terça-feira, 31 de maio de 2011

Curso de Participação Cidadã do terceiro Setor - São José do rio Preto - SP






O Grupo Amarantes no período de 23/05 a 28/05, participou de um curso em São Jose do Rio Preto/SP para ONG's. Foi uma grata experiência poder aprender com o Grupo Gada, como se trabalha com transparência e consciência social. Ao Julio Caetano, nosso Conselheiro Nacional de Saúde pelas Hepatites Virais, nossos agradecimentos pela boa vontade em transmitir conhecimentos indispensáveis para quem deseja desenvolver um trabalho social.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

A importância e economia com o dinheiro público dos Pólos Assistidos para tratamento de Hepatite C

Está mais do que provado de que a forma assistida de tratamento para portadores da hepatite C elevam em muito a chance de cura por conta da adesão do paciente ao tratamento que é longo podendo ir de 24 a 48 semanas e até se estender por mais tempo O tratamento da Hepatite C pode proporcionar importantes efeitos colaterais como a anemia, alteração de humor, depressão profunda ,dentre outros.

Por isso em locais onde existem os pólos assistidos de tratamento a chance de cura aumenta em muito pois a equipe multiprofissional formada por profissionais como nutricionistas e psicólogas trabalham para a diminuição desses efeitos adversos, e o paciente não desiste do longo tratamento.

Estudo do Pólo Assistido da UNESP de Botucatu comandado pelo Dr. Giovanni Silva revelam que a grande maioria ,ou seja,97% dos pacientes concluem o tratamento ao passo que na forma domiciliar a taxa de adesão é bem menor podendo chegar apenas a 50%, ou seja, metade dos pacientes que se tratam de forma domiciliar,( embora legal) desistem do tratamento pois não suportam os efeitos colaterais.Nesse caso a chance de cura é drasticamente reduzida.

E quando há desistência do tratamento antes da cura, certamente há desperdício do dinheiro público que comprou esses remédios, sendo que os mesmos poderiam serem utilizados para um tratamento completo, e o pólo assistido contribui também para esse fato. Isto sem contar que com as sobras dos outros interferons (a dosagem é de acordo com o peso do paciente) juntando-se as mesmas sobras de outras ampolas do medicamento, consegue-se um número maior de tratamento.

Daí a importância do pólo assistido que deve ser cada vez mais ampliado em nosso país pelas Secretarias Municipais de Saúde. Aumento da chance de cura e economia do dinheiro público.

Pólo Assistido: bom para o paciente, excelente para o governo!!!

Cláudio Costa

Grupo Amarantes

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cristo Redentor em vermelho e amarelo na Semana Mundial de Combate à Hepatite

Só no Brasil existem oficialmente seis milhões de pessoas com hepatite dos tipos B e C, as formas mais graves da doença. No mundo são cerca de meio bilhão de portadores do vírus.

Amanhã, 19 de maio, às 18 horas, o Cristo Redentor, monumento símbolo do Brasil, ganhará uma iluminação bicolor em vermelho e amarelo, diferentemente das suas luzes originais. Sob o comando da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) com o apoio da Arquidiocese do Rio do Janeiro, a ação tem um motivo nobre: alertar a população sobre a existência da hepatite e, mais ainda, chamar a atenção de 90% de portadores que simplesmente não sabem que têm a doença. O evento, que se repetirá na sexta-feira, dia 20 de maio, ocorre em sintonia com a semana mundial de combate à Hepatite (de 19 a 26 de maio). Estarão presentes na cerimônia de iluminação no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, Padre Omar Raposo, reitor do Santuário do Cristo Redentor que fará a bênção à campanha, Humberto Silva, presidente da ABPH, e representantes da área de saúde, entre outras autoridades.

Só no Brasil existem oficialmente seis milhões de pessoas com hepatite dos tipos B e C, as formas mais graves da doença. No mundo são cerca de meio bilhão de portadores do vírus. “A doença é chamada de assassino silencioso, pois se desenvolve sem dar nenhum sintoma, durante vários anos, levando o paciente a desenvolver uma cirrose, ter a necessidade de um transplante e, em alguns casos, até câncer de fígado”, avisa o presidente da Associação Humberto Silva. As cores das luzes, vermelha e amarela, representam a campanha.

Para Silva, que também é portador de hepatite, tão importante quanto alertar sobre a doença e sua proliferação é comunicar à população que existe tratamento e cura. “Nosso maior objetivo com este ato no Cristo Redentor é que esta iluminação especial ilumine a consciência dos brasileiros, para que realizem testes de detecção do vírus, excluindo o Brasil do altíssimo índice de pessoas que ignoram estar infectados”, considera.

Serviço – O diagnóstico da hepatite é feito por meio de exames de sangue, sorologias ou biópsia do fígado. Durante a Semana Mundial das Hepatites, de 19 a 26 de maio, haverá diversos pontos gratuitos para teste de sangue, com resultados imediatos, em todo o território brasileiro. Para fazer o teste, basta procurar um posto de saúde e solicitar o exame de detecção das hepatites B e C.

Com sede em São Paulo, a recém criada Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) é uma organização não governamental que visa primordialmente fomentar informação sobre a existência da hepatite, suas divisões, implicações, tratamento e cura.

A MAIORIA GRITA:

AS HEPATITES VIRAIS DEVEM SER PRIORIDADE DE GOVERNO!


Claudio Costa

Grupo Amarantes

Testagem para Hepatite C no Rodo de São Gonçalo - Dia 19/05








Foi excelente a Testagem para Hepatite C no rodo de São Gonçalo, contamos com a participação do Programa de Imunização vacinando os idosos também. Agradecemos a Kátia, Larissa, Jaci, Coordenadoras do PSF, e Rosana, Coordenadora do Programa de Imunização e suas meninas. Nosso muito obrigado a todos(as) que participaram, e abrilhantaram o evento.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

domingo, 15 de maio de 2011

O desafio do Brasil no enfrentamento a maior epidemia que assola o país, as hepatites B e C

No dia 11 de maio o Conselho Nacional da Saúde tratou do problema das hepatites no Brasil. O Dr. Jarbas Barbosa apresentou a “Resposta Nacional para o enfrentamento das Hepatites Virais”, a qual já divulgamos e que se encontra em http://www.hepato.com/p_geral/promessas_ministerio-da-saude-2011-05-11.doc

Dando continuidade a um trabalho de advocacy e representando as organizações da sociedade civil o Dr. Evaldo Stanislau Affonso de Araújo apresentou dados que refletem o grave problema que as hepatites representam para a saúde pública brasileira e, por se tratar da maior epidemia que atinge o país constitui-se no maior desafio do ministério da saúde, motivo pelo qual fica demonstrada a necessidade de uma coordenação especifica para estrategicamente encontrar formas de atuação.

Os 102 slides da apresentação realizada pelo Dr. Evaldo durante a reunião do Conselho Nacional da Saúde, uma verdadeira aula sobre as hepatites, é encontrada em http://www.ongcontrolesocial.org/CNS-evaldo-2011-05-11.pdf

A seguir, tomei a liberdade de divulgar um texto do Dr. Evaldo, longo, porém importante, pois se constitui numa reflexão que todos os interessados nas hepatites deveriam ler e refletir.

Carlos Varaldo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Depressão - A maior causa de interrupção do tratamento na hepatite C

A adesão ao tratamento é fundamental para se conseguir sucesso no tratamento da hepatite C. Um estudo realizado nos Estados Unidos pela empresa Medco Health Solutions, Inc., apresentado na "International Conference on Viral Hepatitis 2011" comprova que pacientes em tratamento com interferon peguilado que ao mesmo tempo estão recebendo tratamento contra a depressão apresentam maior aderência ao tratamento e em conseqüência possuem as maiores taxas de cura.

Segundo o estudo aproximadamente 40% dos pacientes em tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina apresentam quadros depressivos, ocasionando uma menor adesão desses pacientes a terapia recomendada pelo médico. Isso coloca em risco o resultado esperado com o tratamento.

A pesquisa constatou que pacientes que também utilizam um antidepressivo apresentam as maiores taxas de adesão. Os pacientes em tratamento da hepatite C que antes do tratamento passaram por uma avaliação psicológica e receberam tratamento antidepressivo, 68,5% conseguiram boa aderência ao tratamento. Já no grupo de pacientes que antes do tratamento não foram submetidos a uma avaliação psicológica e não utilizaram qualquer antidepressivo durante o tratamento a aderência foi de somente 46%.

A pesquisa foi realizada com 3.607 pacientes em tratamento, dos quais 1.657 recebiam tratamento com antidepressivos. Os pacientes foram considerados aderentes quando completavam corretamente 80% das doses recomendadas dos medicamentos, nos dias e horários recomendados.

Os resultados apontam cada dia com maior ênfase para a importância do tratamento multidisciplinar da hepatite C. A triagem dos pacientes antes do tratamento por um psicólogo ou psiquiatra pode identificar sinais de depressão, os quais certamente serão potencializados com o inicio do tratamento com interferon peguilado e ribavirina, esses pacientes deverão receber tratamento antidepressivo antes e durante o tratamento da hepatite C.

Fica evidente que se 68,5% dos pacientes conseguem 80% de aderência se estão também tratando dos sintomas da depressão, o número de pacientes curados será muito superior aos somente 46% dos pacientes que sem tratamento da depressão conseguem uma aderência completa do tratamento.

MEU COMENTÁRIO:

O tratamento multidisciplinar aumenta a possibilidade de cura em mais de 20%, deveria por isso ser obrigatório no sistema público de saúde. A fármaco economia é assustadora e a não implementação de equipes multidisciplinares nos centros de tratamento é um desperdício de recursos públicos que deveria ser investigada pelo Tribunal de Contas da União, penalizando os responsáveis por tal má aplicação dos recursos.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Release da Medco Health Solutions, Inc.- http://www.medcohealth.com.


Carlos Varaldo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A vacina da hepatite B aplicada no nascimento da criança continua efetiva por 20 anos

É comprovado que a vacinação contra a hepatite B imediatamente após o parto, conjuntamente com a aplicação de imunoglobulina, impede a transmissão vertical quando a mãe é portadora da hepatite B.

Um estudo realizado na Tailândia coloca uma luz no debate que existe para se saber se a vacinação contra a hepatite B das crianças ao nascer é suficiente para proteger contra a infecção quando expostos a infecção na vida adulta.

Foram estudadas 222 crianças tailandesas filhos de mães infectadas com hepatite B (HBsAg ?/+ e HBeAg ?/+) que ao nascer foram vacinadas no primeiro dia de vida, recebendo novas doses da vacina aos 30, 60 e 360 dias após o nascimento. Um subgrupo de 100 crianças recebeu uma nova dose de reforço ao completar cinco anos de idade.

Ao completar 20 anos cada indivíduo realizou exames para anticorpos anti-HBs e marcadores sorológicos de hepatite B (anti-HBc, HBsAg, e em casos selecionados de HBeAg, anti-HBe, HBV/DNA). Durante os 20 anos de seguimento nenhum indivíduo adquiriu uma nova infecção crônica pela hepatite B ou desenvolveu doença clínica causada pela hepatite B.

Durante a primeira década de vida das crianças é possível a progressão subclínica da infecção pela hepatite B (soro conversão anti-HBc), mas somente foi observada em 6 das 49 (12,2%) crianças nascidas de mães HbsAg+ e HBeAg+. Na segunda década de vida a progressão foi observada em todos os grupos, acontecendo em 18 de 140 (12,8%) dos adolescentes.

Aumento na concentração do anti-HBs, não relacionada à vacina da hepatite B ou uma nova infecção foi detectada em aproximadamente 10% das crianças em cada uma das décadas analisadas.

Concluem os autores que a vacinação das crianças no nascimento com a vacina recombinante contra a hepatite B confere proteção a longo prazo contra a possível progressão da doença clínica ou a probabilidade de uma nova infecção.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:

- Evidence of protection against clinical and chronic hepatitis B infection 20? years after infant vaccination in a high endemicity region - Poovorawan, Y.1; Chongsrisawat, V; Theamboonlers, A.; Leroux-Roels, G.; Kuriyakose, S.; Leyssen, M.; Jacquet, J.-M. - Journal of Viral Hepatitis, Volume 18, Number 5, May 2011 , pp. 369-375(7)

Carlos Varaldo

sábado, 23 de abril de 2011

Hepatites - Uma doença na qual ainda falta muito a ser descoberto

Definição da palavra hepatite e suas causas

A palavra hepatite serve para designar qualquer problema que por qualquer causa esteja inflamando o fígado. Em Grego antigo Hepat (da palavra Hepar) significa fígado e o final itis (em inglês) significa inflamação.

O fígado pode apresentar hepatites por inflamação causada por inúmeros agentes, desde a agressão pelas bebidas alcoólicas, medicamentos, alimentos, vapores tóxicos, atacado pelo próprio organismo (hepatite auto-imune) por vírus variados, como a malaria, o herpes, o chagas, o dengue e muitos outros, mas todas essas formas que causam hepatites não são transmissíveis de uma pessoa para outra, isto é, não existe perigo de contagio.

Já as hepatites que podem ser transmitidas entre as pessoas são identificadas por uma letra. A primeira identificada levou a letra "A" e passou ser conhecida como "hepatite A", depois foi descoberta uma segunda a qual passou a ser chamada de "hepatite B" e assim, à medida que cada novo vírus da hepatite que podem ser transmitidas de pessoa a pessoa a ser descoberta vai ganhando uma nova letra do alfabeto. Já temos então os vírus das hepatites A, B, C, D, E, F e G. Mas ainda existem outros vírus que ainda não foram identificados e que por isso em alguns países são chamados de "hepatites X" e em outros de "hepatites criptogenicas".

Diversas podem ser as causas dessas hepatites criptogenicas, as quais podem ser vírus desconhecidos, doenças metabólicas ou hepatite auto-imune de apresentação atípica, mas por enquanto tudo permanece ainda um mistério.

Mas a maioria dos graves problemas no fígado é causada pelas hepatites B e C, sendo pelo número de infectados considerado como a maior epidemia da historia da humanidade. 1 de cada 12 pessoas do mundo está infectada cronicamente com as hepatites B ou C. A maioria absurdamente ainda não sabe que está doente com um grave problema de saúde..

O que é o fígado e o que ele faz

O fígado é uma glândula que pesa aproximadamente 1,4 kg., de cor marrom avermelhado que se encontra debaixo do diafragma, a direita da região torácica do abdome, sendo o maior órgão interno do corpo humano (o órgão maior é a pele) e se divide em quatro lóbulos de tamanhos diferentes.

O sangue passa pelo fígado pela artéria hepática e pela veia porta. A veia porta leva o sangue que contêm os alimentos digeridos no intestino delgado e a artéria hepatica leva o sangue rico em oxigênio desde a aorta.

O fígado é chamado da fabrica do corpo humano devido a centenas de funções que realiza. Tem a função de desintoxicar o organismo das sustâncias nocivas, guarda as vitaminas A, D, K e B12 alem dos minerais, sintetiza as proteínas, produz a bílis necessária para a digestão, mantém os níveis de glicose no sangue, produz 80% do colesterol necessário para permanecermos vivos, decompõe os glóbulos vermelhos, produz as hormonas, produz a uréia, os fatores anti-histamínicos e muitas outras funções.

Carlos Varaldo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Palestra na Igreja de Nova Vida





O Grupo Amarantes no dia 16/04/2011, realizou uma palestra na Igreja de Nova Vida de Sta Catariana.


Claudio Costa
Grupo Amarantes

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Testagem no Jardim Catarina





Testagem dia 06/04

Existem pessoas que vieram ao mundo a trabalho, a Coordenadora do PSF do Jardim Catarina Kátia Codeço é uma dessas pessoas. O Grupo Amarantes e toda comunidade do J Catarina agradece a você coordenadora.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

sexta-feira, 1 de abril de 2011




O Grupo Amarantes no dia 31/03, distribuiu 2.000 panfletos e informou a população sobre este grave problema de saúde no Alcantara. Amanhã as 10:00h estaremos realizando nossa reunião mensal, na Rua Nilo Peçanha 110/1108 Centro - SG e no dia 06/04 uma testagem para o HCV no Jardim Catarina. O Jardim Catarina é o maior bairro da América Latina, com uma grande população e carente de informação também. Nosso muito obrigado a todos...

Claudio Costa
Grupo Amarantes



terça-feira, 29 de março de 2011

Estão diminuindo os casos de novos infectados com hepatite C no mundo?

Segundo um novo estudo do CDC - Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos - as novas infecções causadas pela hepatite C são a cada dia menos comuns. Na metade da década dos 80 aconteciam aproximadamente 70 novas infecções por milhão de americanos e, tal incidência entre os anos de 1994 e 2006 teve uma redução de 90%, acontecendo somente sete novas infecções a cada milhão de habitantes dos Estados Unidos.

As novas infecções causadas pelo vírus da hepatite C geralmente não são evidentes. A maioria dos casos não apresenta sintomas e, em silencio a doença vai danificando o fígado durante anos. Quando aparecem sintomas que possibilitam o diagnostico nas fases avançadas, o dano hepático já é grande, dificultando o tratamento.

De cada 10 novas infecções duas ou três são classificadas como hepatites agudas, apresentando febre, náuseas, mal estar geral e quando aparecem sintomas de icterícia, com pele e olhos com coloração amarelada, fica evidente um claro sinal de um problema no fígado.

A hepatite C é transmitida a través do contato com sangue infectado penetrando por uma ferida aberta de um indivíduo saudável. É a infecção mais comum entre usuários de drogas injetáveis devido ao compartilhamento de seringas e instrumentos para sua aplicação. Uma pequena quantidade de casos acontece durante o parto quando a mãe á a infectada e até pode ser possível a transmissão sexual, porém essa é uma via de transmissão rara de acontecer, (Meu comentário: por isso a hepatite C não é considerada pela OMS uma doença sexualmente transmissível, a não ser por governantes ignorantes que acham que tudo na vida é uma doença sexual que acontece por não se usar preservativos).

O estudo realizado nos Estados Unidos pelo CDC chegou a conclusões muito interessantes para se efetuar uma correta estratégia no controle e prevenção de novos casos, destacando entre elas:

- O uso de drogas injetáveis é atualmente a fonte mais comum de infecção pela hepatite C, mas representam uma percentagem muito pequena no conjunto total de pessoas que estão infectadas;

- Existem poucas evidencias que na atualidade procedimentos estéticos como tatuagens ou aplicação de piercings contribuam substancialmente para disseminar a hepatite C;

- Aproximadamente 14% das novas infecções pela hepatite C identificadas durante o período do estudo ocorreu entre pessoas que disseram identificar como único fator de risco a pratica de sexo com um parceiro infectado ou que tinham múltiplos parceiros sexuais;

- O risco de infecção por transfusões de sangue nos Estados Unidos caiu para níveis insignificantes, de aproximadamente uma nova infecção a cada dois milhões de transfusões, devido à introdução de praticas mais rigorosas na triagem de doadores e exames para detectar o HCV, especialmente pela obrigatoriedade da realização do teste NAT no sangue coletado.

Concluem os pesquisadores alertando que a maioria das pessoas infectadas com hepatite C não são usuários de drogas injetáveis. A população cronicamente infectada é composta na sua maioria de pessoas que se infectaram antes de 1993 quando ainda não se possuíam formas de detectar o vírus e as seringas de injeção não eram descartáveis.

MEU COMENTÁRIO:

Nos Estados Unidos novos casos de hepatite C estão diminuindo. É interessante analisar os números já que eles mostram o porquê dessa diminuição. Dos aproximadamente quatro milhões de infectados entre 40 e 50% já foram diagnosticados e mais de 700.000 já receberam tratamento, números que deveriam servir de exemplo na responsabilidade com a saúde da população aos demais países.

A epidemia de hepatite C é uma epidemia sinistra porque é agora que estão se manifestando de forma trágica e arrasadora as conseqüências das infecções acontecidas três décadas atrás, com milhares de pessoas desenvolvendo cirrose e câncer no fígado.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:

Incidence and Transmission Patterns of Acute Hepatitis C in the United States, 1982-2006 - Ian T. Williams; Beth P. Bell; Wendi Kuhnert; Miriam J. Alter - Arch Intern Med. 2011;171(3):242-248. doi:10.1001/archinternmed.2010.511

Carlos Varaldo

Normalizada a distribuição do ENTECAVIR

Segue abaixo grade de distribuição de Entecavir aos estados (envio para 03 meses) de acordo com quantitativos requeridos pelos próprios estados.

IMPORTANTE: os estados deverão notificar o Ministério da Saúde quanto ao recebimento dos quantitativos abaixo, pois só a partir daí o Ministério da Saúde revogará a Nota Técnica que indicava a substituição do Entecavir por outros medicamentos.

É fundamental que os(as) Coordenadores(as) Estaduais de Hepatites Virais tomem conhecimento da normalização do abastecimento junto ao Ministério da Saúde e que orientem médicos e pacientes a retomar o tratamento com Entecavir.

A distribuição foi realizada em duas datas, 22 de dezembro de 2010 e 10 de janeiro de 2011, sendo enviada a quantidade total requerida pelos estados para atender o primeiro trimestre de 2011, totalizando o seguinte número de frascos para cada estado:

- Acre, 690 frascos

- Alagoas, 36 frascos

- Amazonas, 249 frascos

- Amapá, 7 frascos

- Bahia, ZERO

- Ceará, 84 frascos

- Distrito Federal, 132 frascos

- Espírito Santo, 110 frascos

- Goiás, 312 frascos

- Maranhão, 23 frascos

- Minas Gerais, 567 frascos

- Mato Grosso do Sul, 91 frascos

- Mato Grosso, 56 frascos

- Pará, 42 frascos

- Paraíba, 8 frascos

- Pernambuco, 188 frascos

- Piauí, 5 frascos

- Paraná, 659 frascos

- Rio de Janeiro, 313 frascos

- Rio Grande do Norte, 15 frascos

- Rondônia, 217 frascos

- Roraima, 39 frascos

- Rio Grande do Sul, 240 frascos

- Santa Catarina, 316 frascos

- Sergipe, 63 frascos

- São Paulo, 2.852 frascos

- Tocantins, 2 frascos

TOTAL BRASIL: 7.312 frascos para o trimestre, quantidade para atender aproximadamente 2.090 pacientes em tratamento com Entecavir.

Para calcular o número de pacientes em tratamento em cada estado é necessário dividir o número de frascos enviados por 3,5, isto porque alguns pacientes possuem indicação de Entecavir 1 mg e recebem dois frascos a cada mês.

Agradecemos ao Departamento DST/AIDS/Hepatites que dessa forma normalizou a entrega do Entecavir, tendo adquirido quantidade suficiente para atender os estados no que for requerido para o segundo semestre, dando tempo suficiente para realizar com certa calma a compra para atender os dois últimos trimestres de 2011 evitando uma nova falta no fornecimento aos pacientes.

Carlos Varaldo

segunda-feira, 28 de março de 2011

Transplante de células tronco consegue sucesso no tratamento do estágio final da doença hepática

O único tratamento atualmente viável para a fase final da doença hepática é o transplante do fígado, mas a cada dia é mais difícil se conseguir a quantidade de órgãos necessários para atender a demanda.

Um estudo realizado no Egito por pesquisadores da Universidade da Califórnia dos Estados Unidos utilizou o transplante de células tronco dos próprios pacientes para avaliar o potencial terapêutico para pacientes com cirrose avançada em fase terminal.

Participaram 48 pacientes em fase terminal, 36 deles com hepatite C e 12 em fase final com hepatite auto-imune. Os pacientes receberam um fator estimulante de colônias de granulócitos (G-CSF) e após uma serie de procedimentos as células tronco CD34+ foram isoladas e ampliadas em células precursoras de hepatócitos, sendo em seguida injetadas em cada paciente através da artéria hepática ou da veia porta.

Todos os pacientes apresentaram uma diminuição significativa na ascite e a maioria apresentou melhoras nos resultados dos exames bioquímicos e clínicos. Somente três pacientes sofreram graves complicações relacionadas ao tratamento, e apenas 20,8% dos 48 pacientes faleceram nos 12 meses seguintes ao tratamento.

Os resultados são animadores, no entanto, o mecanismo pela qual a infusão de células tronco CD34+ melhora a função hepática permanece indefinida.

Estes resultados sugerem que o transplante de células tronco CD34 + do próprio paciente poderá ser um procedimento seguro aparentando oferecer algum benefício terapêutico para pacientes que por culpa da hepatite C ou da hepatite auto-imune se encontram em fase terminal.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte: Autologous Hematopoietic Stem Cell Transplantation in 48 Patients With End-Stage Chronic Liver Diseases - Salama, Hosny; Zekri, Abdel-Rahman; Zern, Mark; Bahnassy, Abeer; Loutfy, Samah; Shalaby, Sameh; Vigen, Cheryl; Burke, Wendy; Mostafa, Mohamed; Medhat, Eman; Alfi, Omar; Huttinger, Elizabeth - Cell Transplantation, Volume 19, Number 11, 2010 , pp. 1475-1486(12)

Carlos Varaldo

domingo, 27 de março de 2011

Testagem no J Catarina

Estivemos ausentes por motivo de força maior. Porém voltamos com muitas novidades!!! Testagem para Hepatite C no Jardim Catarina no dia 06/04 junto com Equipe do PSF do bairro. Em breve estaremos divulgando horário e local. Esta testagem é uma parceria com o PSF que tem como coordenadora Kátia Codeço, uma pessoa dinamica, eficiente e que tem levado muita qualidade de vida a comunidade deste bairro. No dia 17 de março, a equipe do PSF do J Catarina com a coordenação da Kátia testou aproximadamente 300 pessoas no PAM ALACANTARA. Parabéns coordenadora...

Claudio Costa
Grupo Amarantes


A evolução no tratamento da hepatite B nos últimos 20 anos

O tratamento da hepatite B objetiva a supressão sustentada do HBV DNA (carga viral) procurando a soro conversão do antígeno de superfície do vírus, o HBsAg. Atualmente é importante a condição do paciente e se ele for HBeAg-positivo ou HBeAg-negativo a estratégia de tratamento será diferente.


O tratamento está evoluindo, principalmente nos últimos anos. Vinte anos atrás, em 1991, o único medicamento disponível era o interferon convencional (interferon alfa), o qual atualmente foi substituído pelo interferon peguilado. A desejada soro conversão do HbeAg conseguindo ficar com carga viral indetectável utilizando o interferon peguilado é de 33% nos pacientes HBeAg-negativos e de 25% nos pacientes HBeAg-positivos


A partir de 1998 foram autorizados para o tratamento da hepatite B cinco medicamentos orais, chamados de "nucleosídeos / nucleotídeos". A Lamivudina foi o primeiro, mas hoje sua utilização esta a cada dia menor, pois após cinco anos de utilização 76% dos pacientes desenvolvem resistência do vírus ao medicamento.


A Telbivudina é mais potente que a Lamivudina, mas após dois anos de utilização a resistência se desenvolve em 25% dos pacientes HBeAg-positivos e em 11% dos pacientes HBeAg-negativos.


O Adefovir é relativamente fraco, mas é eficaz nos casos em que acontece resistência a Lamivudina e aparecem mutações no tratamento com a Telbivudina, devendo nesses casos utilizar o Adefovir em combinação com o medicamento que criou resistência, sem o substituir. A resistência ao Adefovir se desenvolve lentamente, chegando a 29% dos pacientes HBeAg-negativos após cinco anos de tratamento, porém aumenta a possibilidade de resistência ao Adefovir nos pacientes que apresentaram anteriormente resistência a Lamivudina.


Atualmente os dois medicamentos orais de primeira linha recomendados são o Entecavir e o Tenofovir. O Entecavir é muito potente demonstrando que após cinco anos de tratamento 94% dos pacientes conseguem manter a carga viral indetectável. A resistência aos cinco anos de utilização aparece em somente 1,2% dos pacientes que nunca antes receberam qualquer antiviral.


O Tenofovir também é potente, sendo muito eficaz quando utilizado em monoterapia nos pacientes que criaram resistência a Lamivudina. O Tenofovir por ser o último dos medicamentos aprovados tem somente três anos de utilização, demonstrando não ter criado resistência nesse período de tratamento.


Seja com a utilização do interferon peguilado (o único antiviral em que o tratamento é realizado por um período limitado de 1 ano), ou com os potentes medicamentos orais como o Entecavir ou o Tenofovir que podem ser utilizados por períodos longos de tratamento por apresentarem baixa resistência, a supressão da carga viral de forma sustentada é uma realidade, conseguindo se melhorar os níveis de fibrose e até o quadro de cirrose em um importante percentual de pacientes infectados com hepatite B, conseguindo ainda uma redução do risco de desenvolvimento de câncer no fígado.


Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Treatment of chronic hepatitis B: Evolution over two decades - Yuen MF, Lai CL. - J Gastroenterol Hepatol. 2011 Jan;26 Suppl 1:138-43. doi: 10.1111/j.1440-1746.2010.06545.x.


Carlos Varaldo

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Carta da Sociedade Brasileira Hepatologia ao MS

Bem que o governo federal tentou, chegaram até a mandar uma carta pronta, so faltava a assinatura da Sociedade Brasileira de Hepatologia... Todo este esquema foi montado para fazer o que fizeram com o tratamento de câncer, tirar um medicamento necessário para o tratamento das hepatites virais. Com a alegação de que eram medicamentos iguais, tentaram tirar do médico a dignidade de praticar o “Ato Médico”, ou seja, receitar para o paciente o remédio que acha que deve receitar. Vejam abaixo a carta do Dr Raimundo Paraná ao MS.

Prezado Dr. Ronaldo.

Conforme anteriormente conversado, exponho a posição dos Membros da Diretoria da SBH que responderam acerca da compra preferencial para um dos Interferons Peguilados em processo licitatório.

Rogo a V.Sa. que tenha uma visão mais ampla e contextualizada das manifestações dos colegas sobre o assunto. Estamos num período particularmente de expectativas na Hepatologia Brasileira pela vinda dos novos inibidores de protease cujos estudos de Fase III mostraram espetacular avanço no quesito “Cura de Hepatite C em Pacientes Difíceis de Tratar” como aqueles portadores do genótipo I.

Os Centros de Referência em Hepatologia no Brasil estão absolutamente pletóricos devido aos pacientes portadores do vírus da Hepatite C, mormente aqueles que não responderam a terapêutica Standard (Interferon Peguilado e Ribavirina). Estes pacientes abarrotam os nossos ambulatórios criando obstáculos para a entrada de novos pacientes. Assim, esses medicamentos são esperados com muita ansiedade. Por isso, qualquer situação que possa dificultar sua incorporação nas nossas políticas publicas de tratamento de alto custo nas diretrizes terapêuticas criará resistência.

Alem disso, tivemos recentemente a desastrada política de obstaculização das diretrizes terapêuticas para Hepatite B. Os responsáveis por esta política não tem a menor idéia da dimensão dos problemas que criaram para o Sistema Único de Saúde do Brasil. Infelizmente, não se dão conta do seu desserviço para com a população brasileira e, sobretudo, o descrédito que semearam nos hepatologistas deste país.

Só recentemente, este assunto foi resgatado através de uma atuação estratégica da Dra. Mariangela juntamente com a sua equipe, incluso o seu importante papel.

Ademais, os hepatologistas brasileiros estão ansiosos para que tenhamos uma política publica de saúde voltada a Hepatite C no Brasil. Isso passa muito além da terapêutica da doença, uma vez que sabemos que ao longo deste tempo, embora tenhamos melhorado na assistência terapêutica, continuamos com a desconfortável situação de diagnosticar poucos casos novos quando sabemos que no Brasil existem milhões de pacientes infectados.

Temos ainda o desconforto de uma política desigual entre a AIDS e as Hepatites Virais. Este aspecto aos poucos tem sido corrigido e esperamos que seja celeremente corrigido com a incorporação do PNHV ao Programa DST/AIDS, todavia a despeito da evolução, ainda temos um imenso hiato.

Permeia também entre os membros da Sociedade Brasileira de Hepatologia o receio da retirada da linha virológica da Indústria Farmacêutica que perder a licitação. Não pode ser desconhecido de que a Indústria Farmacêutica tem hoje importante atuação nos Programas de Educação Médica Continuada das Sociedades e Especialidades, até porque o espaço encontra-se vazio, visto que o Estado não o preenche.

Assim, há nítido receio sobre consideráveis perdas nos importantes programas de educação medica que tanto tem contribuído para a ampliação da assistência aos portadores de doenças hepáticas no SUS.

Dentro deste contexto, a imensa maioria dos Membros da Diretoria da SBH, considerara inoportuna esta discussão. Obviamente que, sendo uma política pública de saúde, terá de ser amplamente discutida sem cegas resistências ou preconceitos, todavia gostaríamos de obter mais detalhamento das informações acerca da utilização da economia de recursos no aumento do escopo de assistência aos portadores de Hepatites Virais no País, mormente na assistência básica.

Urge a necessidade de termos disponibilizados no País um teste rápido para diagnóstico do HCV nos nossos programas de saúde da família. Também nos Postos e Centros de Saúde dos Governos Estaduais. Acreditamos que sem estes recursos pouco poderemos oferecer na questão da ampliação do diagnóstico desta doença. Assim continuaremos com as tristes estatísticas que colocam a Hepatite C como responsável por mais de 50% dos nossos transplantes hepáticos, contrastando com a mudança significativa que já se observa nos países mais desenvolvidos, onde as ações de combate a Hepatite C são implementadas de forma eficaz.

Dentre os principais pontos destacados pela nossa Diretoria encontram-se:

1- Necessidade de negociar com as Indústrias Farmacêuticas no intuito de reduzir o preço do medicamento. Todos sabemos que o Interferon Peguilado tem os seus dias contados na terapêutica das Hepatites Virais. A indústria farmacêutica sabe que a partir de 2015 deveremos considerar o tratamento sem Interferon Peguilado, uma vez que os inibidores de protease de segunda geração e os inibidores de polimerase deverão ter ganhos de segurança e eficácia dispensando o uso do Interferon Peguilado. Desta forma, alguns membros da SBH acreditam que a negociação com as ambas indústrias farmacêuticas fornecedoras de Interferon Peguilado devam ser levadas a fundo nesta discussão.

2- O Brasil prepara-se para fazer estudos de não-inferioridade com a sua formulação de Interferon Peguilado de Bio-Manguinhos. Portanto, talvez não seja este o momento mais oportuno de implantar a política de aquisição majoritária de uma única formulação.

3- Os Interferons Peguilados foram testados com diferentes inibidores de protease nos seus países de origem. É possível que os inibidores de proteases sejam registrados com diferentes formulações de Interferon Peguilado e isso poderá trazer dificuldades para incorporação desses novos medicamentos nas nossas diretrizes terapêuticas ministeriais. Este aspecto causa especial preocupação junto aos hepatologistas, até porque vivemos recentemente a desconfortável situação criada pela não incorporação dos novos medicamentos para o tratamento da Hepatite B por mais de 10 anos.

4- Existem colegas que defendem a discreta superioridade de um Interferon Peguilado sobre o outro numa população especial de pacientes obesos, com alta carga viral, genótipo I. Este aspecto baseia-se em algumas publicações que mostraram a existência desta discreta diferença. Embora os expertos da Sociedade Brasileira de Hepatologia tenham votado pela inexistência de grandes diferenças entre as duas formulações, individualmente uma delas pode ser preferida neste sub-grupo de pacientes, segundo manifestação de alguns.

5- Trata-se de uma medicação de uso supervisionado. Por conta disso, em virtude de arranjos em alguns Estados, existem colegas que só tem experiência com uma das medicações.

6- Por ser um medicamento de uso supervisionado e registrado na ANVISA como restrito aos hospitais, o Interferon Peguilado tem a obrigatoriedade de cobertura da saúde suplementar segundo a Lei 8656/98.
Por conta disso, alguns membros da SBH consideram que o apoio do Ministério para que tenhamos no Brasil a incorporação do Interferon Peguilado na cobertura da saúde suplementar teria uma economia muito maior do que esta que se pretende com a compra preferencial de um dos medicamentos. Infelizmente, apesar de alguns membros da Sociedade Brasileira de Hepatologia se manifestarem sucessivamente acerca deste desproposito que só acontece no Brasil, o Ministério da Saúde nunca implementou uma ação especifica de apoio para que o Ministério Público Federal obrigue os Planos de Seguro de Saúde na cobertura deste medicamento.

Se incorporada na saúde suplementar, conforme reza a lei, temos estudos que nos apontam a possibilidade de retirada da rede de mais de 50% dos pacientes que estão em tratamento, uma vez que, no nosso sistema elitizado de assistência farmacêutica de alto custo, boa parte dos pacientes que buscam os medicamentos no SUS são oriundos de consultórios privados. Portanto, se fizéssemos cumprir a Lei 8656/98 teríamos uma estrondosa economia que poderia se reverter para resolvermos os nossos crônicos problemas de dificuldade de diagnostico e introdução da rede da imensa maioria dos portadores de Hepatite C no País.
Diante do exposto, a SBH mantém a sua proposta de estreita cooperação com o Ministério da Saúde para manter aquilo que considera o maior patrimônio social do País: o SUS.

Atenciosamente.

Raymundo Paraná
Presidente da SBH





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sábado, 8 de janeiro de 2011

Risco de contrair HIV em transfusão no Brasil é 20 vezes maior que nos EUA

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,risco-de-contrair-hiv-em-transfusao-no-brasil-e-20-vezes-maior-que-nos-eua,663416,0.htm

Novo código de processo civil e o acesso à saúde

Apesar de a Constituição Federal garantir o acesso universal à saúde, no direito processual repousa a esperança do cumprimento efetivo do preceito constitucional. Isso porque hoje, no Brasil, ocorre o fenômeno da judicialização da saúde, ou seja, o cidadão consegue amparo e dignidade mediante a propositura de ações judiciais.
No Estado de São Paulo, os números assustam. Em recente matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, o então governador José Serra disse que "há uma indústria de ações judiciais" e chamou a operação de "ponta de um barbante de um nó que precisa ser desatado". Em 2009 a secretaria afirma ter investido R$ 1,3 bilhão em remédios, cerca de R$ 400 milhões para cumprir medidas judiciais.
Enquanto as ações judiciais estavam garantindo o cumprimento do texto constitucional, a situação estava sob controle. Pelo menos os que procuravam a Justiça tinham a dignidade garantida. Todavia, estamos experimentando um período dramático, pois nem as decisões judiciais estão merecendo respeito dos governantes. Coincidentemente, a escassez de medicamentos e vagas em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) se agravou nesta época de campanha eleitoral.
Advogar para doentes e enfrentar situações como essa gera uma condição de impotência arrebatadora. Presenciar e acompanhar o agravamento da saúde dessas pessoas causa revolta e indignação.
O novo Código de Processo Civil (CPC) traz esperança aos doentes e aos advogados da saúde. Um dos preceitos no código são celeridade e segurança jurídica. O projeto pretende introduzir, no sistema processual, mecanismos com vistas a garantir celeridade e segurança na prestação jurisdicional, atribuindo efetividade às decisões, ou seja, pretende garantir que a ordem do juiz realmente surtirá efeito.
Mudanças importantes foram propostas para que as decisões sejam cumpridas com agilidade. Também há previsão de corte significativo dos recursos, serão excluídos do novo código, por exemplo, os Embargos Infringentes e o Agravo Retido. No entanto, deve-se prestar atenção à necessária busca por uma Justiça mais rápida e eficiente, que não poderá violar o exercício das garantias e dos princípios constitucionais, como a ampla defesa e o contraditório, igualmente importantes para os operadores do direito e para os jurisdicionados.
Conforme a proposta, a unificação dos prazos processuais - seja para interposição de recursos, seja para defesas - passará para 15 dias. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sugeriu a estipulação de prazos para os juízes, cujo cumprimento seria requisito para futura promoção destes, o que privilegiaria os magistrados comprometidos com a adequada prestação jurisdicional.
Esses são apenas alguns pontos importantes trazidos pelo anteprojeto do Código de Processo Civil. Já é possível concluir que a discussão em torno de um novo CPC é, de fato, um marco importante para o judiciário brasileiro, porquanto a morosidade judicial constitui um dos principais motivos para a sensação de impunidade sentida por toda a população. O novo código vem com a promessa de otimizar a realização da justiça. Dessa maneira, esperamos que promova a justiça atemporal e apolítica, garantindo o efetivo acesso à saúde e o cumprimento ao princípio da dignidade da pessoa humana.

* Renata Vilhena Silva é sócia-fundadora do Vilhena Silva Advogados, especializado em Direito à Saúde, e autora da publicação "Planos de Saúde: Questões atuais no Tribunal de Justiça de São Paulo".

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vários lotes de vacinas contra hepatite B devem ir para o lixo

Vários lotes de vacinas DST-hepatite B devem ir para o lixo porque o prazo de validade acaba em fevereiro. Não foram aplicadas e estão se perdendo nos postos de saúde de Fortaleza, por falta de campanhas de divulgação.
A denúncia é feita por Agrimeire Leite, presidente do Grupo ABC Vida, de apoio ao portador de hapatite. Em entrevista nesta manhã de quinta-feira ao programa Grande Jornal, da rádio O POVO/CBN, Agrimeire lamentou a situação, observando que, mesmo que haja campanhas agora, dificilmente os lotes serão aproveitados.
A vacinação é gratuita e na rede particular uma dose custa R$ 35,00.
No Ceará, 78% da população de 11 a 19 anos de idade não tomou a vacina. É o pior perfil do Brasil.
A DST/Hepatite B é a única DST que tem vacina gratuita. Uma vacina que previne o câncer de fígado causado pelo vírus B. 2ª causa de indicação ao transplante de fígado. Não tem cura. É 100 x mais fácil pegar que o HIV/Aids. Existem 2 milhões de brasileiros contaminados e a maioria não sabe. É uma doença silenciosa, sem sintomas por até 20 anos. É necessário tomar três doses para ficar imunizado. Vacina eficaz e sem contra indicação.

Categoria(s): Ceará, Cidades, Saúde por Eliomar de Lima

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Médicos particulares já podem tratar as hepatites B e C

O Senhor Secretário da Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Sergio Cortes, atendendo reivindicação dos pacientes na reunião realizada no dia 29 de novembro no Palácio Guanabara com a presença de todas as gerencias da SES, autorizou que médicos particulares do Estado do Rio de Janeiro possam prescrever os medicamentos necessários ao tratamento das hepatites B e C, inclusive os médicos particulares que ainda não possuem cadastro no CNES.
Para tal devem preencher corretamente a LME, anexar todos os exames e documentos solicitados seguindo rigorosamente o estipulado pelos Protocolos do SUS para tratamento das hepatites.
O paciente deve levar toda a documentação e dar entrada no protocolo da farmácia do estado, situada na Praça Onze junto à estação do Metrô.
A resolução, de número “CI SESDEC/OP/SAS nº 032/2010” assinada pela Dra. Hellen Harumi Miyamoto, responsável pela Subsecretária de Assistência em Saúde foi assinada no dia 21 de dezembro sendo endereçada a Superintendente de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, Dra. Carolina Lazzarotto Silva, responsável pela farmácia do estado.
Representando a sociedade civil que lutam pelas hepatites estiveram presentes na reunião como Dr. Sergio Cortes o Grupo Otimismo, o Grupo Genesis de Niterói e o Grupo Hepatocerto de Petrópolis.
Em nome de todos os infectados com as hepatites do estado do Rio de Janeiro, agradecemos a todos os funcionários da Secretaria Estadual da Saúde por este excelente presente de Natal e desejamos um excelente ano de 2011.


Carlos Varaldo

hepato@hepato.com
www.hepato.com

sábado, 11 de dezembro de 2010

Portador de cirrose será indenizado por demissão após retorno de licença médica

Apesar de a doença estar controlada, o trabalhador foi vítima de discriminação e ato abusivo, praticado pela Empresa Brasileira de Telecomunicações S.A. (Embratel), porque, ao dispensá-lo, a empregadora estava ciente da doença grave de que ele era portador, violando, assim, o direito constitucional à saúde.

Recursos da empresa contra a sentença que a condenou ao pagamento de indenização por danos morais foram negados pela instância regional e agora pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho.

A história desse trabalhador tem início em 2001, quando, após diversos exames médicos, descobriu que tinha contraído hepatite C. Admitido pela Embratel em 18/06/1984, ele foi afastado de suas atividades em 15/12/2001, quando foi deferido, pelo INSS, o benefício do auxílio-doença, suspenso em 19/06/2002. Apesar do tratamento, a taxa viral cresceu muito e novo auxílio-doença lhe foi concedido, de 02/11/2004 a 07/04/2005, sendo submetido a novo tratamento.

Nessa época, a taxa viral foi reduzida a zero. Em consulta no INSS, o médico concluiu que, na fase em que se encontrava a doença, o trabalhador estava apto a retornar às suas atividades, o que ocorreu em 08/04/2005. Vinte e cinco dias depois, veio a demissão sem justa causa. No termo de rescisão ele ressalvou ser portador de cirrose crônica, como sequela de hepatite C.

Para o trabalhador, a dispensa foi causa de humilhação, desequilíbrio emocional e psíquico. Na ação em que pediu a reintegração e indenização por danos morais, foram anexados receituários e declarações médicas que demonstram que, após a dispensa, ele apresentou problemas psicológicos.

No entanto, segundo a Embratel, a empresa não intencionava atingir a honra, a dignidade ou a imagem do autor. Apenas o dispensou porque entendeu que poderia fazê-lo, pois não havia qualquer garantia de emprego. Alegou que não praticou nenhum ato discriminatório e não foi a doença a causa da dispensa do empregado, porque, mesmo após ter sido comprovado que ele tinha contraído o vírus da hepatite C, ainda assim, continuou a trabalhar na empresa por longo tempo.

Ao examinar o caso, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) destacou que o autor foi vítima, por parte da empresa, de ato abusivo que lhe causou sofrimento, "violando bens não passíveis de mensuração econômica, mas tutelados por lei, conforme o artigo 50, incisos V e X, da Constituição Federal".

Nesse sentido, o Regional entendeu que, ao dispensar o trabalhador, mesmo com a doença controlada, a empresa violou o direito constitucional à saúde e impediu-o de ingressar com novo pedido de auxílio-doença, se seu estado se agravasse, ou, até mesmo de requerer a aposentadoria, se fosse o caso. Além disso, o TRT/RJ concluiu ter havido discriminação e ofensa ao direito fundamental da dignidade da pessoa humana, consagrado no artigo 1º, III, da Constituição, porque a empresa dispensou o empregado tendo ciência da doença dele.

A Embratel recorreu ao TST alegando que, no momento da sua dispensa, o empregado encontrava-se apto para o trabalho, não sendo portador de nenhuma estabilidade. Porém, para o relator do recurso de revista, ministro Mauricio Godinho Delgado, ficou demonstrada, com base no que consta no acórdão regional, a dispensa discriminatória do trabalhador, "tendo em vista a gravidade da doença que o acometeu" - hepatite C, seguida de cirrose crônica.

O relator destacou que, "embora, em princípio, estivesse controlada a doença e o autor não se encontrasse, no momento da ruptura do pacto, afastado previdenciariamente, o fato é que se tratava de trabalhador cronicamente debilitado, em razão de moléstia grave, sendo que a mantença da atividade laborativa e consequente afirmação social, em certos casos, é parte integrante do próprio tratamento médico".

A Sexta Turma acompanhou o voto do ministro Godinho Delgado e negou provimento ao agravo de instrumento. A Embratel não recorreu da decisão.

(AIRR - 165140-46.2006.5.01.0027)

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho, por Lourdes Tavares, 03.12.2010
Com a colaboração de Paulo Carvalho

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Grupo Amarantes - Participação de Cursos para ONG's





O Grupo Amarantes participou da capacitação para ONG’s pelo NAPEC. O curso foi direcionado a Empresas do 3º Setor (ONG’s), e a finalidade era ensinar aos Coordenadores de ONG’s como desenvolver projetos, e acessar o Portal de Convênios do Governo Federal. Nossos agradecimentos a Angelita Rangel - Coordenadora do Curso e do NAPEC, e Alexandre Rangel articulador do curso e um grande professor na área de elaboração e execução de projetos e a todos colegas também que de uma forma ou de outra contribuiram para agregarmos valores, conhecimentos e novas amizades. Façam uma visita ao site do NAPEC http://napec.org.br

Claudio Costa
Grupo Amarantes

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MARINHO CHAGAS: MAIS UM CRAQUE VITIMADO PELA HEPATITE C

http://200.188.178.144/ver_noticia/57164/

CAI O MITO DA MORTALIDADE EM AIDS




Contrastando com números oficiais, somos cada vez mais soropositivos vitimados por causas não incluídas nesse balanço, tais como infartos

Algo está errado na mortalidade em Aids no Brasil. Contrastando com os números oficiais, somos cada vez mais soropositivos vitimados por causas não incluídas nesse balanço, que vão desde infartos até cânceres. Gritamos isso há anos por meio de manifestações, de cobranças em espaços de articulação e de nossa voz sempre perdida no mundo tecnocrático.
Recentes estudos demonstram que a percepção das pessoas vivendo com HIV antecede a epidemiologia. E que a integralidade do SUS ainda é um sonho distante, pois muitas vezes somos tratados como um punhado de vírus, e não um complexo conjunto de valores, sentimentos e necessidades.
Enfim, vai-se o mito da queda da mortalidade em Aids. E agora?
Quando o coquetel apareceu, em 1996, respiramos aliviados: o pesadelo havia se transformado em um sonho de perspectivas. Voltamos a esperar da vida o melhor. Não durou muito, e a realidade bateu literalmente à nossa cara com a violência da lipodistrofia, efeito colateral de nova geração.
Desde então, começamos a questionar a situação, e a resposta era sempre a mesma: "Falar em efeito colateral prejudica o tratamento". Aí nossos ossos começaram a apodrecer; pâncreas e corações, a dar sinais de exaustão; e nosso corpo começou a se voltar contra nós mesmos por cânceres em circunstâncias inéditas.
Estávamos novamente com medo, e nem assim tivemos um olhar mais cuidadoso para nossos gritos. O pesadelo havia retornado.
Agora, um estudo da UFRJ e outro apresentado em Viena comprovam que estamos morrendo mais de outros fatores do que de Aids.
O número de óbitos por problemas no coração, rins, diabetes e cânceres subiu 8% ao ano entre pessoas com HIV e menos de 3% entre soronegativos. Com relação aos problemas cardíacos, são 8% contra só 0,3%.
Em outras palavras, cai por terra o simplismo de que estaríamos apenas envelhecendo.
Sim, nossos espelhos e prontuários já sabem disso há tempos, mas estamos envelhecendo mais rapidamente.
E o que confere características de pesadelo a essa realidade é que o SUS não está preparado para atender à integralidade exigida. Se 33% são identificados como pacientes sob alto risco de acidentes cardiovasculares, 66% não estão tratando seus fatores.
"Estamos começando a conhecer os efeitos do vírus e dos remédios a longo prazo. Agora, precisamos nos adaptar a isso." O que o infectologista dr. Esper Kallas, da USP, revela é a situação que atravessamos há muito tempo, negligenciada tanto pelo governo como pela sociedade civil, que poderia ter feito muito mais sobre o assunto.
Se o Brasil replica os dados do hospital da UFRJ, onde as mortes por outras complicações superam as por Aids, seriam mais de 11 mil mortes anuais não contabilizadas.
Como reagiremos a esses novos dados? Quantas mortes serão necessárias para acordar o mundo para a verdadeira realidade das pessoas com HIV? Porque estamos fartos da falsa realidade. Cansamos de ver nossos amigos e amigas morrendo na invisibilidade.
Com a palavra, a estratégia brasileira de luta contra a Aids.

LUIZ ALBERTO SIMÕES VOLPE, o Beto Volpe, ex-representante do Brasil na Rede Latino-Americana de Pessoas com HIV/Aids, é fundador e consultor da ONG Hipupiara, que atua na prevenção e apoio aos portadores de HIV/Aids.


Nosso fraterno abraço ao grande amigo, guerreiro e parceiro Beto Volpe.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ENFRENTAMENTO DAS HEPATITES EM RETROCESSO




Conforme ficou decidido pelas ONGs adiante relacionadas, na Plenária do IX ENCONTRO NACIONAL DE ONGS DE HEPATITES VIRAIS, realizada em Brasília em 24 de novembro de 2010, segue abaixo “MOÇÃO DE ALERTA” que será encaminhada à Presidente da República Eleita e à sua equipe de transição.

Aproveitamos para solicitar manifestação de apoio de todos os atores envolvidos com a causa, que entendem que as Hepatites Virais, mediante suas especificidades, necessita de ações pragmáticas e orçamentárias, alinhadas à estrutura do Governo Federal, mas com gestão autônoma, específica e forte, à altura do desafio que a enfermidade apresenta, e que não pode correr o risco da interlocução
ser diluída e desqualificada em meio ao recém criado Departamento de DST/ADS/Hepatites Virais

IX ENCONTRO NACIONAL DE ONGS DE HEPATITES VIRAIS
IX ENONG
Brasília 2010

Brasília, 24 de novembro de 2010

“MOÇÃO DE ALERTA – HEPATITES VIRAIS”

As doenças que acometem o fígado em conseqüência das Hepatites B e C (especialmente pelo vírus C ou HCV), são causas crescentes e silenciosas de mortalidade no Brasil.
Dados da FIOCRUZ (Projeto Carga de Doença), do Ministério da Saúde (Relatórios de Mortalidade) e a produção SUS (dados de transplante de fígado – cuja principal indicação é a
hepatite C – entre outros) comprovam esse fato. Ainda que pese toda a falta de Notificação (prevista por Lei) e dados confiáveis ou absolutos.

É ponto pacífico para a Comunidade Científica e em países com perfil endêmico da Hepatite C semelhante ao do Brasil, onde as informações em saúde são mais confiáveis, que as doenças
hepáticas crônicas são causas numéricas e significativas do crescente número de óbitos.

Reforçando o aqui exposto, não foi sem razão que a Sociedade Americana para Estudo do Fígado (reconhecida pela sigla AASLD) teve como mote de sua principal sessão, no mais recente
congresso, a Aula do Presidente, com tema: “A EPIDEMIA OCULTA”.

Saindo da frieza dos números, em nosso dia a dia quem não conhece algum portador de Hepatite C?

Quem não testemunhou o drama dos que necessitavam e/ou dos que necessitam um transplante hepático e/ou dos que padecem de cirrose ou câncer de fígado?
Faces visíveis dessa horrenda e silenciosa doença!

Ressaltamos, Senhora Presidente eleita que, na contramão da história, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outros países, a exemplo da França, onde está sendo instituída uma Unidade Específica para Hepatites Virais, nosso País está caminhando para trás, haja vista que o Ministério da Saúde do Brasil está extinguindo o Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV), agora integrado ao Departamento Nacional de DST/AIDS. Destacamos aqui, o fato de que a
Epidemia da AIDS é 7 (sete) vezes menor que a das Hepatites Virais.

Tal incongruência nos espanta, pois, com tantos problemas não resolvidos e na iminência do início da complexa “Era da Terapia Antiviral Direta contra a Hepatite C” (um “coquetel” contra o vírus HCV), testemunhamos tais equívocos.

A Portaria nº. 2.080 que criou o PNHV, simplesmente deixa de existir...

A Lei nº.11.255/05, que obriga a existência de ações pragmáticas e orçamentárias, além de definir as competências de cada nível assistencial, detalhando as ações a cargo de cada um, de forma a otimizar os serviços disponíveis em todo o território nacional, é descumprida.

Enfim, a interlocução é diluída e desqualificada em meio ao Departamento DST/Aids/Hepatites Virais.

Certamente não é isso que entendemos como gestão adequada para o enfrentamento dessa grave situação!

A gestão das Hepatites Virais merece alguém com perfil técnico, equipe dedicada e apoio administrativo para uma atuação, acima de tudo, COMPETENTE E RESOLUTIVA.

Prevenção, sim! Diagnose, sim!

Mas, antes disto: assistência!

O SUS é uma ferramenta ímpar e que
respeitamos.

Porém, mantendo-se a questão das Hepatites Virais no Brasil acéfala, milhares de seus cidadãos sentirão na pele - pela dor, pelo sofrimento, pelo dispêndio e desperdício de recursos - as conseqüências deste retrocesso.

Estas são algumas das razões de enviarmos a presente exposição à Vossa Excelência e sua Equipe de Transição, além da ampla divulgação às Sociedades e a nossos líderes científicos.

Requisitamos para a Gestão das Hepatites Virais em nosso país, uma coordenação: autônoma, forte e à altura dos desafios que temos pela frente, alinhada a Estrutura do Governo.

Ainda, manifestamos apoio à luta coletiva dos povos indígenas do Vale do Javari, extremo oeste do Amazonas, que possui alto grau de contaminação pela hepatite B e Delta, causando
várias mortes desde o ano de 2005. Que sejam incluídos nos Programas de Prevenção e Tratamento das Hepatites Virais, considerando urgente o tratamento dos povos infectados.

Nosso alerta e pedido está em conformidade com o discurso do um perfil técnico da futura Equipe de Gestão do nosso país, com o qual nos aliaremos.

Respeitosa e atentamente nos despedimos na expectativa do atendimento de nossas solicitações.

Adauto Vieira Almeida
Pro Vidas ES
Alessandra Rosa GomesAmhec RS
Alvaro RossiGirassol RS
Andreia Teixeira SoaresTranspatica SP
Anna Maria GomesGrupo Hercules HV SC
Antonia Cristiane RodriguesGaphi MA
Arnaldo BeckForça e Vida RS
Bartolomeu Luis de AquinoAPHEM RN
Benedito Ferreira de AlmeidaAPAF PA
Carlos Norberto VaraldoGrupo Otimismo RJ
Carlos Roberto CabralONG Profigado RJ
Claudia Boeira da SilvaGADA SC SC
Claudio da Silva Costa Grupo Amarantes RJ
Dafylla Keli OliveiraVenCer MA
Derval MagalhãesVontade de Viver SP
Eliesio Marubo da Silva VargasMov. Politico Vale do Javari AM
Ellen NeivaUnaC MA
Emilia Pereira de BarrosNAPHC RS
Epaminondas CamposGrupo C DF
Faustina Amorim SilvaAracvida SP
Feliciana L Castelo BrancoGrupo C RS
Fernando Cezar P. dos SantosGrupo Hercules TX SC
Flavia Marini ParoVitoria para Vida ES
Francisca Agrimeire LeiteGrupo ABC Vida CE
Francisco MartuciC Tem Q Saber SP
Francisco Neto de AssisADOTE RS
Heitor Andrade M FilhoAphac AC
Hilson Santos CordeiroVontade de Viver BA
Jeová Pessin FragosoGrupo Esperança SP
Jorge Cristovão GreveGrupo Revendo a Vida SP
Jorge Luis Kramer Borgesastraf RS
Jose Almir Amaral do RegoAPHECN RN
José Eudes BrasilAPHRO RO
José Silvio CamposC Tem Q Saber SP
José Wilter IbiapinaAcephet CE
Julio Cesar Figueredo CaetanoGADA SP
Jussara de Fatima S MoraisSalvHe SC
Kicia Maria Rodrigues do ÓGrupo Hepatocerto RJ
Lais Moreira Beltrão CoutinhoNaphe PE
Leonardo WeissmannGaphor SP
Luis Carlos Porcelli PazGaphe Bagé RS
Luis de Souza e SilvaNAADVH RJ
Luiz VolpeHipupiara SP
Marcia Olegário dos SantosVia Vida Pró doações e Transplantes RS
Margarida da Silva de OliveiraDohe Fígado RJ
Maria Candida Gouveia PitaGrupo Genesis RJ
Maria Clarisse P. de SáConfiantes no Futuro PB
Maria Helena MacedoSES/BA BA
Maria Lucia Kruel ElbernVia Vida Pró doações e Transplantes RS
Micheline WoolfUnidos Venceremos SP
Monica MoraisSES/AC AC
Nadia Elizabeth C BarbosaHepaChê Vida RS
Neide Barros da SilvaAss.Pac.Hep.Mossoró/RN RN
Odemir Batista da SilvaHepatos Guaruja SP
Otacilio Waner da SilvaGaphe GO
Paulo CarvalhoAIGA RJ
Regina LancelottiRNP+HV SP
Ricardo BritoSES/PA PA
Ricardo WaldmanAphoc RS
Romulo José Valença CorreaMBHV BA
Ronaldo Costa AraujoTransplantes Amigos RJ
Rosangela EleresUnaC MA
Rosilda NazaréGrupo VenCer MA
Sandoval Ignacio P. da SilvaAphecpar PR
Sandra Maria ScherpinskiSalvHe SC
Sonia Maria GeraldesSES/DF DF
Tuanny LancelottiHCVida SP
Ubirajara Silva MartinsDireito de Viver SP
Vandivel Gaudino BezerraNucleo Confiantes no Futuro PB
Willian F. AmaralRNP+HV RJ SC

Claudio Costa
Grupo Amarantes

sábado, 13 de novembro de 2010

Novas evidencias sobre os efeitos do café na doença hepática

Duas apresentações no AASLD 2010 associam o café a um aumento na possibilidade de sucesso no tratamento da hepatite C e a uma menor velocidade na progressão dos danos no fígado.
Uma analise dos dados do ensaio clínico HALT-C, realizado em 885 pacientes com elevado dano hepático em retratamento com interferon peguilado Pegasys, analisou a possibilidade de cura levantando hábitos de consumo de café dos pacientes durante os 12 meses anteriores ao tratamento.
Foi encontrado que 133 pacientes não bebiam café diariamente, que 253 ingeriam uma xícara por dia ou menos, que 367 ingeriam diariamente entre 1 e 3 xícaras de café e, que 132 bebiam 3 ou mais xícaras por dia.
O objetivo dos pesquisadores era avaliar a redução da carga viral em no mínimo 2 LOG na semana 12 do tratamento e a resposta sustentada, isto é, os que resultaram realmente curados com o retratamento.
Na semana 12 do tratamento a redução de 2 LOG ou mais foi observada em 45,7% dos pacientes que não bebiam café, em 44,7% dos que bebiam menos de 1 xícara por dia, em 57,1% entre os que bebiam entre 1 e 3 xícaras por dia e, em 72,7% dos que bebiam 3 ou mais xícaras de café por dia.
A cura da hepatite C (resposta sustentada seis meses após o final do tratamento) aconteceu em 11,3% dos pacientes que não bebiam café, em 12,7% dos que bebiam menos de 1 xícara por dia, em 20,7% dos que bebiam entre 1 e 3 xícaras por dia e, em 25,8% dos que bebiam 3 ou mais xícaras por dia.
É necessário atentar que o percentual de curados é pequeno porque os 885 pacientes eram infectados com o genótipo 1, não respondedores a um tratamento anterior e com fibrose elevada ou cirrose, ou seja, um dos grupos mais difíceis de responder a um retratamento.
Outro estudo avaliou o efeito do café em pacientes com esteatose (gordura no fígado), pacientes que não eram alcoólatras ou infectados com qualquer hepatite. Pacientes que são conhecidos como afetados pela esteato hepatite não alcoólica.
Os pacientes não apresentavam sintomas e foram diagnosticados ao realizar um ultrassom. Realizada uma biopsia do fígado foi encontrado que 89 pacientes apresentavam esteatose simples, que 31 pacientes apresentavam esteato hepatite não alcoólica com fibrose leve (F0 e F1) e, que 9 pacientes apresentavam esteato hepatite não alcoólica com fibrose elevada ou cirrose (F2 - F4).
Os pesquisadores encontraram que os pacientes que apresentavam menos fibrose bebiam uma quantidade maior de café que aqueles que apresentavam graus de fibrose elevada. Os pacientes com esteatose simples ou com esteato hepatite não alcoólica com fibrose leve (F0 e F1) consumiam uma media de 413 mg de cafeína (cinco xicaras de café forte) por dia, em comparação com os pacientes com esteato hepatite não alcoólica com fibrose elevada (F2 - F3 - F4) que bebiam 189 mg de cafeína (duas xicaras de café forte) por dia.
Definitivamente pode se acreditar que existem evidencias que comprovam que o consumo "moderado" de cafeína e/ou café poderia ser um complemento auxiliar no tratamento da esteatose (gordura no fígado) e poderia aumentar a possibilidade de cura com o tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina, mas cuidado, pois existem pacientes intolerantes ao café e, ainda, tomar café em excesso poderá causar problemas estomacais e digestivos, alem de deixar o individuo com insônia.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
- AASLD 2010 - Abstract 224 - COFFEE IS ASSOCIATED WITH VIROLOGIC RESPONSE IN CHRONIC HEPATITIS C (CHC): FINDINGS FROM THE HEPATITIS C LONG-TERM TREATMENT AGAINST CIRRHOSIS TRIAL (HALT-C) - Neal D. Freedman, Teresa M. Curto, Karen Lindsay, Elizabeth C. Wright, Rashmi Sinha, James E. Everhart5.
- AASLD 2010 - Abstract 627 - ASSOCIATION OF COFFEE CONSUMPTION WITH FATTY LIVER DISEASE, NASH, AND DEGREE OFHEPATIC FIBROSIS - Jeffrey W. Molloy, Christopher J. Calcagno, Christopher D. Williams, Stephen A. Harrison.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Palestra na Fraternidade Rosa Cruz




No dia 01/11/2010, tivemos a oportunidade de realizar uma palestra na Fraternidade Rosa Cruz. Demos informações sobre a doença e tiramos dúvidas.
Claudio Costa
Grupo Amarantes