quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Novos medicamentos para tratamento dos genótipos 2 e 3

07/10/2013 


Entre os diversos genotipos existentes na hepatite C o genótipo 1 deixará em um futuro muito próximo de ser o mais difícil de tratar. Diversos medicamentos em fases finais de pesquisa apresentam taxas de cura superiores a 90%. 

Mas o que se observa é que um genótipo que apresentava maior facilidade de cura no tratamento com interferon peguilado e ribavirina, o genótipo 3, não reage muito bem a maioria dos novos medicamentos. Podemos então pensar que o genótipo 3 será o mais difícil de responder aos novos tratamentos, o menos beneficiado?. 

Já no inicio de 2014 os Estados Unidos estará aprovando para os genotipos 2 e 3 um tratamento livre de interferon, totalmente oral, mas os resultados obtidos não são animadores para o genótipo 3. 

A combinação de um comprimido ao dia de sofosbuvir e ribavirina consegue em 12 semanas de tratamento 93% de cura nos infectados com o genótipo 2, dados obtidos entre os participantes do estudo POSITRON em tratamento antiviral pela primeira vez. 

Os resultados em 36 pacientes infectados com o genótipo 2 não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado, já com cirrose, que participaram do estudo FISSION de tratamento oral com sofosbuvir e ribavirina, sem interferon, a cura foi obtida por 60% se tratados durante 12 semanas e por 78% quando tratados durante 16 semanas. 

Infectados com o genótipo 3 participantes do estudo POSITRON, incluindo 98 infectados tratados com sofosbuvir e ribavirina, sem interferon, o resultado nos pacientes sem cirrose após 12 semanas de tratamento foi de 68% de cura, mas entre os pacientes com cirrose a cura foi obtida por somente 21% dos pacientes. 

No estudo FISSION de tratamento com sofosbuvir e ribavirina, sem interferon, dos 63 infectados com o genótipo 3, entre os pacientes sem cirrose tratados durante 12 semanas a cura foi de 30% dos pacientes e nos tratados durante 16 semanas a cura chegou aos 62%. Mas entre os pacientes com cirrose a cura nos tratados durante 12 semanas foi de 19% e nos tratados durante 16 semanas a cura chegou aos 37%. 

A pesquisa do medicamento alisporivir incluindo na fase 2 da pesquisa 385 infectados com os genotipos 2 e 3 obteve excelentes taxas de cura de até 85% contra 58% do grupo controle que foi tratado com interferon peguilado e ribavirina. Lamentavelmente a pesquisa de fase 3 foi suspensa por três casos de pancreatite (uma pessoa morreu). O futuro do alisporivir para o tratamento da hepatite C é incerto. 

Existem em andamento outras pesquisas, mas ainda não existem dados dos resultados alcançados. Neste momento as pesquisas em andamento para tratamento dos genotipos 2 e 3 são as seguintes; 

- ABT-450/ritonavir, ABT-267, ribavirina em fase 2 para o genótipo 2 está sendo realizado no Japão. 

- MK-5172, interferon peguilado e ribavirina na fase 2 em infectados com os genótipos 2 e 3 em tratamento de 12 semanas. 

- MK-5172, MK-8742 e ribavirina na de fase 2 está em andamento para tratar o genótipo 2. 

- Interferon LAMBDA, daclatasvir e ribavirina para tratar genótipos 2 e 3, durante 12 ou 24 semanas já se encontra em um estudo clínico de fase 3. 

- Interferon peguilado alfa 2a, daclatasvir, asunaprevir e ribavirina na fase 2 para tratamento dos genótipos 2, 3 e 4 em não-respondedores a um tratamento anterior e para tratamento de pacientes infectados com o genótipo 1 nunca antes tratados com interferon peguilado. 

- SOFOSBUVIR/GS-5885 (combinação de dose fixa) na fase 2 teve início no segundo trimestre de 2013 para tratar do genótipo 3 em pacientes sem tratamento prévio. 

- SOFOSBUVIR/LEDIPASVIR (combinação de dose fixa) para tratar os genótipos 2 e 3 com duração de tratamento de 12 semanas. 

Por tanto, nos próximos meses as novidades poderão ser boas, ou não, sendo necessário aguardar a publicação dos resultados, o que pessoalmente acredito acontecerá durante o congresso europeu em abril de 2014. 

SOFOSBUVIR - LEDIPASVIR - INTERFERON LAMBDA - DACLATASVIR - ASUNAPREVIR - RITONAVIR - ALISPORIVIR são marcas registradas. 

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Tratamento e prevenção das doenças autoimunes


Entre as hepatites existe a chamada autoimune, mas também a hepatite C apresenta muitas vezes comorbidades que desencadeiam doenças autoimunes, muitas vezes durante o tratamento com interferon, como psoríases, fibromialgia, psoríase, problemas nas tiroides, crioglobulinemia, doenças colostáticas, hepatite auto-imune, entre outras. 

A revista "The Journal of Complementary and Integrative" publica um interessante artigo sobre o efeito benéfico dos probióticos na prevenção e tratamento de diferentes doenças autoimunes. O estudo detalha que quando a mucosa intestinal fica "permeável" é alterada a capacidade de resposta imune intestinal, criando um ambiente perfeito para o desenvolvimento de doenças autoimunes. Os probióticos recompõem a microflora intestinal e diversos tipos de probióticos estimulam as células T de defesa do organismo. 

Embora exista uma grande quantidade de dados conflitantes sobre os efeitos preventivos e terapêuticos do probióticos em anúncios de venda de suplementos, segundo os autores da pesquisa há evidencias promissoras para recomendar a sua utilização 

Outro artigo, publicado no "Cellular and Molecular Life Sciences", que se bem não pesquisou as doenças autoimunes e sim os transtornos do humor chegou a conclusão semelhante. Os pesquisadores mostram a importância da colonização bacteriana do intestino e sua importância para o desenvolvimento normal de muitos aspectos da fisiologia, tais como o sistema imunológico e o sistema endocrínico. 

Os autores citam que existem evidencias robustas de que bactérias intestinais influenciam o sistema nervoso entérico (Explicando: O sistema nervoso entérico é uma rede de neurónios que integram o sistema digestivo do trato gastrointestinal, pâncreas, e vesícula biliar) 

Concluem afirmando que uma maior compreensão dos mecanismos de ação das bactérias intestinais ajuda a identificar o potencial de estratégias terapêuticas a base de microorganismos para auxiliar no tratamento de transtornos do humor. 

MEU COMENTÁRIO Os probióticos são alimentos considerados funcionais. São microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde. Esses organismos são adicionados aos alimentos industrializados, como os leites fermentados, iogurte, ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas. As mais conhecidas bactérias que exercem essa função são as Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. Elas agem produzindo compostos antimicrobianos e antibacterianos, ou seja, favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Any role for probiotics in the therapy or prevention of autoimmune diseases? Up-to-date review - Özdemir Ö. - J Complement Integr Med. 2013 Aug 6;10. pii: /j/jcim.2013.10.issue-1/jcim-2012-0054/jcim-2012-0054.xml. doi: 10.1515/jcim-2012-0054.

Voices from within: gut microbes and the CNS. - Forsythe P, Kunze WA. - Cell Mol Life Sci. 2013 Jan;70(1):55-69. doi: 10.1007/s00018-012-1028-z. Epub 2012 May 27. 



Carlos Varaldo

domingo, 22 de dezembro de 2013

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo


O Grupo Amarantes deseja a todos os amigos, um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações!!!


Claudio Costa
Grupo Amarantes

sábado, 21 de dezembro de 2013

Mensagem de final de ano - Vinte anos de hepatite C

Mensagem de final de ano - Vinte anos de hepatite C



O primeiro congresso que teve a hepatite C como principal destaque aconteceu em Veneza, Itália, em 1992, isso somente três anos após a descoberta do vírus e no ano seguinte em que apareceram os primeiros testes de anticorpos para diagnosticar a presença do vírus, os quais começaram a ser utilizados nos bancos de sangue a partir de 1992/1993. 

Naquela época tudo era muito novo. Até então se falava de um vírus da hepatite desconhecido, que não era nem hepatite A nem hepatite B e por isso, casos de hepatites após uma transfusão de sangue eram chamados de hepatite não-A-não-B. 

O evento em Veneza nem sequer poderia ser chamado de congresso, pois era tão escasso o conhecimento da hepatite C e seu vírus que o evento poderia ser considerado um simpósio. 

O tratamento era uma incógnita, pois não existia o teste para determinar o genótipo e a ribavirina passa ser utilizada somente cinco anos depois. Naquela época o único medicamento existente era uma marca de interferon recombinante (convencional) com recomendação de utilizar três aplicações durante seis meses em todos os pacientes e a cura era obtida por entre 7% e no máximo 10% dos pacientes tratados. 

Afortunadamente a hepatite C é a doença causada por vírus que mais avançou nas pesquisas e no tratamento. Em 20 anos de descoberta já dispõe de medicamentos aprovados ou em vias de aprovação, que conseguem curar entre 90% e 95% dos pacientes tratados, em somente 12 semanas de terapia oral, quase sem efeitos colaterais. 

Aquele simples simpósio foi o pontapé inicial onde pesquisadores, médicos e indústria começaram a se reunir em pequenos grupos de discussão para trocar experiências. Passados 20 anos é impressionante ver que o Congresso Americano e o Europeu de Fígado conseguem juntar 12.000 participantes e são apresentados mais de 2.500 trabalhos em cada um deles. 

Em setembro de 2014 estará acontecendo a vigésima edição do congresso de Veneza, uma data que deverá ser celebrada por todos aqueles que de uma ou outra forma participam e colaboram para conseguir medicamentos para vencer a hepatite C. 

Com a chegada dos novos medicamentos orais que serão aprovados nos próximos meses afirmo categoricamente que 2014 será o ano da virada no enfrentamento da hepatite C, por isso desejo a todos um Feliz Natal e certamente um excelente 2014. 

Juntos poderemos vencer a hepatite.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O que os médicos deveriam dizer quando são entrevistados para falar das hepatites?

14/10/2013 

A população muito pouco consegue entender quando um médico ao falar durante uma entrevista tenta explicar as hepatites, pois em geral emprega termos científicos, o famoso "mediques", muito valido e necessário para discussões entre profissionais especialistas na doença, mas ininteligível pelo paciente e a população. 

Seguramente que falar utilizando palavras empregadas cientificamente mostra um conhecimento profundo da especialidade médica, mas se a intenção é alertar, divulgar e difundir as hepatites na população a abordagem empregando o "mediques" não vai produzir resultado algum, resultando simplesmente num tiro na água, uma perda lamentável do espaço conseguido na mídia. 

Seguem alguns conselhos dos pacientes explicando aos médicos como deve ser a linguagem e as palavras ou formas de expressão que a população entende e, por tanto, deveriam ser a forma de expressão quando de alguma entrevista ou palestra para a população. 

Hepatite "aguda" - Fale simplesmente hepatite "recente", isto é que a infecção aconteceu recentemente, nos últimos seis meses. A expressão "aguda" em relação a uma doença é um termo desconhecido para a população. 

Hepatite "crônica" - Sempre deve se explicar o que significa uma hepatite "crônica", pois a população entende a palavra "crônica" como uma coisa muito grave, alguns até acham ser fatal. 

Na gravidez deve ser feita a "sorologia" - Fale simplesmente que a pessoa deve realizar os "testes" das hepatites para conhecer se está infectada com alguma hepatite. Sorologia é Grego para a população. 

Desenvolverá "carcinoma hepatocelular" - Fale simplesmente "câncer no fígado", pois é assim que o paciente vai entender. Todo mundo sabe o que é câncer, mas carcinoma é uma palavra desconhecia para a população. 

A hepatite produz "hepatomegalia" - Fale simplesmente que o fígado está aumentado de tamanho por culpa da hepatite, assim todos irão compreender de que se trata. 

O baço está com "esplenomegalia" - É mais simples falar que o baço está aumentado de tamanho. 

É uma doença de transmissão "parenteral" - Por favor, vamos falar que a transmissão acontece por sangue infectada. 

Se existe acumulação de fluidos no estomago é necessário realizar uma "paracentese" - Fale simplesmente que deve ser realizada a retirada da "agua na barriga" por meio de uma agulha. 

TGO, TGP, ALT, TGP, GGT, Transaminases - Tudo é Grego misturado com Sânscrito para a população. Fale simplesmente inflamação do fígado e se quiser caprichar até coloque que é por culpa de diversas enzimas ou dos radicais livres. 

Palavras como "comorbidades", doenças "extra-hepáticas" e tantas outras - Devem ser evitadas, pois ao ouvir isso quem está assistindo muda de emissora, achando que está perdendo tempo à toa e, o entrevistador vai tentar acabar logo com a entrevista e nunca mais o vai convocar achando se tratar de alguém pedante na forma de se expressar. 

Inclusive, porque não falar dessa forma ao atender o paciente? Seguramente a empatia e confiança no médico serão maiores por parte do paciente. Ao entender melhor o que o médico quer dizer a aderência às recomendações aumenta consideravelmente . 


Carlos Varaldo

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Setor de hemodiálise de hospital em Teresópolis é interditado

Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O setor de hemodiálise do Hospital São José, em Teresópolis, está interditado por tempo indeterminado, por ordem da Secretaria Estadual de Saúde. Dos 88 pacientes internados no setor, nove apresentaram resultado positivo para o vírus tipo C da doença, e quatro estão sob suspeita. Com isso, a subsecretaria estadual de Vigilância de Saúde abriu investigação sobre o caso.
Em nota, a secretaria informou que os pacientes foram transferidos para unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios de Itaboraí, na região metropolitana, e de Macaé, no norte fluminense. A prefeitura de Teresópolis disponibilizou dois ônibus para fazer as transferências, além de distribuir lanches aos pacientes.
Após vistoria feita ontem (23), as atividades no setor também foram suspensas, até que o laudo das investigações seja concluído. De acordo com a secretaria, se for comprovada negligência do hospital, a unidade de saúde poderá ser descredenciada do SUS, e o caso será encaminhado ao Ministério Público para que os responsáveis sejam punidos.
Ainda na nota, a secretaria explicou que as vistorias das superintendências de Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica e Ambiental estão sendo feitas desde o dia 14 de setembro, depois de receber denúncias.
A direção do Hospital São José informou que está contribuindo com as investigações, fornecendo as informações e documentos necessários. Segundo a direção, uma auditoria interna está apurando as causas da contaminação, e uma equipe multidisciplinar está no setor para esclarecer dúvidas dos pacientes.

Edição: Carolina Pimentel//Texto alterado às 19h06, do dia 25 de setembro de 2013, para correção de informações. Diferentemente do informado, o setor de hemodiálise do hospital foi interditado por causa dos casos positivos de hepatite, e não em decorrência da confirmação de que o local estava contaminado
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Nova terapia tripla para a hepatite crônica C: Real Life Experience clínica em um ambiente comunitário

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3764547/

Fonte: Nádia Elizabeth
Conselheira Nacional de Saúde

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

Finalmente o Ministério da Saúde, leia-se, "DEPARTAMENTO DE DST-AIDS E HEPATITES VIRAIS" assumem as hepatites virais mudando a cor do tradicional laço vermelho. Agora o laço passa a ser bicolor, nas cores vermelho e amarelo. Nossos parabéns ao Dr Fábio Mesquita e Jorge Eurico. Nota-se um avanço no Departamento com a entrada da nova Coordenação.Os mais de 5 milhões de portadores do Brasil agradecem... Sinceramente torcemos que o Dr Fábio Mesquita e Jorge Eurico, consigam aprovar novas ações de saúde voltadas para a hepatites virais.




Claudio Costa
Grupo Amarantes

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

HEPATITE C : MAIOR ASSASSINO QUE HIV

Por Michael Smith
Publicado em 21/02/2012 

Revisado por dr. Zalman S. Agus,  Professor Emérito da University of Pennsylvania School of Medicine e Caputo Dorothy,  Enfermeira de Planejamento


Antes de 1990, a infecção pelo HCV só tinha uma taxa de cura de 10% com monoterapia com interferon . Em 2011, os inibidores da protease específicos para HCV combinados com interferon peguilado e ribavirina alcançam cerca de 70%  de taxa de resposta virológica sustentada em pacientes com infecção por genótipo 1 . No entanto, o VHC agora excede o HIV como uma causa de mortalidade nos EUA.

Mais americanos agora morrem de hepatite C do que a do HIV, informam os pesquisadores dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças .

A taxa de mortes por HIV vem caindo, enquanto a taxa para a hepatite C tem aumentando e as duas curvas se cruzavam em 2007, de acordo com dra. Kathleen Ly e colaboradores.

Naquele ano, eles publicaram no Annals of Internal Medicine, 12.734 mortes foram atribuídas a HIV, em comparação com 15.106 atribuída à hepatite C.

A análise, com base em atestados de óbito entre 1999 e 2007, também mostrou que a taxa de mortalidade por  hepatite B vem diminuindo ligeiramente, embora tenha sido a causa básica ou contribuinte de 1.815 mortes em 2007.

Os números representam, provavelmente, "apenas uma fração de uma grande carga de morbidade e mortalidade por hepatites virais", Ly e seus colegas argumentam, observando que a infecção por hepatite crônica - B e C - é mais prevalente entre as pessoas nascidas entre 1945 a 1965.

A maioria das pessoas com a doença não sabe que estão infectadas e  agora estão  atingindo a idade em que elas correm o risco de doenças relacionadas com a hepatite e morte, eles notaram.

De fato, em 2007, 73,4% de hepatite C relacionados com mortes foram entre pessoas com idades entre 45 e 64 anos, enquanto que 59,4% de hepatite B relacionadas com mortes ocorreram nessa faixa etária, eles relatam.

Ly e colaboradores alertaram que alguém que não o médico de família, muitas vezes preenche atestados de óbito, de modo que eles podem não ser completamente precisos. Mas o efeito desse viés, eles notaram, deve ser aproximadamente o mesmo  ao longo do tempo e por isso não deve afetar as tendências.

Além disso, eles observaram, hepatite viral  muitas vezes não  foi detectada e, portanto, não foi relatado como causa da morte.

Os resultados vêm num momento em que a imagem do tratamento para a hepatite C está mudando rapidamente, como uma gama de novos agentes de ação direta sendo aprovadas.

Dentro de cinco anos, pode ser possível alcançar taxas de cura de 90% usando combinações de novos agentes, de acordo com dr. Harvey Alter e dr.Jake Liang, ambos do National Institutes of Health em Bethesda.

"O que está faltando nessa perspectiva otimista é nacional" encontrar e tratar "políticamente" para reduzir o fardo da doença, eles discutiram em um editorial de acompanhamento.

Prevenir as consequências a longo prazo da hepatite C - doença hepática e câncer  "agora é possível se a nossa vontade coletiva puder evoluir tão rapidamente quanto a nossa habilidade farmacológica."

Um passo a frente seria possível com uma mudança na política de triagem para hepatite C, de acordo com dr. David Rein, do Social Science Research organização NORC da Universidade de Chicago, em Atlanta, e colaboradores.

Atualmente, o CDC recomenda pesquisa de anticorpos para as pessoas com  fatores de risco ou indicadores, como uma história de uso de drogas injetáveis ​​ou elevados níveis de alanina aminotransferase (TGP).

Mas um outro tipo  de triagem e, em seguida, tratamento das pessoas com base na época do nascimento - mais especificamente aqueles que nasceram de 1945 a 1965 - teria um custo-benefício, Rein e seus colegas defendem em um estudo publicado na revista.

A análise mostrou que uma triagem por época de nascimento identificou um acréscimo de 808.580 casos de infecção crônica.

Dependendo da forma de tratamento subseqüente, a triagem impediria entre 82.300 e 121.000 mortes.


Fonte: MedPage Today

sábado, 28 de setembro de 2013

Entenda a Hepatite B

Sangue e fluidos corporais levam ao contágio

Hepatite B
A hepatite B é uma infecção nas células do fígado causada pelo vírus da hepatite B. Ela é transmitida através do contato com sangue ou fluidos corporais de alguém infectado. A transmissão pode ocorrer via transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. Só é possível contrair este vírus pelo contato com o sangue. Portanto, ele não é transmitido pelo beijo, abraço, tosse, espirros, copos, talheres e pratos. Este vírus é menos facilmente transmitido do que o da hepatite A. Tome cuidado: se os instrumentos usados pela sua manicure estiverem contaminados, eles poderão transmitir a infecção caso haja algum corte ou machucado em suas mãos e pés. O vírus da hepatite é bastante resistente. Ele pode sobreviver sete dias em ambiente externo e atingir de 5% até 40% das pessoas não vacinadas. Ou seja, o risco é maior do que o de se contrair hepatite C (varia de 3% a 10%) e AIDS (varia de 0,2% a 0,5%). É possível ter hepatite B e não saber. Se você não apresentar nenhum sintoma, vai achar que está apenas gripado. Enquanto isso, o vírus vai inflamando seu fígado e você pode ser um transmissor da doença. Se o vírus não for embora do seu corpo, você terá o que se chama de hepatite crônica. Bebês têm uma maior tendência para desenvolver este tipo de hepatite. Já a maioria dos adultos tem hepatite A por pouco tempo, a chamada hepatite aguda. 

Como é o contágio da hepatite B?
A transmissão pode ocorrer pelo sangue, sêmen ou fluidos vaginais (inclusive pelo sangue da menstruação). Assim, os meios de transmissão podem ser as transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. Ou seja, você poderá se infectar se: 

Fizer sexo sem camisinha. O vírus pode entrar no corpo via alguma ferida no reto, na uretra, na vagina ou também pela boca 
Dividir seringas para injetar drogas. O vírus entra diretamente na corrente sanguínea 
Fizer piercing ou tatuagem em local sem higiene 
Dividir sua escova de dente ou outros objetos pessoais, como alicates de unhas, navalhas e barbeadores com uma pessoa contaminada 
Trabalhar em locais onde existem pessoas contaminadas como hospitais ou laboratórios de análises clínicas e vier a entrar em contato com o sangue delas 
Bebês podem contrair o vírus de suas mães no momento do parto. A amamentação no peito, porém, não é um canal transmissor de hepatite B 

Quais os sintomas?
Sensação de muito cansaço
Febre branda 
Dor de cabeça
Falta de apetite
Enjôo ou ânsia de vômito 
Dor de estômago 
Diarréia 
Dor muscular e nas juntas
Urticária 
Pele, olhos e mucosas amareladas (icterícia). Este sintoma só aparece depois que os demais começam a ir embora Lembre-se: a maioria das pessoas com hepatite B crônica não apresenta sintomas. 

O que acontece com seu corpo? 
Os sintomas desta infecção geralmente aparecem entre dois e três meses após a pessoa ter sido contaminada pelo vírus. Em alguns casos, porém, os sinais da doença podem demorar até seis meses para aparecerem. A maioria das pessoas tem uma infecção aguda e de curta duração. Nela, é comum que os doentes comecem a se sentir melhor entre a segunda e a terceira semana após o início dos sintomas. Em um ou dois meses, já estará totalmente recuperado. Isso acontece porque é comum que as pessoas desenvolvam anticorpos contra o antígeno da hepatite B, que os protege do vírus. Só alguns poucos adultos, especialmente os mais idosos, têm sintomas que duram mais tempo. 
Cerca de 25% dos pacientes que estão com hepatite B aguda sentem dor nas articulações e apresentam erupções na pele, como brotoejas. Também podem aparecer urticária na pele, inchaço dos lábios, língua, laringe ou outros tecidos corporais, além dores abdominais. Na infecção por hepatite B de longo prazo, a chamada hepatite crônica, o paciente fica com o vírus por pelo menos seis meses em alguns casos, pode ficar com ele pelo resto da vida. Quanto mais novo você é infectado pelo vírus, maiores serão as chances de desenvolver a hepatite crônica. 

Mais de 90% das crianças que são infectadas durante o parto desenvolvem hepatite B crônica
Cerca de 30% das crianças que são infectadas entre um e cinco anos de idade desenvolvem a infecção crônica
Cerca de 6% das crianças mais velhas, adolescentes e adultos apresentam a infecção crônica 

Ainda que algumas pessoas que desenvolvem a hepatite B crônica não apresentem maiores complicações, entre 15% e 25% delas morrem de cirrose ou de câncer de fígado.

Os riscos de desenvolver um câncer de fígado após uma hepatite B crônica são maiores para homens, pessoas acima de 40 anos que tenham cirrose ou hepatite C e que apresentem um histórico familiar de câncer neste órgão 

Outros problemas, mais incomuns, podem aparecer relacionados à hepatite B: 
Infecção pelo vírus da hepatite D
Hepatite fulminante 
Inflamação dos vasos sanguíneos, que pode levar a doenças no rim, artrite, dores abdominais, inflamação de nervos e doença de Raynaud 

Pessoas com hepatite B que usem drogas injetáveis ou que mantenham relações sexuais com múltiplos parceiros têm maiores chances de contrair hepatite C e AIDS. 

Hepatite B em mulheres grávidas
A recomendação é que as mulheres se imunizem contra a hepatite B e também contra a A, por meio da vacina, caso elas ainda não tenham adquiridos os anticorpos. Contra a hepatite C, no entanto, não há como se proteger. Caso a grávida já seja portadora do vírus das hepatites B ou C, deve conversar com seu médico. Ele indicará quais atitudes específicas devem ser tomadas para proteger a mãe e seu bebê. A rede pública brasileira oferece vacinação gratuita contra hepatite B para recém-nascidos, crianças e adolescentes de até 19 anos. Alguns grupos de risco também conseguem vacinação gratuita. O mais comum é que as grávidas consigam a vacinação apenas na rede privada. 

O que aumenta o risco de contrair hepatite B?
Fazer sexo sem preservativo
Ter mais de um parceiro sexual
Ter algum tipo de doença sexualmente transmissível 
Compartilhar agulhas ou outros equipamentos, seja para utilização de drogas injetáveis, seja para o uso diário (alicates, navalhas, escovas de dente) 
Fazer piercings e tatuagens em local pouco higienizados 
Lidar com sangue e outros fluidos corporais. Ou seja, médicos, dentistas, enfermeiras, técnicos de laboratórios e estudantes da área de medicina têm maiores chances de contrair hepatite B 
Morar com alguém que tem hepatite B crônica 

Contágio e período de incubação
Em média, os sintomas aparecem entre dois e três meses após a pessoa entrar em contato com o vírus da hepatite B (período de incubação). Substâncias como sangue, sêmen e fluidos vaginais (inclusive o sangue da menstruação) são altamente contagiosos durante este período de aparição dos sintomas. Cuidado: o sangue e outros fluidos corporais, mesmo depois de secos, podem ser vetores de contágio por mais de uma semana. 

Como diagnosticar a hepatite B? 
Através de um simples exame de sangue solicitado pelo seu médico. Dependendo do caso, se ele desconfiar que seu fígado tenha alguma lesão, poderá pedir uma biópsia. 

Exames
Ao chegar a seu médico, ele lhe fará um exame físico, pedirá um teste de sangue e lhe fará algumas perguntar para checar se você está dentro de algum grupo de risco. No exame de sangue, será possível checar: 

A presença de antígenos e anticorpos, que irão determinar se você foi ou não infectado pelo vírus VHB, se você está imunizado, se tem alguma infecção crônica no fígado ou se está sujeito a transmitir a doença para outras pessoas 
Se não for o vírus B, os exames vão procurar pelos demais: hepatite A, hepatite C ou Epstein-Barr (que causa a mononucleose) 
Se não for uma causa viral, há testes que determinam qual é o motivo da infecção no fígado 
Se você além de estar com o vírus da hepatite B, também está com o da hepatite D 

E ainda a presença das seguintes substâncias: 
Bilirrubina. Quando esta substância aparece no sangue, pode indicar que você está com hepatite Albumina. Baixa quantidade desta proteína no sangue a principal da circulação sanguínea pode indicar hepatite ou outros problemas no fígado 
Tempo de protrombina. Este exame mede o tempo que o sangue leva para coagular. Se o tempo para a coagulação for elevado, ele pode indicar que o paciente está com hepatite. A falta de vitamina K no sangue também eleva o tempo de protrombina 
A Alanina aminostransferase (ALT) é uma enzima produzida nas células do fígado. Ela também é feita por outros órgãos, mas encontra-se em maior quantidade no fígado. O dano hepático libera esta substância no sangue e isso pode ocorrer em todos os tipos de hepatite: A, B e C. Quando o fígado está lesionado, o nível dessas enzimas na corrente sanguínea se eleva 
Aspartato aminostransferase (AST) é um enzima presente em vários tecidos do corpo como fígado, rim, coração, músculos e também no cérebro. Ela é liberada no sangue quando estes órgãos estão com algum tipo de lesão. A quantidade de AST presente na corrente sanguínea está diretamente relacionada ao tamanho do ano no tecido. Quanto mais AST no sangue, mais grave é a lesão no órgão 
Fosfatase alcalina diz respeito a uma família de enzimas produzidas nos dutos da bílis, no intestino, no rim, na placenta e nos ossos. Quantidades altas de fosfatase no sangue indicam problemas nos dutos biliares e, conseqüentemente, danos no fígado. Como ela também é produzida nos ossos, no entanto, também pode indicar problemas nestes tecidos 
Desidrogenase lática (LDH) é uma enzima também. Mas como muitas doenças podem causar a elevação desta substância no sangue, o médico precisará pedir os outros testes acima citados para comprovar ou descartar a infecção por hepatite A 

Exames de imagem:
Ultra-som abdominal 
Tomografia computadorizada
Biópsia do fígado Se existir o risco de câncer de fígado, será necessário um exame para checar a presença de alfa fetoproteina. Se o nível desta substância for elevado, pode indicar que as células são cancerígenas. 

Como tratar a hepatite B? 
Na maioria dos casos, a doença vai embora sozinha. É possível, no entanto, amenizar os sintomas através de descanso, alimentação saudável, ingestão de líquidos, com exceção do álcool. No caso da hepatite crônica, seja ela do tipo B ou do tipo C, existem remédios e associações de remédios. A médica hepatologista Edna Strauss, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia, lembra, no entanto, que os tratamentos são prolongados, custosos e geralmente têm efeitos colaterais importantes, o que faz com que o paciente necessite de cuidados médicos constantes. A hepatite B crônica pode lesionar seriamente o fígado. Em casos deste tipo, pode ser necessário um transplante de fígado. 

Tratamento 
Não é preciso tomar remédios, pois, na maioria dos casos, a infecção vai embora sozinha. Comer bem e beber muita água ajudam o corpo a se recuperar mais rapidamente. Para amenizar os sintomas, o médico pode receitar também remédios contra dores, febre e enjôo. A hepatite A não causa problemas crônicos no fígado e nada menos do que 99% das pessoas que a contraem se recuperam. 

Pegue leve
Os doentes devem poupar energia reduzindo as atividades diárias, mas isso não significa que devam passar o dia deitados na cama. O ideal é que você não vá à escola ou ao trabalho por alguns dias até a recuperação total. Quando começar a se sentir melhor, você pode voltar às atividades diárias, mas de forma gradual. Não tente fazer isto antes de estar totalmente recuperado, pois poderá ter uma recaída. 

Alimente-se bem
Mesmo que a doença traga perda de apetite, é importante que você se alimente bem. Isso não significa que você deve comer grandes quantidades, mas sim que precisa fazer pequenas refeições saudáveis e nutritivas. É recomendável também caprichar nas refeições matinais, especialmente no café da manhã, e comer alimentos mais leves no período da noite. 

Hidrate-se
É essencial manter o corpo hidratado, principalmente se você sentir náuseas e vomitar. Beba muita água. Se gostar, tome também água de coco, uma bebida natural com alto poder de hidratação. Sucos de frutas e isotônicos (bebidas para esportistas que repõem perdea de sais minerais) também são recomendados. 

Fuja do álcool e das drogas
Por atacar diretamente o fígado, a hepatite prejudica a capacidade do órgão de quebrar as moléculas de certos medicamentos e do álcool, reduzindo, assim, seu poder de digestão. Ingerir remédios drogas ilegais e álcool pode fazer com que a inflamação se prolongue e os danos ao fígado poderão ser mais sérios. 

Tente não se coçar
Às vezes a hepatite A pode causar uma forte coceira pelo corpo. Como se coçar não ameniza a coceira e pode, inclusive, causar lesões na sua pele, segure-se e não se coce! Se a coceira estiver muito forte, seu médico lhe indicará um remédio. Os mais indicados são os quelantes de sais biliares, dentre eles, a colestiramina. 

Se você tiver a hepatite B crônica, visite seu médico regularmente 
Se você adquirir hepatite B crônica, seu medico lhe recomendará a vacinação contra a hepatite A no caso de você ainda não ter anticorpos, nem ter sido vacinado contra esta doença. Você também precisará ir ao médico regularmente para que ele faça um acompanhamento da evolução da doença. É preciso checar sempre as condições de seu fígado e verificar se o vírus não está se multiplicando de forma a comprometer o funcionamento do órgão. A hepatite crônica pode levar a cirrose e ao câncer de fígado. 

Cirurgia
Um número muito pequeno de pessoas, geralmente as que já têm algum tipo de doença crônica no fígado, ou então idosos, pode desenvolver lesões sérias no fígado quando contraem o vírus hepatite A. É a chamada hepatite fulminante, que pode levar a morte. Neste caso, o transplante de fígado pode salvar o doente. 

Outros tipos de tratamentos
Aquelas pessoas que sofrerem com vômitos, náuseas e desidratação graves precisarão ser hospitalizadas para receber medicação intravenosa (por meio de injeções aplicadas diretamente nas veias). 

Hepatite crônica tratamentos
O tratamento para a hepatite B dependerá do quão ativo está o vírus em seu corpo e se o seu fígado corre o risco de lesões mais sérias, como a cirrose. A hepatite aguda geralmente se cura sozinha, e o tratamento em casa é indicado para aliviar os sintomas e prevenir contra uma possível cronicidade da doença. Já para a hepatite crônica, seja ela do tipo B ou C, não existe cura, mas sim controle. Na maioria das vezes ele é feito por meio de medicamentos chamados de anti-virais. Alguns dos medicamentos são a Lamivudina, o Adefovir e o Entecavir, que também são utilizados no tratamento da AIDS, e atacam diretamente o VHB. 

Os tratamentos com estes remédios, no entanto, são caros, prolongados e com muitos efeitos colaterais. Além disso, o vírus pode se tornar resistente aos medicamentos, e a doença reaparece assim que o uso deles é suspenso. Um número grande de pacientes com essas doenças consegue levar uma vida normal, sem maiores complicações. Em alguns casos, quando a doença já está presente há pelo menos 20 anos, o fígado pode acabar comprometido, chegando ao estado da cirrose. Aí pode ser necessário um transplante. Tumores do fígado, chamados de hepatomas, também podem aparecer nos pacientes com a doença crônica. 

Como evitar o contágio da hepatite B? 
A melhor forma de evitar a hepatite é por meio da vacinação. Diferentemente da hepatite A, que requer duas injeções, são necessárias três doses para ficar imune à hepatite B. Se tomada da maneira correta (três injeções), ela tem um poder de proteção de 95%, por nada menos do que 15 anos. No caso de recém-nascidos, a primeira dose deve ser aplicada na maternidade, nas primeiras 12 horas após o nascimento. A segunda é dada 30 dias depois da primeira e, a terceira, 180 dias após a primeira dose. Em crianças, adolescentes e adultos, o intervalo também é o mesmo. 

Outras formas de evitar o contágio e de espalhar o vírus são:
Sempre usar camisinha nas relações sexuais 
Não compartilhar agulhas 
Se você lida com sangue, sempre use luvas descartáveis 
Não compartilhar escovas de dente, alicates, barbeadores e outros objetos cortantes e de uso pessoal Se você desconfiar que entrou em contato com o vírus antes de tomar as três doses da vacina, poderá pedir ao seu médico que receite uma dose de imunoglobulina da hepatite B. E depois as três doses da vacina. 

É importante que, no caso de contato com uma agulha contaminada, a imunoglobulina seja aplicada até sete dias após o ocorrido. Se o contato for via ato sexual, o tempo para tomar esta substância é um pouco maior, até duas semanas após o contágio. Assim como em outras doenças, quanto mais cedo você receber o tratamento, maior será a eficácia. 

Quando procurar um médico? 
É preciso buscar ajuda médica rapidamente se a pessoa que está infectada com o vírus da hepatite A ficar seriamente desidratada, com vômito constante. Os seguintes sinais também podem indicar que o paciente está com o fígado muito infeccionado e comprometido:

Irritação extrema 
Raciocínio confuso 
Muita sonolência 
Perda de consciência 
Inchaço pelo corpo, especialmente nas mãos, rosto, pés, tornozelos, pernas, braços e abdômen 
Sangramento no nariz, boca e reto (fezes com sangue) 

É importante buscar ajuda médica porque todas as formas de hepatite viral possuem sintomas muito parecidos. Só o exame de sangue poderá identificar qual o tipo de vírus contraído pelo doente. Quem você deve procurar? 

O médico da família 
Pediatra (no caso de crianças)

Se mais complicações surgirem, talvez seja preciso procurar: 
Um gastroenterologista 
Um hepatologista (especialista em doenças do fígado) 
Um especialista em doenças infecciosas  

Fonte: Minha Vida/UOL


domingo, 22 de setembro de 2013

A hepatite foi responsável por 1.445.000 mortes em 2010

De acordo com dados do "Institute for Health Metrics and Evaluation" (IHME) da Universidade de Washington as hepatites virais mataram mais pessoas do que a AIDS em 117 de 187 países ao redor do mundo. 

O "Institute for Health Metrics and Evaluation" é um centro de pesquisa independente da Universidade de Washington dos Estados Unidos com o objetivo de identificar as melhores estratégias para a construção de um mundo mais saudável. 

Embora essas taxas de mortalidade sejam alarmantes e extremamente elevadas, a doença ainda parece ser ignorada por muitos governos, ao contrário da HIV/AIDS. A Organização Mundial da Saúde acredita que a hepatite tem se tornado uma "epidemia silenciosa", devido à falta de sintomas da doença. Muitas vezes, os sintomas não surgem até que o paciente desenvolva cirrose ou câncer de fígado. 

O estudo é realizado com apoio do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde desde 1990, comparando os levantamentos realizados em 1990, 2005 e 2010 acaba de ser publicado no "The New England Journal of Medicine" de agosto de 2013, analisando no total a situação de 291 doenças em 21 regiões do mundo incluindo 20 grupos etários de 187 países. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Murray CJL, Lopez AD. Measuring the Global Burden of Disease. New England Journal of Medicine. 2013; 369:448-457. 

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

Carga Viral Negativa é igual a Carga Viral Indetectável?

Existem dois métodos de PCR, o quantitativo e o qualitativo para determinar a presença do vírus da hepatite C no organismo. No qualitativo o resultado e simplesmente dado como "positivo" ou "negativo", em alguns casos aparece como "indetectável". 

No teste quantitativo o resultado quando positivo é expresso por um número que mostra a quantidade de unidades internacionais do vírus encontradas em 1 mililitro de sangue, o número do resultado é seguido de: IU/ml. 

Mas todo teste PCR, seja o qualitativo ou o quantitativo necessita de uma quantidade mínima de unidades virais para conseguir detectar o vírus, é a chamada sensibilidade do teste. 

Existem diferentes marcas comerciais de testes e cada uma delas apresenta uma sensibilidade diferente, valor esse que sempre deve constar no resultado do exame para que seja possível se conseguir fazer uma boa interpretação. 

Entre os testes atualmente mais empregados existem testes com sensibilidade de 15 IU/ml e de 25 IU/ml. 

Então, se a carga viral se encontra acima desses valores o resultado é "positivo", isto é, o vírus se encontra no organismo do paciente. Mas se o resultado é "negativo" ou "indetectável" não existe segurança para se afirmar que o paciente está curado da hepatite C, pois poderá existir entre uma unidade do vírus e o mínimo necessário para o teste o encontrar, que podem ser 15 ou 25 dependendo da sensibilidade do teste empregado. 

É por esse motivo que ao finalizar o tratamento deve se aguardar seis meses para realizar uma carga viral para então confirmar o resultado do tratamento. Se o resultado após esses seis meses continua "negativo" ou "indetectável" então se considera que o paciente conseguiu a resposta sustentada, que é considerada a cura da hepatite C. 

Devido a rápida replicação do vírus da hepatite C esses seis meses são mais que suficientes para, que caso um vírus, tenha ficado no organismo tenha condições suficientes para se multiplicar e for novamente detectado quando da realização da carga viral. Nesses casos o tratamento não conseguiu o sucesso esperado e o paciente recidivou, continuando infectado com o vírus da hepatite C. 

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Testagem em São Gonçalo II


Nossos agradecimentos aos amigos Jornalistas Andre Correia e Carol, do Projeto Alternativo. Eles retrataram com muita responsabilidade nosso trabalho por uma São Gonçalo mais humana, é só conferir no vídeo clicando abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=Q0ZPALDi5yY&feature=youtu.be










sábado, 31 de agosto de 2013

Ultrassom israelense que destrói tumores chega a SP

http://www.radarisrael.com/index.php/ultrassom-israelense-que-destroi-tumores-chega-a-sp/

Testagem na Praça Luiz Palmier

Foi um belo evento para a população. Nos dias 28 e 29 de agosto foram realizados mais de 500 testes para hepatite B e C, e distribuída farta informação. Realizar os testes é muito importante, saber tudo que puder sobre as hepatites "é mais importantes ainda". Porém não podemos deixar de demonstrar nosso descontentamento com " O Fluminense",  o referido jornal em momento algum citou o Grupo Amarantes e a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo. Eu e a voluntária Vanderli, fomos a Secretaria de Estado pedir a Coordenadora de Hepatites que nos ajudasse a fazer um evento em São Gonçalo. Como o Dia Mundial coincidia com a visita do Papa Francisco, ficou decidido então que o Dia Mundial seria realizado nos dias 28 e 29 de agosto em São Gonçalo.  Não podemos esquecer o apoio do Grupo Gênesis de Niterói. Nossos agradecimentos ao vereador  Lecinho Breda, e ao deputado Jose Luis Nanci pelo apoio ao evento.