











Está mais do que provado de que a forma assistida de tratamento para portadores da hepatite C elevam em muito a chance de cura por conta da adesão do paciente ao tratamento que é longo podendo ir de
Por isso em locais onde existem os pólos assistidos de tratamento a chance de cura aumenta em muito pois a equipe multiprofissional formada por profissionais como nutricionistas e psicólogas trabalham para a diminuição desses efeitos adversos, e o paciente não desiste do longo tratamento.
Estudo do Pólo Assistido da UNESP de Botucatu comandado pelo Dr. Giovanni Silva revelam que a grande maioria ,ou seja,97% dos pacientes concluem o tratamento ao passo que na forma domiciliar a taxa de adesão é bem menor podendo chegar apenas a 50%, ou seja, metade dos pacientes que se tratam de forma domiciliar,( embora legal) desistem do tratamento pois não suportam os efeitos colaterais.Nesse caso a chance de cura é drasticamente reduzida.
E quando há desistência do tratamento antes da cura, certamente há desperdício do dinheiro público que comprou esses remédios, sendo que os mesmos poderiam serem utilizados para um tratamento completo, e o pólo assistido contribui também para esse fato. Isto sem contar que com as sobras dos outros interferons (a dosagem é de acordo com o peso do paciente) juntando-se as mesmas sobras de outras ampolas do medicamento, consegue-se um número maior de tratamento.
Pólo Assistido: bom para o paciente, excelente para o governo!!!
Cláudio Costa
Grupo Amarantes
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Só no Brasil existem oficialmente seis milhões de pessoas com hepatite dos tipos B e C, as formas mais graves da doença. No mundo são cerca de meio bilhão de portadores do vírus.
Amanhã, 19 de maio, às 18 horas, o Cristo Redentor, monumento símbolo do Brasil, ganhará uma iluminação bicolor em vermelho e amarelo, diferentemente das suas luzes originais. Sob o comando da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) com o apoio da Arquidiocese do Rio do Janeiro, a ação tem um motivo nobre: alertar a população sobre a existência da hepatite e, mais ainda, chamar a atenção de 90% de portadores que simplesmente não sabem que têm a doença. O evento, que se repetirá na sexta-feira, dia 20 de maio, ocorre em sintonia com a semana mundial de combate à Hepatite (de
Só no Brasil existem oficialmente seis milhões de pessoas com hepatite dos tipos B e C, as formas mais graves da doença. No mundo são cerca de meio bilhão de portadores do vírus. “A doença é chamada de assassino silencioso, pois se desenvolve sem dar nenhum sintoma, durante vários anos, levando o paciente a desenvolver uma cirrose, ter a necessidade de um transplante e, em alguns casos, até câncer de fígado”, avisa o presidente da Associação Humberto Silva. As cores das luzes, vermelha e amarela, representam a campanha.
Para Silva, que também é portador de hepatite, tão importante quanto alertar sobre a doença e sua proliferação é comunicar à população que existe tratamento e cura. “Nosso maior objetivo com este ato no Cristo Redentor é que esta iluminação especial ilumine a consciência dos brasileiros, para que realizem testes de detecção do vírus, excluindo o Brasil do altíssimo índice de pessoas que ignoram estar infectados”, considera.
Serviço – O diagnóstico da hepatite é feito por meio de exames de sangue, sorologias ou biópsia do fígado. Durante a Semana Mundial das Hepatites, de
Com sede
A MAIORIA GRITA:
AS HEPATITES VIRAIS DEVEM SER PRIORIDADE DE GOVERNO!
Claudio Costa
Grupo Amarantes
No dia 11 de maio o Conselho Nacional da Saúde tratou do problema das hepatites no Brasil. O Dr. Jarbas Barbosa apresentou a “Resposta Nacional para o enfrentamento das Hepatites Virais”, a qual já divulgamos e que se encontra em http://www.hepato.com/p_geral/promessas_ministerio-da-saude-2011-05-11.doc
Dando continuidade a um trabalho de advocacy e representando as organizações da sociedade civil o Dr. Evaldo Stanislau Affonso de Araújo apresentou dados que refletem o grave problema que as hepatites representam para a saúde pública brasileira e, por se tratar da maior epidemia que atinge o país constitui-se no maior desafio do ministério da saúde, motivo pelo qual fica demonstrada a necessidade de uma coordenação especifica para estrategicamente encontrar formas de atuação.
Os 102 slides da apresentação realizada pelo Dr. Evaldo durante a reunião do Conselho Nacional da Saúde, uma verdadeira aula sobre as hepatites, é encontrada em http://www.ongcontrolesocial.org/CNS-evaldo-2011-05-11.pdf
A seguir, tomei a liberdade de divulgar um texto do Dr. Evaldo, longo, porém importante, pois se constitui numa reflexão que todos os interessados nas hepatites deveriam ler e refletir.
Carlos Varaldo
É comprovado que a vacinação contra a hepatite B imediatamente após o parto, conjuntamente com a aplicação de imunoglobulina, impede a transmissão vertical quando a mãe é portadora da hepatite B.
Um estudo realizado na Tailândia coloca uma luz no debate que existe para se saber se a vacinação contra a hepatite B das crianças ao nascer é suficiente para proteger contra a infecção quando expostos a infecção na vida adulta.
Foram estudadas 222 crianças tailandesas filhos de mães infectadas com hepatite B (HBsAg ?/+ e HBeAg ?/+) que ao nascer foram vacinadas no primeiro dia de vida, recebendo novas doses da vacina aos 30, 60 e 360 dias após o nascimento. Um subgrupo de 100 crianças recebeu uma nova dose de reforço ao completar cinco anos de idade.
Ao completar 20 anos cada indivíduo realizou exames para anticorpos anti-HBs e marcadores sorológicos de hepatite B (anti-HBc, HBsAg, e em casos selecionados de HBeAg, anti-HBe, HBV/DNA). Durante os 20 anos de seguimento nenhum indivíduo adquiriu uma nova infecção crônica pela hepatite B ou desenvolveu doença clínica causada pela hepatite B.
Durante a primeira década de vida das crianças é possível a progressão subclínica da infecção pela hepatite B (soro conversão anti-HBc), mas somente foi observada em 6 das 49 (12,2%) crianças nascidas de mães HbsAg+ e HBeAg+. Na segunda década de vida a progressão foi observada em todos os grupos, acontecendo em 18 de 140 (12,8%) dos adolescentes.
Aumento na concentração do anti-HBs, não relacionada à vacina da hepatite B ou uma nova infecção foi detectada em aproximadamente 10% das crianças em cada uma das décadas analisadas.
Concluem os autores que a vacinação das crianças no nascimento com a vacina recombinante contra a hepatite B confere proteção a longo prazo contra a possível progressão da doença clínica ou a probabilidade de uma nova infecção.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
- Evidence of protection against clinical and chronic hepatitis B infection 20? years after infant vaccination in a high endemicity region - Poovorawan, Y.1; Chongsrisawat, V; Theamboonlers, A.; Leroux-Roels, G.; Kuriyakose, S.; Leyssen, M.; Jacquet, J.-M. - Journal of Viral Hepatitis, Volume 18, Number 5, May 2011 , pp. 369-375(7)
Carlos Varaldo
Definição da palavra hepatite e suas causas
A palavra hepatite serve para designar qualquer problema que por qualquer causa esteja inflamando o fígado. Em Grego antigo Hepat (da palavra Hepar) significa fígado e o final itis (em inglês) significa inflamação.
O fígado pode apresentar hepatites por inflamação causada por inúmeros agentes, desde a agressão pelas bebidas alcoólicas, medicamentos, alimentos, vapores tóxicos, atacado pelo próprio organismo (hepatite auto-imune) por vírus variados, como a malaria, o herpes, o chagas, o dengue e muitos outros, mas todas essas formas que causam hepatites não são transmissíveis de uma pessoa para outra, isto é, não existe perigo de contagio.
Já as hepatites que podem ser transmitidas entre as pessoas são identificadas por uma letra. A primeira identificada levou a letra "A" e passou ser conhecida como "hepatite A", depois foi descoberta uma segunda a qual passou a ser chamada de "hepatite B" e assim, à medida que cada novo vírus da hepatite que podem ser transmitidas de pessoa a pessoa a ser descoberta vai ganhando uma nova letra do alfabeto. Já temos então os vírus das hepatites A, B, C, D, E, F e G. Mas ainda existem outros vírus que ainda não foram identificados e que por isso em alguns países são chamados de "hepatites X" e em outros de "hepatites criptogenicas".
Diversas podem ser as causas dessas hepatites criptogenicas, as quais podem ser vírus desconhecidos, doenças metabólicas ou hepatite auto-imune de apresentação atípica, mas por enquanto tudo permanece ainda um mistério.
Mas a maioria dos graves problemas no fígado é causada pelas hepatites B e C, sendo pelo número de infectados considerado como a maior epidemia da historia da humanidade. 1 de cada 12 pessoas do mundo está infectada cronicamente com as hepatites B ou C. A maioria absurdamente ainda não sabe que está doente com um grave problema de saúde..
O que é o fígado e o que ele faz
O fígado é uma glândula que pesa aproximadamente
O sangue passa pelo fígado pela artéria hepática e pela veia porta. A veia porta leva o sangue que contêm os alimentos digeridos no intestino delgado e a artéria hepatica leva o sangue rico em oxigênio desde a aorta.
O fígado é chamado da fabrica do corpo humano devido a centenas de funções que realiza. Tem a função de desintoxicar o organismo das sustâncias nocivas, guarda as vitaminas A, D, K e B12 alem dos minerais, sintetiza as proteínas, produz a bílis necessária para a digestão, mantém os níveis de glicose no sangue, produz 80% do colesterol necessário para permanecermos vivos, decompõe os glóbulos vermelhos, produz as hormonas, produz a uréia, os fatores anti-histamínicos e muitas outras funções.
Carlos Varaldo
Segundo um novo estudo do CDC - Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos - as novas infecções causadas pela hepatite C são a cada dia menos comuns. Na metade da década dos 80 aconteciam aproximadamente 70 novas infecções por milhão de americanos e, tal incidência entre os anos de 1994 e 2006 teve uma redução de 90%, acontecendo somente sete novas infecções a cada milhão de habitantes dos Estados Unidos.
As novas infecções causadas pelo vírus da hepatite C geralmente não são evidentes. A maioria dos casos não apresenta sintomas e, em silencio a doença vai danificando o fígado durante anos. Quando aparecem sintomas que possibilitam o diagnostico nas fases avançadas, o dano hepático já é grande, dificultando o tratamento.
De cada 10 novas infecções duas ou três são classificadas como hepatites agudas, apresentando febre, náuseas, mal estar geral e quando aparecem sintomas de icterícia, com pele e olhos com coloração amarelada, fica evidente um claro sinal de um problema no fígado.
A hepatite C é transmitida a través do contato com sangue infectado penetrando por uma ferida aberta de um indivíduo saudável. É a infecção mais comum entre usuários de drogas injetáveis devido ao compartilhamento de seringas e instrumentos para sua aplicação. Uma pequena quantidade de casos acontece durante o parto quando a mãe á a infectada e até pode ser possível a transmissão sexual, porém essa é uma via de transmissão rara de acontecer, (Meu comentário: por isso a hepatite C não é considerada pela OMS uma doença sexualmente transmissível, a não ser por governantes ignorantes que acham que tudo na vida é uma doença sexual que acontece por não se usar preservativos).
O estudo realizado nos Estados Unidos pelo CDC chegou a conclusões muito interessantes para se efetuar uma correta estratégia no controle e prevenção de novos casos, destacando entre elas:
- O uso de drogas injetáveis é atualmente a fonte mais comum de infecção pela hepatite C, mas representam uma percentagem muito pequena no conjunto total de pessoas que estão infectadas;
- Existem poucas evidencias que na atualidade procedimentos estéticos como tatuagens ou aplicação de piercings contribuam substancialmente para disseminar a hepatite C;
- Aproximadamente 14% das novas infecções pela hepatite C identificadas durante o período do estudo ocorreu entre pessoas que disseram identificar como único fator de risco a pratica de sexo com um parceiro infectado ou que tinham múltiplos parceiros sexuais;
- O risco de infecção por transfusões de sangue nos Estados Unidos caiu para níveis insignificantes, de aproximadamente uma nova infecção a cada dois milhões de transfusões, devido à introdução de praticas mais rigorosas na triagem de doadores e exames para detectar o HCV, especialmente pela obrigatoriedade da realização do teste NAT no sangue coletado.
Concluem os pesquisadores alertando que a maioria das pessoas infectadas com hepatite C não são usuários de drogas injetáveis. A população cronicamente infectada é composta na sua maioria de pessoas que se infectaram antes de 1993 quando ainda não se possuíam formas de detectar o vírus e as seringas de injeção não eram descartáveis.
MEU COMENTÁRIO:
Nos Estados Unidos novos casos de hepatite C estão diminuindo. É interessante analisar os números já que eles mostram o porquê dessa diminuição. Dos aproximadamente quatro milhões de infectados entre 40 e 50% já foram diagnosticados e mais de 700.000 já receberam tratamento, números que deveriam servir de exemplo na responsabilidade com a saúde da população aos demais países.
A epidemia de hepatite C é uma epidemia sinistra porque é agora que estão se manifestando de forma trágica e arrasadora as conseqüências das infecções acontecidas três décadas atrás, com milhares de pessoas desenvolvendo cirrose e câncer no fígado.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Incidence and Transmission Patterns of Acute Hepatitis C in the United States, 1982-2006 - Ian T. Williams; Beth P. Bell; Wendi Kuhnert; Miriam J. Alter - Arch Intern Med. 2011;171(3):242-248. doi:10.1001/archinternmed.2010.511
Carlos Varaldo
Segue abaixo grade de distribuição de Entecavir aos estados (envio para 03 meses) de acordo com quantitativos requeridos pelos próprios estados.
IMPORTANTE: os estados deverão notificar o Ministério da Saúde quanto ao recebimento dos quantitativos abaixo, pois só a partir daí o Ministério da Saúde revogará a Nota Técnica que indicava a substituição do Entecavir por outros medicamentos.
É fundamental que os(as) Coordenadores(as) Estaduais de Hepatites Virais tomem conhecimento da normalização do abastecimento junto ao Ministério da Saúde e que orientem médicos e pacientes a retomar o tratamento com Entecavir.
A distribuição foi realizada em duas datas, 22 de dezembro de 2010 e 10 de janeiro de 2011, sendo enviada a quantidade total requerida pelos estados para atender o primeiro trimestre de 2011, totalizando o seguinte número de frascos para cada estado:
- Acre, 690 frascos
- Alagoas, 36 frascos
- Amazonas, 249 frascos
- Amapá, 7 frascos
- Bahia, ZERO
- Ceará, 84 frascos
- Distrito Federal, 132 frascos
- Espírito Santo, 110 frascos
- Goiás, 312 frascos
- Maranhão, 23 frascos
- Minas Gerais, 567 frascos
- Mato Grosso do Sul, 91 frascos
- Mato Grosso, 56 frascos
- Pará, 42 frascos
- Paraíba, 8 frascos
- Pernambuco, 188 frascos
- Piauí, 5 frascos
- Paraná, 659 frascos
- Rio de Janeiro, 313 frascos
- Rio Grande do Norte, 15 frascos
- Rondônia, 217 frascos
- Roraima, 39 frascos
- Rio Grande do Sul, 240 frascos
- Santa Catarina, 316 frascos
- Sergipe, 63 frascos
- São Paulo, 2.852 frascos
- Tocantins, 2 frascos
TOTAL BRASIL: 7.312 frascos para o trimestre, quantidade para atender aproximadamente 2.090 pacientes em tratamento com Entecavir.
Para calcular o número de pacientes em tratamento em cada estado é necessário dividir o número de frascos enviados por 3,5, isto porque alguns pacientes possuem indicação de Entecavir 1 mg e recebem dois frascos a cada mês.
Agradecemos ao Departamento DST/AIDS/Hepatites que dessa forma normalizou a entrega do Entecavir, tendo adquirido quantidade suficiente para atender os estados no que for requerido para o segundo semestre, dando tempo suficiente para realizar com certa calma a compra para atender os dois últimos trimestres de 2011 evitando uma nova falta no fornecimento aos pacientes.
Carlos Varaldo
O tratamento da hepatite B objetiva a supressão sustentada do HBV DNA (carga viral) procurando a soro conversão do antígeno de superfície do vírus, o HBsAg. Atualmente é importante a condição do paciente e se ele for HBeAg-positivo ou HBeAg-negativo a estratégia de tratamento será diferente.
O tratamento está evoluindo, principalmente nos últimos anos. Vinte anos atrás, em 1991, o único medicamento disponível era o interferon convencional (interferon alfa), o qual atualmente foi substituído pelo interferon peguilado. A desejada soro conversão do HbeAg conseguindo ficar com carga viral indetectável utilizando o interferon peguilado é de 33% nos pacientes HBeAg-negativos e de 25% nos pacientes HBeAg-positivos
A partir de 1998 foram autorizados para o tratamento da hepatite B cinco medicamentos orais, chamados de "nucleosídeos / nucleotídeos". A Lamivudina foi o primeiro, mas hoje sua utilização esta a cada dia menor, pois após cinco anos de utilização 76% dos pacientes desenvolvem resistência do vírus ao medicamento.
A Telbivudina é mais potente que a Lamivudina, mas após dois anos de utilização a resistência se desenvolve em 25% dos pacientes HBeAg-positivos e em 11% dos pacientes HBeAg-negativos.
O Adefovir é relativamente fraco, mas é eficaz nos casos em que acontece resistência a Lamivudina e aparecem mutações no tratamento com a Telbivudina, devendo nesses casos utilizar o Adefovir em combinação com o medicamento que criou resistência, sem o substituir. A resistência ao Adefovir se desenvolve lentamente, chegando a 29% dos pacientes HBeAg-negativos após cinco anos de tratamento, porém aumenta a possibilidade de resistência ao Adefovir nos pacientes que apresentaram anteriormente resistência a Lamivudina.
Atualmente os dois medicamentos orais de primeira linha recomendados são o Entecavir e o Tenofovir. O Entecavir é muito potente demonstrando que após cinco anos de tratamento 94% dos pacientes conseguem manter a carga viral indetectável. A resistência aos cinco anos de utilização aparece em somente 1,2% dos pacientes que nunca antes receberam qualquer antiviral.
O Tenofovir também é potente, sendo muito eficaz quando utilizado em monoterapia nos pacientes que criaram resistência a Lamivudina. O Tenofovir por ser o último dos medicamentos aprovados tem somente três anos de utilização, demonstrando não ter criado resistência nesse período de tratamento.
Seja com a utilização do interferon peguilado (o único antiviral em que o tratamento é realizado por um período limitado de 1 ano), ou com os potentes medicamentos orais como o Entecavir ou o Tenofovir que podem ser utilizados por períodos longos de tratamento por apresentarem baixa resistência, a supressão da carga viral de forma sustentada é uma realidade, conseguindo se melhorar os níveis de fibrose e até o quadro de cirrose em um importante percentual de pacientes infectados com hepatite B, conseguindo ainda uma redução do risco de desenvolvimento de câncer no fígado.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Treatment of chronic hepatitis B: Evolution over two decades - Yuen MF, Lai CL. - J Gastroenterol Hepatol. 2011 Jan;26 Suppl 1:138-43. doi: 10.1111/j.1440-1746.2010.06545.x.
Carlos Varaldo