segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As ONGS advertem o Governo Panisset mata

Companheiros,
Segue abaixo a moção de repúdio à Prefeitura de São Gonçalo, com base no parecer do Ministério Público Estadual para conhecimento e providências das esferas competentes.

Josimar Pereira da Costa
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ Núcleo RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói

MOÇAO DE REPÚDIO À PREFEITURA DE SÃO GONÇALO

Considerando o parecer do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Saúde da Região Metropolitana II (São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá), com base nas denuncias e comprovação da comissão judicial que constatou todas às demandas de não cumprimento do preconizado na qualidade, respeito à dignidade da pessoa humana e direitos humanos, no atendimento às pessoas com HIV/Aids e Hepatites Virais, no Município de São Gonçalo – RJ,REPUDIAMOS o Governo Municipal e Secretaria Municipal de Saúde, conforme descrição do parecer do processo nº 2005.004.0787725-3, abaixo:
- Ausência de médicos infectologista no Hospital Municipal Luiz Palmier, bem como de uma equipe de auxiliares compatível na área física que foi destinada para atender a demanda, corretamente climatizada e instalada, com equipamentos diversos, necessários ao bom atendimento e na garantia da qualidade do serviço, com recursos do Plano de Incentivo da Aids, e não está em funcionamento desde a sua inauguração a dois anos, que no momento está sendo utilizada como depósito de equipamentos e sala de preparo de material para esterilização, tendo desviado todo o equipamento que ali existia;
- Não promover a separação de leitos específicos e cadastrados para pacientes soropositivos internados no hospital, para pacientes do sexo masculino e feminino, necessários ao atendimento da demanda, que foram redirecionados para outros setores do Hospital Luiz Palmier;
- Falta de regularização dos exames de triagem ELISA anti HIV no PAM-Neves, devendo o Centro de Testagem Anônima recolher os exames necessários a cada semana, e coleta de exames de acompanhamento (CD4A e carga viral para HIV);
- Falta de lotação de mais médicos infectologistas no PAM-Neves, além dos já existentes para agilizar a consulta e reconsulta;

- A não instalação do exame pré-natal na unidade PAM-Neves, bem como o serviço de ginecologia e obstetrícia, como médico especializado;
- Desmantelamento do atendimento individualizado, preconizado pelo Departamento Nacional de Hepatites Virais, DST e Aids do Ministério da Saúde;
- Ausência de médico na Coordenação no programa de Aids do Município, a existência de tão somente 06 médicos infectologistas em atendimento exclusivo ao Programa Municipal no PAM-Neves, dois médicos pediatras e dois médicos gineco-obstetras, para atender uma população de 1.100.000.00, segundo dados do IBGE, com um número de casos de HIV/Aids, notificados de aproximadamente 18.000 casos, que vem levando as pessoas aguardarem atendimento, para investigação/internação hospital, numa média de 100 pessoas, o que denota grave deficiência do serviço prestado em toda rede (municipal e/ou referenciada), gerando uma sobrecarga no atendimento do único serviço;
- A necessidade de encaminhamento dos pacientes para outros municípios, como para o Hospital da Ordem Terceira da Previdência no município do Rio de Janeiro, e Hospital Ary Parreiras no município de Niterói;
- A dificuldade de deslocamento dos munícipes gonçalenses aos centros de atendimento referenciados fora do território municipal, em virtude do perfil sócio econômico das pessoas atendidas no PAM-Neves, gerando a obrigatoriedade de deslocamento e dificuldade da garantia da gratuidade nos transportes público municipal e intermunicipal, para garantia de adesão ao tratamento;
- O CTA (Centro de Testagem Anônima) está em funcionamento, sendo captados cerca de 5 (cinco) pacientes por dia, sem a devida atenção e  encaminhamentos e procedimentos cabíveis;
- Falta de outro Posto de Saúde com especialidade específica para o tratamento dos pacientes portadores de Hepatites Virais, DST/Aids, no município de São Gonçalo;
- Vale destacar que o Município de São Gonçalo já vem recebendo incentivos financeiros para cumprir as medidas acima mencionadas, no montante de R$ 3.709.471,43 (três milhões, setecentos e nove mil, quatrocentos e setenta e um reais e quarenta e três centavos) pelo Plano de Ação e Metas, do Ministério da Saúde – Departamento de Hepatites Virais, DST e Aids, e não os aplica.
São Gonçalo, RJ, 04 de outubro de 2012.
CAAAids (Centro de Atenção e Atendimento á  Aids) - Flavia Fabiana da Silva
E-mail: caaaids@gmail.com
Pastoral da Aids de Alcantara - Patrícia Narcizo - E-mail:patricia.narcizo@hotmail.com

Josué Mitidieri - E-mail: josh.mit@ig.com.br
Ponto Focal RNP+ São Gonçalo
Representante da Ação Civil Pública acima
Ativista vivendo com HIV/Aids

Josimar Pereira da Costa - E-mail: josimarpercost@hotmail.com
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói

José Rivanildo da Silva - E-mail: jr_fasb@yahoo.com.br
Usuário do serviço PAM-Neves

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A vitamina B12 melhora a possibilidade de cura da hepatite C


A última edição da revista "GUT" publica interessante pesquisa mostrando que a suplementação de vitamina B12 durante o tratamento da hepatite C resulta em um aumento de 34% na possibilidade de cura.
Devemos ressaltar que a pesquisa é experimental e que não teve um grupo controle tratado com placebo, mas pela significância que a mesma pode ter no resultado do tratamento merece ser divulgada e comentada.

Já era conhecido que "in vitro" a vitamina B12 atua como um inibidor natural de replicação do vírus da hepatite C, motivo que levou os pesquisadores a experimentar o seu efeito se fosse administrada durante o tratamento com interferon peguilado e ribavirina. O fígado é o órgão principal onde a vitamina B12 fica armazenada, mas a capacidade de armazenamento é prejudicada por doenças que afetam diretamente o fígado.

Foram incluídos 94 pacientes, divididos em dois grupos. Um grupo recebeu o tratamento padrão de interferon peguilado e ribavirina e o outro grupo interferon peguilado, ribavirina e 5.000 ug de vitamina B12 intramuscular a cada 4 semanas. O tratamento do genótipo 1 foi realizado em ambos grupos em 48 semanas e no caso dos genótipos 2 e 3 durante 24 semanas.

Todos os pacientes realizavam carga viral na semana 4, 12, 24, 48 e após 24 semanas do tratamento para se conhecer a resposta sustentada.
Não foram encontradas diferenças significativamente estatísticas na carga viral da semana 4 do tratamento, mas houve diferenças nas demais semanas do tratamento e na resposta sustentada.
Na semana 24 após o tratamento a resposta sustentada (cura da hepatite C) foi 34% maior no grupo que recebeu a suplementação da vitamina B 12 que no grupo tratado da forma padrão com interferon peguilado e ribavirina somente. O efeito se mostrou maior no genótipo 1 e nos pacientes que no inicio do tratamento apresentavam carga viral elevada.

Os autores concluem que até que novos critérios de tratamento sejam estabelecidos para a nova geração de medicamentos que estarão disponíveis, o tratamento padrão com interferon peguilado e ribavirina acrescentado da vitamina B12 é uma alternativa segura, especialmente para os infectados com o genótipo 1 a alta carga viral.

MEU COMENTÁRIO

Tal qual acontece com a vitamina D, a vitamina B12 pode se tornar uma opção de suplementação do tratamento atual objetivando uma maior possibilidade de sucesso. Por se tratar de vitaminas de baixo custo e reconhecidamente seguras na sua utilização, deve ser considerada como uma estratégia interessante quando por insuficiência de recursos econômicos ou por contra-indicações clínicas, os inibidores de proteases não podem ser utilizados.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Vitamin B12 supplementation improves rates of sustained viral response in patients chronically infected with hepatitis C virus. Rocco A, Compare D, Coccoli P, et al. Gut doi: 10.1136/gutjnl-2012- 302344

Agência de Notícias
das  Hepatites

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Hepatite C em números - Qual é o verdadeiro?

Os números oficiais de casos de hepatite C, notificados e confirmados, que se encontram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net - do Ministério da Saúde são três vezes superiores aos divulgados, também de forma oficial, no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais. Quem esta divulgando o número correto de casos de hepatite C?

Conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais divulgado em 25 de julho de 2012, o total de Casos de Hepatite C notificados entre os anos de 1999 e 2010 totalizam 82.041 casos. Nesse Boletim Epidemiológico é informado na página 12 que esses são os casos confirmados, especificando que são aqueles que apresentaram resultados anti-HCV e HCV-RNA reagentes, entre 1999 e 2010.

Já o total de casos de hepatite C confirmados pelo SINAN entre os anos de 2001 e 2010 foi de 241.972 casos, especificando que são casos confirmados por apresentar resultados anti-HCV reagente, não sendo exigida a realização do HCV-RNA. O SINAN informa os seguintes casos confirmados a cada ano:

2001 - 5.133
2002 - 6.257
2003 - 8.951
2004 - 14.463
2005 - 16.657
2006 - 16.725
2007 - 41.992
2008 - 43.344
2009 - 47.482
2010 - 40.668
Total: 241.972

Aparentemente não existe qualquer explicação para a diferença de 160.000 casos de hepatite C entre os dados do SINAN e os da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais, ambos departamentos do Ministério da Saúde.

Para abrir a discussão pergunto se é necessário que todos os indivíduos com resultado anti-HCV reagente tenham que realizar o HCV-RNA para serem considerados como infectados com hepatite C e assim serem incluídos no Boletim Epidemiológico? A exigência dessa confirmação não está ocultando o real número de infectados diagnosticados?

É amplamente conhecido e aceito pela comunidade científica internacional que aproximadamente 85% dos indivíduos com resultado anti-HCV estão cronicamente infectados com hepatite C, portanto o HCV-RNA será reagente. Assim, 85% dos 241.972 casos anti-HCV deveriam ser confirmados se todos tivessem realizado o HCV-RNA e, então o número de infectados que deveria constar no Boletim Epidemiológico seria de aproximadamente 200.000 casos e não, como colocado erradamente de tão somente 83.041 casos.

Se o objetivo do número constante no Boletim Epidemiológico é demonstrar que os infectados diagnosticados recebem tratamento no SUS o número informado é perfeito para tal finalidade, pois por ele se mostra que praticamente todos os infectados recebem tratamento no SUS, mas pelo número real de casos reagentes mostrado pelo SINAN a equação fica diferente, pois somente 30% dos diagnosticados teriam recebido tratamento no SUS no período de 10 anos.

Sempre denunciamos que a hepatite C por permanecer oculta não recebe a necessária atenção do governo federal e essa "tesourada" no real número de casos diagnosticados parece ser mais uma das armas utilizadas para esconder a hepatite C da população. Ao não aparecer nas estatísticas e divulgações oficiais como uma epidemia que atinge um grande número de indivíduos, por existir um critério como a obrigatoriedade da exigência da realização do HCV-RNA, a hepatite C continuará oculta. Conhecida é a dificuldade de se conseguir realizar o HCV-RNA, pior ainda, pois fica evidente que não existe uma busca ativa dos indivíduos que realizaram o anti-HCV com resultado reagente, os quais não estão sendo encaminhados para realizar o HCV-RNA.

Devido a tal procedimento burocrático (ou suspeitosamente proposital?) nos encontramos ante o dramático quadro com mais de 120.000 infectados com hepatite C que apesar de positivos estão desassistidos e excluídos do sistema de saúde, sem receber o necessário atendimento médico.

Com qual dos dois dados devemos trabalhar para conhecer a realidade dos casos de hepatite C diagnosticados no Brasil. Devemos nos guiar com a realidade mostrada pelo SINAN aplicando-se os 85% ou com o do Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais que pela exigência de um teste difícil de realizar na rede pública, oculta 65% dos casos diagnosticados?

Fonte dos dados:


Boletim Epidemiológico: http://www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim_epidemiologico_de_hepatites_virais_2012 sform� R n ; � �� ace: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; display: inline !important; float: none; ">- MK5172 - Fase 2

- MK-7009 - Fase 2

- Achillion 1625 - Fase 2v - ABT-267 - Por iniciar a fase 2 b

- Mericitabne - Roche - Finalizando a fase 2 b e por iniciar a fase 3

- Asunaprevir

- Vanoprevir

- Daclastavir

Certamente a cura praticamente total dos infectados com hepatite C se encontra a cada dia mais perto de ser alcançada.

Agência de Notícias
da Hepatites

Hepatite C em números - Qual é o verdadeiro?

Os números oficiais de casos de hepatite C, notificados e confirmados, que se encontram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net - do Ministério da Saúde são três vezes superiores aos divulgados, também de forma oficial, no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais. Quem esta divulgando o número correto de casos de hepatite C?

Conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais divulgado em 25 de julho de 2012, o total de Casos de Hepatite C notificados entre os anos de 1999 e 2010 totalizam 82.041 casos. Nesse Boletim Epidemiológico é informado na página 12 que esses são os casos confirmados, especificando que são aqueles que apresentaram resultados anti-HCV e HCV-RNA reagentes, entre 1999 e 2010.

Já o total de casos de hepatite C confirmados pelo SINAN entre os anos de 2001 e 2010 foi de 241.972 casos, especificando que são casos confirmados por apresentar resultados anti-HCV reagente, não sendo exigida a realização do HCV-RNA. O SINAN informa os seguintes casos confirmados a cada ano:

2001 - 5.133
2002 - 6.257
2003 - 8.951
2004 - 14.463
2005 - 16.657
2006 - 16.725
2007 - 41.992
2008 - 43.344
2009 - 47.482
2010 - 40.668
Total: 241.972

Aparentemente não existe qualquer explicação para a diferença de 160.000 casos de hepatite C entre os dados do SINAN e os da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais, ambos departamentos do Ministério da Saúde.

Para abrir a discussão pergunto se é necessário que todos os indivíduos com resultado anti-HCV reagente tenham que realizar o HCV-RNA para serem considerados como infectados com hepatite C e assim serem incluídos no Boletim Epidemiológico? A exigência dessa confirmação não está ocultando o real número de infectados diagnosticados?

É amplamente conhecido e aceito pela comunidade científica internacional que aproximadamente 85% dos indivíduos com resultado anti-HCV estão cronicamente infectados com hepatite C, portanto o HCV-RNA será reagente. Assim, 85% dos 241.972 casos anti-HCV deveriam ser confirmados se todos tivessem realizado o HCV-RNA e, então o número de infectados que deveria constar no Boletim Epidemiológico seria de aproximadamente 200.000 casos e não, como colocado erradamente de tão somente 83.041 casos.

Se o objetivo do número constante no Boletim Epidemiológico é demonstrar que os infectados diagnosticados recebem tratamento no SUS o número informado é perfeito para tal finalidade, pois por ele se mostra que praticamente todos os infectados recebem tratamento no SUS, mas pelo número real de casos reagentes mostrado pelo SINAN a equação fica diferente, pois somente 30% dos diagnosticados teriam recebido tratamento no SUS no período de 10 anos.

Sempre denunciamos que a hepatite C por permanecer oculta não recebe a necessária atenção do governo federal e essa "tesourada" no real número de casos diagnosticados parece ser mais uma das armas utilizadas para esconder a hepatite C da população. Ao não aparecer nas estatísticas e divulgações oficiais como uma epidemia que atinge um grande número de indivíduos, por existir um critério como a obrigatoriedade da exigência da realização do HCV-RNA, a hepatite C continuará oculta. Conhecida é a dificuldade de se conseguir realizar o HCV-RNA, pior ainda, pois fica evidente que não existe uma busca ativa dos indivíduos que realizaram o anti-HCV com resultado reagente, os quais não estão sendo encaminhados para realizar o HCV-RNA.

Devido a tal procedimento burocrático (ou suspeitosamente proposital?) nos encontramos ante o dramático quadro com mais de 120.000 infectados com hepatite C que apesar de positivos estão desassistidos e excluídos do sistema de saúde, sem receber o necessário atendimento médico.

Com qual dos dois dados devemos trabalhar para conhecer a realidade dos casos de hepatite C diagnosticados no Brasil. Devemos nos guiar com a realidade mostrada pelo SINAN aplicando-se os 85% ou com o do Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais que pela exigência de um teste difícil de realizar na rede pública, oculta 65% dos casos diagnosticados?

Fonte dos dados:


Boletim Epidemiológico: http://www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim_epidemiologico_de_hepatites_virais_2012 sform� R n ; � �� ace: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; display: inline !important; float: none; ">- MK5172 - Fase 2

- MK-7009 - Fase 2

- Achillion 1625 - Fase 2v - ABT-267 - Por iniciar a fase 2 b

- Mericitabne - Roche - Finalizando a fase 2 b e por iniciar a fase 3

- Asunaprevir

- Vanoprevir

- Daclastavir

Certamente a cura praticamente total dos infectados com hepatite C se encontra a cada dia mais perto de ser alcançada.

Agência de Notícias
da Hepatites

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Outros vírus que atacam o fígado

Não somente os vírus das hepatites B, C ou D atacam e podem destruir o fígado. Existem muitos outros vírus com os quais devemos ter cuidado, em especial se o indivíduo já está infectado com um vírus das hepatites. Farei um breve resumo dos principais vírus para os quais devemos ficar alerta.

- Adenovirus - Os adenovírus são vírus de DNA que normalmente causam infecções leves envolvendo o trato respiratório superior ou inferior, o trato gastrointestinal, ou conjuntivo. A hepatite é uma rara manifestação de adenovírus e é mais comum em pacientes com imunidade suprimida.

- Citomegalovírus - Ataca em especial indivíduos com baixa imunidade, em geral não causa sintomas ou pode provocar um leve estado gripal com mononucleose discreta e elevação dos níveis de transaminases, raramente levando a um quadro de hepatite grave em pacientes que não estão infectados com alguma das hepatites. Em infectados com as hepatites B, C ou D a transaminase GGT sabe ficar elevada e pode levar a uma hepatite fulminante.

- Enterovírus - Os enterovírus são pequenos vírus de RNA e proteína. A hepatite A é um entereovírus. Na maioria das pessoas, a infecção por um enterovírus causa sintomas leves do trato respiratório superior ou sintomas de febre. No entanto, em recém-nascidos e em indivíduos com doenças crônicas e baixa imunidade, a infecção por um enterovírus pode causar hepatite fulminante.

- Epstein-Barr (EBV) - Herpes - Em geral o contagio acontece na infância e 90% dos adultos estão infectados, sem causar danos no fígado. É estimado que o vírus do herpes pode causar danos no fígado em até 10% dos adultos jovens e 30% dos idosos. O vírus é causa importante de morbilidade e mortalidade em indivíduos transplantados de fígado.

- Dengue - O vírus da dengue pertence a família Flaviviridae, com 4 sorotipos diferentes, é transmitida aos seres humanos pelo mosquito Aedes. Perigoso vírus para pessoas com doenças hepáticas as quais devem tomar extremos cuidados para não serem infectadas.

- Febre amarela - A febre amarela ou febre viral hemorrágica apresenta elevada taxa de mortalidade causada pela disfunção hepática, insuficiência renal e coagulopatia. Perigoso vírus para pessoas com doenças hepáticas as quais devem tomar extremos cuidados para não serem infectadas. Existe uma vacina eficaz para evitar ser infectado com a febre amarela.

- Hepatite E - A hepatite E ocorre de formas epidêmica ou esporádica, principalmente em países ou áreas com saneamento básico inadequado. É altamente perigosa em mulheres gravidas e em pessoas infectadas com as hepatites B ou C.

- Paramixovírus - Os paramixovírus são uma grande família de vírus que inclui o sarampo, papeira e o vírus sincicial respiratório. A doença hepática é geralmente leve e transitória, resolvendo completamente em todos os casos.

- Varicela - A varicela (também conhecida no Brasil como catapora) é uma doença infecciosa aguda, comum na infância dos seres humanos, altamente transmissível e causada pelo vírus varicela-zóster, também conhecido como HHV3 (human herpes virus 3). O zóster é uma doença da velhice, uma forma reincidente tardia dos vírus da varicela que permanece dormente nos gânglios nervosos.

- Vírus do herpes simples-1 e 2 - A maioria da população mundial está infectada devido a fácil transmissão que acontece por contato próxima de uma pessoa infectada que está espalhando o vírus pela pele, na saliva e nos órgãos genitais.
O herpes é uma doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos vírus Herpes simplex 1 e 2, que afeta principalmente a mucosa da boca ou região genital, mas pode causar graves complicações neurológicas. Não tem cura, mas alguns remédios podem ser utilizados para diminuir os sintomas.

- Vírus da Rubéola - A rubéola é geralmente considerada uma infecção viral aguda benigna em crianças. Síndrome da rubéola congênita pode ser uma causa de cirrose na infância. Problemas hepáticos causados pela rubéola em adultos é relativamente raro de acontecer.

Ainda podemos citar outros vírus perigosos que podem atacar o fígado, mas que possuem menor incidência e que se encontram localizados em regiões específicas do mundo, entre eles os vírus Ebola, Marburg, Bunya, vírus da febre do Nilo, Crimeia-Congo-vírus, Febre de Lassa, etc.

Assim, vemos que além dos vírus que causam hepatite viral em humanos, como os vírus das hepatites A, B , C, D e E existem uma serie de vírus que também podem causar danos ao fígado, os quais são especialmente importantes para os indivíduos que já estão afetados por uma hepatite e são infectados por outro que também ataca o fígado, quando então se potencializa e acelera a destruição do órgão.

Agencia de Notícias
das Hepatites

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cuidados no tratamento com Boceprevir e Telaprevir em pacientes que tomam antidepressivos, medicamentos para o colesterol e mulheres que fazem uso de

Antes do médico indicar tratamento com Boceprevir ou Telaprevir a avaliação do paciente deve ser cuidadosa, pois existem potenciais interações medicamentosas com antidepressivos, medicamentos para controle do colesterol e com pílulas contraceptivas para evitar a gravidez.

É fundamental que o médico seja informado pelo paciente de todos os medicamentos e suplementos que esteja fazendo uso.

Um número considerável de pacientes infectados com hepatite C sabem apresentar depressão, por tanto, muitos fazem uso de antidepressivos. O antidepressivo mais utilizado é o escitalopram. O Telaprevir provoca uma diminuição nos níveis circulantes de escitalopram, portanto, os sintomas depressivos poderão aumentar e a dosagem do escitalopram deverá ser ajustada pelo psiquiatra conforme os sintomas.

Pacientes que fazem uso de estatinas para controle do colesterol devem tomar cuidados. As concentrações circulantes no organismo de lovastatina e a sinvastatina aumentam consideravelmente quando da utilização do Boceprevir ou do Telaprevir, sendo assim contra-indicadas durante o tratamento com os inibidores de proteases.

O Telaprevir pode provocar um aumento de até oito vezes na concentração da atorvastatina, enquanto que o Boceprevir provoca um aumento menor. Portanto a atorvastatina é contra-indicada no tratamento com Telaprevir e doses reduzidas são recomendadas no tratamento com o Boceprevir.

Já é sabidamente conhecido o perigo que representa engravidar a mulheres quando elas ou seus parceiros se encontrem em tratamento da hepatite C devido à possibilidade de deformações no feto, inclusive a proibição de engravidar deve continuar até seis meses após o final do tratamento. Os inibidores de proteases podem diminuir o efeito dos contraceptivos orais, levando a uma menor eficácia.

Pílulas anticoncepcionais não podem ser aceitas como um método eficaz quando a mulher se encontra em tratamento com Boceprevir ou Telaprevir, devendo sempre se utilizar uma barreira física, isto é, durante todo o tratamento e até os seis meses seguintes ao tratamento da hepatite C o uso do preservativo deveria ser obrigatório.

Fonte:
Agencia de Notícias
das Hepatites

domingo, 19 de agosto de 2012

Grupo Amarantes - Utilidade Pública Municipal


No dia 07/08/2012 a Câmara Municipal de São Gonçalo, derrubou o veto da Prefeita, concedendo assim ao Grupo Amarantes o título de Utilidade Pública Municipal através da Lei 458/2012. Agradecemos ao Vereador José Antônio Machado (Projeto Se Liga)Adicionar imagem, o carinho com a nossa causa, na luta contra uma doença que atinge mais de 30.000 gonçalenses.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

domingo, 17 de junho de 2012

As complicações que estão aparecendo em pessoas com mais de 45 anos infectadas com hepatite C

Nos Estados Unidos a prevalência estimada de pacientes que apresentam o anticorpo da hepatite C é de 3,6 milhões. Até o momento 1,1 milhões de infectados já foram diagnosticados, representando 30% do total estimado.

Em 2008, 198.000 infectados já apresentavam doença em estagio avançado, com cirrose, câncer de fígado ou a necessidade de um transplante de fígado. Para o ano de 2015 é estimado que aproximadamente 304.000 infectados já se encontrem com a doença em estagio avançado, um aumento de mais de 50% em sete anos.


Mas o número considera somente pacientes já diagnosticados e que se encontram no sistema de saúde dos Estados Unidos. Entre os infectados que ainda não foram diagnosticados é estimado que outras 299.000 pessoas chegarão ao estagio da cirrose, câncer de fígado ou a necessidade de um transplante de fígado no ano de 2015.


Assim, o número de infectados em estado considerado grave para o ano 2015 chega ao alarmante total de 600.000 indivíduos, o triplo dos casos graves atendidos no ano de 2008.


O estudo está baseado em dados do atendimento no sistema público de saúde e no sistema privado dos planes de saúde. A estimativa para o ano de 2015 em função dos dados estatísticos de 2008 foi realizada seguindo a historia natural de progressão da doença conforme o envelhecimento do infectado, com estimativas totalmente aceitas cientificamente em centenas de publicações.


Dos 1,1 milhões diagnosticados com hepatite C, 16,1% se encontravam no momento do diagnostico na faixa entre 16 e 44 anos, 38,8% entre 45 e 54 anos de idade, 36,4% entre 55 e 64 anos de idade e, 8,6% tinham mais de 65 anos de idade.


A proporção desses infectados que no período de três anos evoluiu para uma doença avançada, isto é, cirrose, câncer ou a necessidade de um transplante, foi de 9,1% na faixa de idade entre 16 e 44 anos, de 17,1% na faixa entre 45 até 54 anos de idade, de 22,4% na faixa entre 55 até 64 anos e de 19,3% naqueles com mais de 65 anos de idade.


Concluem os pesquisadores que caso não sejam efetuadas campanhas de diagnósticos em indivíduos com mais de 45 anos de idade os custos para o sistema de saúde para atender as complicações da hepatite C, triplicarão nos próximos quatro ou cinco anos.


MEUS COMENTÁRIOS:


É alarmante saber que estamos frente a uma "bomba viral" que já começou a explodir, não somente nos Estados Unidos. Em Brasil e outros países a situação é exatamente a mesma.


Ignorar a urgência de diagnosticar as pessoas com mais de 45 anos de idade, não somente por ser essa faixa onde se encontram 82% dos infectados, mas principalmente porque são os infectados que apresentam um maior dano hepático e por tanto necessitam tratamento imediato é insistir em um erro que resultará na perda da saúde e na morte de centena de milhares de infectados.


Querer insistir em divulgar que os indivíduos que devem ser testados são somente os antigos grupos de risco será propaganda enganosa, escondendo da população quem realmente necessita de cuidados médicos de forma urgente.


Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Current and Future Disease Progression of HCV-Infected Patients Among Different Age Cohorts - DDW-2012 - Martin Zalesak, Ann Kwong, - Abstract Sa1084


Agencia de Notícias

das Hepatites

Porque devem ser testadas as pessoas com mais de 45 anos?

Uma análise realizada pelo governo dos Estados Unidos encontrou que a maioria das pessoas infectadas com o vírus da hepatite C se encontra na faixa de idade entre 45 e 64 anos (grupo chamado de geração "baby boomer"), independente de qualquer grupo até agora considerado de maior prevalência, comprovando que muitas desses indivíduos irão desenvolver doença hepática avançada nos próximos anos.

Uma das recomendações derivadas desse estudo é que ao se realizar campanhas de alerta incentivando o diagnostico não mais se fale em grupos de risco. Isso porque aproximadamente 50% dos infectados não se encaixam em nenhum dos grupos de risco até agora recomendados a realizar a testagem e, porque 82% dos infectados de qualquer grupo de risco, ou não, se encontram na faixa de idade acima dos 45 anos. É óbvio que aqueles que pensavam epidemiologicamente em grupos de risco tinham uma percepção errada daquilo que poderiam ser os grupos de maior prevalência.


Após a divulgação das novas normativas para as campanhas anunciadas pelo CDC - Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos diversos estudos estão sendo realizados. No Congresso DDW-2012 foi apresentado um interessante trabalho. Com o nome de "Current and Future Disease Progression of HCV-Infected Patients Among Different Age Cohorts" os autores mostram que o CDC está correto na sua recomendação.
Vamos a seguir comentar o artigo apresentado.

Reference:
1. US Department of Health and Human Services. Combating the silent epidemic of viral hepatitis: action plan for the prevention, care, and treatment of viral hepatitis. Washington, DC: US Department of Health and Human Services; 2011.

2 - Additional information about National Hepatitis Testing is available at http://www.cdc.gov/hepatitis

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das Hepatites

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Em sete anos de aplicação da vacina da hepatite A os casos diminuíram 99%

No Congresso de Atenção Primária que acontece em Mar del Plata, Argentina, o Ministério da Saúde argentino anunciou que já não acontecem mortes e no existe necessidade de transplantes de urgência zero por culpa do vírus da hepatite A. Desde 2007 que não são registrados casos de hepatite fulminante por causa da hepatite A.

A vacina da hepatite A na Argentina é universal e gratuita desde o ano de 2005, sendo aplicada em dose única quando a criança completa 1 ano de idade. A adesão é alta, atingindo 97% das crianças vacinadas nessa faixa de idade.

Os dados apresentados mostram que em 2005 foram confirmados 26.000 casos de hepatite A, enquanto em 2011 somente aconteceram 329 casos em todo o país. Uma redução de 98,8% no número de casos.

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domingo, 10 de junho de 2012

Aumento de até seis vezes a possibilidade de cura ao tratar pacientes com Boceprevir ou Telaprevir - EASL 2012

Para comparar o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina com o tratamento incluindo os inibidores de proteases para analisar a eficiência da terapia tríplice uma revisão da literatura foi realizada incluindo estudos publicados e apresentações em congressos. Os pacientes foram divididos em nunca antes tratados, recidivantes e não respondedores, todos infectados com o genótipo 1 da hepatite C.

Entre os pacientes que receberam tratamento pela primeira vez com um dos dois tratamentos, a cura foi obtida por 39,3% dos 1.545 tratados com interferon peguilado e ribavirina e por 68,5% dos 1.634 que receberam os inibidores de proteases.

Entre os pacientes recidivantes de um tratamento anterior que receberam retratamento com interferon peguilado e ribavirina, a cura foi obtida por 25,6% dos 535 retratados e por 73,2% dos 719 que receberam retratamento utilizando os inibidores de proteases.

Entre os pacientes não respondedores de um tratamento anterior que receberam retratamento com interferon peguilado e ribavirina, a cura foi obtida por 7,5% dos 255 retratados e por 43,8% dos 386 que receberam retratamento utilizando os inibidores de proteases.

Concluem os pesquisadores que o tratamento com Boceprevir e Telaprevir praticamente dobra a possibilidade de cura nos pacientes que recebem tratamento pela primeira vez, consegue triplicar o sucesso do tratamento nos recidivantes e aumenta em até seis vezes a possibilidade de cura nos não respondedores.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Double versus triple therapy in chronic hcv hepatitis - a systematic review - A.R. Jurchis, R. Sirli, I. Sporea, S. Bota, M. Sendroiu, M. Danila, A. Popescu - - EASL 2012 - Abstract 11


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Resposta ao tratamento da hepatite C é associada a uma redução na resistência a insulina - EASL 2012

É de conhecimento que nos indivíduos infectados com o vírus da hepatite C o grau de fibrose correlaciona-se com o HOMA-IR (índice que mede a resistência a insulina). Por isso o sucesso da erradicação do vírus para conseguir a cura da doença está associado a uma redução do índice HOMA-IR antes e durante ao tratamento, contribuindo ainda para evitar o aparecimento do diabetes. Geralmente infectados com índice HOMA-IR elevado apresentam esteatose e fibrose avançada, o que reduz a possibilidade de cura da hepatite C.

O estudo apresentado no EASL 2012 foi realizado de forma prospectiva de um grupo de 86 pacientes em tratamento com interferon peguilado e ribavirina objetivando identificar fatores associados com a resposta sustentada (cura da hepatite C), a fibrose e a resistência a insulina (HOMA-IR).

A idade média dos pacientes era de 42 anos, 53% mulheres, gordura corporal com média no IMC de 25,4% e 92% eram brancos. Os infectados com o genótipo 1 representavam 52%, com o genótipo 2, 12% e com o genótipo 3, 36%.

Foi encontrado que 68% apresentavam algum grau de esteatose e, entre eles, 26% já se encontravam com fibrose avançada (F3 ou superior). O índice HOMA-IR superior a 2 foi encontrado antes do tratamento em 54% dos pacientes.

Entre os pacientes que conseguiram a cura da hepatite C o índice HOMA-IR era de 2,7 e nos que não obtiveram a cura de 2,8. Em principio poderia se supor que o índice HOMA-IR não influenciaria na possibilidade de sucesso com o tratamento, mas quando ao índice HOMA-IR é atribuída o desenvolvimento de esteatose e um maior grau de fibrose causada pela resistência de insulina, foi observado que nesses pacientes ficou demonstrada uma significativa redução da possibilidade de cura da hepatite C.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Sustained virological response induced by treatment of hepatitis C is associated with improvement in insulin resistance - B. Jones*, C. Chan, R. Hansen, R. Gilliver - EASL 2012 - Abstract 898


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domingo, 3 de junho de 2012

Ação Social no Serradão










O Grupo Amarantes no dia 03/06/2012 realizou mais uma Ação Social. Dessa vez o nosso parceiro foi o amigo Helinho Nancy, responsável pelas atividades no Campo do Serradão, São Gonçalo – Zé Garoto – RJ. Realizamos mais uma testagem rápida para HCV, e encaminhamos os resultados positivos para o Pam Alcantara. Os testes rápidos não representam na realidade o diagnóstico precoce, porém os kits são muitos bons e confiáveis. Nossos agradecimentos ao grupo Gênesis, e a Dr Julio Barbosa Vianna, nosso responsável técnico (1ª foto ao meu lado)
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Claudio Costa
Grupo Amarantes

Mesa Redonda na Universidade Salgado Oliveira






O Grupo Amarantes participou hoje 26/05/2012 uma mesa redonda cujo tema foi: "O SUS que todos queremos". Tivemos a oportunidade de divulgar as "Assassina Silenciosas" (nome dado as hepatites em minha , nossa fala), e exigir o diagnóstico precoce. Eu estava sentado ao lado do deputado federal Chico D' Angelo e na ponta a esquerda, tinha o presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Niterói, vereador João Gustavo, ao menos um vereador presente a todas as reuniões do CMS. Solicitei ao vereador uma pauta para tratar uma situação que já vem de outros exercícios, verbas da PAM que não foram totalmente aplicadas.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

Ação Social em Parada Feliz - Sacramento - SG




No dia 19 de maio de 2012, realizamos uma Ação Social em Parada Feliz - Sacramento -SG - RJ. Fizemos uma palestra e testamos 95 pessoas da comunidade.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

terça-feira, 22 de maio de 2012

O governo recomenda a realização do teste da hepatite C a todas as pessoas nascidas entre 1947 e 1967

As autoridades dizem que entre as pessoas com idade entre 47 e 67 anos de idade se encontram 75% dos infectados com a hepatite C. A maioria desses infectados não se incluem nos fatores de risco que, até agora, haviam sido usados como base para recomendar a realização do teste. Esses fatores de risco incluem o uso de drogas injetáveis, ter recebido transfusão de sangue ou transplantes de órgãos antes do teste HCV tornou-se rotina, exposições conhecidas para HCV, presença de sintomas de hepatite, e todos os pacientes com HIV.

Hepatite C: Assassino Invisível

Na faixa de idade entre 47 e 67 anos, 1 de cada 30 indivíduos está infectado com hepatite C e não sabe da sua doença. O hemograma não detecta a infecção, somente com um teste especifico chamado ANTI-HCV é possível o diagnostico. O teste somente existe desde 1992, ano em que os bancos de sangue passaram a testar o sangue utilizado em transfusões.

A maioria dos infectados com hepatite C foi contaminado antes de 1992, permanecendo o vírus atacando e destruindo o fígado de forma silenciosa e sem sintomas por duas ou três décadas, chegando finalmente a levar o paciente à cirrose ou ao câncer de fígado. Em cada quatro pessoas não diagnosticadas e devidamente tratadas, uma delas estará perdendo 17 anos de vida, morrendo a uma idade média de 56 anos.

A hepatite C é transmitida por contato com sangue, não sendo considerada uma doença sexualmente transmissível devido a pouca probabilidade de acontecer o contagio por via sexual.

A recomendação é das autoridades de saúde dos Estados Unidos

Por ser a hepatite C o maior desafio de saúde pública, as autoridades da saúde dos Estados Unidos, para enfrentar a epidemia que atinge cinco vezes mais indivíduos que a AIDS e mata atualmente mais que a AIDS, está convocando todas as pessoas com idade entre 47 e 67 anos para realizar quanto antes o teste de detecção da hepatite C.

Nos Estados Unidos o dia 19 de maio foi declarado dia nacional de testagem e toda a nação está mobilizada para tentar encontrar pelo menos 600.000 infectados. Ao mesmo tempo o mês de maio foi declarado o mês de conscientização nas hepatites no país. Um exemplo que deveria ser seguido por todos os países.

No Brasil, organizações da sociedade civil, lamentavelmente sem apoio do governo federal, estão realizando na segunda quinzena de maio ações de conscientização e em alguns casos testagem das hepatites, como forma de tentar que o governo federal desperte para enfrentar o principal problema de saúde pública que aflige o Brasil, onde é estimado que até 3,5 milhões de brasileiros estão infectados.

As organizações de pacientes que lutam pelas hepatites não mais aceitam que após 10 anos da criação de um programa de hepatites no ministério da saúde, 95% dos infectados com hepatites B ou C ainda não estejam diagnosticados e que somente 1 de cada 300 infectados receba tratamento a cada ano.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Os órfãos de futuro

Sem pai e sem mãe, assim poderíamos apresentar os doentes crônicos que por falta de diagnostico ignoram que estão convivendo com um inimigo no interior de seu corpo que fatalmente irá roubar seu futuro. A sensação de impotência e medo que causa a obscuridade, a ansiedade e a depressão causada pela falta de horizontes podem ser consideradas situações menores quando comparadas com aquilo que ainda não é conhecido. Não existe nada pior que o desconhecido. O indivíduo atingido por uma doença crônica assintomática desconhece o seu futuro. Pode pensar em criar seus filhos, ver crescer seus netos, melhorar na vida, planejar viagens, poupar dinheiro, construir um patrimônio, mas o desconhecido pode colocar todos seus planos água abaixo, quando por acaso, muitas vezes tardiamente, descobrir que esta acometido de uma doença crônica que fatalmente o levara a morte prematura. Um diagnostico precoce teria evitado tal situação. É conhecido que toda e qualquer doença quando diagnosticada nas fases iniciais possui grandes possibilidades de tratamento e cura. Mas nas chamadas ''assassinas silenciosas'' como o diabete, a hipertensão, o câncer, ou as hepatites B e C, por se tratarem de doenças que não apresentarem sintomas clínicos o medico muitas vezes nem sequer suspeita que seus pacientes estejam com uma doença grave. Os indivíduos, que hospedam no seu organismo os assassinos silenciosos, desconhecendo a doença que o consome lentamente, podem ser considerados como órfãos de qualquer futuro. Governos que não realizam campanhas de alerta e esclarecimento sobre a necessidade de testes diagnósticos das doenças silenciosas condenam grande parte da população a perder seu futuro. Agência de Notícias das Hepatites

domingo, 15 de abril de 2012

Hepatite C já mata mais que a AIDS

O governo dos Estados divulgou um alerta por meio do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) informando que as mortes causadas pela hepatite C já ultrapassam as causadas pela AIDS.

A taxa de mortes pela AIDS vem caindo, enquanto as mortes causadas pela hepatite C estão aumentando e, a partir de 2007 as mortes causadas pela hepatite C superam as causadas pela AIDS.

Em artigo publicado hoje, 21 de fevereiro, na "Annals of Internal Medicine" um estudo financiado pelo CDC, coordenado pela Dra. Kathleen Ly analisando atestados de óbitos nos Estados Unidos entre os anos de 1999 e 2007, foram confirmadas 12.734 mortes causada pela AIDS e 15.106 por causa da hepatite C no ano de 2007.

Alertam os autores que certamente os números representam apenas uma fração da morbidade e mortalidade na hepatite C, já que por falta de diagnostico da doença a maioria das pessoas não sabem que estão infectadas e no atestado de óbito a causa da morte é atribuída a complicações, não a aquilo que realmente a ocasionou.

Nas 15.106 mortes causadas pela hepatite C nos Estados Unidos, 73,4% aconteceram em pessoas com idade entre 45 e 64 anos.

Desculpem enviar está notícia em pleno feriado de carnaval, mas é necessário para que as autoridades de saúde pública atentem para o grave problema que é a hepatite C. Apesar de que a hepatite C é cuidada no Brasil pelo Departamento DST/AIDS/Hepatites é lamentável ver que a campanha de carnaval que está sendo amplamente divulgada neste momento somente fala na AIDS, ignorando que a hepatite C atinge sete vezes mais brasileiros que a epidemia de AIDS.

Até quando o ministério da saúde vai tentar esconder a hepatite C debaixo do tapete é um mistério. Até quando vai deixar morrer na ignorância os mais de três milhões de brasileiros infectados, dos quais mais de 90% não sabem que estão perdendo a vida e estão progredindo para a cirrose, o câncer e a morte é outra incógnita. É necessário que a população fique indignada antes que seja tarde demais para salvar essas vidas.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:

The Increasing Burden of Mortality From Viral Hepatitis in the United States Between 1999 and 2007 - Kathleen N. Ly, MPH; Jian Xing, PhD; R. Monina Klevens, DDS, MPH; Ruth B. Jiles, PhD, MPH; John W. Ward, MD; and Scott D. Holmberg, MD, MPH - Ann Intern Med - February 21, 2012 vol. 156 no. 4 271-278

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