segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Explicando a Cirrose
O termo "Cirroses" deriva do Grego "Kirrhos" que significa uma mistura das cores amarelo e laranja. Muitos são as causas que podem levar um fígado ao estado de cirrose, não somente o alcoolismo como popularmente é falado. Entre eles podemos citar as principais causas, lamentavelmente pouco difundidas, que são as hepatites B, C e D, a esteatose (gordura no fígado), o excesso de ferro, alguns medicamentos, suplementos dietéticos e diversas doenças que atacam o fígado.
Uma de cada quatro pessoas infectadas com hepatite C, se não diagnosticada precocemente e sem receber tratamento desenvolverá cirrose. O processo começa quando o organismo tenta se livrar do vírus C produzindo enzimas hepáticas. Quando o processo continua sem sucesso começa a formação de fibras (fibrose) e quando as lesões continuam avançando o tecido hepático começa a ficar cicatrizado, endurecendo o fígado pela falta de circulação do sangue e, então, a cirrose está estabelecida. Esse processo leva, em média, mais de 20 anos, mas em alguns indivíduos, que por outras causas estão prejudicando o fígado, a cirroses pode aparecer em poucos anos.
Um modo de descrever o processo de fibrose e cirrose poderia ser o que acontece quando alguém sofre um acidente e quebra uma perna. A perna fica inchada (similar a inflamação no fígado) e o médico vai imobilizar colocando gesso, isso é necessário para evitar que a inflamação impeça a circulação do sangue e forme necrose nos tecidos, quando então aparece a gangrena. Podemos imaginar a grosso modo que o processo que levou a gangrena foi por causa da inflamação, da fibrose e a gangrena já seria o estado de cirrose se nos referimos ao fígado.
O fígado é um órgão que sofre em silencio. Raramente alguém que sente um desconforto na região do fígado sai correndo para procurar um hospital. A falta de sintomas que apresentam as hepatites é o que dificulta o diagnostico, muitas vezes nem os médicos desconfiam que o paciente possa estar com infectado.
Um médico experiente, aqueles (cada dia mais raros) que apalpam o paciente pode diagnosticar algumas anormalidades. Um fígado normal é mole e liso, um fígado com cirrose é duro e irregular. O baço pode estar dilatado na presença de cirrose. Também marcas vermelhas na pele na parte superior do corpo ou na cara, resultados de exames que mostram plaquetas baixas, aumento no tempo de coagulação, colesterol abaixo dos limites são indicativos com os quais o médico pode suspeitar de um fígado muito danificado. Nas etapas mais avançadas a cirrose pode provocar um déficit na albumina e um aumento na bilirrubina.
A ultrassonografia e outros exames por imagem não são confiáveis para diagnosticar o estado do fígado. A forma mais segura de diagnostico é a realização da biopsia hepática, exame que não apresenta maiores riscos. Somente em casos de cirrose é que a biopsia pode ser perigosa se realizada por um médico pouco experiente. Mas se o paciente com cirrose apresenta varizes no esôfago e pela ultrassonografia se observa a veia porta do fígado dilatado e os resultados dos exames de sangue mostram alterações características o diagnostico de cirrose estará confirmado, não sendo necessário submeter o paciente a uma biopsia.
É importante destacar que existem duas etapas na cirrose. A chamada cirrose compensada não apresenta maiores problemas para o paciente. A segunda etapa é chamada de cirrose descompensada, quando aparecem as complicações causadas pelo deficiente funcionamento do fígado, como a ascites (inchaço da barriga causada pela acumulação de fluidos), sangramento das veias do esôfago (em geral com vômitos de sangue) ou finalmente, nos casos muito graves, a chamada encefalopatia hepática, na qual ao comer proteína animal o paciente pode até entrar em coma. A cirrose descompensada é chamada de doença hepatica terminal e nesse caso deve se pensar na possibilidade de um transplante de fígado.
O fígado desempenha mais de 500 funções. Todo o que se bebe, se come, se respira ou se coloca na pele deve ser processado (metabolizado) pelo fígado, o qual depura os tóxicos e produz os nutrientes e proteínas necessárias ao organismo. O fígado é a tal "fabrica" que alimenta o corpo.
Um fígado com cirrose pode provocar algumas (não todas em todos os pacientes) complicações:
- Coceira intensa;
- Facilidade em sofrer hematomas e hemorragias;
- Osteoporoses o perda de massa óssea;
- Maior possibilidade de sofrer infecções;
- Perda de massa muscular;
- Alterações nos níveis de glicose;
- Icterícia (olhos, pele e urina amarelada);
- Nos homens, aumento das mamas e diminuição dos testículos;
- Nas mulheres alterações nos ciclos menstruais;
- Problemas renais;
- Acumulação de fluidos no estomago e na extremidade das pernas;
- Varizes no esôfago e hemorragias intestinais;
- Encefalopatia hepática;
Mas nem tudo é ruim para quem tem o fígado com elevados danos. O fígado é um órgão tão extraordinário que naqueles com cirrose é capaz de compensar as deficiências causadas pela cirrose em aproximadamente 80% dos pacientes com hepatite. Isso significa que a maioria das pessoas pode levar uma vida praticamente normal por muitos anos, de forma ativa.
O controle médico é necessário, com consultas periódicas para avaliar com cuidado o possível avanço da doença, e se o médico detectar um aumento da gravidade o paciente será encaminhado a uma equipe de transplante. Após o transplante, hoje uma cirurgia mais comum que na década anterior, o indivíduo passa a ter uma vida com muitíssima boa qualidade de vida.
Agência de Notícias
das Hepatites
domingo, 18 de março de 2012
Acrescentar Vitamina D ajuda a curar 95% dos infectados com os genótipos 2 e 3 da hepatite C.
INTRODUÇÃO
A possibilidade de cura da hepatite C nos infectados com os genótipos 2 e 3 em tratamento com interferon peguilado e ribavirina oscila segundo diversos estudos entre 74% e 77%. Porém, em pacientes de pele negra ou descendentes de hispânicos a taxa de cura é ainda menor, de somente 57%.
Em função dessa diferença recentes estudos têm abordado a questão da melhoria do hospedeiro (o organismo do paciente) utilizando a Vitamina D que é um potente imunomodulador que favorece a imunidade. Níveis baixos de Vitamina D, inferiores a 20 ng/ml impedem os macrófagos de iniciar a resposta imune inata.
Para absorção da Vitamina D pelo organismo é necessária a exposição ao sol, como indivíduos de peles mais escuras absorvem menos raios solares que os indivíduos brancos, os de pele preta e os hispânicos são deficientes em Vitamina D, ficando mais propensos a contrair infecções virais e tuberculose do que os brancos caucasianos. Além disso, a Vitamina D melhora a sensibilidade à insulina e melhora as células CD4. A deficiência de Vitamina D é muito comum entre os pacientes com doenças que atacam o fígado, pelo menos um terço delas sofre de grave deficiência de Vitamina D, com níveis inferiores a 12 ng/ml.
O teste de sangue para se conhecer o nível de Vitamina D é o "25-hidroxi-vitamina D"
A PESQUISA NOS GENÓTIPOS 2 E 3
50 pacientes infectados com os genótipos 2 e 3 da hepatite C foram divididos em 2 grupos. Um recebeu tratamento com interferon peguilado e ribavirina e o segundo grupo recebeu além do interferon peguilado e ribavirina a Vitamina D.
A Vitamina D administrada era de uso oral, na dosagem de 2.000 UI ao dia, iniciando 12 semanas antes do tratamento com o interferon peguilado e ribavirina, para alcançar um nível de 32 ng/ml e mantendo a Vitamina D durante todo o tratamento. Nenhum efeito adverso ou colateral causado pela Vitamina D foi observado.
O grupo que recebeu a Vitamina D apresentava um maior percentual de pacientes com IMC (massa corporal) e carga viral elevada que o grupo tratado somente com interferon peguilado e ribavirina, o que supostamente deveria apresentar menor resposta terapêutica devido às características dos pacientes.
Porém o resultado surpreende!
Após 24 semanas do final do tratamento o grupo tratado com interferon peguilado e ribavirina (sem Vitamina D) obteve 77% de pacientes curados. Já no grupo tratado com interferon peguilado, ribavirina e Vitamina D obtiveram 95% dos pacientes curados.
Sim, está escrito corretamente, o percentual de pacientes que obtiveram a cura quando utilizada também a Vitamina D foi de extraordinários 95% dos infectados com os genótipos 2 e 3 da hepatite C.
MEUS COMENTÁRIOS
Muito já escrevi sobre os benefícios da hepatite C no tratamento do genótipo 1 e, agora com a comprovação dos benefícios que consegue aportar nos infectados com os genótipos 2 e 3 fica mais que evidente que não testar os níveis de "25-hidroxi-vitamina D" e não utilizar a Vitamina D durante o tratamento se os níveis são inferiores a 32 ng/ml é desperdiçar uma maior possibilidade de cura da hepatite C, em qualquer dos genótipos.
Os que estiverem interessados no artigo completo (em inglês) o mesmo está publicado na integra em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3286143/
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Vitamin D improves viral response in hepatitis C genotype 2-3 naïve patients - Nimer A, Mouch A. - World J Gastroenterol. 2012 Feb 28;18(8):800-5.
Agência de Notícias
das Hepatites
sábado, 17 de março de 2012
Nova e milagrosa droga na Rússia para tratamento da hepatite C
O artigo completo, em inglês, nada fala em resposta sustentada (cura). Eles falam em não detecção do Anti-HCV. Isso nunca será possível em nenhuma doença viral, pois os anticorpos são um marcador que somente indicam que o indivíduo teve contato com o vírus. O que interessa é a carga viral indetectável e sobre isso nada falam no artigo.
Por outro lado eles falam que a hepatite C não tem cura atualmente????? E ao final do artigo dão a entender que o interferon deve ser utilizado após a aplicação do Profetal. Não deu para entender.
O Profetal, esse é o nome do tal medicamento, é a alfa-feto-proteína, que é um marcador de câncer e eles dizem que a sintetizaram.
Profetal está sendo vendido lá há muitos anos como uma panacéia para quase tudo, mas o Profetal nunca foi aprovado na Rússia para qualquer doença.
Não há informações sobre Profetal de quaisquer fontes confiáveis, em absoluto.
Vamos aguardar, pois é normal a Rússia inventar notícias para vender medicamentos não testados nem eficazes com o único efeito de tirar dinheiro dos incautos ou ansiosos. Não devemos criar expectativas que depois nunca se confirmam.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Ministro da Saúde inaugura CTA em Barretos/SP
O Ministro Alexandre Padilha esteve em Barretos no último sábado (dia 03/03/2012) inaugurando algumas unidades de saúde entre elas o CTA que estará funcionando no mesmo conjunto onde hoje funciona o atendimento especializado e aplicação assistida de hepatites.
Estamos avançando na detecção "precoce" de algumas doenças e mesmo com os vários problemas que enfrentamos principalmente no tempo para a realização de alguns exames, os tratamentos para a hepatite C estão garantidos.
Desde o ano passado que está funcionando em Barretos, o IRCAD, a terceira e maior unidade instalada no mundo e estar instalada aqui é produto de trabalho de barretenses comprometidos com a saúde principalmente usuários do SUS.
http://www.ircad.fr/event/20110709_IRCAD_Brazil/?lng=en
Também neste ano já começa a primeira turma da faculdade de medicina de Barretos.
http://www.fcsb.com.br/faculdades/faculdade.php
A luta da Fundação Pio XII de Barretos na luta contra o câncer também é conhecida de muitos.
http://www.cliquecontraocancer.com.br/
Estou tomando a liberdade de apresentar estas conquistas pois tudo isso foi fruto de trabalho e iniciativa da sociedade civil e sem fins lucrativos. Ou seja, a luta organizada com critérios, sem politicagem, honesta, dá bons resultados.
Ubirajara
Grupo Direito de Viver - Barretos/SP
quarta-feira, 14 de março de 2012
Hepatite C já mata mais que a AIDS
O governo dos Estados divulgou um alerta por meio do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) informando que as mortes causadas pela hepatite C já ultrapassam as causadas pela AIDS.
A taxa de mortes pela AIDS vem caindo, enquanto as mortes causadas pela hepatite C estão aumentando e, a partir de 2007 as mortes causadas pela hepatite C superam as causadas pela AIDS.
Em artigo publicado hoje, 21 de fevereiro, na "Annals of Internal Medicine" um estudo financiado pelo CDC, coordenado pela Dra. Kathleen Ly analisando atestados de óbitos nos Estados Unidos entre os anos de 1999 e 2007, foram confirmadas 12.734 mortes causada pela AIDS e 15.106 por causa da hepatite C no ano de 2007.
Nas 15.106 mortes causadas pela hepatite C nos Estados Unidos, 73,4% aconteceram em pessoas com idade entre 45 e 64 anos.
Desculpem enviar está notícia em pleno feriado de carnaval, mas é necessário para que as autoridades de saúde pública atentem para o grave problema que é a hepatite C. Apesar de que a hepatite C é cuidada no Brasil pelo Departamento DST/AIDS/Hepatites é lamentável ver que a campanha de carnaval que está sendo amplamente divulgada neste momento somente fala na AIDS, ignorando que a hepatite C atinge sete vezes mais brasileiros que a epidemia de AIDS.
Até quando o ministério da saúde vai tentar esconder a hepatite C debaixo do tapete é um mistério. Até quando vai deixar morrer na ignorância os mais de três milhões de brasileiros infectados, dos quais mais de 90% não sabem que estão perdendo a vida e estão progredindo para a cirrose, o câncer e a morte é outra incógnita. É necessário que a população fique indignada antes que seja tarde demais para salvar essas vidas.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
The Increasing Burden of Mortality From Viral Hepatitis in the United States Between 1999 and 2007 - Kathleen N. Ly, MPH; Jian Xing, PhD; R. Monina Klevens, DDS, MPH; Ruth B. Jiles, PhD, MPH; John W. Ward, MD; and Scott D. Holmberg, MD, MPH - Ann Intern Med - February 21, 2012 vol. 156 no. 4 271-278
Agência de Notícias
das Hepatites
sexta-feira, 9 de março de 2012
Dr Drauzio Varela comentando Hepatite Virais
quinta-feira, 8 de março de 2012
Preocupante! - Casos de câncer de fígado dobram em 10 anos
A pesquisa, publicada em "A Cancer Journal for Clinician" analisou as mortes causadas por câncer nos Estados Unidos entre os anos de 1999 e 2008 encontrando que em 1998 eram registradas 2,3 mortes a cada 1000.000 habitantes, passando para 1,2 mortes a cada 100.000 habitantes em 2008. A redução das mortes por câncer se deve a redução em 40% das mortes por câncer de pulmão e 34% das mortes por câncer de mama.
Mas o mesmo estudo alerta para o aumento alarmante do número de mortes causadas por outros canceres.
A hepatite C foi identificada como a causa principal de câncer no fígado, em especial nas pessoas com idade entre 55 e 64 anos, consequência do envelhecimento de pessoas infectadas nas décadas de 70 e 80 e que agora estão chegando, pela progressão natural da doença ao momento em que o risco de câncer se manifesta.
Outras causas de câncer de fígado nos Estados Unidos são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas (em diminuição no número de casos) e a obesidade, onde os casos de câncer estão aumentando.
As taxas de sobrevivência após o diagnostico do câncer de fígado estão aumentando. Entre 1992 e 1995 eram de 12,5% após cinco anos do diagnostico, passando para uma sobrevivência de 26,9% quando o câncer foi diagnosticado entre 2000 e 2007. A tendência para uma maior sobrevivência após o diagnostico pode ser atribuída ao impacto da vigilância entre os grupos de alto risco e a melhores resultados associados com o transplante de fígado e a ressecção precoce dos tumores quando o diagnostico acontece nas fases iniciais do câncer.
A hepatite B é altamente cancerígena, mas campanhas de vacinação estão logrando diminuir o número de novos infectados com o qual devem diminuir os problemas, um panorama alentador. Além disso, atualmente existem medicamentos que conseguem controlar efetivamente a hepatite B reduzindo a possibilidade de evoluir para o câncer.
Para diminuir a possibilidade de desenvolver câncer campanhas para evitar o uso de bebidas alcoólicas, o fumo e manter um corpo saudável, dentro do peso e, praticando atividades físicas deveriam ser implementadas entre os indivíduos diagnosticados com as hepatites B e C.
Pessoas com alto risco de desenvolver câncer, como os indivíduos com cirrose ou elevada fibrose causada pelas hepatites B e C deveriam ser rastreados a cada seis meses através de ultra-som, embora a eficácia desse exame não seja 100% segura.
MEUS COMENTÁRIOS
O aumento do número de câncer entre os infectados com hepatite é consequência direta da falta de políticas de detecção.
Se nos Estados Unidos, onde aproximadamente a metade dos infectados já foi diagnosticado, onde mais de oitocentos mil infectados com hepatite C já receberam tratamento (de um total de 3,5 milhões de infectados) imaginemos o que pode estar acontecendo em países onde mais de 90% dos infectados ainda não foram diagnosticados e não sabem que estão evoluindo para a cirrose, o câncer e a morte, imaginem quais serão as verdadeiras taxas de mortes causadas pelo câncer de fígado em tais países.
Os que vivemos o dia a dia sabemos muito bem que quando alguém morre de cirrose ou câncer de fígado não se faz uma autópsia completa e, no atestado de óbito em geral é colocado que morreu por infecção generalizada, ou tristemente colocam que foi por cirrose alcoólica. Até colocam isso em pessoas que nunca colocaram um copo na boca, mas por ser o mais fácil e perante a falta crônica de recursos nos hospitais públicos é assim mesmo que sucede, maquiando as estatísticas.
Ou todos os países responsáveis com a saúde da população, Brasil inclusive, iniciam uma campanha agressiva de diagnósticos para as hepatites B e C, ou o custo social será trágico. Um a cada quatro infectados com as hepatites B e C se não diagnosticado morre em média aos 56 anos de idade. A perda é de 17 anos de vida.
A revista "A Cancer Journal for Clinicians" abriu o artigo completo, podendo ser encontrado em:
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/caac.20141/full
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Cancers with increasing incidence trends in the United States: 1999 through 2008 - Edgar P. Simard, Elizabeth M. Ward, Rebecca Siegel, Ahmedin Jemal - Article first published online: 4 JAN 2012 - A Cancer Journal for Clinicians (2012); doi: 10.3322/caac.20141
Agencia de Noticias
das Hepatites
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Falta de atendimento no sistema público de saúde
Diariamente alguém reclama de falta de atendimento no sistema público de saúde, da demora na marcação de consultas e exames, da falta de material cirúrgico, etc..Mas pergunto a todos os que se sentem prejudicados, o que fazem para tentar solucionar a situação?
Dessa forma ao mau atendimento ficará perpetuo!
O que fazer?
1 - Procure a Direção do hospital ou posto de saúde para reclamar (alguns de maior porte tem até uma ouvidoria).
2 - Ligue para o telefone 136 que é a Ouvidoria Geral do SUS e relate o que está acontecendo.
3 - Escreva relatando o problema para a Ouvidoria Geral do SUS - Ministério da Saúde - Esplanada dos Ministérios Bloco G - Brasília-DF / CEP: 70058-900
4 - Procure jornais e rádios e até TVs da sua cidade e denuncie.
5 - Escreva cartas a seção de CARTAS ou dos LEITORES de vários jornais. Peça a familiares e amigos para também escrever.
6 - Por último, se o problema continua procure o Ministério Público ou a Defensoria Pública para que eles intercedam.
7 - Em casos graves, de vida ou morte, uma medida extrema pode solucionar, que é procurar a policia. Leia "Sem medicamento? Sem atendimento? A polícia resolve!" encontrado em www.hepato.com/p_geral/policia_2010_08_03.html
IMPORTANTE
Um ponto muito importante é tentar descobrir se a falta de atendimento é por culpa do profissional de saúde que está atendendo ou se é por culpa de má administração do hospital ou posto de saúde. Isso porque não sempre o culpado é o médico que atende o paciente na consulta.
Um médico pode ter a maior boa vontade, mas se no serviço faltam equipamentos, instrumentos ou medicamentos ele fica de mãos amarradas e, na maioria dos casos o profissional muito pouco pode fazer, principalmente quando o problema é causado por má gestão do hospital, pois são seus superiores que instauraram o caos. Se ele reclamar poderá ser punido, considerado um inimigo da chefia.
É nesses casos que a voz do paciente deve se fazer ouvir seguindo os sete caminhos acima listados, pois o paciente, sim, ele pode gritar, reivindicar e denunciar por ser ele, com seus impostos, que financia o sistema de saúde.
O médico que não se interessa pelo bem estar do paciente vai falar que nada pode fazer e abandona o paciente a sua própria sorte. Esse tipo de profissional está interessado em receber seu salario e que o mundo se vire.
Já o profissional de saúde que possui orgulho de ser médico vai tentar fazer o melhor para o paciente fazendo justiça a seu juramento de Hipócrates, atuando eticamente. Ele vai encaminhar por escrito o paciente para outro local de atendimento onde as coisas estão funcionando, o insinuará, como a cada dia é mais comum, que o melhor caminho para o paciente conseguir o atendimento que necessita é recorrer a justiça.
Médicos e profissionais de saúde, que assim atuam mostrando o caminho que o paciente deve seguir para encontrar a solução a seu problema deveriam ser premiados, condecorados, pois estão demonstrando que são seres humanos comprometidos com a ética de sua profissão é estão atuando com espirito fraternal para com o próximo. Parabéns para quem assim procede.
Resumindo, é responsabilidade do envolvimento de todos, profissionais de saúde e pacientes, para tentar melhorar o atendimento na saúde pública.
Agencia de Notícias
das Hepatites
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Novos tratamentos para a hepatite C chegam ao Brasil
Já usados na Europa e nos EUA, o telaprevir e o boceprevir foram aprovados pela Anvisa. A expectativa é que estejam disponíveis na rede pública em 2012
Novos medicamentos para a hepatite C (HCV) vão aumentar a chance de cura para portadores da doença, que atinge entre dois e três milhões de brasileiros. Os tratamentos são eficientes, porém, em consequência da associação a drogas mais antigas, os efeitos colaterais podem aumentar.
A terapia usada atualmente, que consiste na combinação das substâncias interferon e ribavirina; alcança uma média de cura de 50%. Já as novas drogas, segundo pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, elevam a taxa de cura para 60% a 70% e são capazes de reduzir o tempo de tratamento em até seis meses.
Marcelo Simão Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que o tratamento utilizado até o momento estimulava as células imunológicas do indivíduo para a destruição do vírus. Ele pontua que agora temos acesso a uma droga inibidora que impede a replicação, porém, que vale apenas para o genótipo 1.
“É fato que os efeitos colaterais, como febre, dor de cabeça, anemia, erupções cutâneas, cansaço e irritabilidade, elevarão em potencial, uma vez que o paciente passará a tomar mais remédios. Entretanto, tais efeitos adversos são controláveis, havendo apenas um sacrifício maior por parte do paciente, que ao final do tratamento será recompensado”, avalia.
Diagnóstico
O principal método diagnóstico para a hepatite C continua sendo a sorologia pelo método ELISA. Porém, é necessário outro teste para confirmação, especialmente em pacientes com anti-HCV reagente que não apresentem fator de risco aparente. Nesses casos, o ELISA poderia representar “cicatriz sorológica” de infecção passada já curada ou falso-positivo.
Outro ponto importante é em relação aos soropositivos. O percentual de infectados pelo HIV é grande, sendo que entre 15% e 20% deles possuem a hepatite C associada. “Todo soropositivo deve ser testado para hepatite C e todo cuidado deve ser tomado; são casos mais difíceis de tratar e os estudos sobre as novas drogas relacionadas a esta questão ainda são preliminares”, alerta Marcelo Simão.
Brasil
O Brasil trata apenas dez mil pessoas infectadas por ano, ou seja, um percentual irrisório perto da quantidade total de doentes no país – os já citados dois a três milhões. Isto porque geralmente o paciente é assintomático, não sabendo que é portador do vírus e, assim, não se submetendo a qualquer tipo de teste.
“É comum ver pessoas que tenham sido infectadas há 30 anos e souberam da doença apenas agora, devido, por exemplo, à descoberta recente de cirrose. Assim, é importante a criação de campanhas no sentido de alertar a população, em especial aqueles que já usaram drogas injetáveis no passado e/ou usam atualmente; ou realizaram transfusões sanguíneas.”
O intuito do Ministério da Saúde é implantar ambas as drogas na rede pública em 2012, uma vez que o tratamento é caríssimo: custa R$ 48 mil. Entretanto, os novos medicamentos não são indicados a todos os portadores da doença. Isto porque, conforme Marcelo Simão, há um percentual de pacientes que responde muito bem aos encaminhamentos tradicionais.
“Grupos que obtêm a cura através do tratamento convencional, como jovens e portadores de pequena quantidade do vírus, não precisarão recorrer ao boceprevir ou ao telaprevir. Entretanto, há pacientes de tratamento mais difícil, como obesos, idosos, diabéticos, pessoas com cirrose e também aqueles que não responderam ao tratamento inicial (não respondidos e recidivantes); esses terão de associar as drogas já utilizadas às novas. Para isso, precisamos estabelecer as indicações corretas para o aumento da chance de cura”.
Um terceiro remédio tem apresentado resultados promissores. O alispolivir tem vantagem importante sobre as drogas que entrarão no mercado brasileiro: funciona contra os três principais genótipos do vírus da hepatite C. “Ainda não há expectativas no Brasil; mas a eficácia é grande, já que não atua somente contra o tipo 1. Estudos recentes demonstraram que, combinado com a ribavilina por 12 semanas, pode curar até 100% dos portadores do genótipo 3”, pondera Marcelo Simão.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Aos nossos amigos nossa homenagem - Fotos de amigos e voluntários



Aos nossos amigos e voluntários nossas homenagens!!! O Grupo Amarantes agradece a todos aqueles que de uma forma de outra colaboraram e colaboram em nossa luta. É a luta do Davi contra o Golias, o que torna mais firme e próximo o nosso objetivo, tratamento em São Gonçalo para os portadores de hepatites virais... Nosso muito obrigado a todos.
Grupo Amarantes participa do Carnaval







O Grupo Amarantes participou da Banda do Zé Garoto, juunto com Marlene do Socorro, Presidente da ABAV (Associação Beneficente de Amparo a Vida), distribuímos panfletos sobre hepatites virais, camisinhas, e muita, muita alegria no evento realizado em São Gonçalo. O encontro de amigos como Jorair (Vice Presidente do Clube Tamoio), Jorginho, Marlene do Porto da Pedra e tantos outros foi motivo de muita satisfação. . Tivemos também a presença do Deputado Estadual Jose Luiz Nanci, que criou a Lei que institui o dia 19 de maio como dia Luta e Prevenção as Hepatites Virais no RJ.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Nossa Fraterna Reunião Mensal no Clube Tamoio
No dia 04/02 nos reunimos no Clube Tamoio para nossa reunião mensal, e para darmos um fraterno abraço em nossa amiga Cristina Sá que está de mudança para Cabo Frio. Sabemos que mudança não ira nos afastar da nossa "Guerreira Voluntária" (aparece na primeira foto no meio), já que virá quando possível as reuniões e para seu tratamento médico. Nos te amamos minha amiga e você estara sempre presente mesmo que em espírito e mente em nossas reuniões. O Grupo Amarantes lhe deseja todo sucesso e felicidade.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Metas para 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Aos 78 anos, morre o ator Adriano Reys no Rio de Janeiro

Ele participou das novelas ‘Mulheres de areia’, ‘Selva de pedra’ e ‘Vale tudo’.
domingo, 6 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Capacitação em São Paulo



sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Hepatites Virais no Estado do RJ – A Rota da Desigualdade
Totalmente diferente de São Paulo, onde, em 2011, cerca de 5.935 portadores de hepatites se encontram em tratamento, o Estado do Rio de Janeiro no mesmo ano, não chegou nem a 10% do total de tratados em SP. Com apenas 433 pacientes em tratamento, sendo que cerca de 100 pacientes estão se tratando no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), este é o perverso reflexo de um modelo de saúde, onde o profissional médico é obrigado a fazer escolhas do tipo “quem devo tratar”.
Chegamos ao ponto de o médico receber ordens diretas das Secretarias Municipais de Saúde, de quais exames ele pode pedir ou não. O Presidente do Grupo Amarantes de Apoio a Portadores de Hepatites, Cláudio Costa, agradece à Professora Eliane Bordallo a sua cura, no tratamento recebido no Hospital Universitário Antonio Pedro. “Após dois tratamentos que levaram cerca de dois anos consegui negativar o vírus da Hepatite C", diz Cláudio Costa.
Na cidade do Rio de Janeiro temos o maior Complexo de Tratamento de todo o Estado: Fundão, Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital da Lagoa, Gafree Guinle, IASERJ... Ao atravessarmos a Ponte Rio-Niterói, temos somente o Hospital Universitário Antônio Pedro, que hoje é o grande responsável pelo tratamento em toda Região Metropolitana II: Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Maricá e Tanguá. A via cruciscomeça quando o paciente descobre a doença e tem que se locomover até a rua do Resende no RJ. Lá ele vai fazer os exames de biologia molecular, PCRs e Genotipagem, o que pode levar uns três meses; depois faz a biopsia do fígado, para ver o comprometimento, e ai então o médico vai poder decidir se trata ou não.
A biopsia pode levar até um ano, depende de vaga, material etc... Só depois de concluída a biopsia hepática é que o médico decide pelo tratamento ou não. Se o paciente tiver uma fibrose em grau 1, não pode tratar. A fibrose hepática são pequenas cicatrizes que começam a aparecer no fígado devido a sua inflamação, chegando ao grau 4 é considerada uma cirrose. Segundo protocolo do MS, só é tratado quem tiver fibrose em grau 2 em diante. “É no mínimo absurdo, só são tratados os casos mais graves, e o caminho natural da doença é agravar com o passar do tempo, independente dos hábitos alimentares, se ingere bebida alcoólica ou não - o que também pode piorar o quadro clínico. A Hepatite C pode levar os portadores a uma cirrose hepática, transplante de fígado, ou CA, se não for tratada a tempo”.
Infelizmente, tanto em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, o único Centro de Tratamento para Hepatites Virais é o HUAP. Devido à falta dos Polos de Aplicação (local onde os pacientes se reúnem para tomar a injeção), o tratamento continua estagnado no Estado e os pacientes têm que se dirigir a Niterói e aguardar vaga no Antônio Pedro. Se houvesse vontade política de resolver a questão, seriam criados polos de aplicação dentro dos municípios e o Hospital Antonio Pedro faria o acolhimento dos pacientes mais graves.
Ignorar este grave problema de saúde pública é “praticar o genocídio em massa", diz Cláudio Costa. Os polos de aplicação, além de tratarem um número muito maior de pacientes, dão uma resposta de até 15% a mais de curados. Isto sem contar que, com as sobras dos outros interferons (a dosagem é de acordo com o peso do paciente) juntando-se as sobras de outras ampolas do medicamento consegue-se um número maior de tratamentos. “São mais pessoas sendo tratadas com o mesmo número de ampolas de interferon; isto diminui muito o dinheiro gasto com medicamento também, já que com o tratamento individualizado ( o indivíduo tomando em casa) as sobras são desprezadas”.
Para piorar a situação em São Gonçalo, o portador de hepatites tem que ir duas vezes ou mais se não tiver chegado o medicamento, na Farmácia Estadual da Praça 11. Tudo isto porque São Gonçalo ainda não tem uma Farmácia de Medicamentos Excepcionais, que tinha previsão de funcionar no prédio do antigo Pronto Socorro de Alcântara. “Segundo Dr Daniel Jr., nosso ex-secretário de saúde, a farmácia seria inaugurada em dezembro do ano passado. Com a saída do Dr. Daniel da Secretaria de Saúde, eles sequer falam do problema”.
O Município de Itaboraí, com um número bem menor de habitantes, disponibiliza os medicamentos para hepatites em sua farmácia. “O exemplo de Itaboraí mostra que, quando o gestor quer, ele faz. O agravante em Itaboraí é não tratar seus munícipes. Os efeitos colaterais de um tratamento podem ser: anemia, alteração de humor, depressão profunda e queda de cabelo, entre outros. Bem, podemos ver que pegar um carro ou um ônibus até um centro de tratamento pode levar mais de 2 horas - não é este o desejo de quem está se tratando.
"Quando os governantes começarem a olhar para nós e pensar que poderiam ser eles a estar no nosso lugar, pode ser que a gente consiga equacionar o problema. Enquanto isso, só nos resta lutar; lutar por dignidade, lutar por vida e, acima de tudo, para a população acordar para o problema, pois, segundo pesquisa nacional, 51% das pessoas desconhecem a Hepatite C.
“Hepatites Virais, não deixe este silêncio fazer parte de sua vida!!!”
Claudio Costa