhos, pele e urina amarelada), coceira e fadiga.
4 - Conseqüências no organismo?
O fígado e chamado da "fabrica" do organismo, sendo responsável por processar e desintoxificar tudo aquilo que é ingerido pelo individuo, purificando o sangue e produzindo nutrientes vitais.
5 - Graus de cirrose?
A cirrose pode ser inicial, quando seus sintomas e conseqüências são poucas ou pode chegar ao extremo de provocar a falência do fígado, quando ela se torna irreversível.
A cirrose pode ser compensada ou descompensada. A cirrose compensada não apresenta sintomas que afetem a qualidade de vida do individuo. A descompensação acontece quando da repetição de episódios de ascites (conhecida como barriga de água pela acumulação de fluido no abdome), varizes sangrando no esôfago até finalmente episódios de encefalopatia hepática.
6 - Diagnostico da cirrose?
Indivíduos com cirrose não diagnosticada podem apresentar sintomas que também são comuns a outras doenças, dificultando a suspeita de cirrose. Entre os sintomas comuns que um cirrótico pode apresentar se encontram a fadiga, a insônia, a perda do apetite, a perda de peso, náuseas e debilidade.
Alguns sintomas e sinais são mais característicos a um quadro que poderia indicar uma cirrose inicial, entre os quais podem ser observados sinais de vasos capilares vermelhos sobre a pele do abdome superior, as palmas das mãos vermelhas ou manchadas, incomodo na região do fígado.
Quando a cirrose atinge um grau maior os sinais e sintomas se tornam mais evidentes, podendo médicos e profissionais de saúde de varias especialidades suspeitar de um dano hepático elevado, os quais deveriam encaminhar o paciente para um médico especializado em problemas hepáticos. Entre os sinais mais diretamente relacionados que devem ser considerados como suspeita se destacam a ascite (barriga inchada) a batida do coração acelerada, gengivas sangrando, braços e parte superior do corpo perdendo massa muscular, sensação de mal estar (ressaca) após ingerir bebidas alcoólicas, confusão mental, vertigem, acumulação de fluidos nos tornozelos, pés e pernas (edema), queda do cabelo, perda do desejo sexual, lapsos de memória, febres e infecções freqüentes, câimbras nos músculos, dor do lado direito do ombro, dificuldade de respiração, urina escura, forma cambaleante ao caminhar e vômitos de sangue.
Esclarecendo que não são todos os sintomas que aparecem, mas sendo conveniente que ao observar uma pessoa que apresente um deles a recomendação deva ser a de procurar um médico para falar sobre a conveniência de exames da função hepática.
7 - Tratamento da cirrose?
O tratamento principal será o destinado a combater a causa da cirrose. Se a cirrose foi provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas o tratamento inicial será evitar totalmente o álcool, se a causa e medicamentosa o medicamento deverá ser retirado, se foi provocada por um vírus será o vírus que deverá ser atacado e, assim para cada causa da cirrose. Conjuntamente devem ser tratadas as complicações da cirrose.
Se existe acumulação de fluidos no abdome (ascite) ou edema (retenção de líquidos nas pernas) a recomendação será evitar a ingestão de sal e provavelmente será administrado um diurético. Em casos severos o fluido acumulado poderá ser drenado por meio de uma pequena cirurgia.
Pressão na veia porta, nas veias secundarias do fígado e ate da pressão arterial elevada podem ser controladas com diversos medicamentos para controle da pressão, objetivando evitar hemorragias. Em alguns casos é necessário colocar um stent na veia porta para assegurar o fluxo.
Existindo varizes no esôfago o tratamento procura as eliminar ou evitar sangramentos (hemorragias) podendo ser colocados pequenos elásticos nas veias, a colocação de tipss ou pela administração de medicamentos.
Existindo infecções o paciente receberá antibióticos específicos para cada uma delas.
Acontecendo a encefalopatia medicamentos ajudam a diminuir os níveis das toxinas que ocasionam o sintoma. Os sinais da encefalopatia devem ser bem explicados para que o próprio paciente os possa identificar o mais precocemente possível e assim procurar assistência medica.
O transplante de fígado e o tratamento final. Quando a falência hepática e inevitável o transplante e o procedimento valido para evitar a morte do paciente.
8 - CUIDADOS:
Todo paciente com cirrose, em qualquer grau, deve passar por exames periódicos para verificar a possível formação de tumores cancerígenos, os quais, se diagnosticados ainda no inicio possuem tratamento e controle. Exames de imagem devem ser realizados periodicamente, acompanhados de exames de sangue que detectam proteínas especificas do câncer.
A cirrose e uma condição na qual o fígado tem comprometidas muitas das suas funções. O fígado cirrótico se apresenta "duro" por causa de chamada "cicatrização" originada pela fibrose persistente durante longo período.
A fibrose dificulta a passagem do sangue. Quando a fibrose chega ao ponto em que interrompe totalmente o fluxo as células do fígado começam a morrer, formando "cicatrizes" (tal qual a protuberância que fica na pele após um corte profundo) passando o fígado a condição de cirrótico.
2 - O que causa a cirrose?
Muitas são causas que podem danificar o fígado, estando entre as mais comuns o abuso de bebidas alcoólicas, as hepatites B e C, a hepatite autoimune, diversas doenças genéticas e a esteatose (gordura depositada no fígado).
3 - Existem sintomas durante a cirrose?
As pessoas com cirrose podem apresentar sintomas dependendo do estagio em que ela se encontra. Os primeiros sintomas são a icterícia (olhos, pele e urina amarelada), coceira e fadiga.
4 - Conseqüências no organismo?
O fígado e chamado da "fabrica" do organismo, sendo responsável por processar e desintoxificar tudo aquilo que é ingerido pelo individuo, purificando o sangue e produzindo nutrientes vitais.
5 - Graus de cirrose?
A cirrose pode ser inicial, quando seus sintomas e conseqüências são poucas ou pode chegar ao extremo de provocar a falência do fígado, quando ela se torna irreversível.
A cirrose pode ser compensada ou descompensada. A cirrose compensada não apresenta sintomas que afetem a qualidade de vida do individuo. A descompensação acontece quando da repetição de episódios de ascites (conhecida como barriga de água pela acumulação de fluido no abdome), varizes sangrando no esôfago até finalmente episódios de encefalopatia hepática.
6 - Diagnostico da cirrose?
Indivíduos com cirrose não diagnosticada podem apresentar sintomas que também são comuns a outras doenças, dificultando a suspeita de cirrose. Entre os sintomas comuns que um cirrótico pode apresentar se encontram a fadiga, a insônia, a perda do apetite, a perda de peso, náuseas e debilidade.
Alguns sintomas e sinais são mais característicos a um quadro que poderia indicar uma cirrose inicial, entre os quais podem ser observados sinais de vasos capilares vermelhos sobre a pele do abdome superior, as palmas das mãos vermelhas ou manchadas, incomodo na região do fígado.
Quando a cirrose atinge um grau maior os sinais e sintomas se tornam mais evidentes, podendo médicos e profissionais de saúde de varias especialidades suspeitar de um dano hepático elevado, os quais deveriam encaminhar o paciente para um médico especializado em problemas hepáticos. Entre os sinais mais diretamente relacionados que devem ser considerados como suspeita se destacam a ascite (barriga inchada) a batida do coração acelerada, gengivas sangrando, braços e parte superior do corpo perdendo massa muscular, sensação de mal estar (ressaca) após ingerir bebidas alcoólicas, confusão mental, vertigem, acumulação de fluidos nos tornozelos, pés e pernas (edema), queda do cabelo, perda do desejo sexual, lapsos de memória, febres e infecções freqüentes, câimbras nos músculos, dor do lado direito do ombro, dificuldade de respiração, urina escura, forma cambaleante ao caminhar e vômitos de sangue.
Esclarecendo que não são todos os sintomas que aparecem, mas sendo conveniente que ao observar uma pessoa que apresente um deles a recomendação deva ser a de procurar um médico para falar sobre a conveniência de exames da função hepática.
7 - Tratamento da cirrose?
O tratamento principal será o destinado a combater a causa da cirrose. Se a cirrose foi provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas o tratamento inicial será evitar totalmente o álcool, se a causa e medicamentosa o medicamento deverá ser retirado, se foi provocada por um vírus será o vírus que deverá ser atacado e, assim para cada causa da cirrose. Conjuntamente devem ser tratadas as complicações da cirrose.
Se existe acumulação de fluidos no abdome (ascite) ou edema (retenção de líquidos nas pernas) a recomendação será evitar a ingestão de sal e provavelmente será administrado um diurético. Em casos severos o fluido acumulado poderá ser drenado por meio de uma pequena cirurgia.
Pressão na veia porta, nas veias secundarias do fígado e ate da pressão arterial elevada podem ser controladas com diversos medicamentos para controle da pressão, objetivando evitar hemorragias. Em alguns casos é necessário colocar um stent na veia porta para assegurar o fluxo.
Existindo varizes no esôfago o tratamento procura as eliminar ou evitar sangramentos (hemorragias) podendo ser colocados pequenos elásticos nas veias, a colocação de tipss ou pela administração de medicamentos.
Existindo infecções o paciente receberá antibióticos específicos para cada uma delas.
Acontecendo a encefalopatia medicamentos ajudam a diminuir os níveis das toxinas que ocasionam o sintoma. Os sinais da encefalopatia devem ser bem explicados para que o próprio paciente os possa identificar o mais precocemente possível e assim procurar assistência medica.
O transplante de fígado e o tratamento final. Quando a falência hepática e inevitável o transplante e o procedimento valido para evitar a morte do paciente.
8 - CUIDADOS:
Todo paciente com cirrose, em qualquer grau, deve passar por exames periódicos para verificar a possível formação de tumores cancerígenos, os quais, se diagnosticados ainda no inicio possuem tratamento e controle. Exames de imagem devem ser realizados periodicamente, acompanhados de exames de sangue que detectam proteínas especificas do câncer.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Confraternização de Fim de Ano do Grupo Amarantes

O Grupo Amarantes realizou sua Confraternização de Fim de Ano no Clube Tamoio. Agradecemos a ajuda dos amigos: Paulinho Niterói (FUNASA/NITERÓI), Luiz Claudio Faria(FUNASA/NITEROI)meu irmão, Sergio Macedo (PRODERJ), Maria Candida e Maria Emilia do Grupo Genesis, e a todos os nossos amigos e associados. Não podemos nos esquecer também do Vice-presidente Elias (Clube Tamoio),futuro Presidente do clube que nos cedeu o espaço; muito obrigado Presidente, que DEUS abençoe você e sua familia. O Grupo Amarantes deseja a todos um FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Projeto dá aposentadoria integral a servidor com doença de fígado
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5659/09, do Senado, que dá ao portador de doenças graves no fígado o direito à aposentadoria integral por invalidez permanente. A proposta altera o Regime Jurídico Único dos servidores públicos civis da União (Lei 8.112/90).
O projeto inclui a hepatopatia grave na lista das doenças que levam, obrigatoriamente, à aposentadoria por invalidez do servidor. O objetivo é assegurar a isonomia de tratamento entre os trabalhadores do setor público e da iniciativa privada, pois o Regime Geral da Previdência já prevê a possibilidade de aposentadoria integral por invalidez em decorrência de problemas no fígado.
Segundo o autor da proposta, senador Romeu Tuma (PTB-SP), o tratamento contra a hepatopatia grave não acompanhou os avanços no combate a outras moléstias, o que prova a necessidade de mudança da legislação. "A medicina brasileira muito evoluiu permitindo hoje transplantes do coração, rins, pulmão e outros órgãos. No entanto, o transplante de fígado é um dos mais complicados e o índice de sobrevivência é muito pequeno", ressalta.
Romeu Tuma lembra que o transplante de fígado, além dos riscos que envolvem qualquer cirurgia de grande porte, traz outros agravantes, como a obrigação de encontrar um doador compatível em poucas horas e o uso de potentes medicamentos para diminuir a possibilidade de rejeição.
Tramitação
A matéria será analisada, em caráter conclusivo e em regime de prioridade, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Const ituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
•PL-5659/2009
Reportagem - Marcelo Oliveira
Edição João Pitella Junior
O projeto inclui a hepatopatia grave na lista das doenças que levam, obrigatoriamente, à aposentadoria por invalidez do servidor. O objetivo é assegurar a isonomia de tratamento entre os trabalhadores do setor público e da iniciativa privada, pois o Regime Geral da Previdência já prevê a possibilidade de aposentadoria integral por invalidez em decorrência de problemas no fígado.
Segundo o autor da proposta, senador Romeu Tuma (PTB-SP), o tratamento contra a hepatopatia grave não acompanhou os avanços no combate a outras moléstias, o que prova a necessidade de mudança da legislação. "A medicina brasileira muito evoluiu permitindo hoje transplantes do coração, rins, pulmão e outros órgãos. No entanto, o transplante de fígado é um dos mais complicados e o índice de sobrevivência é muito pequeno", ressalta.
Romeu Tuma lembra que o transplante de fígado, além dos riscos que envolvem qualquer cirurgia de grande porte, traz outros agravantes, como a obrigação de encontrar um doador compatível em poucas horas e o uso de potentes medicamentos para diminuir a possibilidade de rejeição.
Tramitação
A matéria será analisada, em caráter conclusivo e em regime de prioridade, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Const ituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
•PL-5659/2009
Reportagem - Marcelo Oliveira
Edição João Pitella Junior
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A dura realidade do 2º Colégio Eleitoral do RJ

Esclarecemos que em relação as hepatites virais, as drogas não são o único nem o maior meio de contaminação. Há muito tempo a velha pistola de vacinação e as seringas de vidro foram aposentadas; bancos de sangue foram fechados (quem se lembra do velho alfinete que servia para furar o dedo dos doadores)porém a contaminação continua de maneira acelerada. A inércia de SG em promover campanhas de esclarecimento e testagem já explodiu por diversas vezes uma terrível bomba viral, que contamina cem vezes mais que AIDS. Se em SP 10% das manicures estão contaminadas com hepatites do tipo b ou c, imaginem em nosso município. A caótica atuação da SMS, a falta de informação e a insistente desculpa que o município é pobre cada vez mais leva o sofrido povão a uma situação de calamidade pública, que o governo faz questão de esconder. Não adianta o Pronto Socorro funcionar bem se não existe resposta nos ambulatórios. A maioria dos males não pode ser tratada num pronto atendimento, carecem de políticas públicas de saúde eficientes que atendam as diversas demandas do município. O Grupo Amarantes deseja que nossos governantes acordem para o problema, e não se esqueçam que ano que vem entramos num ano eleitoral, e se os políticos do município não funcionam podemos buscar outros no município vizinho no caso NITERÓI.
Claudio Costa
Grupo Amarantes
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Infectados com AIDS ou hepatites não poderão ter filhos
Sim, essa e a nova lei no Qatar, país árabe. A partir de agora para poder casar os noivos deverão fazer testes e se positivos para AIDS, hepatites B ou C ou doenças genéticas serão proibidos de ter filhos.
A lei do governo do Qatar não somente é discriminatória, como considera que os portadores de algumas doenças são pessoas indignas de fazer parte da sociedade, os excluindo do direito sagrado do ser humano, o de se reproduzir, tal qual o Nazismo tentou fazer com o conceito da raça Ariana. Deveriam oferecer tratamento e não os proibir de ter filhos.
O Grupo Amarantes repudia as autoridades do Qatar e, solicita a todas as organizações que lutam pelos infectados com HIV e Hepatites que se manifestem contra a absurda discriminação.
Absurdo posicionamento, mas o extremismo dessa lei do governo do Qatar me faz lembrar a exigência que os bancos de sangue no Brasil ainda realizam a quem quer efetuar uma doação.
Na entrevista antes da doação se o potencial doador informar que na sua residência existe uma pessoa infectada com hepatite B ou C a doação não poderá ser efetuada, a não ser que o doador saia de casa e permaneça morando fora, longe de seu familiar infectado por mais de um ano, quando então poderá voltar e realizar a doação.
Sim caro leitor, quando já existem testes obrigatórios por lei, como o NAT, que deve ser realizado pelos bancos de sangue e detectam uma hepatite após duas semanas do provável contagio, pois a legislação do Ministério da Saúde, ultrapassada, ainda exige 12 meses de janela imunológica.
Fica ainda mais uma questão: Se 95% dos infectados com hepatite B ou C ainda não sabem que estão doentes, e dessa forma os familiares irão informar que ninguém na família tem hepatite, qual o real alcance dessa entrevista, qual a efetividade dela?
Aparentemente o mundo em vez de encarar as doenças prefere isolar os infectados em guetos. Primeiro foram os seguros de vida e planos de saúde de alguns países que exigem um exame médico para admitir novos clientes, depois políticos de alguns países apresentaram propostas para somente conceder visto de residência após exames de saúde, negando a residência a quem estiver doente. Na hepatite C o estigma após campanhas realizadas em conjunto a outros grupos de risco está fazendo com que a população entenda que todo infectado com hepatite C e usuário de drogas ou infectado com HIV/AIDS, como está acontecendo nos Estados Unidos.
A matéria do jornal árabe, traduzida literalmente a seguir, é encontrada em http://www.gulf-times.com/site/topics/article.asp?cu_no=2&item_no=331652&version=1&template_id=36&parent_id=16
A lei do governo do Qatar não somente é discriminatória, como considera que os portadores de algumas doenças são pessoas indignas de fazer parte da sociedade, os excluindo do direito sagrado do ser humano, o de se reproduzir, tal qual o Nazismo tentou fazer com o conceito da raça Ariana. Deveriam oferecer tratamento e não os proibir de ter filhos.
O Grupo Amarantes repudia as autoridades do Qatar e, solicita a todas as organizações que lutam pelos infectados com HIV e Hepatites que se manifestem contra a absurda discriminação.
Absurdo posicionamento, mas o extremismo dessa lei do governo do Qatar me faz lembrar a exigência que os bancos de sangue no Brasil ainda realizam a quem quer efetuar uma doação.
Na entrevista antes da doação se o potencial doador informar que na sua residência existe uma pessoa infectada com hepatite B ou C a doação não poderá ser efetuada, a não ser que o doador saia de casa e permaneça morando fora, longe de seu familiar infectado por mais de um ano, quando então poderá voltar e realizar a doação.
Sim caro leitor, quando já existem testes obrigatórios por lei, como o NAT, que deve ser realizado pelos bancos de sangue e detectam uma hepatite após duas semanas do provável contagio, pois a legislação do Ministério da Saúde, ultrapassada, ainda exige 12 meses de janela imunológica.
Fica ainda mais uma questão: Se 95% dos infectados com hepatite B ou C ainda não sabem que estão doentes, e dessa forma os familiares irão informar que ninguém na família tem hepatite, qual o real alcance dessa entrevista, qual a efetividade dela?
Aparentemente o mundo em vez de encarar as doenças prefere isolar os infectados em guetos. Primeiro foram os seguros de vida e planos de saúde de alguns países que exigem um exame médico para admitir novos clientes, depois políticos de alguns países apresentaram propostas para somente conceder visto de residência após exames de saúde, negando a residência a quem estiver doente. Na hepatite C o estigma após campanhas realizadas em conjunto a outros grupos de risco está fazendo com que a população entenda que todo infectado com hepatite C e usuário de drogas ou infectado com HIV/AIDS, como está acontecendo nos Estados Unidos.
A matéria do jornal árabe, traduzida literalmente a seguir, é encontrada em http://www.gulf-times.com/site/topics/article.asp?cu_no=2&item_no=331652&version=1&template_id=36&parent_id=16
Até 60% dos pacientes em tratamento da hepatite C não estão notificados
A importância do Controle Social fica mais que evidente ao verificar os resultados da denuncia efetuada pela Telma Alcazar, do MegLon - Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatite de Londrina e Região no Ministério Público.
Para responder ao Ministério Publico, o coordenador do Programa Estadual de Hepatites realizou um levantamento no mês de setembro, encontrando que dos 986 pacientes tratados da hepatite C no estado do Paraná, 477, representando 48,4% do total não estavam notificados, conforme exige a lei, já que se trata de uma doença de notificação compulsória, conforme a Portaria n° 5 de 21/02/2006 da secretaria de vigilância sanitária do ministério da saúde.
Pior ainda, na região de Londrina, onde fica o Grupo MegLon, dos 91 pacientes em tratamento, 55, representando 60,4% do total não se encontram notificados.
MEUS COMENTÁRIOS:
Já realizei um levantamento para estimar os casos que deveriam ser notificados pelos bancos de sangue, CTAs, hospitais públicos e médicos particulares, chegando a um resultado assombroso e assustador: até 80% dos casos suspeitos nas hepatites B e C não são notificados.
O levantamento realizado pelo Programa Estadual de Hepatites do Paraná demonstra o descontrole total que existem nas notificações ao se constatar que a metade dos pacientes em tratamento não se encontra notificada. No Rio de janeiro já encontramos pacientes transplantados, isso mesmo "transplantados" por causa de hepatite C que não estão notificados.
Parabenizo publicamente a Telma Alcazar pela denuncia realizada e, a Renato Lopez, coordenador do programa, por ter tido a honestidade de apresentar a realidade existente. Um exemplo que deveria ser seguido em todos os estados do Brasil, para tentar colocar ordem na casa.
Ao mesmo tempo fica no ar a pergunta: Qual o objetivo da Secretaria de Vigilância Epidemiologia do Ministério da Saúde, a qual sabendo, já de muito tempo da falta de notificação, nada faz para solucionar o problema?
É bom lembrar que não notificar e crime previsto em Lei, o qual pode dar até seis meses de prisão, mas também, quem tem a atribuição de controlar as notificações e sabendo da inexistência das notificações nada faz, também está cometendo o mesmo crime, por conivência. Não seria o caso de denunciar o Secretário de Vigilância Epidemiológica e o Secretario de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde na Policia Federal?
Estaremos realizando está pergunta a Defensoria Pública da União, pois deles deverá sair a denuncia crime se for cabível. Pode ser uma medida drástica, um golpe baixo, mas é necessário acabar com o sistema SINAN e criar um especifico para as hepatites, que possa ser preenchido eletronicamente na própria página do ministério da saúde por qualquer profissional da saúde.
Dificultar a notificação, pela complexidade do sistema, pela burocracia do mesmo, pode até ter como finalidade que os casos não cheguem a ser notificados e, dessa forma, ao não aparecer na estatística, a hepatite não é um grave problema de saúde no Brasil. Se o problema não aparece nos números, então não é necessário se dispor de ações e recursos para oferecer tratamento aos infectados.
O Grupo MegLon - Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatite de Londrina e Região, segue os princípios de atuação no Controle Social da AIGA - Aliança Independente dos Grupos de Apoio, da qual faz parte.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Para responder ao Ministério Publico, o coordenador do Programa Estadual de Hepatites realizou um levantamento no mês de setembro, encontrando que dos 986 pacientes tratados da hepatite C no estado do Paraná, 477, representando 48,4% do total não estavam notificados, conforme exige a lei, já que se trata de uma doença de notificação compulsória, conforme a Portaria n° 5 de 21/02/2006 da secretaria de vigilância sanitária do ministério da saúde.
Pior ainda, na região de Londrina, onde fica o Grupo MegLon, dos 91 pacientes em tratamento, 55, representando 60,4% do total não se encontram notificados.
MEUS COMENTÁRIOS:
Já realizei um levantamento para estimar os casos que deveriam ser notificados pelos bancos de sangue, CTAs, hospitais públicos e médicos particulares, chegando a um resultado assombroso e assustador: até 80% dos casos suspeitos nas hepatites B e C não são notificados.
O levantamento realizado pelo Programa Estadual de Hepatites do Paraná demonstra o descontrole total que existem nas notificações ao se constatar que a metade dos pacientes em tratamento não se encontra notificada. No Rio de janeiro já encontramos pacientes transplantados, isso mesmo "transplantados" por causa de hepatite C que não estão notificados.
Parabenizo publicamente a Telma Alcazar pela denuncia realizada e, a Renato Lopez, coordenador do programa, por ter tido a honestidade de apresentar a realidade existente. Um exemplo que deveria ser seguido em todos os estados do Brasil, para tentar colocar ordem na casa.
Ao mesmo tempo fica no ar a pergunta: Qual o objetivo da Secretaria de Vigilância Epidemiologia do Ministério da Saúde, a qual sabendo, já de muito tempo da falta de notificação, nada faz para solucionar o problema?
É bom lembrar que não notificar e crime previsto em Lei, o qual pode dar até seis meses de prisão, mas também, quem tem a atribuição de controlar as notificações e sabendo da inexistência das notificações nada faz, também está cometendo o mesmo crime, por conivência. Não seria o caso de denunciar o Secretário de Vigilância Epidemiológica e o Secretario de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde na Policia Federal?
Estaremos realizando está pergunta a Defensoria Pública da União, pois deles deverá sair a denuncia crime se for cabível. Pode ser uma medida drástica, um golpe baixo, mas é necessário acabar com o sistema SINAN e criar um especifico para as hepatites, que possa ser preenchido eletronicamente na própria página do ministério da saúde por qualquer profissional da saúde.
Dificultar a notificação, pela complexidade do sistema, pela burocracia do mesmo, pode até ter como finalidade que os casos não cheguem a ser notificados e, dessa forma, ao não aparecer na estatística, a hepatite não é um grave problema de saúde no Brasil. Se o problema não aparece nos números, então não é necessário se dispor de ações e recursos para oferecer tratamento aos infectados.
O Grupo MegLon - Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatite de Londrina e Região, segue os princípios de atuação no Controle Social da AIGA - Aliança Independente dos Grupos de Apoio, da qual faz parte.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Porque é conveniente tratar a hepatite C antes dos 50 anos
A cada dia são apresentados novos estudos que mostram a importância da idade para se conseguir sucesso com o tratamento da hepatite C, questão que coloca serias duvidas sobre se realmente vale a pena aguardar atingir um grau de fibrose F2 para se iniciar o tratamento.
Os pesquisadores de um estudo realizado com 569 pacientes infetados com o genótipo 1 da hepatite C, participantes da fase 2 dos ensaios clínicos com Pegasys e ribavirina ajustada ao peso do paciente, chamados NV15801 e NV15942 analisaram o fator idade dos pacientes para observar as chances de manter a resposta sustentada, conseguindo a cura da doença.
Os dados mostraram que quando os pacientes são separados pela idade de 50 anos, foi encontrado que os abaixo dos 50 anos conseguiram 52% de sucesso com o tratamento, já entre os pacientes acima dos 50 anos a possibilidade de cura era menor, de 39%.
O estudo apresenta varias comparações, mas a que mais chama a atenção e que existe uma diferença significativa na recidiva do vírus entre os pacientes que completaram o tratamento de 48 semanas com o vírus indetectavel. Após o tratamento 25% dos pacientes com menos 50 anos perderam o tratamento com a recidiva do vírus, mas entre os pacientes acima de 50 anos a perda do tratamento atingiu 41% dos pacientes na mesma condição.
Segundo os pesquisadores uma das probabilidades desse elevado índice de recidivas entre os pacientes com mais de 50 anos de idade poderia ser a que entre os pacientes de maior idade foram encontrados menores concentrações de ribavirina no sangue, já que em pacientes mais velhos se observa uma maior anemia, obrigando os médicos em muitos casos a diminuir a dosagem da ribavirina. A menor adesão à dosagem completa de ribavirina confirma ser o principal fator da recidiva do vírus após o final do tratamento
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
KR Reddy, D Messinger, M Popescu, and others. Peginterferon alfa-2a (40kDa) and ribavirin: comparable rates of sustained virological response in sub-sets of older and younger HCV genotype 1 patients. Journal of Viral Hepatitis 16(10): 724-731. October 2009
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
O Grupo Amarantes e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org
Os pesquisadores de um estudo realizado com 569 pacientes infetados com o genótipo 1 da hepatite C, participantes da fase 2 dos ensaios clínicos com Pegasys e ribavirina ajustada ao peso do paciente, chamados NV15801 e NV15942 analisaram o fator idade dos pacientes para observar as chances de manter a resposta sustentada, conseguindo a cura da doença.
Os dados mostraram que quando os pacientes são separados pela idade de 50 anos, foi encontrado que os abaixo dos 50 anos conseguiram 52% de sucesso com o tratamento, já entre os pacientes acima dos 50 anos a possibilidade de cura era menor, de 39%.
O estudo apresenta varias comparações, mas a que mais chama a atenção e que existe uma diferença significativa na recidiva do vírus entre os pacientes que completaram o tratamento de 48 semanas com o vírus indetectavel. Após o tratamento 25% dos pacientes com menos 50 anos perderam o tratamento com a recidiva do vírus, mas entre os pacientes acima de 50 anos a perda do tratamento atingiu 41% dos pacientes na mesma condição.
Segundo os pesquisadores uma das probabilidades desse elevado índice de recidivas entre os pacientes com mais de 50 anos de idade poderia ser a que entre os pacientes de maior idade foram encontrados menores concentrações de ribavirina no sangue, já que em pacientes mais velhos se observa uma maior anemia, obrigando os médicos em muitos casos a diminuir a dosagem da ribavirina. A menor adesão à dosagem completa de ribavirina confirma ser o principal fator da recidiva do vírus após o final do tratamento
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
KR Reddy, D Messinger, M Popescu, and others. Peginterferon alfa-2a (40kDa) and ribavirin: comparable rates of sustained virological response in sub-sets of older and younger HCV genotype 1 patients. Journal of Viral Hepatitis 16(10): 724-731. October 2009
Carlos Varaldo
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domingo, 13 de dezembro de 2009
O chá verde pode ajudar o fígado?
Foi publicado em World Journal of Gastroenterology um estudo realizado pelo Prof. Hong-Yon Cho da Universidade da Coréia, realizado em ratos, pelo qual comprova (em animais) o efeito hepatoprotetor do chá verde.
Na pesquisa os ratos foram induzidos a produtos que comprovadamente prejudicam o fígado, o inflamando e provocando fibrose ou Colestase. Foram utilizadas substancias como álcool e tetraclorido carbono em todos os ratos para induzir o aparecimento das doenças.
Alguns ratos receberam um extrato de chá verde, outros nada receberam, objetivando comparar os dois grupos.
Os resultados mostraram que a administração do extrato de chá verde conseguiu prevenir o desenvolvimento da fibrose nos ratos expostos aos agentes causadores de danos no fígado. O efeito foi comprovado por biopsias dos fígados e por marcadores para medir a formação de colágeno no fígado.
Os pesquisadores concluem que o chá verde pode proteger as células do fígado ao reduzir o colágeno no fígado, podendo ser uma estratégia segura e efetiva para melhorar a fibrose existente.
MEUS COMENTÁRIOS
Devo alertar que a pesquisa foi feita em ratos e não em seres humanos. Muitas pesquisas realizadas em animais não se confirmam quando realizadas em seres humanos.
O chá verde e utilizado na China há mais de 2.000 anos, o que assegura uma boa confiabilidade quanto a não ocasionar efeitos maléficos à saúde, mas alguns cuidados devem ser tomados. Por exemplo, o chá verde em cápsulas pode causar problemas hepáticos, devendo ser totalmente evitado.
É muito fácil preparar o chá-verde, mas há algumas regras para preservar os princípios ativos da erva: coloque a água para ferver e assim que surgirem as primeiras bolhas de ar (antes de começar o processo de ebulição), apague o fogo. Acrescente a erva (o ideal são 2 colheres de sopa para 1 litro de água) e abafe por 2 ou 3 minutos. Depois é só coar e tomar.
Preparar o chá-verde com outra erva melhora o sabor. Pode ser erva-cidreira, hortelã, erva-doce. Ferver a água com um pedaço de casca de abacaxi ou de manga é outra tática para deixar o chá menos amargo.
Evite tomar o chá de estômago vazio ou muito cheio, diminuindo o risco de sentir enjoo ou azia.
Extraído da planta Camellia sinensis, tem altas concentrações de antioxidantes. Outra pesquisa, dessa vez realizada na Universidade de Tohoku, no Japão, e publicada recentemente no The Journal of the American Medical Association (Jama), mostrou que a erva é eficaz na prevenção de doenças do coração. Seus compostos reforçam as artérias, diminuem as taxas de colesterol ruim e bloqueiam o acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos.
Se você está tomando algum medicamento não beba o chá verde sem consultar seu médico. Não exagere bebendo mais de que cinco xícaras ao dia, pois o excesso e contraproducente para o fígado.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Antifibrotic effects of green tea on in vitro and in vivo models of liver fibrosis. - Kim HK, Yang TH, Cho HY. - World J Gastroenterol 2009; 15(41): 5200-5205
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
O Grupo Amarantes e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org
Na pesquisa os ratos foram induzidos a produtos que comprovadamente prejudicam o fígado, o inflamando e provocando fibrose ou Colestase. Foram utilizadas substancias como álcool e tetraclorido carbono em todos os ratos para induzir o aparecimento das doenças.
Alguns ratos receberam um extrato de chá verde, outros nada receberam, objetivando comparar os dois grupos.
Os resultados mostraram que a administração do extrato de chá verde conseguiu prevenir o desenvolvimento da fibrose nos ratos expostos aos agentes causadores de danos no fígado. O efeito foi comprovado por biopsias dos fígados e por marcadores para medir a formação de colágeno no fígado.
Os pesquisadores concluem que o chá verde pode proteger as células do fígado ao reduzir o colágeno no fígado, podendo ser uma estratégia segura e efetiva para melhorar a fibrose existente.
MEUS COMENTÁRIOS
Devo alertar que a pesquisa foi feita em ratos e não em seres humanos. Muitas pesquisas realizadas em animais não se confirmam quando realizadas em seres humanos.
O chá verde e utilizado na China há mais de 2.000 anos, o que assegura uma boa confiabilidade quanto a não ocasionar efeitos maléficos à saúde, mas alguns cuidados devem ser tomados. Por exemplo, o chá verde em cápsulas pode causar problemas hepáticos, devendo ser totalmente evitado.
É muito fácil preparar o chá-verde, mas há algumas regras para preservar os princípios ativos da erva: coloque a água para ferver e assim que surgirem as primeiras bolhas de ar (antes de começar o processo de ebulição), apague o fogo. Acrescente a erva (o ideal são 2 colheres de sopa para 1 litro de água) e abafe por 2 ou 3 minutos. Depois é só coar e tomar.
Preparar o chá-verde com outra erva melhora o sabor. Pode ser erva-cidreira, hortelã, erva-doce. Ferver a água com um pedaço de casca de abacaxi ou de manga é outra tática para deixar o chá menos amargo.
Evite tomar o chá de estômago vazio ou muito cheio, diminuindo o risco de sentir enjoo ou azia.
Extraído da planta Camellia sinensis, tem altas concentrações de antioxidantes. Outra pesquisa, dessa vez realizada na Universidade de Tohoku, no Japão, e publicada recentemente no The Journal of the American Medical Association (Jama), mostrou que a erva é eficaz na prevenção de doenças do coração. Seus compostos reforçam as artérias, diminuem as taxas de colesterol ruim e bloqueiam o acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos.
Se você está tomando algum medicamento não beba o chá verde sem consultar seu médico. Não exagere bebendo mais de que cinco xícaras ao dia, pois o excesso e contraproducente para o fígado.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Antifibrotic effects of green tea on in vitro and in vivo models of liver fibrosis. - Kim HK, Yang TH, Cho HY. - World J Gastroenterol 2009; 15(41): 5200-5205
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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A idade, o sexo e as possibilidades de curar a hepatite C
O avanço do conhecimento médico se consegue em função de evidencias comprovadas. Um dos melhores ''fornecedores'' desse conhecimento são os resultantes de estatísticas comparando grandes números de pacientes tratados obtidos por diferentes pesquisas, com os quais se consegue melhorar os conceitos dos tratamentos e assim aumentar a resposta terapêutica.
O ano de 2009 foi muito bom nesse sentido e a disseminação desses conhecimentos em congressos e publicações cientificas esta oferecendo aos infectados com as hepatites maiores possibilidades no relativo à quando e como tratar para conseguir uma maior possibilidade de cura.
Na hepatite C números estatísticos que surpreendem em relação à progressão da doença e ao tratamento são resultado de diversos estudos que comprovaram que são fatores muito importantes a ser considerados a idade, o sexo, o grau de fibrose, o tempo de infecção e a menopausa nas mulheres.
Um dos estudos pesquisou a importância da idade na progressão da fibrose selecionando 163 pacientes entre 23 e 84 anos de idade (media de 55 anos) com fibrose F3 ou superior. Foi encontrado de 66% dos homens apresentavam progressão de fibrose mais alta, igual ou superior a F3, mas entre as mulheres somente 41% tinham atingido grau de fibrose similar. Mas ao comparar somente os pacientes com menos de 50 anos de idade foi encontrado que 51% dos homens já tinham atingido esse grau de fibrose, mas surpreendentemente somente 11% das mulheres tinham chegado a sequer um grau F3. Já no grupo com mais de 50 anos, 77% dos homens atingiram a fibrose F3 ou superior e o percentual entre as mulheres atingia 61% delas, quase que igualando o percentual dos homens.
Sempre foi conhecido que mulheres apresentam uma progressão mais lenta que os homens, mas este estudo ao separar por faixas, abaixo e acima dos 50 anos, também inclui entre as mulheres o efeito da menopausa, já que estudos anteriores indicavam que poderia existir alguma correlação entre o estrogênio e a progressão da doença.
A conclusão dos pesquisadores confirma que as mulheres realmente progridem mais lentamente ate atingir a menopausa, mas que após a menopausa a progressão do dano hepático acelera fortemente. Os autores suspeitam que o estrogênio possa, sim, ser benéfico para as mulheres, sugerindo que após a menopausa de mulheres infectadas com a hepatite C a reposição hormonal com estrogênio deveria ser considerada para evitar a aceleração da progressão da fi
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatitis C and Menopause: Interplay of Age, Gender, HCV Replication and Activity in Progression and Consequence for Therapy, Trépo, Bailly, Moreno, Lemmers, Adler, and Pradat - AASLD 2009
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
O Grupo Amarantes e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org
O ano de 2009 foi muito bom nesse sentido e a disseminação desses conhecimentos em congressos e publicações cientificas esta oferecendo aos infectados com as hepatites maiores possibilidades no relativo à quando e como tratar para conseguir uma maior possibilidade de cura.
Na hepatite C números estatísticos que surpreendem em relação à progressão da doença e ao tratamento são resultado de diversos estudos que comprovaram que são fatores muito importantes a ser considerados a idade, o sexo, o grau de fibrose, o tempo de infecção e a menopausa nas mulheres.
Um dos estudos pesquisou a importância da idade na progressão da fibrose selecionando 163 pacientes entre 23 e 84 anos de idade (media de 55 anos) com fibrose F3 ou superior. Foi encontrado de 66% dos homens apresentavam progressão de fibrose mais alta, igual ou superior a F3, mas entre as mulheres somente 41% tinham atingido grau de fibrose similar. Mas ao comparar somente os pacientes com menos de 50 anos de idade foi encontrado que 51% dos homens já tinham atingido esse grau de fibrose, mas surpreendentemente somente 11% das mulheres tinham chegado a sequer um grau F3. Já no grupo com mais de 50 anos, 77% dos homens atingiram a fibrose F3 ou superior e o percentual entre as mulheres atingia 61% delas, quase que igualando o percentual dos homens.
Sempre foi conhecido que mulheres apresentam uma progressão mais lenta que os homens, mas este estudo ao separar por faixas, abaixo e acima dos 50 anos, também inclui entre as mulheres o efeito da menopausa, já que estudos anteriores indicavam que poderia existir alguma correlação entre o estrogênio e a progressão da doença.
A conclusão dos pesquisadores confirma que as mulheres realmente progridem mais lentamente ate atingir a menopausa, mas que após a menopausa a progressão do dano hepático acelera fortemente. Os autores suspeitam que o estrogênio possa, sim, ser benéfico para as mulheres, sugerindo que após a menopausa de mulheres infectadas com a hepatite C a reposição hormonal com estrogênio deveria ser considerada para evitar a aceleração da progressão da fi
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatitis C and Menopause: Interplay of Age, Gender, HCV Replication and Activity in Progression and Consequence for Therapy, Trépo, Bailly, Moreno, Lemmers, Adler, and Pradat - AASLD 2009
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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Saúde corta verba para medicamentos, dizem Estados
Jornal O Estado de S. Paulo - 04/12/2009
Documento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) afirma que o orçamento federal para a compra de medicamentos em 2010 é menor do que o deste ano. O valor de R$ 3,3 bilhões representa uma redução 4%, ou R$ 140,7 milhões, e deverá afetar até mesmo o abastecimento de medicamentos especiais, como os usados para o combate de doenças como o câncer e a hepatite, por exemplo, diz o órgão. Além disso, não condiz com a promessa de ampliação do uso e do número de medicamentos disponibilizados pela rede pública, anunciada na quarta-feira pelo governo federal.
"Toda a conformação do orçamento está na contramão do discurso do Ministério da Saúde", critica a presidente do conselho, Beatriz Dobashi, secretária da Saúde do Mato Grosso do Sul. "Não há como atualizar protocolos de tratamento e incorporar novas tecnologias. Sem recursos adicionais, haverá um colapso do sistema."
No total, o Conass cobra um acréscimo de R$ 8 bilhões aos R$ 31 bilhões que o governo pretende destinar a medicamentos especiais e básicos, ao financiamento de procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias cardiológicas, e à atenção básica, que engloba o atendimento em postos de saúde.
O documento do Conass destaca que os valores ofertados para média e alta complexidade, por exemplo, podem "trazer significativas dificuldades para a oferta e a ampliação de atendimentos". No caso dos medicamentos, segundo os secretários, "o valor é insuficiente para fazer frente ao crescimento da demanda". Segundo o Conass, o valor de R$ 2,4 bilhões para os remédios especiais representa 3,4% de redução em relação ao Orçamento 2009.
Documento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) afirma que o orçamento federal para a compra de medicamentos em 2010 é menor do que o deste ano. O valor de R$ 3,3 bilhões representa uma redução 4%, ou R$ 140,7 milhões, e deverá afetar até mesmo o abastecimento de medicamentos especiais, como os usados para o combate de doenças como o câncer e a hepatite, por exemplo, diz o órgão. Além disso, não condiz com a promessa de ampliação do uso e do número de medicamentos disponibilizados pela rede pública, anunciada na quarta-feira pelo governo federal.
"Toda a conformação do orçamento está na contramão do discurso do Ministério da Saúde", critica a presidente do conselho, Beatriz Dobashi, secretária da Saúde do Mato Grosso do Sul. "Não há como atualizar protocolos de tratamento e incorporar novas tecnologias. Sem recursos adicionais, haverá um colapso do sistema."
No total, o Conass cobra um acréscimo de R$ 8 bilhões aos R$ 31 bilhões que o governo pretende destinar a medicamentos especiais e básicos, ao financiamento de procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias cardiológicas, e à atenção básica, que engloba o atendimento em postos de saúde.
O documento do Conass destaca que os valores ofertados para média e alta complexidade, por exemplo, podem "trazer significativas dificuldades para a oferta e a ampliação de atendimentos". No caso dos medicamentos, segundo os secretários, "o valor é insuficiente para fazer frente ao crescimento da demanda". Segundo o Conass, o valor de R$ 2,4 bilhões para os remédios especiais representa 3,4% de redução em relação ao Orçamento 2009.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Vacina da hepatite C - Apresentados resultados da pesquisa
A empresa sueca "Triped" que pesquisa desde o ano de 2002 uma vacina terapêutica, de nome "ChronVac" para ser utilizada no tratamento da hepatite C acaba de apresentar resultados prévios de mais uma fase das pesquisas.
A vacina "ChronVac" não é destinada para evitar a hepatite C sendo seu objetivo o tratamento de pessoas infectadas, tratando-se de uma vacina terapêutica.
A vacina foi aplicada em 12 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C com o objetivo de avaliar a segurança, os efeitos colaterais, a imunigenecidade e o efeito sobre a carga viral.
Diversas dosagens da vacina "ChronVac" foram experimentadas em quatro grupos de três pacientes cada. No grupo de maior dosagem foi conseguida uma redução de 2,4 LOG na carga viral, mas nenhum dos 12 pacientes conseguiu negativar o vírus utilizando a vacina.
Os pesquisadores informam que a intenção e utilizar a vacina em combinação com interferon peguilado e ribavirina, para tentar aumentar a resposta ao tratamento convencional, estudos que deverão ter inicio já em 2010.
A empresa comunica que foi autorizada pela agencia reguladora de medicamento da Suécia para dar início a um ensaio clinico para experimentar uma vacina "ChronVac" de segunda geração, desenhada para ser utilizada em monoterapia, isto é, sem necessidade de interferon e ribavirina.
É sonho de todos que algum dia possa existir uma vacina terapêutica, mas por enquanto todas as pesquisas fracassaram. A vacina "ChronVac" e a única que poderia ter possibilidades de sucesso, mas a chegada ao mercado, se tudo correr sem enfrentar qualquer tipo de problemas será coisa para daqui a uns cinco anos, nunca antes disso.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Release da empresa Triped - http://tripep.se
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
A vacina "ChronVac" não é destinada para evitar a hepatite C sendo seu objetivo o tratamento de pessoas infectadas, tratando-se de uma vacina terapêutica.
A vacina foi aplicada em 12 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C com o objetivo de avaliar a segurança, os efeitos colaterais, a imunigenecidade e o efeito sobre a carga viral.
Diversas dosagens da vacina "ChronVac" foram experimentadas em quatro grupos de três pacientes cada. No grupo de maior dosagem foi conseguida uma redução de 2,4 LOG na carga viral, mas nenhum dos 12 pacientes conseguiu negativar o vírus utilizando a vacina.
Os pesquisadores informam que a intenção e utilizar a vacina em combinação com interferon peguilado e ribavirina, para tentar aumentar a resposta ao tratamento convencional, estudos que deverão ter inicio já em 2010.
A empresa comunica que foi autorizada pela agencia reguladora de medicamento da Suécia para dar início a um ensaio clinico para experimentar uma vacina "ChronVac" de segunda geração, desenhada para ser utilizada em monoterapia, isto é, sem necessidade de interferon e ribavirina.
É sonho de todos que algum dia possa existir uma vacina terapêutica, mas por enquanto todas as pesquisas fracassaram. A vacina "ChronVac" e a única que poderia ter possibilidades de sucesso, mas a chegada ao mercado, se tudo correr sem enfrentar qualquer tipo de problemas será coisa para daqui a uns cinco anos, nunca antes disso.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Release da empresa Triped - http://tripep.se
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Laboratórios acusados de vender remédio contaminado propõem até R$ 50 mil a brasileiros; valor causa revolta
Fabiane Leite
Os laboratórios farmacêuticos Baxter, Bayer, Alpha e Armour ofereceram pagar entre R$ 14 mil e R$ 50 mil como indenização a cada um dos cerca de 300 hemofílicos brasileiros que teriam recebido, nos anos 80, medicamentos contaminados pelo HIV e pelo vírus da hepatite C, naquele que é considerado um dos maiores escândalos da indústria farmacêutica. Os casos não teriam ocorrido só no Brasil - os laboratórios são acusados de terem fornecido remédios contaminados a milhares de pacientes em um total de 15 países dos 5 continentes.
Advogados e parte dos pacientes brasileiros atingidos consideram os valores inadequados. Só o tratamento contra hepatite C no País pode custar aos cofres públicos, por paciente, R$ 72 mil ao ano, argumentam doentes.
As empresas divulgaram nesta semana um comunicado mundial sobre o acordo. "As empresas que produzem esses medicamentos concordaram com o acordo, que se refere a circunstâncias que ocorreram há mais de 20 anos, destacando que não tiveram responsabilidade pelo fato. (...) Reafirmam que sempre agiram de forma responsável e ética para fornecer terapias que salvam vidas dos pacientes com hemofilia em todo o mundo", dizem as multinacionais. Os laboratórios argumentam principalmente que as drogas foram produzidas em uma época em que era desconhecida a possibilidade de transmissão do vírus da aids pelo sangue, por exemplo.
No entanto, em 2003, reportagem do jornal norte-americano The New York Times apontou que as empresas sabiam que poderiam estar vendendo produtos contaminados.
Foi um crime contra a humanidade!
Se eu assinar esse acordo, estarei incentivando esses laboratórios a continuar contaminando e matando pessoas. O valor não vai trazer nossa saúde de volta, mas o que foi proposto não significa nada para eles, afirma o livreiro Luiz de Souza e Silva, de 62 anos, que afirma ter contraído hepatite C ao usar os remédios.
Segundo Leonardo Amarante, que representa no Brasil o escritório de advocacia norte-americano Lieff Cabraser, defensor da maior parte dos infectados no País, as empresas se beneficiaram depois que a Justiça daquele país recusou que os processos de brasileiros seguissem nos Estados Unidos. Com isso, afirma, quem não aceitar o que foi oferecido terá de ingressar com processo na Justiça brasileira, com todas as dificuldades inerentes.
"O processo nos EUA está perdido e os valores realmente são baixos. A vida não tem preço, mas é uma proposta que leva em conta o que ocorreu na Justiça norte-americana", afirma Amarante, que se recusou a falar de valores específicos. As indenizações ofertadas já descontam honorários advocatícios e variam em cada país, pois levam em conta a renda média da população.
O publicitário Renato Cunha, de 46 anos, que também processava os laboratórios nos EUA, cobra transparência sobre os valores originalmente ofertados, e as variações em cada País, ainda não comunicados aos doentes. "Não há valor que compense, mas esse é muito pequeno para um caso de contaminação", diz Cunha, que também afirma ter contraído hepatite C. O escritório informou que repassará a prestação de contas com os valores originais do acordo.
Os laboratórios farmacêuticos Baxter, Bayer, Alpha e Armour ofereceram pagar entre R$ 14 mil e R$ 50 mil como indenização a cada um dos cerca de 300 hemofílicos brasileiros que teriam recebido, nos anos 80, medicamentos contaminados pelo HIV e pelo vírus da hepatite C, naquele que é considerado um dos maiores escândalos da indústria farmacêutica. Os casos não teriam ocorrido só no Brasil - os laboratórios são acusados de terem fornecido remédios contaminados a milhares de pacientes em um total de 15 países dos 5 continentes.
Advogados e parte dos pacientes brasileiros atingidos consideram os valores inadequados. Só o tratamento contra hepatite C no País pode custar aos cofres públicos, por paciente, R$ 72 mil ao ano, argumentam doentes.
As empresas divulgaram nesta semana um comunicado mundial sobre o acordo. "As empresas que produzem esses medicamentos concordaram com o acordo, que se refere a circunstâncias que ocorreram há mais de 20 anos, destacando que não tiveram responsabilidade pelo fato. (...) Reafirmam que sempre agiram de forma responsável e ética para fornecer terapias que salvam vidas dos pacientes com hemofilia em todo o mundo", dizem as multinacionais. Os laboratórios argumentam principalmente que as drogas foram produzidas em uma época em que era desconhecida a possibilidade de transmissão do vírus da aids pelo sangue, por exemplo.
No entanto, em 2003, reportagem do jornal norte-americano The New York Times apontou que as empresas sabiam que poderiam estar vendendo produtos contaminados.
Foi um crime contra a humanidade!
Se eu assinar esse acordo, estarei incentivando esses laboratórios a continuar contaminando e matando pessoas. O valor não vai trazer nossa saúde de volta, mas o que foi proposto não significa nada para eles, afirma o livreiro Luiz de Souza e Silva, de 62 anos, que afirma ter contraído hepatite C ao usar os remédios.
Segundo Leonardo Amarante, que representa no Brasil o escritório de advocacia norte-americano Lieff Cabraser, defensor da maior parte dos infectados no País, as empresas se beneficiaram depois que a Justiça daquele país recusou que os processos de brasileiros seguissem nos Estados Unidos. Com isso, afirma, quem não aceitar o que foi oferecido terá de ingressar com processo na Justiça brasileira, com todas as dificuldades inerentes.
"O processo nos EUA está perdido e os valores realmente são baixos. A vida não tem preço, mas é uma proposta que leva em conta o que ocorreu na Justiça norte-americana", afirma Amarante, que se recusou a falar de valores específicos. As indenizações ofertadas já descontam honorários advocatícios e variam em cada país, pois levam em conta a renda média da população.
O publicitário Renato Cunha, de 46 anos, que também processava os laboratórios nos EUA, cobra transparência sobre os valores originalmente ofertados, e as variações em cada País, ainda não comunicados aos doentes. "Não há valor que compense, mas esse é muito pequeno para um caso de contaminação", diz Cunha, que também afirma ter contraído hepatite C. O escritório informou que repassará a prestação de contas com os valores originais do acordo.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Brasilia 2009
O Grupo Amarantes no mês de novembro, participou do encontro de ONG's em Brasilia. Foi muito produtivo o encontro, trocamos experiências com outras ONG's, e constatamos que tratar hepatites não da prejuizo ao governo muito pelo contrário. Até agora estamos tentando entender por que a SMS terceiriza as sorologias enviando para os laboratórios particulares pagando um preço muito mais caro. Através de um contrato na forma de comodato com um laboratório ou representante, o os kits seriam comprados por R$8,00 cada na contrapartida, e pagos a R$18,00 pelo MS por cada exame realizado. A máquina seria emprestada pelo laboratório e devolvida quando acabassem os kits. Se fizessemos uma campanha testando cerca de mil municipes, gastariamos
R$8.000,00 (oito mil) e receberiamos do MS R$18.000,00.
R$8.000,00 (oito mil) e receberiamos do MS R$18.000,00.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Existe economia ao se utilizar o velho e ultrapassado interferon convencional?
Em 25 de agosto último publiquei uma analise que realizei para mostrar que não é econômico o governo continuar a utilizar o interferon convencional no tratamento dos genótipos 2 e 3 da hepatite C. Aquilo que aparentemente parece ser mais econômico acaba, na realidade, resultando em um gasto muito maior, alem de judiar com os pacientes ao os submeter a tratamento com menor possibilidade cura. O artigo "Existe alguma economia utilizando o interferon convencional no tratamento dos genótipos 2 e 3 da hepatite C?" é encontrado em http://hepato.com:80/p_tratamentos_medicos/convencional_versus_peguilado_20090825.html
Vejo com agrado que um grupo que inclui respeitados pesquisadores apresentou no Congresso Brasileiro de Hepatologia um estudo comparativo, chegando a conclusão semelhante.
O curioso é que o estudo foi realizado no Rio Grande do Sul, estado onde existem gestores, alguns até atuando como consultores do ministério da saúde, que desejam que seja utilizado somente o interferon convencional, argumentando que o interferon peguilado e muito caro. Não sabem o mal que estão fazendo a saúde de seus irmãos. Parece que chegaram a ocupar os cargos públicos indicados para defender a ação do vírus e não para combater a epidemia.
A seguir coloco o resumo do estudo na integra, tal qual foi publicado.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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CUSTO "SUS" DE DUAS ESTRATÉGIAS PARA TRATAMENTO DE PACIENTES COM HEPATITE CRONICA C GENÓTIPO 2/3: PEG + RIBAVIRINA VS IFN + RIBAVIRINA
CHEINQUER, H; WOLFF, FH; CHEINQUER, N; ZWIRTES RF; STIFT J; SAMUEL M. - SERVIÇO DE GASTROENTEROLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, RS. FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS - BRASIL.
Introdução e Objetivos:
O tratamento da hepatite C com genótipo 2 e 3 no Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS) é realizado com interferon (IFN) e ribavirina (RBV) por 24 semanas, sendo que pacientes sem resposta virológica sustentada (RVS) recebem tratamento com interferon peguilado (PEG) e RBV por 48 semanas (Portaria SVS nº34, de 28/09/07).
Entretanto, consensos internacionais indicam PEG e RBV por 24 semanas como primeira linha de tratamento. O objetivo do presente estudo é comparar o custo direto relacionado à medicação nestas duas estratégias no âmbito do SUS.
Material e Métodos:
Foi criada árvore de decisão para a estratégia A (Portaria 34/07) e estratégia B (consensos internacionais) considerando as diferentes probabilidades de desfecho do tratamento para simulação com 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3.
Estratégia A: RVS em 400 pacientes (40%) após 24 semanas de IFN+RBV; novo tratamento com PEG+RBV em 550 pacientes (55%), sendo que destes 385 pacientes (70%) usariam por 48 semanas e 165 (30%) interromperiam prematuramente: 55 pacientes em 24 semanas por não resposta, 55 pacientes em 24 semanas por interrupção prematura e 55 pacientes em 12 semanas por queda do RNA-VHC inferior a 2 log.
Estratégia B: 800 pacientes (80%) usam PEG+RBV por 24 semanas; 200 pacientes (20%) interrompem após 12 semanas em média: 100 pacientes por não resposta (queda do RNA-VHC inferior a 2 log) e 100 pacientes por eventos adversos.
As probabilidades dos desfechos empregadas nesta análise foram extraídas da literatura nacional sempre que possível.
Assumiu-se custo zero para o primeiro tratamento com IFN na estratégia A e para RBV em ambas as estratégias. O custo do PEG-IFN para o SUS foi estimado em R$ 400,00 por dose (comunicação pessoal e publicação na imprensa leiga).
Resultados:
Estratégia A: custo global para o tratamento simulado de 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3 com IFN+RBV por até 24 semanas seguido por PEG+RBV por até 48 semanas: R$ 8.712.000,00.
Estratégia B: custo global para o tratamento simulado de 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3 com PEG+RBV por até 24 semanas: R$ 8.640.000,00.
Conclusões:
A estratégia adotada atualmente pelo SUS para o tratamento da hepatite C no genótipo 2 e 3 além de potencialmente expor grande parte dos indivíduos a dois tratamentos, perfazendo até 72 semanas de tratamento total, não confere vantagem em termos de custos. Este dado torna-se ainda mais relevante considerando que a presente análise foi conservadora ao atribuir custo zero ao IFN e não considerar os custos indiretos, financeiros e pessoais associados ao maior tempo de tratamento.
Vejo com agrado que um grupo que inclui respeitados pesquisadores apresentou no Congresso Brasileiro de Hepatologia um estudo comparativo, chegando a conclusão semelhante.
O curioso é que o estudo foi realizado no Rio Grande do Sul, estado onde existem gestores, alguns até atuando como consultores do ministério da saúde, que desejam que seja utilizado somente o interferon convencional, argumentando que o interferon peguilado e muito caro. Não sabem o mal que estão fazendo a saúde de seus irmãos. Parece que chegaram a ocupar os cargos públicos indicados para defender a ação do vírus e não para combater a epidemia.
A seguir coloco o resumo do estudo na integra, tal qual foi publicado.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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CUSTO "SUS" DE DUAS ESTRATÉGIAS PARA TRATAMENTO DE PACIENTES COM HEPATITE CRONICA C GENÓTIPO 2/3: PEG + RIBAVIRINA VS IFN + RIBAVIRINA
CHEINQUER, H; WOLFF, FH; CHEINQUER, N; ZWIRTES RF; STIFT J; SAMUEL M. - SERVIÇO DE GASTROENTEROLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, RS. FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS - BRASIL.
Introdução e Objetivos:
O tratamento da hepatite C com genótipo 2 e 3 no Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS) é realizado com interferon (IFN) e ribavirina (RBV) por 24 semanas, sendo que pacientes sem resposta virológica sustentada (RVS) recebem tratamento com interferon peguilado (PEG) e RBV por 48 semanas (Portaria SVS nº34, de 28/09/07).
Entretanto, consensos internacionais indicam PEG e RBV por 24 semanas como primeira linha de tratamento. O objetivo do presente estudo é comparar o custo direto relacionado à medicação nestas duas estratégias no âmbito do SUS.
Material e Métodos:
Foi criada árvore de decisão para a estratégia A (Portaria 34/07) e estratégia B (consensos internacionais) considerando as diferentes probabilidades de desfecho do tratamento para simulação com 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3.
Estratégia A: RVS em 400 pacientes (40%) após 24 semanas de IFN+RBV; novo tratamento com PEG+RBV em 550 pacientes (55%), sendo que destes 385 pacientes (70%) usariam por 48 semanas e 165 (30%) interromperiam prematuramente: 55 pacientes em 24 semanas por não resposta, 55 pacientes em 24 semanas por interrupção prematura e 55 pacientes em 12 semanas por queda do RNA-VHC inferior a 2 log.
Estratégia B: 800 pacientes (80%) usam PEG+RBV por 24 semanas; 200 pacientes (20%) interrompem após 12 semanas em média: 100 pacientes por não resposta (queda do RNA-VHC inferior a 2 log) e 100 pacientes por eventos adversos.
As probabilidades dos desfechos empregadas nesta análise foram extraídas da literatura nacional sempre que possível.
Assumiu-se custo zero para o primeiro tratamento com IFN na estratégia A e para RBV em ambas as estratégias. O custo do PEG-IFN para o SUS foi estimado em R$ 400,00 por dose (comunicação pessoal e publicação na imprensa leiga).
Resultados:
Estratégia A: custo global para o tratamento simulado de 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3 com IFN+RBV por até 24 semanas seguido por PEG+RBV por até 48 semanas: R$ 8.712.000,00.
Estratégia B: custo global para o tratamento simulado de 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3 com PEG+RBV por até 24 semanas: R$ 8.640.000,00.
Conclusões:
A estratégia adotada atualmente pelo SUS para o tratamento da hepatite C no genótipo 2 e 3 além de potencialmente expor grande parte dos indivíduos a dois tratamentos, perfazendo até 72 semanas de tratamento total, não confere vantagem em termos de custos. Este dado torna-se ainda mais relevante considerando que a presente análise foi conservadora ao atribuir custo zero ao IFN e não considerar os custos indiretos, financeiros e pessoais associados ao maior tempo de tratamento.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Como proceder quando existe necessidade de uma ação judicial para conseguir o tratamento da hepatite B ou C?
O primeiro passo e solicitar o tratamento na esfera administrativa. Para tal deverá ser PROTOCOLADO na secretaria da saúde estadual ou municipal (se residir fora da capital) a correspondente solicitação.
Na maioria dos estados será necessário apresentar tudo em 3 vias (copias Xerox) dos seguintes documentos:
1 - Cartão do SUS;
2 - Copia da identidade;
3 - Copia do CPF;
4 - Comprovante de residência;
5 - carta endereçada ao secretário estadual ou municipal da saúde para que administrativamente e espontaneamente sejam fornecidos pelo SUS os medicamentos solicitados num prazo máximo de 30 dias, relacionando na mesma todos os documentos que estão sendo entregues acompanhando a solicitação;
6 - Últimos exames exigidos pelo protocolo que comprovem a doença e a necessidade de tratamento (biopsia, PCR, genotipagem, hemograma, etc.).
7 - Em caso de medicamentos aprovados pela ANVISA e ainda não constantes dos protocolos do SUS a receita do médico deve detalhar o histórico da doença e a justificativa para indicar o tratamento com tal medicamento já autorizado para comercialização no Brasil, sendo fundamental detalhar os riscos que podem advir para o paciente se não receber os medicamentos.
O processo passará pelo exame de um grupo de profissionais da secretária da saúde para ver se o pedido e justificado clinicamente, não causará dano ao paciente ou se se trata de algo ineficaz ou supérfluo.
IMPORTANTE:
Ao entregar na secretaria da saúde todos os documentos acima solicite para que seja protocolado o recebimento nas copias que ficarão em seu poder.
SITUAÇÕES ESPECIAIS:
Pacientes de hepatite C que não apresentam o grau de fibrose F2 requerido no protocolo, ou outras situações como genótipos não beneficiados com o interferon peguilado no caso da hepatite C, retratamento, etc., devem colocar na requisição que amparados na justificativa do Item 9 do protocolo estão a procura do aumento da expectativa de vida, da melhoria na qualidade de vida, na redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático e, na diminuição do risco de transmissão da doença. O Item 9 do protocolo diz:
9. Benefícios Esperados com o Tratamento
a) resposta virológica sustentada, definida pelo exame de HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo) na semana 24 após o final do tratamento negativo;
b) aumento da expectativa de vida;
c) melhora da qualidade de vida;
d) redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático; e
e) diminuição do risco de transmissão da doença.
PLANOS DE SAÚDE:
O tratamento da hepatite C com interferon peguilado pode ser realizado pelos planos de saúde, todos eles. A ação judicial e mais fácil e rápida que a impetrada contra o estado, pois e uma ação requerida nos Juizados especiais (pequenas causas). O modelo de ação e o procedimento necessário e encontrado na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org
Os pacientes de hepatite B podem ser divididos em duas categorias. Aqueles que tratados com interferon alfa (convencional) ao conseguiram negativar e os que tratados com lamivudina se encontram resistentes ao medicamento devem colocar isso na solicitação, informando (pelo médico) sobre a necessidade do Adefovir ou o Entecavir. Pacientes virgens de tratamento para hepatite B também podem requerer o Interferon Peguilado, Adefovir e o Entecavir como primeira opção terapêutica, devido às evidencias cientificas da superioridade desses medicamentos ainda não incluídos no protocolo de tratamento do SUS, o qual não é atualizado nos últimos sete anos. Todos esses medicamentos estão autorizados para uso e comercialização no Brasil pela ANVISA.
Modelos de ações para cada tipo de medicamento utilizado no tratamento da hepatite B e, os procedimentos necessários, são encontrados na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org
SEM RESPOSTA OU TRATAMENTO NEGADO:
Passados 30 dias, sem obter resposta ou recebendo a negativa por parte de secretaria da saúde deverá ser procurada a esfera judicial para receber o tratamento, levando a copia protocolada na secretaria da saúde para comprovar o não recebimento do tratamento.
Pessoas que podem comprovar mediante o recibo de salário (Holerite) que a renda e inferior a 3 salários mínimos podem conseguir assistência judiciária gratuita na Defensoria Pública ou no Ministério Público Estadual, ou ainda nos escritórios modelos de todas as faculdades de direito. Para aqueles que ganham acima de 3 salários mínimos, para ter a justiça gratuita deverão comprovar mediante documentos que o valor do tratamento comprometeria mais de um terço da sua renda, sendo em muitos casos conseguir a assistência gratuita nesses casos.
Não conseguindo ou não se enquadrando na justiça gratuita será necessário o auxilio de um advogado particular. Para poder negociar um preço "camarada" você deve levar os modelos existentes na seção AÇÕES JUDICIAIS da nossa página, pois com isso estará facilitando o trabalho de pesquisa e redação. Ou indique para ele acessar o site Web onde são encontrados gratuitamente os diversos modelos na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org
O advogado estará ingressando com uma ação solicitando a expedição de mandato via Liminar para que o Juiz conceda num prazo de 48 horas os medicamentos necessários, oficiando a secretaria desta decisão por não ter sido atendido o pedido administrativo realizado pelo paciente.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Na maioria dos estados será necessário apresentar tudo em 3 vias (copias Xerox) dos seguintes documentos:
1 - Cartão do SUS;
2 - Copia da identidade;
3 - Copia do CPF;
4 - Comprovante de residência;
5 - carta endereçada ao secretário estadual ou municipal da saúde para que administrativamente e espontaneamente sejam fornecidos pelo SUS os medicamentos solicitados num prazo máximo de 30 dias, relacionando na mesma todos os documentos que estão sendo entregues acompanhando a solicitação;
6 - Últimos exames exigidos pelo protocolo que comprovem a doença e a necessidade de tratamento (biopsia, PCR, genotipagem, hemograma, etc.).
7 - Em caso de medicamentos aprovados pela ANVISA e ainda não constantes dos protocolos do SUS a receita do médico deve detalhar o histórico da doença e a justificativa para indicar o tratamento com tal medicamento já autorizado para comercialização no Brasil, sendo fundamental detalhar os riscos que podem advir para o paciente se não receber os medicamentos.
O processo passará pelo exame de um grupo de profissionais da secretária da saúde para ver se o pedido e justificado clinicamente, não causará dano ao paciente ou se se trata de algo ineficaz ou supérfluo.
IMPORTANTE:
Ao entregar na secretaria da saúde todos os documentos acima solicite para que seja protocolado o recebimento nas copias que ficarão em seu poder.
SITUAÇÕES ESPECIAIS:
Pacientes de hepatite C que não apresentam o grau de fibrose F2 requerido no protocolo, ou outras situações como genótipos não beneficiados com o interferon peguilado no caso da hepatite C, retratamento, etc., devem colocar na requisição que amparados na justificativa do Item 9 do protocolo estão a procura do aumento da expectativa de vida, da melhoria na qualidade de vida, na redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático e, na diminuição do risco de transmissão da doença. O Item 9 do protocolo diz:
9. Benefícios Esperados com o Tratamento
a) resposta virológica sustentada, definida pelo exame de HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo) na semana 24 após o final do tratamento negativo;
b) aumento da expectativa de vida;
c) melhora da qualidade de vida;
d) redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático; e
e) diminuição do risco de transmissão da doença.
PLANOS DE SAÚDE:
O tratamento da hepatite C com interferon peguilado pode ser realizado pelos planos de saúde, todos eles. A ação judicial e mais fácil e rápida que a impetrada contra o estado, pois e uma ação requerida nos Juizados especiais (pequenas causas). O modelo de ação e o procedimento necessário e encontrado na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org
Os pacientes de hepatite B podem ser divididos em duas categorias. Aqueles que tratados com interferon alfa (convencional) ao conseguiram negativar e os que tratados com lamivudina se encontram resistentes ao medicamento devem colocar isso na solicitação, informando (pelo médico) sobre a necessidade do Adefovir ou o Entecavir. Pacientes virgens de tratamento para hepatite B também podem requerer o Interferon Peguilado, Adefovir e o Entecavir como primeira opção terapêutica, devido às evidencias cientificas da superioridade desses medicamentos ainda não incluídos no protocolo de tratamento do SUS, o qual não é atualizado nos últimos sete anos. Todos esses medicamentos estão autorizados para uso e comercialização no Brasil pela ANVISA.
Modelos de ações para cada tipo de medicamento utilizado no tratamento da hepatite B e, os procedimentos necessários, são encontrados na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org
SEM RESPOSTA OU TRATAMENTO NEGADO:
Passados 30 dias, sem obter resposta ou recebendo a negativa por parte de secretaria da saúde deverá ser procurada a esfera judicial para receber o tratamento, levando a copia protocolada na secretaria da saúde para comprovar o não recebimento do tratamento.
Pessoas que podem comprovar mediante o recibo de salário (Holerite) que a renda e inferior a 3 salários mínimos podem conseguir assistência judiciária gratuita na Defensoria Pública ou no Ministério Público Estadual, ou ainda nos escritórios modelos de todas as faculdades de direito. Para aqueles que ganham acima de 3 salários mínimos, para ter a justiça gratuita deverão comprovar mediante documentos que o valor do tratamento comprometeria mais de um terço da sua renda, sendo em muitos casos conseguir a assistência gratuita nesses casos.
Não conseguindo ou não se enquadrando na justiça gratuita será necessário o auxilio de um advogado particular. Para poder negociar um preço "camarada" você deve levar os modelos existentes na seção AÇÕES JUDICIAIS da nossa página, pois com isso estará facilitando o trabalho de pesquisa e redação. Ou indique para ele acessar o site Web onde são encontrados gratuitamente os diversos modelos na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org
O advogado estará ingressando com uma ação solicitando a expedição de mandato via Liminar para que o Juiz conceda num prazo de 48 horas os medicamentos necessários, oficiando a secretaria desta decisão por não ter sido atendido o pedido administrativo realizado pelo paciente.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
O Trio Mortal
Durante o Congresso Internacional de AIDS na Ásia e no Pacifico, que aconteceu no mês passado, participantes e ativistas solicitaram maiores esforços para enfrentar "O Trio Mortal" formado pela combinação das epidemias de HIV/AIDS, tuberculose e hepatite C.
As três doenças, quando separadas, possuem tratamentos efetivos que controlam a progressão e até a cura. Isto é possível na tuberculose e na hepatite C, mas quando alguém se infecta com mais de uma dessas doenças a situação complica e o quadro se torna grave e difícil de tratar.
O alerta desesperado chega, até tardio, porque é estimado que aproximadamente 30% dos infectados com HIV/AIDS já se encontram infectados com à hepatite C ou a tuberculose, passando a ser as duas principais causas de mortes das pessoas infectadas pela AIDS.
O tratamento com o coquetel antirretroviral transformou a AIDS de doença letal para doença crônica, permitindo que as pessoas possam conviver com a doença, mas a utilização dos medicamentos prejudica o fígado e diminui as defesas, tornando-os presas fáceis se estiverem co-infectados com tuberculose ou hepatite C. Para evitar danos maiores é urgente que todos os indivíduos HIV positivos sejam testados para tuberculose e hepatites.
O número de brasileiros infectados com tuberculose ou hepatites B ou C é medido em milhões, números que superam em mais de dez vezes os infectados pelo HIV. O maior problema é a não identificação de quem está infectado, possibilitando a disseminação descontrolada dessas doenças rapidamente na população. Estudos mostram o crescimento das epidemias, principalmente, devido a que uma pessoa com tuberculose pode infectar outras 15 durante o curso da doença, que a hepatite B se transmite sexualmente com uma facilidade até 100 vezes maior que o HIV e que a hepatite C em caso de compartilhamento de instrumentos contaminados possui 85% de possibilidade de cronificação.
Os infectados com HIV/AIDS e os gestores da saúde devem tomar consciência que existe uma formula matemática que demonstra o perigo da hepatite C, a qual foi colocada por ativistas na entrada do congresso para alertar a comunidade HIV positiva: "Hepatite C + Silencio = Morte"
"O Trio Mortal" se alimenta de carências no sistema público de saúde, do desconhecimento da população, da pobreza, da desnutrição, da falta de acesso a educação, da falta de profissionais de saúde com os conhecimentos suficientes, de comportamentos de risco e de programas pouco eficazes para enfrentar as epidemias.
Acrescentando a tudo isso a não realização de campanhas de detecção dos casos de hepatites e tuberculose complica ainda mais a situação. Quando a hepatite C e a tuberculose é diagnosticada precocemente a possibilidade de cura é excelente.
"O Trio Mortal" já está trabalhando, silenciosamente, e, de forma unida, continua ganhando força. É o momento dos movimentos sociais da AIDS, da Tuberculose e da Hepatite juntar forças para combater um inimigo comum. Por enquanto "O Trio Mortal" está ganhando a batalha, é necessário enfrentá-lo para não perder a guerra.
Na Indonésia os ativistas utilizaram o símbolo da AIDS para alertar sobre as três doenças, mas formado por balões na cor vermelha para mostrar que o perigo já está presente.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
As três doenças, quando separadas, possuem tratamentos efetivos que controlam a progressão e até a cura. Isto é possível na tuberculose e na hepatite C, mas quando alguém se infecta com mais de uma dessas doenças a situação complica e o quadro se torna grave e difícil de tratar.
O alerta desesperado chega, até tardio, porque é estimado que aproximadamente 30% dos infectados com HIV/AIDS já se encontram infectados com à hepatite C ou a tuberculose, passando a ser as duas principais causas de mortes das pessoas infectadas pela AIDS.
O tratamento com o coquetel antirretroviral transformou a AIDS de doença letal para doença crônica, permitindo que as pessoas possam conviver com a doença, mas a utilização dos medicamentos prejudica o fígado e diminui as defesas, tornando-os presas fáceis se estiverem co-infectados com tuberculose ou hepatite C. Para evitar danos maiores é urgente que todos os indivíduos HIV positivos sejam testados para tuberculose e hepatites.
O número de brasileiros infectados com tuberculose ou hepatites B ou C é medido em milhões, números que superam em mais de dez vezes os infectados pelo HIV. O maior problema é a não identificação de quem está infectado, possibilitando a disseminação descontrolada dessas doenças rapidamente na população. Estudos mostram o crescimento das epidemias, principalmente, devido a que uma pessoa com tuberculose pode infectar outras 15 durante o curso da doença, que a hepatite B se transmite sexualmente com uma facilidade até 100 vezes maior que o HIV e que a hepatite C em caso de compartilhamento de instrumentos contaminados possui 85% de possibilidade de cronificação.
Os infectados com HIV/AIDS e os gestores da saúde devem tomar consciência que existe uma formula matemática que demonstra o perigo da hepatite C, a qual foi colocada por ativistas na entrada do congresso para alertar a comunidade HIV positiva: "Hepatite C + Silencio = Morte"
"O Trio Mortal" se alimenta de carências no sistema público de saúde, do desconhecimento da população, da pobreza, da desnutrição, da falta de acesso a educação, da falta de profissionais de saúde com os conhecimentos suficientes, de comportamentos de risco e de programas pouco eficazes para enfrentar as epidemias.
Acrescentando a tudo isso a não realização de campanhas de detecção dos casos de hepatites e tuberculose complica ainda mais a situação. Quando a hepatite C e a tuberculose é diagnosticada precocemente a possibilidade de cura é excelente.
"O Trio Mortal" já está trabalhando, silenciosamente, e, de forma unida, continua ganhando força. É o momento dos movimentos sociais da AIDS, da Tuberculose e da Hepatite juntar forças para combater um inimigo comum. Por enquanto "O Trio Mortal" está ganhando a batalha, é necessário enfrentá-lo para não perder a guerra.
Na Indonésia os ativistas utilizaram o símbolo da AIDS para alertar sobre as três doenças, mas formado por balões na cor vermelha para mostrar que o perigo já está presente.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
domingo, 27 de setembro de 2009
O que é um Pólo de Aplicação?


Um Pólo de Aplicação para tratamento de Hepatite C, é um local onde se reúnem os portadores e ali tomam sua injeção de Interferon Peguilado. A grande vantagem do Polo, é que além de contarem com a presença de um hepatologista nos dias de aplicação, com as sobras de sua medicação (já que não é dose plena) trata-se um número maior de pacientes. Traduzindo: com dez ampolas de Peg, trata-se doze ou treze pessoas, e se cada um um fosse tomar a injeção em sua casa, a sobra seria jogada fora e haveria um desperdicio de dinheiro que poderia chegar a R$3.600,00 por semana. Mesmo com todas estas vantagens fica difícil de entender como Governo Estadual não incentiva a criação de Pólos no Estado do RJ. Foto do do Polo de Aplicação da Dra Eliane Bordalo e Grupo Genesis.
Eleições no Grupo Genesis
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Roche inicia a fase 2 da pesquisa com o inibidor de polimerase
Muito se fala nos inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir para o tratamento da hepatite C, mas estudos avançados, já iniciando a fase 2 de um inibidor de polimerase, acabam de ter inicio em aproximadamente 300 pacientes de 45 centros médicos de diversos países.
Os 300 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C nunca antes tratados estarão recebendo até 24 semanas de interferon peguilado (Pegasys), ribavirina e o inibidor de polimerase RG7227/ITMN-191 para determinar a segurança e efetividade deste produto em combinação com o tratamento tradicional.
A pesquisa está sendo realizada pela Roche conjuntamente com a InterMune, empresa que está desenvolvendo o inibidor de polimerase. A pesquisa e randomisada e duplo-cego. O custo da fase 2 da pesquisa está estimado em 20 milhões de dólares.
Está tentativa representa um importante passo no desenvolvimento de medicamentos orais que quando utilizados conjuntamente com o interferon peguilado venham contribuir para aumentar a resposta terapêutica e possivelmente encurtar o tempo de tratamento. Os resultados preliminares da resposta virologica rápida deverão ser anunciados já no primeiro trimestre de 2010.
A expectativa dos pesquisadores e que nos próximos anos o tratamento da hepatite C será realizado com um coquetel de medicamentos, de forma especifica para cada paciente, combinando o interferon peguilado, substitutos análogos da ribavirina e diversos inibidores de replicação viral, de diferentes setores do vírus, permitindo dessa forma que os pacientes possam ter altas possibilidades de cura.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Os 300 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C nunca antes tratados estarão recebendo até 24 semanas de interferon peguilado (Pegasys), ribavirina e o inibidor de polimerase RG7227/ITMN-191 para determinar a segurança e efetividade deste produto em combinação com o tratamento tradicional.
A pesquisa está sendo realizada pela Roche conjuntamente com a InterMune, empresa que está desenvolvendo o inibidor de polimerase. A pesquisa e randomisada e duplo-cego. O custo da fase 2 da pesquisa está estimado em 20 milhões de dólares.
Está tentativa representa um importante passo no desenvolvimento de medicamentos orais que quando utilizados conjuntamente com o interferon peguilado venham contribuir para aumentar a resposta terapêutica e possivelmente encurtar o tempo de tratamento. Os resultados preliminares da resposta virologica rápida deverão ser anunciados já no primeiro trimestre de 2010.
A expectativa dos pesquisadores e que nos próximos anos o tratamento da hepatite C será realizado com um coquetel de medicamentos, de forma especifica para cada paciente, combinando o interferon peguilado, substitutos análogos da ribavirina e diversos inibidores de replicação viral, de diferentes setores do vírus, permitindo dessa forma que os pacientes possam ter altas possibilidades de cura.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Programa de Hepatites Virais do Ministério se integra ao Departamento de DST e Aids
O Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais está agora integrado ao Departamento de DST e Aids da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), dentro da estrutura do Ministério da Saúde. A estrutura passa, então, a se chamar Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. A mudança visa fortalecer as ações para o enfrentamento das doenças, principalmente no que se refere à prevenção, à assistência e à mobilização social.
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no mundo. No Brasil, os principais vírus circulantes causam os tipos A, B, C e D da doença. “Vamos somar as nossas experiências à resposta do Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV) para atender as pessoas afetadas”, disse Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento. “Nosso compromisso sempre foi e será para com as pessoas.”
Eduardo Barbosa fez questão de ressaltar o quanto continuará sendo importante a colaboração do movimento social em hepatites e DST e aids, especialmente neste momento de transição. “Temos de avançar muito e o diálogo com os movimentos continuará sendo uma das principais tônicas de nosso trabalho.”
Ouvido pela nossa reportagem, Carlos Varaldo, fundador do Grupo Otimismo, que divulga informações sobre hepatites, presta orientação jurídica e promove grupos de apoio, entre outras ações, disse que já era hora de fazer mudanças no PNHV visando uma atenção maior aos doentes de hepatites. “Eu briguei para que o Programa fosse criado, mas tenho de reconhecer que, ao longo de quase 7 anos, ele avançou pouco. Sem o Programa estaríamos no mesmo lugar onde estamos”, disse Varaldo, citando os números. “Em 2003 entre 1.300 e 1.500 pacientes recebiam tratamento na hepatite B. Hoje são 2 mil. Crescer 50% em seis anos é natural em função do diagnóstico. Sem contar que o crescimento no número de pacientes em tratamento se deu nos primeiros três anos e, desde então, se mantém praticamente o mesmo.”
Varaldo acredita que a integração trará, sim, benefícios no tratamento da hepatite B, considerada Doença Sexualmente Transmissível, como o HIV. “Os infectologistas dos Centros de Referência de Aids poderão passar imediatamente a tratar a hepatite B, pois são tratamentos parecidos.” Ao mesmo tempo, ele levanta uma questão relativa às hepatites A e C. “Como um programa que cuida de DST vai cuidar de doenças que não são DSTs?
Ricardo Gadelha, coordenador do PNHV, explicou que a integração visa justamente tornar as ações mais amplas e abrangentes. “Vamos tratar o indivíduo como um todo, com um olhar integral, e não dividindo-o por sintomas e doenças como se ele fosse compartimentado’, disse Gadelha. “O paciente que tem HIV muitas vezes é o mesmo que tem uma hepatite, porque há muita coinfecção.”
Além de ressaltar a melhora nos serviços de saúde, com mais opções para os doentes de hepatite, Gadelha lembrou que o movimento social da aids tem muito o que acrescentar na luta contra a hepatite B. “Temos muito o que aprender com a experiência de mobilização da aids.”
Fátima Cardeal
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no mundo. No Brasil, os principais vírus circulantes causam os tipos A, B, C e D da doença. “Vamos somar as nossas experiências à resposta do Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV) para atender as pessoas afetadas”, disse Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento. “Nosso compromisso sempre foi e será para com as pessoas.”
Eduardo Barbosa fez questão de ressaltar o quanto continuará sendo importante a colaboração do movimento social em hepatites e DST e aids, especialmente neste momento de transição. “Temos de avançar muito e o diálogo com os movimentos continuará sendo uma das principais tônicas de nosso trabalho.”
Ouvido pela nossa reportagem, Carlos Varaldo, fundador do Grupo Otimismo, que divulga informações sobre hepatites, presta orientação jurídica e promove grupos de apoio, entre outras ações, disse que já era hora de fazer mudanças no PNHV visando uma atenção maior aos doentes de hepatites. “Eu briguei para que o Programa fosse criado, mas tenho de reconhecer que, ao longo de quase 7 anos, ele avançou pouco. Sem o Programa estaríamos no mesmo lugar onde estamos”, disse Varaldo, citando os números. “Em 2003 entre 1.300 e 1.500 pacientes recebiam tratamento na hepatite B. Hoje são 2 mil. Crescer 50% em seis anos é natural em função do diagnóstico. Sem contar que o crescimento no número de pacientes em tratamento se deu nos primeiros três anos e, desde então, se mantém praticamente o mesmo.”
Varaldo acredita que a integração trará, sim, benefícios no tratamento da hepatite B, considerada Doença Sexualmente Transmissível, como o HIV. “Os infectologistas dos Centros de Referência de Aids poderão passar imediatamente a tratar a hepatite B, pois são tratamentos parecidos.” Ao mesmo tempo, ele levanta uma questão relativa às hepatites A e C. “Como um programa que cuida de DST vai cuidar de doenças que não são DSTs?
Ricardo Gadelha, coordenador do PNHV, explicou que a integração visa justamente tornar as ações mais amplas e abrangentes. “Vamos tratar o indivíduo como um todo, com um olhar integral, e não dividindo-o por sintomas e doenças como se ele fosse compartimentado’, disse Gadelha. “O paciente que tem HIV muitas vezes é o mesmo que tem uma hepatite, porque há muita coinfecção.”
Além de ressaltar a melhora nos serviços de saúde, com mais opções para os doentes de hepatite, Gadelha lembrou que o movimento social da aids tem muito o que acrescentar na luta contra a hepatite B. “Temos muito o que aprender com a experiência de mobilização da aids.”
Fátima Cardeal
domingo, 23 de agosto de 2009
Risco de transmissão da hepatite B nas transfusões de sangue
Vários países já introduziram os testes NAT ou estão em processo de implementação (caso do Brasil) na coleta realizada pelos bancos de sangue durante as doações. Os testes NAT (Nucleic Acid Test) diminuem a "janela imunológica" ( janela imunológica é o termo usado para designar o período que o organismo leva, a partir de uma infecção, para produzir anticorpos que possam ser detectados por exames de sangue) em relação aos testes de anticorpos tradicionalmente utilizados, assegurando maior segurança no sangue coletado.
Mas a introdução dos testes NAT está sendo realizado para detectar o vírus HIV (AIDS) e o vírus da hepatite C, não existindo ainda testes automatizados para utilização em larga escala em relação à hepatite B.
Nos países que já estão utilizando o NAT se observa que com a diminuição da janela imunológica para hepatite C e HIV a qualidade do sangue aumentou consideravelmente, mas como no caso da hepatite B ainda são realizados os testes que detectam os anticorpos e os antígenos, a hepatite B passou a representar a maior probabilidade de transmissão durante uma transfusão, possibilidade maior de que ser contagiado pela hepatite C ou pelo HIV.
Pesquisa realizada nos Estados Unidos publicada na revista "Transfusion" analisou o risco residual e a soroconversão do antígeno "B" (HBsAg) Positivo estimado pela janela imunológica e, o resultado do antígeno "Core" (Anti-HBc) Negativo nas doações de sangue.
Utilizando modelos matemáticos observaram que a seroconversão do HBsAg nos doadores para dessa forma poder estimar quantos casos poderiam estar acontecendo de resultados falsos negativos a cada ano no sangue coletado.
A possibilidade de contagio da hepatite B ao receber uma transfusão de sangue nos Estados Unidos realizada entre os anos de 2006 e 2008 ficou estimada em 1 entre 282.000 e 357.000 doações, dependendo da analise efetuada. Quando comparados esses dados com a probabilidade de contagio no período entre os anos de 1997 e 1999 se observa que a possibilidade de contagio diminui mais de 25%.
A redução no risco de contagio da hepatite B ao receber uma transfusão pode ser atribuída segundo concluem os pesquisadores a utilização de testes mais sensíveis e, também, ao aumento de pessoas vacinadas para prevenir a hepatite B.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Current incidence and residual risk of hepatitis B infection among blood donors in the United States - Zou, Shimian; Stramer, Susan L.; Notari, Edward P.; Kuhns, Mary C; Krysztof, David; Musavi, Fatemeh; Fang, Chyang T.; Dodd, Roger Y. - Transfusion, Volume 49, Number 8, August 2009 , pp. 1609-1620(12)
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Mas a introdução dos testes NAT está sendo realizado para detectar o vírus HIV (AIDS) e o vírus da hepatite C, não existindo ainda testes automatizados para utilização em larga escala em relação à hepatite B.
Nos países que já estão utilizando o NAT se observa que com a diminuição da janela imunológica para hepatite C e HIV a qualidade do sangue aumentou consideravelmente, mas como no caso da hepatite B ainda são realizados os testes que detectam os anticorpos e os antígenos, a hepatite B passou a representar a maior probabilidade de transmissão durante uma transfusão, possibilidade maior de que ser contagiado pela hepatite C ou pelo HIV.
Pesquisa realizada nos Estados Unidos publicada na revista "Transfusion" analisou o risco residual e a soroconversão do antígeno "B" (HBsAg) Positivo estimado pela janela imunológica e, o resultado do antígeno "Core" (Anti-HBc) Negativo nas doações de sangue.
Utilizando modelos matemáticos observaram que a seroconversão do HBsAg nos doadores para dessa forma poder estimar quantos casos poderiam estar acontecendo de resultados falsos negativos a cada ano no sangue coletado.
A possibilidade de contagio da hepatite B ao receber uma transfusão de sangue nos Estados Unidos realizada entre os anos de 2006 e 2008 ficou estimada em 1 entre 282.000 e 357.000 doações, dependendo da analise efetuada. Quando comparados esses dados com a probabilidade de contagio no período entre os anos de 1997 e 1999 se observa que a possibilidade de contagio diminui mais de 25%.
A redução no risco de contagio da hepatite B ao receber uma transfusão pode ser atribuída segundo concluem os pesquisadores a utilização de testes mais sensíveis e, também, ao aumento de pessoas vacinadas para prevenir a hepatite B.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Current incidence and residual risk of hepatitis B infection among blood donors in the United States - Zou, Shimian; Stramer, Susan L.; Notari, Edward P.; Kuhns, Mary C; Krysztof, David; Musavi, Fatemeh; Fang, Chyang T.; Dodd, Roger Y. - Transfusion, Volume 49, Number 8, August 2009 , pp. 1609-1620(12)
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Grupo Amarantes luta por atendimento médico no município
O Grupo Amarantes agradece as repórteres: Jaciara Moreira (Jornal Extra) e Danielle Rabello (O Fluminense) pela matéria que as jornalistas fizeram este mês sobre a falta de hepatologistas no município. No O Fluminense de hoje (23/08) o Grupo Amarantes volta a cobrar ao Dr Daniel Jr o médico prometido a duas semanas atrás. Não podemos deixar de agradecer aos companheiros do SINDSPREV também, um sindicato atuante e guerreiro quando o assunto é saúde pública.
Projeções de marketing nos inibidores de proteases
A empresa "Decision Resources" realizou nos estados Unidos uma pesquisa de opinião para saber a preferência atual que os médicos poderão ter de indicar a seus pacientes a utilização de inibidores de proteases no tratamento da hepatite C.
É necessário destacar que nenhum inibidor de proteases se encontra a venda no mercado. O Telaprevir e o Boceprevir objeto da pesquisa ainda se encontram nas ultimas fases dos ensaios clínicos, motivo pelo qual os dados considerados pelos médicos entrevistados são os apresentados pelas empresas em congressos científicos. Também e necessário observar o pequeno número de profissionais entrevistados, grupo composto por 84 gastroenterologistas, 16 hepatologistas e 20 responsáveis pela compra dos medicamentos em hospitais de grande porte, o que pode estatisticamente não representar a visão geral dos profissionais médicos.
A empresa "Decision Resources" realiza esse tipo de pesquisas oferecendo os dados aos investidores no mercado de ações, sem qualquer objetivo cientifico relacionado a resultados terapêuticos da eficácia dos medicamentos, simplesmente objetiva avaliar o mercado futuro entre os concorrentes.
O resultado mostra que com os dados atualmente disponíveis 50% dos 100 profissionais médicos entrevistados estariam inclinados a receitar o Telaprevir e 30% o Boceprevir. Quando perguntados sobre quais são as diferenças mais significativas entre o Telaprevir e o Boceprevir todos (100%) opinaram que não existem diferenças significativas em relação à resposta terapêutica, mas estimam que pelos dados até agora apresentados provavelmente o Telaprevir poderá apresentar uma duração menor no tempo do tratamento.
Quando perguntado se eles estariam receitando os inibidores de proteases aos pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C nunca antes tratados, 60% deles afirmaram que essa será sua escolha preferencial.
A mesma pesquisa entrevistou 20 diretores de farmácia responsáveis pelas compras de medicamentos em hospitais de grande porte (nos Estados Unidos, diferentemente dos países onde o governo compra os medicamentos para o sistema público da saúde, cada hospital pode decidir qual medicamento comprar para uso no hospital), 40% responderam que estarão adquirindo somente um dos dois inibidores de proteases e que o preço será o fator determinante na escolha. Não existe nenhuma preferência para qualquer dos produtos por parte dos responsáveis pela compra. Esta informação poderá influir diretamente na liberdade de escolha dos médicos que atendem pacientes nos hospitais, podendo alterar o afirmado na pergunta a eles realizada sobre sua preferência pessoal.
Concluo observando que a guerra do marketing pelo mercado futuro já teve inicio. Não acho em absoluto que isso seja negativo ou prejudicial, pelo contrario, como o Telaprevir e o Boceprevir chegarão ao mercado quase que simultaneamente e como os dois apresentam resultados muito bons, a luta pelo mercado vai incluir o oferecimento de preços menores, o que resulta em medicamentos mais baratos.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
É necessário destacar que nenhum inibidor de proteases se encontra a venda no mercado. O Telaprevir e o Boceprevir objeto da pesquisa ainda se encontram nas ultimas fases dos ensaios clínicos, motivo pelo qual os dados considerados pelos médicos entrevistados são os apresentados pelas empresas em congressos científicos. Também e necessário observar o pequeno número de profissionais entrevistados, grupo composto por 84 gastroenterologistas, 16 hepatologistas e 20 responsáveis pela compra dos medicamentos em hospitais de grande porte, o que pode estatisticamente não representar a visão geral dos profissionais médicos.
A empresa "Decision Resources" realiza esse tipo de pesquisas oferecendo os dados aos investidores no mercado de ações, sem qualquer objetivo cientifico relacionado a resultados terapêuticos da eficácia dos medicamentos, simplesmente objetiva avaliar o mercado futuro entre os concorrentes.
O resultado mostra que com os dados atualmente disponíveis 50% dos 100 profissionais médicos entrevistados estariam inclinados a receitar o Telaprevir e 30% o Boceprevir. Quando perguntados sobre quais são as diferenças mais significativas entre o Telaprevir e o Boceprevir todos (100%) opinaram que não existem diferenças significativas em relação à resposta terapêutica, mas estimam que pelos dados até agora apresentados provavelmente o Telaprevir poderá apresentar uma duração menor no tempo do tratamento.
Quando perguntado se eles estariam receitando os inibidores de proteases aos pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C nunca antes tratados, 60% deles afirmaram que essa será sua escolha preferencial.
A mesma pesquisa entrevistou 20 diretores de farmácia responsáveis pelas compras de medicamentos em hospitais de grande porte (nos Estados Unidos, diferentemente dos países onde o governo compra os medicamentos para o sistema público da saúde, cada hospital pode decidir qual medicamento comprar para uso no hospital), 40% responderam que estarão adquirindo somente um dos dois inibidores de proteases e que o preço será o fator determinante na escolha. Não existe nenhuma preferência para qualquer dos produtos por parte dos responsáveis pela compra. Esta informação poderá influir diretamente na liberdade de escolha dos médicos que atendem pacientes nos hospitais, podendo alterar o afirmado na pergunta a eles realizada sobre sua preferência pessoal.
Concluo observando que a guerra do marketing pelo mercado futuro já teve inicio. Não acho em absoluto que isso seja negativo ou prejudicial, pelo contrario, como o Telaprevir e o Boceprevir chegarão ao mercado quase que simultaneamente e como os dois apresentam resultados muito bons, a luta pelo mercado vai incluir o oferecimento de preços menores, o que resulta em medicamentos mais baratos.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Palestra no PSF
O Grupo Amarantes fez uma palestra para profissionais e comunidade no PSF da Brasilândia. Fomos muito bem recebidos e tratados pelo profissinais do Posto. A equipe do PSF Brasilandia tem um belo trabalho; são organizadas , atenciosas e estão sempre procurando fazer algo mais. Após a palestra conversando com a Enfermeira Renata ficamos sabendo do Programa Anti-Tabagismo (com aulas, tratamento e etc...) desenvolvido por aquele PSF. Parabéns Renata, Geisa e equipe... São profissionais como vcs que fazem a gente ver que vale a pena , e que o sonho não acabou . Muito obrigado pela lição de vida e amor companheiras.
Claudio Costa
Grupo Amarantes
Claudio Costa
Grupo Amarantes
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
União e município condenados por omissão nas hepatites
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre) reconheceu pela primeira vez no Brasil a negligência dos poderes públicos na adoção de medidas de vigilância epidemiológica para conter a epidemia de hepatite C, um fato inédito que poderá desencadear a abertura de milhares de ações em todo o país.
Em Ação de Responsabilidade Civil pela omissão do poder público o acórdão deu provimento pelo voto de 2 Desembargadores a favor da Autora, vencendo o parecer do relator.
A Desembargadora Federal Maria Lúcia Leiria afirmou que "no caso dos autos, efetivamente existe o nexo de causalidade entre o agir o ente público e a contaminação da autora pelo vírus da hepatite C. O mencionado vírus foi identificado em 1989, sendo prevista a obrigatoriedade de realização de testes para o sangue utilizado nas transfusões apenas em 1993, com a edição da Portaria nº 1.376, de 19 de novembro de 1993". No mesmo sentido, o Desembargador Federal Luiz Carlos Lugon concluiu que "o nexo causal é evidente, uma vez que a paciente só contraiu a doença por não ter havido a devida diligência e atenção na prestação do serviço de saúde, advindo a contaminação pelo vírus letal".
No caso, segundo o advogado da Autora, Dr. Marco Fridolin Sommer Santos, "por força do disposto no art. 200, inciso II, da Constituição Federal, cabia à União Federal executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica", editando norma que tornasse obrigatória a realização pelos Bancos de Sangue do teste anti-HCV, em meados de 1990, ou seja, imediatamente após a sua disponibilização no mercado, o que não ocorreu.
Em razão da omissão a União Federal foi condenada ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 60.000,00, no Processo n.º 2005.71.00.031013-1; Autora: E. T.; Réu: União Federal e Associação dos Funcionários Públicos do Estado do Rio Grande do Sul - AFPERS (Hospital Ernesto Dornelles).
Outro acórdão, referente ao Processo n.º 2006.71.00.006510-4, também condenou em decisão semelhante, mas desta vez em forma solidaria a União Federal e o Município de Porto Alegre, a indenizar em R$. 60.000,00 a autora M.W., em ação defendida pelo mesmo advogado.
Mais de 60 ações abertas no Rio de Janeiro se encontram na fase de Pericia Médica solicitada pelos Juízes, um indicativo de que caso seja comprovada pela Pericia a perda da saúde naqueles que por falta de ações alertando sobre a necessidade de indivíduos que realizaram transfusões de sangue antes de 1993 procurassem realizar o teste de detecção da hepatite C, detectaram a doença em fases avançadas já com perdida de funções do fígado ou já na fase da cirrose.
Estávamos certos no mês de maio, quando as ONGs do Rio de Janeiro entregaram ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro um diploma o considerando “O MELHOR HOSPITAL DO BRASIL”. O Judiciário está demonstrando muita mais sensibilidade, compreensão e preocupação com os infectados de hepatites que os responsáveis pela saúde pública!
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Em Ação de Responsabilidade Civil pela omissão do poder público o acórdão deu provimento pelo voto de 2 Desembargadores a favor da Autora, vencendo o parecer do relator.
A Desembargadora Federal Maria Lúcia Leiria afirmou que "no caso dos autos, efetivamente existe o nexo de causalidade entre o agir o ente público e a contaminação da autora pelo vírus da hepatite C. O mencionado vírus foi identificado em 1989, sendo prevista a obrigatoriedade de realização de testes para o sangue utilizado nas transfusões apenas em 1993, com a edição da Portaria nº 1.376, de 19 de novembro de 1993". No mesmo sentido, o Desembargador Federal Luiz Carlos Lugon concluiu que "o nexo causal é evidente, uma vez que a paciente só contraiu a doença por não ter havido a devida diligência e atenção na prestação do serviço de saúde, advindo a contaminação pelo vírus letal".
No caso, segundo o advogado da Autora, Dr. Marco Fridolin Sommer Santos, "por força do disposto no art. 200, inciso II, da Constituição Federal, cabia à União Federal executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica", editando norma que tornasse obrigatória a realização pelos Bancos de Sangue do teste anti-HCV, em meados de 1990, ou seja, imediatamente após a sua disponibilização no mercado, o que não ocorreu.
Em razão da omissão a União Federal foi condenada ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 60.000,00, no Processo n.º 2005.71.00.031013-1; Autora: E. T.; Réu: União Federal e Associação dos Funcionários Públicos do Estado do Rio Grande do Sul - AFPERS (Hospital Ernesto Dornelles).
Outro acórdão, referente ao Processo n.º 2006.71.00.006510-4, também condenou em decisão semelhante, mas desta vez em forma solidaria a União Federal e o Município de Porto Alegre, a indenizar em R$. 60.000,00 a autora M.W., em ação defendida pelo mesmo advogado.
Mais de 60 ações abertas no Rio de Janeiro se encontram na fase de Pericia Médica solicitada pelos Juízes, um indicativo de que caso seja comprovada pela Pericia a perda da saúde naqueles que por falta de ações alertando sobre a necessidade de indivíduos que realizaram transfusões de sangue antes de 1993 procurassem realizar o teste de detecção da hepatite C, detectaram a doença em fases avançadas já com perdida de funções do fígado ou já na fase da cirrose.
Estávamos certos no mês de maio, quando as ONGs do Rio de Janeiro entregaram ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro um diploma o considerando “O MELHOR HOSPITAL DO BRASIL”. O Judiciário está demonstrando muita mais sensibilidade, compreensão e preocupação com os infectados de hepatites que os responsáveis pela saúde pública!
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Curiosidade na relação entre tratamento da hepatite C e gripe suína.
É conhecido que pessoas em tratamento da hepatite C apresentam defesas imunológicas prejudicadas devido ao efeito dos medicamentos, motivo pelo qual são alertados para tentar evitar a possibilidade de contagio com vírus ou bactérias.
Mas estranhamente e apesar de que temos 28.500 associados até o momento não chegou a meu conhecimento de que algum paciente em tratamento tenha sido infectado ou passado por algum problema em relação à gripe suína.
Será que o interferon por se tratar de um poderoso antiviral também possui a qualidade de evitar o desenvolvimento da gripe nos pacientes em tratamento? Se assim for estaríamos frente a mais um medicamento que poderia ser utilizado para combater a gripe suína. Um bom motivo para médicos e pesquisadores observarem se isso realmente está acontecendo com os pacientes em tratamento da hepatite C.
Se você conhecer algum caso de gripe suína em um paciente em tratamento, por favor, nos informe comentando sobre o mesmo.
Texto de Carlos Varaldo - Grupo Otimismo
Mas estranhamente e apesar de que temos 28.500 associados até o momento não chegou a meu conhecimento de que algum paciente em tratamento tenha sido infectado ou passado por algum problema em relação à gripe suína.
Será que o interferon por se tratar de um poderoso antiviral também possui a qualidade de evitar o desenvolvimento da gripe nos pacientes em tratamento? Se assim for estaríamos frente a mais um medicamento que poderia ser utilizado para combater a gripe suína. Um bom motivo para médicos e pesquisadores observarem se isso realmente está acontecendo com os pacientes em tratamento da hepatite C.
Se você conhecer algum caso de gripe suína em um paciente em tratamento, por favor, nos informe comentando sobre o mesmo.
Texto de Carlos Varaldo - Grupo Otimismo
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Grupo Amarantes participa da Macro Sudeste

O Grupo Amarantes nos dias 29, 30 e 31 de julho participou no Hotel Guanabara, no RJ da Macro Sudeste que reuniu representantes do Programa Nacional de Hepatites Virais, representantes das Secretarias Estaduais do RJ, Minas, SP e ES. Foi importantissimo para São Gonçalo já que a Dra Clarisse (Assessora do Dr Sergio Cortez) e Alexandre Chieppe (Coordenador do Programa de Hepatites Estadual) prometaram uma visita a São Gonçalo.
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