quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Seu familiar está em tratamento com interferon?

Então prepare-se para sofrer as conseqüências, pois é provável que o estado de ânimo dele, suas reações e até a forma de atuar e pensar possam se modificar durante o tratamento. Até poderíamos afirmar que os efeitos colaterais são sentidos com maior intensidade pela família, os parceiros, os amigos e os colegas de trabalho.

As reações podem ser diferentes de tudo aquilo que você já conhecia da parte dele. Geralmente, um dos efeitos colaterais é deixar o paciente irritadiço, sem paciência, com o pavio curto, uma pilha de nervos prestes a explodir por qualquer motivo, descarregando sua intolerância em quem estiver por perto.

Coloque-se no lugar dele e imagine o que ele está passando pela frustração de não poder fazer tudo aquilo que fazia antes da doença devido à falta de energia e à fadiga, simplesmente pelo medo de ser portador de uma doença pouco conhecida e para a qual até o momento não existe a cura para todos os tratados, pior ainda, que tem uma evolução imprevisível. Some-se a isso a possibilidade de algum dia precisar realizar um transplante de fígado.

Tudo isso leva o portador a ficar irritado e de péssimo humor, e você será o alvo provável sobre quem ele descarregará seus sentimentos. Se você ama seu parceiro/a, não brigue com ele e compreenda a situação dele. Não pense que você está sendo injustiçado. Mais tarde, quando passar o golpe da descoberta, ele com certeza vai pedir perdão pelo comportamento que teve. Trate de estar junto a seu parceiro todo o tempo que puder e se possível fazendo tudo aquilo que sempre planejaram e nunca realizaram, e demonstre todo o seu amor e afeto neste momento tão difícil da vida de ambos.

Assim você vai preservar a amizade, o amor, o convívio, o emprego ou até o casamento. Tenha paciência, pois esta é uma fase passageira. 

Agencia de Notícias
das Hepatites

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O tratamento da hepatite C impede o aparecimento de câncer no fígado


A hepatite C é uma das principais causas de câncer de fígado e outras doenças hepáticas e é a principal causa de transplantes de fígado. As mortes por causa da hepatite C tiveram aumento na última década e devem aumentar nos próximos anos.

Um estudo realizado na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, publicado no "British Medical Journal" avaliou ensaios clínicos publicados sobre tratamento com interferon ou interferon peguilado e ribavirina em pacientes com hepatite C. A meta analise abrange os resultados de acompanhamento de mais de 1.156 pacientes tratados e são comparados a outros 1.174 infectados que não receberam tratamento.

Durante o período de acompanhamento (entre 6 e 8 anos) 81 pacientes que receberam tratamento antiviral desenvolveram câncer de fígado, a maioria estava entre os que não conseguiram sucesso e, entre os que não receberam nenhum tratamento o número de casos foi 47% superior, atingindo 129 infectados.

Nos pacientes que receberam tratamento e obtiveram a cura a probabilidade de desenvolver câncer no fígado foi 85% menor que nos que fracassaram ao tratamento, já os pacientes que não obtiveram sucesso com o tratamento apresentaram um risco 43% menor de desenvolver câncer que os pacientes que não receberam tratamento.

Ao analisar os dados conjuntos dos estudos observacionais os pesquisadores concluem que o tratamento da hepatite C com interferon e ribavirina reduz o risco de desenvolver câncer em 71% na comparação com pacientes que não recebem tratamento.

Os autores acreditam que os benefícios do tratamento antiviral para a prevenção do câncer de fígado é provável que seja menos pronunciada em pacientes infectados pela hepatite C sem cirrose ou fibrose já que apresentam menor inflação que pacientes com fibrose avançada ou cirrose.

MEU COMENTÁRIO:

Este é mais um dos tantos estudos que demonstram que o tratamento da hepatite C salva a vida de muitos infectados. Os números são de pacientes que receberam tratamento com interferon ou interferon e ribavirina. Se o tratamento fosse realizado com inibidores de proteases os quais apresentam uma possibilidade de cura muito superior, certamente os números encontrados seriam ainda muito mais favoráveis a necessidade de se tratar quanto antes todos os infectados.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Antiviral therapy for prevention of hepatocellular carcinoma in chronic hepatitis C: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials - Nina Kimer, Emilie Kristine Dahl, Lise Lotte Gluud, Aleksander Krag - BMJ Open 2012;2:e001313 doi:10.1136/bmjopen-2012-001313 

Agência de Notícias
das Hepatites

segunda-feira, 19 de novembro de 2012





CARTA DE SANTOS – 2012
“UMA IDENTIDADE PARA A HEPATITE C”

Aos dezessete dias do mês de novembro do ano de dois mil e doze, estiveram reunidos no Ville Atlântico Hotel, localizado em Santos/SP, Av. Presidente Wilson 01, na “PLENÁRIA FINAL” do X ENONG – ENCONTRO NACIONAL DE ONG DE HEPATITES VIRAIS E TRANSPLANTES HEPÁTICOS - 2012, os representantes das organizações da sociedade civil atuantes no enfrentamento das hepatites virais no Brasil e que esta subscrevem. Após encaminhamentos, avaliações e  debates, foram votadas e aprovadas, ponto a ponto, questões   concernentes ao atual cenário de prevenção e controle das Hepatites Virais e Transplantes Hepáticos no SUS. Sendo assim,  deliberaram emitir a presente “CARTA DE SANTOS”, que elenca as seguintes propostas, subdivididas por temas: 

DEVOLUTIVA

- Que, o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais se digne a responder a todos os tópicos contidos na presente Carta de Santos, no prazo de noventa dias, contados desta data e apresente no mesmo prazo as diretrizes e planejamentos estabelecidos para execução dos itens abaixo discriminados, inclusive os mensurando quantitativamente.

CAMPANHAS

Que, o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais:

-  proporcione e garanta às Hepatites Virais, visibilidade equivalente às campanhas feitas para AIDS;

- efetive convite  à sociedade civil  para participar  na elaboração e aprovação das campanhas, em tempo hábil; 

- realize anualmente duas campanhas nacionais de divulgação das HV, nos meses de maio e julho.

TRIAGEM SOROLÓGICA

Que seja realizada de imediato, rigorosa reavaliação quanto a efetividade dos resultados dos testes rápidos de anti-HCV, ora utilizados. Assegurar que todo o brasileiro, com mais de quarenta anos de idade, tenha a oportunidade de fazer o teste anti-HCV, pelo menos uma vez na vida. 

INTEGRAÇÃO DAS HEPATITES VIRAIS NO DEPARTAMENTO DE DST/AIDS

Passados três anos da chamada “INTEGRAÇÃO”, não se identificou no Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais, uma liderança na condução das hepatites virais. Em consequência, a sociedade civil organizada entende que os avanços foram modestos, com evidente desarticulação entre o Ministério da Saúde e os demais níveis de gestão. Portanto, não há integração e sim uma incorporação, muito aquém da complexidade e magnitude das hepatites virais. Desta forma, o movimento social demanda a efetiva integração com uma liderança identificada para gerir as hepatites virais.

CONTROLE SOCIAL

Que o Ministério da Saúde mantenha o movimento social das hepatites virais e transplantes hepáticos informado, de forma clara e transparente, acerca da produção laboratorial e terapêutica sobre as hepatites virais, incluindo a devolutiva sobre resultados de exames, desfechos terapêuticos e execução orçamentária sem que se faça necessário o trabalhoso processo de recorrer à base do DATASUS.

- INDICAÇÕES DO MBHV, para as respectivas alterações no momento das novas composições:

- Para CAMS (COMISSÃO DE ARTICULAÇÃO EM MOVIMENTOS SOCIAIS): BARTOLOMEU LUIZ DE AQUINO (Titular) e JORGE CRISTOVÃO GREVE (Suplente).

- Para CNAIDS (COMISSÃO NACIONAL DE DST E AIDS): SANDOVAL IGNACIO PEREIRA DA SILVA  (Titular) e HILSON SANTOS CORDEIRO  (Suplente)

- Para o COMITÊ TÉCNICO ASSESSOR DO DEPARTAMENTO DST, AIDS E HEPATIT-ES VIRAIS: ARAIR DE FREITAS AZAMBUJA (Titular) e JEOVÁ PESSIN FRAGOSO (Suplente)

- Quanto a Comissão de Transplantes, as indicações foram feitas de forma individual.

INDICAÇÕES DA AIGA, para as respectivas alterações no momento das novas composições:

- Para CAMS (COMISSÃO DE ARTICULAÇÃO EM MOVIMENTOS SOCIAIS): FAUSTINA AMORIN DA SILVA (Titular) e FRANCISCA AGRIMEIRE LEITE (Suplente)

- Para CNAIDS (COMISSÃO NACIONAL DE DST E AIDS): ANNA MARIA GOMES HAENSEL SCHMITT (Titular) e AFFONSO SYLVESTRE CORRÊA DA SILVA JUNIOR (Suplente)

- Para o COMITÊ TÉCNICO ASSESSOR DO DEPARTAMENTO DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS: KYCIA MARIA DO Ó (Titular) e BENEDITO FERREIRA DE ALMEIDA (Suplente)

- Para a Comissão de transplantes:  OLGA LÚCIA VIÉGAS MARCONDES (Titular) e MARCIA FRAGA MAIA CHAVES (Suplente)

COM RELAÇÃO ÀS INDICAÇÕES PARA O CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE, MBHV E AIGA FARÃO SUAS INSCRIÇÕES INDIVIDUALMENTE.

MANUSEIO CLÍNICO: DIAGNÓSTICO, MONITORAMENTO, TERAPIA MEDICAMENTOSA E DAS COMPLICAÇÕES

TERAPIA ANTIVIRAL

Acesso: ampliar acesso geográfico para utilização dos IPs e que todos os centros e médicos que utilizam Interferon Peguilado, sejam habilitados para a terapia com IP).

Justificativa: a prevalência de hepatite C é elevada em todas as regiões. Os centros de especialidade estão sobrecarregados (e estarão ainda mais com os IPs) para receber demandas externas. Deslocar pacientes tem implicações de ordem logística e, acima de tudo, físicas (os pacientes sob terapia ficam exauridos). A  população com cirrose e fibrose avançada (F3) é crescente e quanto maior a demora em tratar os contaminados, maior o risco de progressão, complicações (descompensação, HCC) e morte.

Ajustes:  assegurar EPO na apresentação de 40.000 UI e G-CSF em regime de compra centralizada em componente estratégico, incluindo os IPs, Peguilado e Ribavirina nessa modalidade. Assegurar retaguarda para hemoterapia e realizar capacitações pontuais aos profissionais.

Novos fármacos: assegurar incorporação efetiva e célere dos novos medicamentos em rápido desenvolvimento.

Justificativa: muitos pacientes ainda estão excluídos da terapia por razões médicas (contra-indicação ao interferon alfa) ou virológicas (falência de terapia anterior ou genótipo não contemplado pelas terapias pregressas).

NOTA: é necessária a EFETIVA participação do Movimento Social no processo decisório e na fiscalização da transparência. Reuniões dos Comitês Assessores em “petit comitê” ou agendadas de última hora/ “por oportunidade” não devem ser realizadas e são repudiadas! 

TERAPIA DE SUPORTE & MANUSEIO DAS COMPLICAÇÕES DA HEPATOPATIA CRÔNICA.

Transplante hepático: assegurar contínua ampliação dos programas de captação de órgãos (CIHDOTT E  OPOS) e centros transplantadores. Em apenso pauta detalhada sobre transplante.

Hepatocarcinoma: assegurar prioridade para rastreamento por imagem (USG, TC e RM) e marcadores tumorais (alfafetoproteína); assegurar prioridade para terapia conservadora quando o transplante não está indicado (medidas locais por radiologia intervencionista, radiofrequência ou ressecção cirúrgica) e; assegurar exames para rastreamento metástases (TC, cintilografia) e exames pré-transplante (avaliação cardiológica, respiratória, clínica, nutricional, etc).

Hipertensão Portal:

Tubo Digestivo: assegurar treinamento básico para manuseio e aconselhamento nutricional para manuseio da ascite e profilaxia da PBE; assegurar terapia para Síndrome Hepatorrenal, incluindo compra centralizada de vasopressores (Terlipressina) no componente estratégico; assegurar acesso a Centros de Endoscopia habilitados para diagnose e manuseio de varizes esofágicas e gástricas, incluindo ligadura elástica. 

Hematologia e outras: assegurar treinamento em manuseio de citopenias, centros de referência para medidas terapêuticas invasivas (hemodinâmica, estimulantes da hematopoiese) e de complicações de parede abdominal (ex.hérnias). 

URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS:

Assegurar capacitação dos profissionais que atuam nos Centros de Urgência e Emergência para manuseio de alterações neurológicas (encefalopatia) e metabólicas (alterações eletrolíticas, renais, digestivas). Compra centralizada em componente estratégico dos medicamentos de suporte como Aspartato de Ornitina nas apresentações parenteral e oral (de uso crônico) e  que o Ursacol seja incorporado aos medicamentos previstos no Protocolo.

LINHA DE CUIDADO DAS HEPATITES

Efetiva utilização dos diversos níveis de assistência nas três esferas de gestão com ênfase para o envolvimento concreto dos níveis de atenção básicos ampliando a gama de assistência e minimizando a sobrecarga dos centros de especialidade e de alta complexidade:

Diagnose: Atenção Básica

Estadiamento: Atenção Básica e Média Complexidade (Endoscopia, Imagem, Anátomo-Patológico, Laboratório de Análises Clínicas, Biologia Molecular e Métodos Não-Invasivos).

Seguimento:

Pacientes sem indicação para terapia: seguimento na Atenção Básica.

Pacientes com indicação à terapia: seguimento na Média Complexidade (médicos e ambulatórios especializados) ou de Alta Complexidade.

Pacientes com doença hepática avançada: seguimento nos Centros de Alta complexidade.

NOTA:

Que o Ministério da Saúde mapeie a “Carga da Doença” efetiva das hepatites virais no prazo de seis meses e monte uma REDE DE ASSISTÊNCIA, em parceria com Estados e Municípios, atendendo o disposto na Linha de Cuidado e demandas assistenciais no prazo de 12 meses. Deve assegurar-se que cada município tenha inserido as ações mínimas relacionadas à Atenção Básica e uma referência de maior complexidade num raio não inferior ao compatível com a preservação da qualidade de vida e condições econômicas do portador, salvo regiões de reconhecida complexidade geográfica. Na impossibilidade de atender a essa prerrogativa o MS deve induzir a estruturação de uma rede de assistência mínima à hepatopatia preservando a vida do portador.

Finalizando, seguem anexo a esta Carta de Santos, três Moções, sendo respectivamente: 

- Moção  endereçada  à Agência Nacional de Saúde, a fim de  que determine aos Planos de Saúde o fornecimento dos Inibidores de Protease aos portadores de Hepatite C que dele necessitem para fazer seus tratamentos;

- Moção endereçada ao Ministro de Estado da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, a fim de que sejam adotadas medidas no sentido aprimorar o processo de doação e transplantes de órgãos no Brasil; e
- Moção endereçada à Federação Brasileira de Gastroenterologia para que expresse formalmente a confirmação dos fatos nela contidos.

domingo, 18 de novembro de 2012

X Encontro Nacional de ONG’S DE HEPATITES VIRAIS – SANTOS – SÃO PAULO













O Grupo Amarantes participou do X Encontro Nacional de Ong’s de Hepatites Virais em Santos – SP. O evento foi realizado nos dias  15, 16 e 17 de novembro. Sabe-se hoje, segundo o Presidente da AIGA Carlos Varaldo, que somente 10% dos infectados tem conhecimento de sua doença . O I Encontro  de Ong’s aconteceu também em Santos em 2002, daí a importância de 10 anos depois nos reencontrarmos e ver o quanto avançamos, e propormos mudanças a fim melhorar a Assistência.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O tratamento da hepatite C impede o aparecimento de câncer no fígado


A hepatite C é uma das principais causas de câncer de fígado e outras doenças hepáticas e é a principal causa de transplantes de fígado. As mortes por causa da hepatite C tiveram aumento na última década e devem aumentar nos próximos anos. 

Um estudo realizado na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, publicado no "British Medical Journal" avaliou ensaios clínicos publicados sobre tratamento com interferon ou interferon peguilado e ribavirina em pacientes com hepatite C. A meta analise abrange os resultados de acompanhamento de mais de 1.156 pacientes tratados e são comparados a outros 1.174 infectados que não receberam tratamento. 

Durante o período de acompanhamento (entre 6 e 8 anos) 81 pacientes que receberam tratamento antiviral desenvolveram câncer de fígado, a maioria estava entre os que não conseguiram sucesso e, entre os que não receberam nenhum tratamento o número de casos foi 47% superior, atingindo 129 infectados. 

Nos pacientes que receberam tratamento e obtiveram a cura a probabilidade de desenvolver câncer no fígado foi 85% menor que nos que fracassaram ao tratamento, já os pacientes que não obtiveram sucesso com o tratamento apresentaram um risco 43% menor de desenvolver câncer que os pacientes que não receberam tratamento. 

Ao analisar os dados conjuntos dos estudos observacionais os pesquisadores concluem que o tratamento da hepatite C com interferon e ribavirina reduz o risco de desenvolver câncer em 71% na comparação com pacientes que não recebem tratamento. 

Os autores acreditam que os benefícios do tratamento antiviral para a prevenção do câncer de fígado é provável que seja menos pronunciada em pacientes infectados pela hepatite C sem cirrose ou fibrose já que apresentam menor inflação que pacientes com fibrose avançada ou cirrose. 

Nossos Comentários: 

Este é mais um dos tantos estudos que demonstram que o tratamento da hepatite C salva a vida de muitos infectados. Os números são de pacientes que receberam tratamento com interferon ou interferon e ribavirina. Se o tratamento fosse realizado com inibidores de proteases os quais apresentam uma possibilidade de cura muito superior, certamente os números encontrados seriam ainda muito mais favoráveis a necessidade de se tratar quanto antes todos os infectados.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Antiviral therapy for prevention of hepatocellular carcinoma in chronic hepatitis C: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials - Nina Kimer, Emilie Kristine Dahl, Lise Lotte Gluud, Aleksander Krag - BMJ Open 2012;2:e001313 doi:10.1136/bmjopen-2012-001313 

Agência de Notícias 
das Hepatites

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Outros vírus que atacam o fígado


Não somente os vírus das hepatites B, C ou D atacam e podem destruir o fígado. Existem muitos outros vírus com os quais devemos ter cuidado, em especial se o indivíduo já está infectado com um vírus das hepatites. Faremos um breve resumo dos principais vírus para os quais devemos ficar alerta.

- Adenovirus - Os adenovírus são vírus de DNA que normalmente causam infecções leves envolvendo o trato respiratório superior ou inferior, o trato gastrointestinal, ou conjuntivo. A hepatite é uma rara manifestação de adenovírus e é mais comum em pacientes com imunidade suprimida.

- Citomegalovírus - Ataca em especial indivíduos com baixa imunidade, em geral não causa sintomas ou pode provocar um leve estado gripal com mononucleose discreta e elevação dos níveis de transaminases, raramente levando a um quadro de hepatite grave em pacientes que não estão infectados com alguma das hepatites. Em infectados com as hepatites B, C ou D a transaminase GGT sabe ficar elevada e pode levar a uma hepatite fulminante.

- Enterovírus - Os enterovírus são pequenos vírus de RNA e proteína. A hepatite A é um entereovírus. Na maioria das pessoas, a infecção por um enterovírus causa sintomas leves do trato respiratório superior ou sintomas de febre. No entanto, em recém-nascidos e em indivíduos com doenças crônicas e baixa imunidade, a infecção por um enterovírus pode causar hepatite fulminante.

- Epstein-Barr (EBV) - Herpes - Em geral o contagio acontece na infância e 90% dos adultos estão infectados, sem causar danos no fígado. É estimado que o vírus do herpes pode causar danos no fígado em até 10% dos adultos jovens e 30% dos idosos. O vírus é causa importante de morbilidade e mortalidade em indivíduos transplantados de fígado.

- Dengue - O vírus da dengue pertence a família Flaviviridae, com 4 sorotipos diferentes, é transmitida aos seres humanos pelo mosquito Aedes. Perigoso vírus para pessoas com doenças hepáticas as quais devem tomar extremos cuidados para não serem infectadas.

- Febre amarela - A febre amarela ou febre viral hemorrágica apresenta elevada taxa de mortalidade causada pela disfunção hepática, insuficiência renal e coagulopatia. Perigoso vírus para pessoas com doenças hepáticas as quais devem tomar extremos cuidados para não serem infectadas. Existe uma vacina eficaz para evitar ser infectado com a febre amarela.

- Hepatite E - A hepatite E ocorre de formas epidêmica ou esporádica, principalmente em países ou áreas com saneamento básico inadequado. É altamente perigosa em mulheres gravidas e em pessoas infectadas com as hepatites B ou C.

- Paramixovírus - Os paramixovírus são uma grande família de vírus que inclui o sarampo, papeira e o vírus sincicial respiratório. A doença hepática é geralmente leve e transitória, resolvendo completamente em todos os casos.

- Varicela - A varicela (também conhecida no Brasil como catapora) é uma doença infecciosa aguda, comum na infância dos seres humanos, altamente transmissível e causada pelo vírus varicela-zóster, também conhecido como HHV3 (human herpes virus 3). O zóster é uma doença da velhice, uma forma reincidente tardia dos vírus da varicela que permanece dormente nos gânglios nervosos.

- Vírus do herpes simples-1 e 2 - A maioria da população mundial está infectada devido a fácil transmissão que acontece por contato próxima de uma pessoa infectada que está espalhando o vírus pela pele, na saliva e nos órgãos genitais.
O herpes é uma doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos vírus Herpes simplex 1 e 2, que afeta principalmente a mucosa da boca ou região genital, mas pode causar graves complicações neurológicas. Não tem cura, mas alguns remédios podem ser utilizados para diminuir os sintomas.

- Vírus da Rubéola - A rubéola é geralmente considerada uma infecção viral aguda benigna em crianças. Síndrome da rubéola congênita pode ser uma causa de cirrose na infância. Problemas hepáticos causados pela rubéola em adultos é relativamente raro de acontecer.

Ainda podemos citar outros vírus perigosos que podem atacar o fígado, mas que possuem menor incidência e que se encontram localizados em regiões específicas do mundo, entre eles os vírus Ebola, Marburg, Bunya, vírus da febre do Nilo, Crimeia-Congo-vírus, Febre de Lassa, etc.

Assim, vemos que além dos vírus que causam hepatite viral em humanos, como os vírus das hepatites A, B , C, D e E existem uma serie de vírus que também podem causar danos ao fígado, os quais são especialmente importantes para os indivíduos que já estão afetados por uma hepatite e são infectados por outro que também ataca o fígado, quando então se potencializa e acelera a destruição do órgão. 

Agência de Notícias
das Hepatites

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Hepatite C - A bomba já está explodindo!


O Grupo Otimismo utilizando a internet perguntou a seus associados qual o comprometimento do fígado por causa da hepatite C, solicitando que informassem se o dano hepático pelo grau de fibrose é moderado (F2), avançado (F3) ou cirrose (F4). A fibrose inexistente ou leve (F0 e F1) não foi considerada já que conforme o protocolo do SUS esses pacientes não são incluídos no tratamento. 

Recebemos 560 respostas com os seguintes resultados: 

- Com fibrose moderada (F2) um total de 237 pacientes, representando 42,32% do total; 

- Com fibrose avançada (F3) um total de 148 pacientes, representando 26,43% do total; 

- Com cirrose (F4) um total de 175 pacientes, representando 31,25% do total. 

Uma simples analise dos dados mostra um quadro altamente preocupante em relação à possibilidade de sucesso com o tratamento utilizando interferon peguilado e ribavirina, sabido é que com maior dano hepático menor é a possibilidade de cura. 

O levantamento mostra que mais da metade dos pacientes em acompanhamento no sistema de saúde, exatamente 57,68% dos pacientes, se encontram com fibrose avançada (F3) ou já com cirrose (F4). 

É necessário discutir o porquê de se chegar a um quadro assim alarmante, mas é muito provável que isso seja resultado do diagnostico tardio dos infectados, os quais somente chegam aos ambulatórios já com a doença em estagio avançado. 

Seria interessante que as sociedades de hepatologia e infectologia solicitassem a seus membros para realizar um levantamento semelhante para poder traçar um quadro de como estamos em cada região do Brasil. É fácil de realizar, pois os dados constam dos prontuários. 

Se também fosse possível identificar pelos prontuários qual era a situação do total de pacientes acompanhados em anos anteriores, por exemplo, em 2006 ou 2007, teríamos como resultado poder conhecer com que velocidade está avançando a cada ano no agravamento dos pacientes e assim seria possível calcular o que acontecerá nos próximos anos, permitindo traçar estratégias na luta contra a epidemia de hepatite C. 

Em 20/05/2002 fui entrevistado pela revista Newsweek (http://www.hepato.com/port_divulgacao.htm#nw ), quando alertei que estávamos sentados acima de uma bomba viral prestes a explodir. Passados 10 anos posso agora afirmar que a bomba viral já está explodindo.


Agência de Notícias
das Hepatites

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Admissão em concursos - Como solucionar a exigência de testes das hepatites



Muitos editais de concursos públicos exigem a apresentação de exames das hepatites, alguns os colocando caso resultados positivos, como excludentes para os candidatos.

Veja a seguir como proceder para evitar tal arbitrariedade totalmente discriminatória.

1 - Com o resultado de seu exame positivo para as hepatites B ou C procure um posto do INSS e entre com um pedido de aposentadoria por doença ou incapacidade.

2 - Você será chamado para uma perícia médica, a qual certamente vai atestar que você está totalmente apto para o trabalho e a aposentadoria está sendo negada. Guarde muito bem este laudo.

3 - Faça o concurso publico normalmente e, se passar em tudo, e sua admissão for negada por ser portador de qualquer uma das hepatites, procure imediatamente o Judiciário para solicitar por meio de uma "Ação Cautelar" em caráter de urgência (é fácil de conseguir) o seu direito a ser admitido, alegando que:
- O INSS atestou que você é apto para o trabalho e,
- Nos editais, por Lei proibindo a exigência não é necessária a apresentação do exame da AIDS e os casos positivos podem ser selecionados para admissão, assim, solicitar somente o exame das hepatites e o mesmo se positivo ser excludente se configura em clara e inequívoca discriminação.
Seguindo tal procedimento o Juiz emitirá a Ordem Judicial e você estará sendo admitido, fazendo valer seu direito cidadão.

Agência de Notícias
das Hepatites

sábado, 27 de outubro de 2012

Governo aprofunda crise e libera recursos destinados à AIDS para outras ações em saúde.


O Ministério da Saúde (MS) está prestes a publicar uma portaria que liberará Estados e Municípios a utilizarem para "fins gerais da saúde" recursos que eram repassados pela União para uso exclusivo da AIDS e que, por inoperância, descompromisso ou falta de atenção, não foram utilizados até dezembro de 2011.
Desde o ano passado a sociedade civil vem denunciando que tais recursos estavam estagnados sem justificativa há meses e - em alguns casos há anos - nos cofres dos Estados e Municípios em todo o país e vinha pressionando o MS para que criasse mecanismos que evitassem a estagnação deste dinheiro que, em setembro de 2012 representava um montante acumulado da ordem de 135 milhões de reais.

Ao contrário do que foi demandado, a recente decisão da Comissão Intergestores Tripartite é um atestado público do desmonte da política de Aids no Brasil que retrocedeu nos últimos anos em função também da não aplicação dos recursos destinados ao seu enfrentamento e da não priorização por parte dos governos municipais e estaduais que pouca ou nenhuma importância dão para a epidemia.
Além de liberar os recursos parados para fins diversos, para agravar o problema, foi anunciado na reunião de Gestores de Programas estaduais e municipais de AIDS, COGE, na última segunda feira, 22, em Brasília, a revogação completa da Política de Incentivo a partir de 2014. Para AIDS isso significa o fim da portaria 2313[1] criada em 2002 exatamente pela “necessidade de recursos específicos para o financiamento do combate à epidemia, dada a complexidade de ações a serem permanentemente desenvolvidas e ofertadas, abrangendo um largo espectro de atividades (..); para garantia de novos avanços e continuidade do padrão de qualidade e de resultados que vêm sendo alcançados”.

Com o fim da política de incentivo e de recursos carimbados, a política de AIDS no Brasil sofre um golpe duro, numa decisão tomada pelo governo Dilma sem discussão com a sociedade civil. Sofrerão mais ainda as populações afetadas – já são quase 700 mil casos registrados – que, como se sabe, têm alto histórico de exclusão social e irão agora disputar recursos com centenas de outros agravos. Se os recursos transferidos via política de incentivo já não eram utilizados apropriadamente mesmo quando específicos a este fim, é difícil crer que os mesmos gestores, passem a priorizar a AIDS e, certamente será ainda mais difícil para a sociedade civil monitorar o seu uso.

Uma morte anunciada–  O pano de fundo deste desmonte está baseado em dois pilares interdependentes: um deles, o mais evidente e grave, é a progressiva privatização do SUS, com repasses cada vez maiores para compras de serviços ao setor privado, aquisição de tecnologias, na maioria das vezes obsoletas ou que se quebram ao primeiro uso, e de insumos laboratoriais e farmacêuticos nem sempre direcionados a real necessidade dos problemas de saúde local; o segundo, a mudança progressiva e lenta do modelo de atenção, aliás a retomada ao modelo hospitalocêntrico, agora travestido de um modelo que elege a atenção primária como porta de entrada de um sistema de saúde, que se diz universal e público, mas cujas vedetes são as Unidades de Pronto Atendimento que são, contraditoriamente, administradas como privadas.
Vale ressaltar que tal decisão ocorre no momento em que as ONGs e a academia têm acirrado, dentro e fora do país, as críticas ao Ministério da Saúde denunciando graves retrocessos na política de AIDS brasileira que já foi, em décadas anteriores, considerada a melhor do mundo, e que agora encontra-se refém de influências religiosas e conservadoras e busca colocar as ONG AIDS em antagonismo com o SUS e o movimento de saúde. Uma cartada de má-fé que só evidencia a tentative óbvia da diminuição do controle público e da participação pessoas vivendo com AIDS na construção da resposta de AIDS, principais estratégias de um movimento articulado como o de AIDS que historicamente foi fundamental na consolidação do princípio do direito à saúde e da universalidade do SUS.

Agenda:

Nos dias 30 e 31 de outubro lideranças do movimento AIDS de todo o país estarão em Brasília para uma séria de reuniões com o Departamento Nacional de AIDS; e no dia 08 de novembro o tema é pauta do Conselho Nacional de Saúde. Demanda-se que que o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estabeleça conjuntamente com a sociedade civil, uma solução verdadeiramente eficaz para a política de incentivo no Brasil que promova a erradicação da AIDS, não da política nacional de combate ao problema.

Claudio Costa
Grupo Amarantes

sábado, 20 de outubro de 2012

Ação social e testagem rápida para hcv na Igreja são pedro de Alcântara







A Grupo Amarantes no dia 20/10/2012, realizou mais uma Ação Social e testagem rápida para o hcv. Desta o evento aconteceu na Igreja São Pedro de Alcântara. Nosso farmacêutico Dr Júlio Viana, se encarregou de aplicar 48 testes, com um total de 02 infectados. Uma senhora de 76 anos e um sr de 67 anos. Todos foram 
aconselhados a procurar o PAM ALCANTARA.  


Claudio Costa
Grupo Amarantes


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tsetagem na Comunidade do Pica Pau - SG - RJ

No dia 30/09/2012 o Grupo Amarantes participou de uma Ação Social na Favela do Pica pau, realizamos cerca de 60 testes rápidos para a hepatite C. Encaminhamos uma pessoa para o Pam Neves para acompanhamento.


Claudio Costa






Grupo Amarantes

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As ONGS advertem o Governo Panisset mata

Companheiros,
Segue abaixo a moção de repúdio à Prefeitura de São Gonçalo, com base no parecer do Ministério Público Estadual para conhecimento e providências das esferas competentes.

Josimar Pereira da Costa
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ Núcleo RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói

MOÇAO DE REPÚDIO À PREFEITURA DE SÃO GONÇALO

Considerando o parecer do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Saúde da Região Metropolitana II (São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá), com base nas denuncias e comprovação da comissão judicial que constatou todas às demandas de não cumprimento do preconizado na qualidade, respeito à dignidade da pessoa humana e direitos humanos, no atendimento às pessoas com HIV/Aids e Hepatites Virais, no Município de São Gonçalo – RJ,REPUDIAMOS o Governo Municipal e Secretaria Municipal de Saúde, conforme descrição do parecer do processo nº 2005.004.0787725-3, abaixo:
- Ausência de médicos infectologista no Hospital Municipal Luiz Palmier, bem como de uma equipe de auxiliares compatível na área física que foi destinada para atender a demanda, corretamente climatizada e instalada, com equipamentos diversos, necessários ao bom atendimento e na garantia da qualidade do serviço, com recursos do Plano de Incentivo da Aids, e não está em funcionamento desde a sua inauguração a dois anos, que no momento está sendo utilizada como depósito de equipamentos e sala de preparo de material para esterilização, tendo desviado todo o equipamento que ali existia;
- Não promover a separação de leitos específicos e cadastrados para pacientes soropositivos internados no hospital, para pacientes do sexo masculino e feminino, necessários ao atendimento da demanda, que foram redirecionados para outros setores do Hospital Luiz Palmier;
- Falta de regularização dos exames de triagem ELISA anti HIV no PAM-Neves, devendo o Centro de Testagem Anônima recolher os exames necessários a cada semana, e coleta de exames de acompanhamento (CD4A e carga viral para HIV);
- Falta de lotação de mais médicos infectologistas no PAM-Neves, além dos já existentes para agilizar a consulta e reconsulta;

- A não instalação do exame pré-natal na unidade PAM-Neves, bem como o serviço de ginecologia e obstetrícia, como médico especializado;
- Desmantelamento do atendimento individualizado, preconizado pelo Departamento Nacional de Hepatites Virais, DST e Aids do Ministério da Saúde;
- Ausência de médico na Coordenação no programa de Aids do Município, a existência de tão somente 06 médicos infectologistas em atendimento exclusivo ao Programa Municipal no PAM-Neves, dois médicos pediatras e dois médicos gineco-obstetras, para atender uma população de 1.100.000.00, segundo dados do IBGE, com um número de casos de HIV/Aids, notificados de aproximadamente 18.000 casos, que vem levando as pessoas aguardarem atendimento, para investigação/internação hospital, numa média de 100 pessoas, o que denota grave deficiência do serviço prestado em toda rede (municipal e/ou referenciada), gerando uma sobrecarga no atendimento do único serviço;
- A necessidade de encaminhamento dos pacientes para outros municípios, como para o Hospital da Ordem Terceira da Previdência no município do Rio de Janeiro, e Hospital Ary Parreiras no município de Niterói;
- A dificuldade de deslocamento dos munícipes gonçalenses aos centros de atendimento referenciados fora do território municipal, em virtude do perfil sócio econômico das pessoas atendidas no PAM-Neves, gerando a obrigatoriedade de deslocamento e dificuldade da garantia da gratuidade nos transportes público municipal e intermunicipal, para garantia de adesão ao tratamento;
- O CTA (Centro de Testagem Anônima) está em funcionamento, sendo captados cerca de 5 (cinco) pacientes por dia, sem a devida atenção e  encaminhamentos e procedimentos cabíveis;
- Falta de outro Posto de Saúde com especialidade específica para o tratamento dos pacientes portadores de Hepatites Virais, DST/Aids, no município de São Gonçalo;
- Vale destacar que o Município de São Gonçalo já vem recebendo incentivos financeiros para cumprir as medidas acima mencionadas, no montante de R$ 3.709.471,43 (três milhões, setecentos e nove mil, quatrocentos e setenta e um reais e quarenta e três centavos) pelo Plano de Ação e Metas, do Ministério da Saúde – Departamento de Hepatites Virais, DST e Aids, e não os aplica.
São Gonçalo, RJ, 04 de outubro de 2012.
CAAAids (Centro de Atenção e Atendimento á  Aids) - Flavia Fabiana da Silva
E-mail: caaaids@gmail.com
Pastoral da Aids de Alcantara - Patrícia Narcizo - E-mail:patricia.narcizo@hotmail.com

Josué Mitidieri - E-mail: josh.mit@ig.com.br
Ponto Focal RNP+ São Gonçalo
Representante da Ação Civil Pública acima
Ativista vivendo com HIV/Aids

Josimar Pereira da Costa - E-mail: josimarpercost@hotmail.com
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói

José Rivanildo da Silva - E-mail: jr_fasb@yahoo.com.br
Usuário do serviço PAM-Neves

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A vitamina B12 melhora a possibilidade de cura da hepatite C


A última edição da revista "GUT" publica interessante pesquisa mostrando que a suplementação de vitamina B12 durante o tratamento da hepatite C resulta em um aumento de 34% na possibilidade de cura.
Devemos ressaltar que a pesquisa é experimental e que não teve um grupo controle tratado com placebo, mas pela significância que a mesma pode ter no resultado do tratamento merece ser divulgada e comentada.

Já era conhecido que "in vitro" a vitamina B12 atua como um inibidor natural de replicação do vírus da hepatite C, motivo que levou os pesquisadores a experimentar o seu efeito se fosse administrada durante o tratamento com interferon peguilado e ribavirina. O fígado é o órgão principal onde a vitamina B12 fica armazenada, mas a capacidade de armazenamento é prejudicada por doenças que afetam diretamente o fígado.

Foram incluídos 94 pacientes, divididos em dois grupos. Um grupo recebeu o tratamento padrão de interferon peguilado e ribavirina e o outro grupo interferon peguilado, ribavirina e 5.000 ug de vitamina B12 intramuscular a cada 4 semanas. O tratamento do genótipo 1 foi realizado em ambos grupos em 48 semanas e no caso dos genótipos 2 e 3 durante 24 semanas.

Todos os pacientes realizavam carga viral na semana 4, 12, 24, 48 e após 24 semanas do tratamento para se conhecer a resposta sustentada.
Não foram encontradas diferenças significativamente estatísticas na carga viral da semana 4 do tratamento, mas houve diferenças nas demais semanas do tratamento e na resposta sustentada.
Na semana 24 após o tratamento a resposta sustentada (cura da hepatite C) foi 34% maior no grupo que recebeu a suplementação da vitamina B 12 que no grupo tratado da forma padrão com interferon peguilado e ribavirina somente. O efeito se mostrou maior no genótipo 1 e nos pacientes que no inicio do tratamento apresentavam carga viral elevada.

Os autores concluem que até que novos critérios de tratamento sejam estabelecidos para a nova geração de medicamentos que estarão disponíveis, o tratamento padrão com interferon peguilado e ribavirina acrescentado da vitamina B12 é uma alternativa segura, especialmente para os infectados com o genótipo 1 a alta carga viral.

MEU COMENTÁRIO

Tal qual acontece com a vitamina D, a vitamina B12 pode se tornar uma opção de suplementação do tratamento atual objetivando uma maior possibilidade de sucesso. Por se tratar de vitaminas de baixo custo e reconhecidamente seguras na sua utilização, deve ser considerada como uma estratégia interessante quando por insuficiência de recursos econômicos ou por contra-indicações clínicas, os inibidores de proteases não podem ser utilizados.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Vitamin B12 supplementation improves rates of sustained viral response in patients chronically infected with hepatitis C virus. Rocco A, Compare D, Coccoli P, et al. Gut doi: 10.1136/gutjnl-2012- 302344

Agência de Notícias
das  Hepatites

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Hepatite C em números - Qual é o verdadeiro?

Os números oficiais de casos de hepatite C, notificados e confirmados, que se encontram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net - do Ministério da Saúde são três vezes superiores aos divulgados, também de forma oficial, no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais. Quem esta divulgando o número correto de casos de hepatite C?

Conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais divulgado em 25 de julho de 2012, o total de Casos de Hepatite C notificados entre os anos de 1999 e 2010 totalizam 82.041 casos. Nesse Boletim Epidemiológico é informado na página 12 que esses são os casos confirmados, especificando que são aqueles que apresentaram resultados anti-HCV e HCV-RNA reagentes, entre 1999 e 2010.

Já o total de casos de hepatite C confirmados pelo SINAN entre os anos de 2001 e 2010 foi de 241.972 casos, especificando que são casos confirmados por apresentar resultados anti-HCV reagente, não sendo exigida a realização do HCV-RNA. O SINAN informa os seguintes casos confirmados a cada ano:

2001 - 5.133
2002 - 6.257
2003 - 8.951
2004 - 14.463
2005 - 16.657
2006 - 16.725
2007 - 41.992
2008 - 43.344
2009 - 47.482
2010 - 40.668
Total: 241.972

Aparentemente não existe qualquer explicação para a diferença de 160.000 casos de hepatite C entre os dados do SINAN e os da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais, ambos departamentos do Ministério da Saúde.

Para abrir a discussão pergunto se é necessário que todos os indivíduos com resultado anti-HCV reagente tenham que realizar o HCV-RNA para serem considerados como infectados com hepatite C e assim serem incluídos no Boletim Epidemiológico? A exigência dessa confirmação não está ocultando o real número de infectados diagnosticados?

É amplamente conhecido e aceito pela comunidade científica internacional que aproximadamente 85% dos indivíduos com resultado anti-HCV estão cronicamente infectados com hepatite C, portanto o HCV-RNA será reagente. Assim, 85% dos 241.972 casos anti-HCV deveriam ser confirmados se todos tivessem realizado o HCV-RNA e, então o número de infectados que deveria constar no Boletim Epidemiológico seria de aproximadamente 200.000 casos e não, como colocado erradamente de tão somente 83.041 casos.

Se o objetivo do número constante no Boletim Epidemiológico é demonstrar que os infectados diagnosticados recebem tratamento no SUS o número informado é perfeito para tal finalidade, pois por ele se mostra que praticamente todos os infectados recebem tratamento no SUS, mas pelo número real de casos reagentes mostrado pelo SINAN a equação fica diferente, pois somente 30% dos diagnosticados teriam recebido tratamento no SUS no período de 10 anos.

Sempre denunciamos que a hepatite C por permanecer oculta não recebe a necessária atenção do governo federal e essa "tesourada" no real número de casos diagnosticados parece ser mais uma das armas utilizadas para esconder a hepatite C da população. Ao não aparecer nas estatísticas e divulgações oficiais como uma epidemia que atinge um grande número de indivíduos, por existir um critério como a obrigatoriedade da exigência da realização do HCV-RNA, a hepatite C continuará oculta. Conhecida é a dificuldade de se conseguir realizar o HCV-RNA, pior ainda, pois fica evidente que não existe uma busca ativa dos indivíduos que realizaram o anti-HCV com resultado reagente, os quais não estão sendo encaminhados para realizar o HCV-RNA.

Devido a tal procedimento burocrático (ou suspeitosamente proposital?) nos encontramos ante o dramático quadro com mais de 120.000 infectados com hepatite C que apesar de positivos estão desassistidos e excluídos do sistema de saúde, sem receber o necessário atendimento médico.

Com qual dos dois dados devemos trabalhar para conhecer a realidade dos casos de hepatite C diagnosticados no Brasil. Devemos nos guiar com a realidade mostrada pelo SINAN aplicando-se os 85% ou com o do Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais que pela exigência de um teste difícil de realizar na rede pública, oculta 65% dos casos diagnosticados?

Fonte dos dados:


Boletim Epidemiológico: http://www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim_epidemiologico_de_hepatites_virais_2012 sform� R n ; � �� ace: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; display: inline !important; float: none; ">- MK5172 - Fase 2

- MK-7009 - Fase 2

- Achillion 1625 - Fase 2v - ABT-267 - Por iniciar a fase 2 b

- Mericitabne - Roche - Finalizando a fase 2 b e por iniciar a fase 3

- Asunaprevir

- Vanoprevir

- Daclastavir

Certamente a cura praticamente total dos infectados com hepatite C se encontra a cada dia mais perto de ser alcançada.

Agência de Notícias
da Hepatites

Hepatite C em números - Qual é o verdadeiro?

Os números oficiais de casos de hepatite C, notificados e confirmados, que se encontram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net - do Ministério da Saúde são três vezes superiores aos divulgados, também de forma oficial, no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais. Quem esta divulgando o número correto de casos de hepatite C?

Conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais divulgado em 25 de julho de 2012, o total de Casos de Hepatite C notificados entre os anos de 1999 e 2010 totalizam 82.041 casos. Nesse Boletim Epidemiológico é informado na página 12 que esses são os casos confirmados, especificando que são aqueles que apresentaram resultados anti-HCV e HCV-RNA reagentes, entre 1999 e 2010.

Já o total de casos de hepatite C confirmados pelo SINAN entre os anos de 2001 e 2010 foi de 241.972 casos, especificando que são casos confirmados por apresentar resultados anti-HCV reagente, não sendo exigida a realização do HCV-RNA. O SINAN informa os seguintes casos confirmados a cada ano:

2001 - 5.133
2002 - 6.257
2003 - 8.951
2004 - 14.463
2005 - 16.657
2006 - 16.725
2007 - 41.992
2008 - 43.344
2009 - 47.482
2010 - 40.668
Total: 241.972

Aparentemente não existe qualquer explicação para a diferença de 160.000 casos de hepatite C entre os dados do SINAN e os da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais, ambos departamentos do Ministério da Saúde.

Para abrir a discussão pergunto se é necessário que todos os indivíduos com resultado anti-HCV reagente tenham que realizar o HCV-RNA para serem considerados como infectados com hepatite C e assim serem incluídos no Boletim Epidemiológico? A exigência dessa confirmação não está ocultando o real número de infectados diagnosticados?

É amplamente conhecido e aceito pela comunidade científica internacional que aproximadamente 85% dos indivíduos com resultado anti-HCV estão cronicamente infectados com hepatite C, portanto o HCV-RNA será reagente. Assim, 85% dos 241.972 casos anti-HCV deveriam ser confirmados se todos tivessem realizado o HCV-RNA e, então o número de infectados que deveria constar no Boletim Epidemiológico seria de aproximadamente 200.000 casos e não, como colocado erradamente de tão somente 83.041 casos.

Se o objetivo do número constante no Boletim Epidemiológico é demonstrar que os infectados diagnosticados recebem tratamento no SUS o número informado é perfeito para tal finalidade, pois por ele se mostra que praticamente todos os infectados recebem tratamento no SUS, mas pelo número real de casos reagentes mostrado pelo SINAN a equação fica diferente, pois somente 30% dos diagnosticados teriam recebido tratamento no SUS no período de 10 anos.

Sempre denunciamos que a hepatite C por permanecer oculta não recebe a necessária atenção do governo federal e essa "tesourada" no real número de casos diagnosticados parece ser mais uma das armas utilizadas para esconder a hepatite C da população. Ao não aparecer nas estatísticas e divulgações oficiais como uma epidemia que atinge um grande número de indivíduos, por existir um critério como a obrigatoriedade da exigência da realização do HCV-RNA, a hepatite C continuará oculta. Conhecida é a dificuldade de se conseguir realizar o HCV-RNA, pior ainda, pois fica evidente que não existe uma busca ativa dos indivíduos que realizaram o anti-HCV com resultado reagente, os quais não estão sendo encaminhados para realizar o HCV-RNA.

Devido a tal procedimento burocrático (ou suspeitosamente proposital?) nos encontramos ante o dramático quadro com mais de 120.000 infectados com hepatite C que apesar de positivos estão desassistidos e excluídos do sistema de saúde, sem receber o necessário atendimento médico.

Com qual dos dois dados devemos trabalhar para conhecer a realidade dos casos de hepatite C diagnosticados no Brasil. Devemos nos guiar com a realidade mostrada pelo SINAN aplicando-se os 85% ou com o do Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais que pela exigência de um teste difícil de realizar na rede pública, oculta 65% dos casos diagnosticados?

Fonte dos dados:


Boletim Epidemiológico: http://www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim_epidemiologico_de_hepatites_virais_2012 sform� R n ; � �� ace: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; display: inline !important; float: none; ">- MK5172 - Fase 2

- MK-7009 - Fase 2

- Achillion 1625 - Fase 2v - ABT-267 - Por iniciar a fase 2 b

- Mericitabne - Roche - Finalizando a fase 2 b e por iniciar a fase 3

- Asunaprevir

- Vanoprevir

- Daclastavir

Certamente a cura praticamente total dos infectados com hepatite C se encontra a cada dia mais perto de ser alcançada.

Agência de Notícias
da Hepatites