sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cirurgia inavadora substitui transplante de fígado

Cirurgia inavadora substitui transplante de fígado

Menino diagnosticado com tumor no fígado realiza procedimento inédito e descarta o transplante do órgão, que até então era o recurso indicado.
24/06/2014

Uma nova técnica para a retirada de tumor de fígado foi aplicada pela primeira vez no mundo em uma criança em janeiro deste ano, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Rafael Michalski, 12 anos, foi diagnosticado com tumor maligno no fígado em janeiro de 2013 e em março do mesmo ano iniciou o tratamento quimioterápico até que ele estivesse apto para um transplante de fígado – até então único recurso possível para o tipo de tumor.
Um ano depois, em janeiro de 2014, uma nova técnica mudou a vida de Rafael, que não precisou recorrer ao transplante. Ele foi submetido, com sucesso, ao procedimento ALPPS (Associating Liver partition and portal vein ligation for staged hepatectomy).
“Ficamos muito felizes com o resultado. Estávamos nos preparando para uma vida restrita. Caso ele fizesse o transplante, teria que tomar remédio o resto da vida para evitar rejeição, e isso não vai acontecer”, conta a mãe de Rafael, Marlene Michalski.
O procedimento ALPPS (Associating Liver partition and portal vein ligation for staged hepatectomy) foi descrito pela primeira vez em 2012 e só em adultos. A técnica é realizada em duas etapas, com intervalo aproximado de 15 dias.
Primeiro é feita a cirurgia para a bipartição do fígado, com a ligadura de veia porta (que leva o sangue do intestino para o fígado) e secção do órgão. Na etapa seguinte, o tumor e a área comprometida são retirados, sem o risco de insuficiência hepática, ao mesmo tempo em que se inicia a regeneração da parte sadia do fígado.
No caso de Rafael, o tumor de aproximadamente 19 cm comprometia mais de 75% do fígado e o único tratamento indicado para salvar a vida dele era o transplante. Com a realização do ALPPS, que primeiro isolou e na sequência removeu a área afetada – após o crescimento da área de fígado sadia – o órgão alcançou, no período de 10 dias, 41% do tamanho normal. E resultados da última tomografia mostram que após três meses da cirurgia o órgão estava com o volume 70%.
Segundo um dos cirurgiões responsáveis pelo procedimento, os resultados são satisfatórios e substituem o transplante. “Aplicamos uma técnica já utilizada em adultos com resultados bastante impressionantes. Esse procedimento permite que um maior número de pacientes portadores de tumor hepático sejam tratados de uma forma segura”, ressalta o cirurgião hepático Julio Wierderkehr.
Um dos principais benefícios da nova técnica está a não realização do transplante de fígado. “A aplicação da técnica ALPPS evita a cirurgia (e seus riscos) para um doador vivo, além de contribuir para que o órgão que está disponível na Central de Transplantes seja utilizado por uma pessoa que não tenha outra alternativa para seu tratamento”, explica o cirurgião hepático Julio Wierderkehr.
O paciente submetido à cirurgia não utiliza os imunossupressores (indicados para evitar a rejeição do órgão) necessários para aqueles que se submetem ao transplante, o que é uma vantagem, visto que tais medicamentos podem causar alguns efeitos colaterais a médio e longo prazo, inclusive a recorrência do tumor.
Passo a passo ALPPS
1ª Etapa – 1ª cirurgia: ligadura da veia porta
A veia porta, que leva o sangue do intestino para o fígado, é desconectada da área em que está o tumor – permanecendo a alimentação normalmente na área sadia.
Bipartição do fígado
O fígado é partido em dois, separando a área afetada da área sadia – com exceção da veia porta, as outras irrigações (do quê?) são preservadas.
2ª Etapa – 2ª cirurgia

Retirada da área afetada pelo tumor e início da regeneração da área sadia

Parte do fígado que foi desligada da veia porta (onde o tumor está localizado) é retirada. Nessa etapa a área sadia já tem tamanho suficiente manter as funções normais do órgão.
Regeneração hepática 
Fígado continua a regeneração até atingir seu volume normal – o que pode levar até um ano.
http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/cirurgia-inovadora-substitui-transplante-de-figado/

Nota enviada Por Nádia Elizabeth: Conselheira Nacional de Saúde


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Testagem no Mês de Julho em São Gonçalo

O grupo Amarantes vai realizar 1.600 testes rápidos (resultado na hora) para Hepatite C em São Gonçalo. Uma parceria com a ABPH e Secretaria Municipal de Saúde, vai nos proporcionar estes belos eventos que acontecerão em nosso município. Nossos sinceros agradecimentos ao Humberto Silva, Virginia Alves e Luiz Carlos Amaral, da ABPH. O Presidente da Comissão de Saúde Vereador Lecinho Breda, Dra Marcia Morse Secretaria Municipal de Saúde, e nosso prefeito Neilton Mulin. Viva São Gonçalo, município responsável!!! Estamos terminando um projeto para testar os servidores municipais também. Os funcionários da prefeitura merecem todo nosso respeito e carinho, e não poderiam ficar de fora. Abraços fraternais a todos...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Farmacêutica quer vender medicamento por 48 mil euros

Farmacêutica americana quer cobrar 48 mil euros por novo tratamento contra a hepatite C. Ministério da Saúde tenta baixar preço. Há 12 mil doentes à espera.

Chama-se "sofosbuvir" e é um novo medicamento que permite tratar casos particulares de hepatite C. A lista de espera é grande – tem já mais de 12 mil doentes – mas a solução tarda: é que o laboratório farmacêutico que comercializa o medicamento exige 48 mil euros por cada tratamento. Isto, quando no Egipto o vendeu por apenas 600 euros.
A informação é relatada pelo "Correio da Manhã", que na edição desta segunda-feira, 2 de Junho, garante que o Infarmed continua a tentar negociar uma descida do preço dos remédios. A empresa farmacêutica Gilead está em Portugal desde 1996 e é um dos maiores fornecedores de medicamentos para tratar o VIH-sida.

A norte-americana terá proposto ao Ministério da Saúde tratar 900 doentes com hepatite C numa primeira fase, entre os12 mil que precisam do remédio, mas os preços são exorbitantes: 48 mil euros por tratamento, sendo que alguns doentes poderão precisar de dois tratamentos.

As negociações entre o Infarmed, entidade que autoriza a comercialização de medicamentos em Portugal, e a farmacêutica prosseguem, ao mesmo tempo que se procuram alternativas.

Fonte ligada ao processo adiantou ao "Correio da Manhã" que há já mais dois laboratórios a entrar na corrida, com preços de 24 mil euros por tratamento.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Estudo liga o consumo de café com redução de Risco do cancer de fígado

Pesquisadores dizem ter descoberto uma outra razão para amar café: Um novo estudo sugere que as pessoas que bebem pelo menos um copo por dia têm um risco menor de câncer de fígado em comparação com aqueles que só bebem ocasionalmente.
O estudo foi apresentado nesta quarta-feira na reunião anual da Associação Americana de Pesquisadores de Câncer em San Diego.
Quando o estudo começou na década de 1990, pesquisadores pediram a cerca de 180.000 adultos de diferentes raças e etnias, informações sobre o seu consumo de café e de outros hábitos de vida. Os participantes do estudo foram monitorados por até 18 anos, e os pesquisadores mantiveram o controle sobre quantos desenvolveram carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer de fígado. Até agora, 498 participantes do estudo foram diagnosticados. As pessoas que disseram que bebiam uma a três xícaras de café por dia tiveram uma redução de 29 por cento do risco de câncer de fígado em comparação com aqueles que bebem seis xícaras ou menos por semana. E mais: As pessoas que regularmente tomavam mais de quatro xícaras de café por dia tiveram o risco reduzido em 42 por cento, de acordo com o estudo.
Para colocar isso em números, um em 81 homens e uma em 196 mulheres vão ter câncer de fígado ao longo de suas vidas, de acordo com a American Cancer Society. A redução do risco de 29 por cento reduz as chances de um em 104 para homens e um em 253 para mulheres. Além do mais, essas reduções se mantiveram mesmo depois que os pesquisadores contabilizaram outros aspectos conhecidos por aumentar o risco de uma pessoa para o câncer de fígado, como idade, obesidade, fumar, beber, sexo e diabetes.
No entanto, o estudo só foi projetado para mostrar associação, não para provar uma relação de causa e efeito. Pode haver algo mais comum para os bebedores de café que também reduz o risco de câncer.
Ainda assim, não é o primeiro estudo a revelar tal ligação. Uma revisão publicada no ano passado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology , que combinaram os resultados de 16 estudos diferentes envolvendo mais de 3.200 pacientes, concluiu que beber mais de três xícaras de café por dia pode reduzir o risco de câncer de fígado em até 50 cento.
Um especialista elogiou a pesquisa mais recente. "Este é um estudo muito bem feito", disse Susan Gapstur, vice-presidente de epidemiologia para a American Cancer Society. "Isto se soma ao crescente corpo de evidências de que o café pode estar associado a um risco mais baixo para uma série de tipos de câncer." Além de câncer de fígado, estudos já sugeriram que o café pode ser ligado à redução do risco de cânceres de cabeça e pescoço, câncer colorretal, câncer de próstata e bexiga, endométrio, esôfago e pâncreas.
O que os pesquisadores ainda não descobriram é como o café pode prevenir o câncer. "Isso é o que todo mundo quer saber", disse o autor do estudo V. Wendy Setiawan, professor assistente no departamento de medicina preventiva na Norris Comprehensive Cancer Center USC em Los Angeles. Setiawan diz que o café tem cerca de 100 compostos ativos, incluindo antioxidantes, polifenóis e cafeína. Ele também é conhecido por afetar as enzimas hepáticas. "Neste momento, eu não acho que alguém tenha alguma idéia do que motiva esta proteção", disse ele.
FONTES: V. Wendy Setiawan, Ph.D., professor assistente, Departamento de Medicina Preventiva, Centro de Câncer USC Norris Comprehensive, em Los Angeles; Susan Gapstur, Ph.D., vice-presidente de epidemiologia, American Cancer Society, Atlanta; 09 de abril de 2014, apresentação, da Associação Americana para a reunião anual de Pesquisa do Câncer, San DiegoCopyright (c) 2014 HealthDay . 

Arair Azambuja - Presidente da AMAPHET, Filiada ao MBHV

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O temor da encefalopatia hepática


O maior medo de um paciente infectado com hepatite é: primeiro chegar a desenvolver cirroses e depois dela descompensar chegando a um dos estados terminais, que é quando aparecem os sintomas da encefalopatia hepática. 

Na encefalopatia existem quadros mais ou menos graves. Os menos graves apresentam sintomas clínicos imperceptíveis, chegando nos casos graves a levar o paciente ao estado de coma. A gravidade é avaliada pelo médico utilizando geralmente uma escala entre 1 e 4. 

A encefalopatia hepática também pode acontecer em quadros de hepatite aguda, em casos onde não existe doença hepática e a mais normal é a causada por uma doença crônica do fígado. Pode ser episódica ao aparecer por breves períodos ou persistente, quando altera o dia-a-dia do paciente. 

Diversos estudos estimam que até 50% dos pacientes com cirrose poderão chegar a um quadro de encefalopatia. A maioria dos casos de encefalopatia é desencadeada por problemas de infecção ou de hemorragias gastrointestinais. 

O tratamento, em muitos casos até preventivo, é reduzir a produção de amônia, incluindo medicamentos como a lactulosa e antibióticos. 

Uma recomendação a quem já teve algum episódio de encefalopatia é evitar dirigir veículos, pois a qualquer momento, sem aviso prévio, será possível ter um novo ataque, quando então se o paciente estiver dirigindo poderá ocasionar um grave acidente. 

Por tanto, todo paciente que já desenvolveu cirrose deve levar uma vida saudável, com uma alimentação balanceada, com total proibição de bebidas alcoólicas, evitar fumar e praticar alguma atividade física aeróbica. Dessa forma a progressão da cirrose será mais lenta e evitará chegar rapidamente a um quadro de encefalopatia. 


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Hepatite - Silenciada por todos



Existem quatro grandes silêncios nas hepatites sendo o silencio dos infectados o mais preocupante, o mais perigoso, o pior dos vírus que pode atacar um ser humano. Quando a epidemia é silenciada pelos próprios infectados as notificações, os óbitos e os meios de comunicação continuarão "silenciosos" e os governos não precisarão se preocupar com o problema. 


- O silencio nas notificações 

Notificar as hepatites, pelo menos no Brasil e em muitos outros países é extremamente burocrático, complicado e demorado. É necessário completar tanta informação que muitos profissionais de saúde não possuindo o tempo necessário simplesmente não notificam. Muito provavelmente mais de 60% dos casos suspeitos de hepatites B e C não estão sendo notificados, não aparecendo nas estatísticas da saúde. 

Para cada abertura de um caso suspeito é necessário se realizar a chamada busca ativa. Não é o profissional de saúde que deve fazer a busca ativa do caso, isso é função da vigilância epidemiológica municipal, mas como faltam funcionários muitas vezes não é realizada e se a busca ativa não é completada em seis meses a notificação que foi aberta vai simplesmente "cair" e não entrara nas estatísticas. Já se chegou ao ponto de vigilâncias epidemiológicas municipais devolverem a ficha ao medico, solicitando que ele procure realizar a busca ativa com os familiares e circulo social, um verdadeiro absurdo. 

Saúde publica se faz para atender demanda. Se as notificações não são realizadas aparentemente o problema não existe e portanto não são necessárias grandes ações por parte do governo. Esconder a realidade parece ser um bom negocio para os governos. 


- O silencio nos atestados de óbitos 

Um problema no mundo todo. Noventa por cento dos infectados com hepatites ainda não foram diagnosticados, pior ainda, apos a morte de uma pessoa será que alguém vai fazer os testes das hepatites? Até em mortes de pacientes cirróticos é comum encontrar a causa da morte como falência generalizada dos órgãos, mas sem identificar a causa da cirrose. 

A hepatite C é "sub-documentada" nos atestados de óbito de pessoas que morrem com a doença. De acordo com um relatório publicado na edição de 12 de fevereiro de 2014 da "Clinical Infectious Diseases" apenas cerca de 20% das pessoas com doença hepática crônica relacionada a hepatite C a doença não aparecia como uma das causas de morte, apesar de a maioria ter evidência de fibrose hepática moderada ou avançada. 

Por tanto, se são poucas as mortes comprovadas por culpa da hepatite o problema também não aparece e não passa a ser um grave problema. Esconder a realidade parece ser um bom negocio para os governos. 


- O silencio dos meios de comunicação 

Muito pouco aparecem na mídia reportagens sobre as hepatites, um tema que ainda não despertou o interesse dos jornalistas. Raramente são realizadas na grande mídia campanhas de grande alcance esclarecendo sobre a doença e alertando sobre a necessidade da prevenção e da realização dos testes das hepatites. 

Por tanto, se a hepatite também não aparece na mídia parecerá não se tratar de um grave problema. Esconder a realidade parece ser um bom negocio para os governos.


- O silencio dos infectados 

A internet trouxe a comunicação e informação instantânea ao alcance de todos, inclusive informação sobre doenças pelo Dr. Google, mas esta provocando uma nova doença que eu chamo de individualismo nas relações sociais. 

Até poucos anos atrás os pacientes procuravam os grupos de apoio para receber informações e isso os tornava participativos ativos nos movimentos reivindicatórios para receber atenção dos governos, mas na atualidade os infectados de uma doença se escondem no anonimato da internet para obter informações, esvaziando a participação social nas demandas coletivas, uma das piores coisas que poderiam acontecer no controle social. 

O Grupo Otimismo está realizando um abaixo assinado utilizando a técnica antiga da folha de papel e solicitando aos voluntários que procurem levantar o maior numero de assinaturas. Muitos questionaram se não era mais fácil e pratico utilizar os sites da internet para abaixo assinados "on line", mas o objetivo, além de pressionar por novos medicamentos é o de tentar estimular a participação dos infectados se envolvendo diretamente, fazendo que sintam fazer parte do processo. Se fosse realizado pela internet todos continuaram "sentados" esperando que desconhecidos assinem a petição, mas não seria uma iniciativa dos maiores interessados: os pacientes. 

Objetivamos com o abaixo assinados em papel sair do marasmo que tomou conta da população. É necessário sair da frente do computador e voltar a interagir socialmente com aqueles que compartilham dos mesmos problemas, é necessário trocar informação pessoalmente e quando necessário participar em grupo para obter melhorias no atendimento na saúde pública. Chegamos ao ponto critico que a falta de participação esvaziou a representatividade da maioria das associações de pacientes de AIDS e de hepatites, muitas das quais até deixaram de fazer reuniões pela falta de procura por parte dos infectados. Como lutar sem representatividade, qual a voz dessas associações? Isso pode até ser considerado um bom negocio para os governos, mas certamente não é nada bom para os pacientes que necessitam de ações positivas por parte dos governantes. 

Por tanto, se levante da cadeira, não espere sentado chegar a morte, acorde antes que seja tarde e vamos voltar aos não tão velhos tempos de quando os problemas se discutiam em grupo presencial, em reuniões entre os próprios interessados. 

Espero e desejo que o abaixo assinado à moda antiga, no papel, possa contribuir para você recuperar sua cidadania e fazer valer sua voz. 

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

domingo, 23 de março de 2014

Bebidas alcoólicas antes de iniciar o tratamento da hepatite C prejudicam a possibilidade de cura?



10/03/2014 

Diversos estudos recomendam que pessoas que abusam das bebidas alcoólicas devem abandonar as bebidas seis meses antes de iniciar o tratamento para receber o tratamento da hepatite C com alguma chance de sucesso. 

Os pesquisadores investigaram o passado de abuso de bebidas alcoólicas de 421 pacientes infectados com hepatite C nunca antes tratados com qualquer interferon que receberam tratamento com interferon peguilado e ribavirina entre os anos de 2002 e 2008. 

Dos 259 pacientes nos quais foi possível obter uma historia detalhada da ingestão de álcool no passado foi encontrado que a ingestão de álcool era regular em 93,1% dos pacientes antes do diagnostico da hepatite C, 30,9% deixaram de beber entre o diagnostico e o inicio do tratamento e 1,9% durante o tratamento. 

Padrões moderados de ingestão de bebidas foram relatados por 67,9% dos pacientes, 63,5 ingeriam bebidas alcoólicas em maior quantidade antes de iniciar o tratamento e 29,3% relataram abstenção menor que o recomendado nos seis meses anteriores ao inicio do tratamento. 

Apesar desses relatos a cura foi obtida por 80,2% dos pacientes infectados com os genotipos 2 e 3 e por 45,1% dos infectados com os genótipos 1, 4 e 6. 

A recidiva do vírus nos seis meses após o final do tratamento não esteve relacionada com qualquer dos padrões de ingestão de bebida relatada. 

Padrões pré-tratamento de beber e consumo de álcool total, foram ambos sem relação com as taxas de cura. Abster-se menos de 6 meses antes do tratamento foi associado à diminuição de cura em consumos moderados, mas não pesado de álcool. Recidiva do vírus nos seis meses após o final do tratamento não esteve relacionado a beber após o fim do tratamento. 

Concluem os autores que a quantidade de álcool consumido antes do tratamento da hepatite C não tem nenhum efeito negativo sobre o resultado esperado com o tratamento. Um passado de beber em quantidade abusiva não deve ser considerado um impedimento para a indicação do tratamento se o mesmo for realizado por uma equipe multidisciplinar em centro de aplicação semanal do interferon. 

MEU COMENTÁRIO 

Os resultados mostram que se uma pessoa que no passado era bebedor de álcool de forma abusiva pode receber o tratamento e obter a mesma possibilidade de cura que os não bebedores se o pacientes é acompanhado semanalmente em um pólo de aplicação do interferon, objetivando conseguir aderência plena na administração dos medicamentos. 

Isso é extremamente necessário para evitar interrupções das doses de interferon, uma questão muito comum que acontece com dependentes de álcool e drogas. 

Ou seja, não interessa o passado e sim como é realizado e controlado de forma permanente o tratamento da hepatite C a ser realizado, desde que durante o tratamento o paciente deixe de beber. 

Lembre sempre que curar a hepatite C não significa que o fígado ficou em estado de novo, pois o dano hepático, seja fibrose ou cirrose, continua existindo. Após a cura o fígado pode se regenerar em parte com o correr dos anos, lentamente, mas se continua bebendo álcool continuará sendo destruído e o dano continuará sendo cada vez mais grave, agora por culpa do álcool. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
The impact of lifetime alcohol use on hepatitis C treatment outcomes in privately insured members of an integrated health care plan - Marcia Russell, Mary Patricia Pauly, Charles Denton Moore, Constance Chia, Jennifer Dorrell, Renee J. Cunanan, Gayle Witt, and Scott Martin - Hepatology. 2012 Oct;56(4):1223-30. doi: 10.1002/hep.25755. 


Carlos Varaldo

quarta-feira, 5 de março de 2014

Nova droga diminui o tempo de tratamento e cura 96% dos infectados com Hepatite C

Nota: Nádia Elizabeth - CMS
05/03/2014


Valor Econômico

Jornalista: Vanessa Dezem

A empresa farmacêutica americana Gilead chegou discretamente ao Brasil e instalou seu primeiro escritório em São Paulo. Mas o mercado está de olhos bem abertos para esse movimento. A Gilead é uma das grandes do setor de biotecnologia, com faturamento de US$ 11 bilhões, e sua vinda ao país faz parte de um movimento maior.
A indústria global vive o início de um processo de alteração na dinâmica do segmento de virologia, essencialmente na área da hepatite C, com tratamentos novos e considerados revolucionários. No Brasil, um mercado dominado por Roche, MSD e Janssen, os reflexos dessas mudanças serão grandes.
A Gilead está nas manchetes da mídia internacional desde o fim do ano passado, quando foi aprovado pelo FDA (o órgão do governo americano que controla o uso de medicamentos) seu novo tratamento para hepatite C, chamado Sovaldi. As indicações são de que o remédio é muito eficaz, cura o doente em 96% dos casos e reduz o tratamento de 40 para 12 semanas. As vendas deste ano devem atingir US$ 5 bilhões. No Brasil, estima-se que entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas são portadoras da hepatite C.

http://www.abradilan.com.br/noticias_detalhe.asp?noticia=19176

segunda-feira, 3 de março de 2014

Quais serão os próximos passos na "guerra" por medicamentos na hepatite C?

No mercado de medicamentos para tratamento da hepatite C está acontecendo uma verdadeira revolução, que esta sendo incentivada pelos organismos reguladores de medicamentos dos Estados Unidos e Europa, os quais estão outorgando pesquisa rápida e prioridade na apreciação da aprovação objetivando que até o próximo ano entre quatro ou cinco laboratórios farmacêuticos estejam no mercado competindo pelos pacientes, o que certamente vai ocasionar uma importante redução nos preços dos medicamentos. 

O organismo regulador de medicamentos dos Estados Unidos já aprovou o simeprevir e o sofosbuvir, assim, como já recebeu solicitação de registro do ledipasvir por parte da Gilead. 

Cinco empresas com medicamentos nas pesquisas em fase 3 já receberam autorização de pesquisa rápida ou de prioridade na apreciação para aprovação pelo FDA, são elas em ordem alfabética: 

Abbott (Abbvie) 
Boehringer
Bristol-Myers Squibb
Enanta
Gilead 

Também, na fase 2 avançada das pesquisas outros seis fabricantes estão desenvolvendo medicamentos promissores, que deverão chegar ao mercado, se tudo correr sem problemas, entre 2015 e 2017, são eles em ordem alfabética 

Bristol-Myers Squibb 
Gilead 
Idenix
Janssen 
Merck
Vertex 

O que temos hoje já aprovado para tratamento oral, sem interferon: 

Sofosbuvir, sem interferon, para tratamento da hepatite C, genotipos 2 e 3. 

Também é possível tratar "off label", isto é, ainda sem consenso ou aprovação dos órgãos reguladores, o genótipo 1 sem interferon ao se combinar o sofosbuvir com o simeprevir ou com o daclastavir. 

O futuro dos tratamentos sem interferon que serão aprovados: 

É estimado que em julho o ledipasvir, da Gilead, será aprovado pelo FDA e ao ser utilizado junto ao sofosbuvir, que também é da Gilead, o genótipo 1 passa a dispor de um tratamento aprovado pelas agências reguladoras, totalmente oral sem interferon. 

Os cinco fabricantes com autorização de pesquisa rápida e prioridade na apreciação no FDA ou nas autoridades da Comunidade Europeia que se encontram na fase 3 das pesquisas deverão ter seus medicamentos aprovados no ano próximo, em 2015. 

Por tanto, Gilead com os dois medicamentos aprovados em julho de 2014 terá durante 1 ano o privilegio de ser a única empresa com um tratamento totalmente oral sem necessidade de ter que utilizar medicamentos das farmacêuticas concorrentes. 

Qual será a política de preços da Gilead é uma incógnita, é uma pergunta que vale milhões de dólares. Mas vamos fazer algum exercício de marketing, sem nenhuma base ou dado mercadológico, somente especulando. 

Os pacientes poderão utilizar o sofosbuvir com o simeprevir ou com o daclastavir para realizar um tratamento totalmente oral, mas para tal deverão comprar a preços dos Estados Unidos o sofosbuvir por 82.000.- dólares e comprar também o simeprevir ou o daclastavir, aumentando o custo do tratamento. 

E qual será o preço a ser fixado pela Gilead para o ledipasvir? O medicamento será vendido separadamente do sofosbuvir ou será oferecido como um pacote único de sofosbuvir + ledipasvir ao mesmo preço do sofosbuvir? 

Se acontecer essa última hipótese Gilead terá durante 12 meses o monopólio do mercado oral da hepatite C sem interferon. 

Bristol-Myers Squibb poderá chegar em segundo lugar ao mercado com um tratamento oral livre de interferon que não vai depender do sofosbuvir, já que a combinação do "daclatasvir e asunaprevir" são dois medicamentos da própria Bristol.

Abbvie também terá tratamentos livres de interferon sem depender dos concorrentes, mas será a terceira a chegar. Mas como tudo são estimativas a situação de qualquer empresa pode mudar rapidamente e a ordem de chegada ao mercado poderá ser alterada, inclusive com o avanço de alguns que se encontram em quarto ou quinto lugar na linha de largada. 

O problema, para todas as empresas vai acontecer se quando chegam ao mercado ainda existem pacientes para tratar, pois é sabido que é necessário primeiro diagnosticar e encontrar os infectados, para somente então poder vender os medicamentos. De nada vale um medicamento se os infectados não são encontrados. 

Para os sistemas de saúde o problema será encontrar recursos para tratar todos aqueles que sejam diagnosticados com tratamentos de alto custo ao sistema público. 

A partir de 2015 uma nova luta vai começar. Governos, associações de pacientes, sociedades medicas e fabricantes de medicamentos deverão sentar juntos e negociar formas de aumentar o diagnostico e tratar os infectados a um preço compatível com as necessidades de cada país. 

OK. É só uma divagação, mas pensar e sonhar ainda são coisas gratuitas e por isso o texto acima publicado antes do carnaval, ao final, com os novos medicamentos tudo é festa no futuro da hepatite C. 

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

sábado, 1 de março de 2014

Prognosticando o sucesso no tratamento da hepatite B

O tratamento da hepatite B procura como resultado a seroconversão do antígeno HBeAg em AntiHBe e tornar indetectável a carga viral (DNA/HBV), mas um estudo publicado na "Hepatology" mostra que o nível no soro do antígeno de superfície HBsAg estabelece um critério para prever o resultado do tratamento. 

Os pesquisadores observaram 2.139 infectados com hepatite B, nenhum estava co-infectado com hepatite C, todos sem qualquer tratamento antiviral anterior e sem cirroses. A seroconversão do antígeno HBeAg e a carga viral indetectável foram observadas acompanhando 431 pacientes HBeAg positivos e 1.708 HBeAg negativos.

O nível da carga viral foi o mais importante indicador de seroconversão do antígeno HBeAg, mas o nível do HBsAg foi o mais importante indicador da possibilidade de tornar indetectável a carga viral (HBV/DNA).

Para tal compararam pacientes com níveis de HBsAG acima de 10.000 UI/ml com os que apresentavam no inicio do tratamento níveis menores, encontrando que:

- Em pacientes com HBsAG entre 1.000 e 9.999 a carga viral indetectável aconteceu em 1,20% (0,62%-2,30%) dos pacientes em tratamento.

- Em pacientes com HBsAG entre 100 e 999 a carga viral indetectável aconteceu em 2,49% (1,31%-4,75%) dos pacientes em tratamento.

- Em pacientes com HBsAG menor de 100 a carga viral indetectável aconteceu em 6,08% (3,19%-11,61%) dos pacientes em tratamento.

Concluem os autores que o nível do HBsAg antes do inicio do tratamento é um importante fator prognostico da possibilidade de sucesso do tratamento com a seroconversão do antígeno HBeAg em AntiHBe e carga viral indetectável.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Distinct Seromarkers Predict Different Milestones of Chronic Hepatitis B Progression - Jessica Liu, Hwai-I Yang, Mei-Hsuan Lee, Richard Batrla-Utermann,Chin-Lan Jen, Sheng-Nan Lu, Li-Yu Wang, San-Lin You, Chuhsing Kate Hsiao, Chien-Jen Chen - For the R.E.V.E.A.L.-HBV Study Group - Hepatology 2014; DOI: 10.1002/hep.27083

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Leiam este importante estudo feito por "Carlos Varaldo", presidente do Grupo Otimismo e da AIGA. A VOZ DO PACIENTE - Apresentando dados da "Pesquisa Sobre o Acesso ao Tratamento da Hepatite C no Brasil"

20/02/2014

Considerações:

Pela primeira vez é ouvido o principal interessado na hepatite C, aquele que vive na própria pele as conseqüências e problemas da doença e do atendimento medico. Até o momento tudo o publicado ou apresentado em congressos foram estudos realizados por profissionais da saúde retratando a sua percepção, mas sabemos que deste lado da mesa a situação é bem diferente e diversa. O que pode opinar um medico do tratamento se ele nunca experimentou aplicar-se o interferon?

Os pacientes é que conhecem a realidade, o paciente sente na pele os sintomas, a ansiedade, a depressão, o estigma, a discriminação, os efeitos colaterais e adversos e, não são coisas que existem somente na imaginação, na cabeça, como muitos já tiveram o infortúnio de escutar.

Agradecemos os 841 participantes, uma quantidade muito acima das expectativas, o dobro do esperado, o que ocasionou um trabalho bem mais demorado da analise que foi realizada em conjunto com a Assessoria de Monitoramento e Avaliação do Departamento DST/AIDS/HEPATITES do Ministério da Saúde e participação da Dra. Kycia Maria Rodrigues de Ó, do Hospital São Lucas - Petrópolis - RJ.

Ante a importância e significância dos resultados obtidos, que em muito poderão ajudar a conseguir melhoras no enfrentamento da epidemia e obter avanços no tratamento, tomamos a decisão de iniciar um programa que inclui uma serie de pesquisas especificas para conhecer os problemas, objetivando mostrar a médicos, pesquisadores e gestores o que deve ser mudado ou oferecido para melhorar os cuidados e atendimentos, sempre ouvindo pura e exclusivamente os próprios pacientes, motivo pelo qual o programa é chamado ''A VOZ DO PACIENTE''.

Já estamos enviando solicitação de inscrição para apresentação em alguns Congressos nacionais e internacionais e tentaremos a publicação do texto completo em alguma revista científica.

Por tanto é importante, muito importante, a maior participação possível de pacientes em cada uma das pesquisas que iremos lançando.


Resumo dos principais dados da "Pesquisa Sobre o Acesso ao Tratamento da Hepatite C no Brasil" - A VOZ DO PACIENTE


O objetivo principal era obter informação em todo Brasil a fim de ter elementos que possam fornecer dados e elementos para melhorar o atendimento no sistema público da saúde - SUS - e nos sistemas complementar e privado.

Para as entrevistas foi utilizado o sistema de pesquisas SurveyMonkey, um sistema reconhecido, comumente utilizado pelo médio científico, não permitindo a um entrevistado a participação mais de uma vez. A participação de 841 pacientes que responderam a pesquisa fornece estatisticamente um resultado que reflete muito bem o panorama.

Ao ser perguntado onde foi realizado o diagnostico (anti-HCV) da hepatite C, 60,57% responderam que foi numa consulta com médico particular; 21,22% ao realizar uma doação de sangue; 15,21% em hospital público ou posto de saúde; 1,68% em campanhas de testagem e 1,32% em Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA.

Somente 18,9% dos entrevistados procuraram a realização do teste diagnostico e 81,1% receberam o diagnostico da infecção pela hepatite C por acaso, ao fazer exames de rotina ou doar sangue.

Ao realizar o cruzamento dos dados dos 168 pacientes que representam os 18,9% dos entrevistados que procuraram a realização do teste diagnostico foi encontrado que 21,5% solicitaram o teste a um médico particular; 25,6% procuraram realizar o teste no sistema público; 30% procuraram um CTA; 21,4% procuraram uma campanha de testagem; 6,2% ante a duvida de estarem infectados realizaram uma doação de sangue e outros 16,7% realizaram o teste em lugares variados.

A confirmação do diagnostico por biologia molecular (PCR) aconteceu após o anti-HCV numa média de 6,4 meses, sendo realizada em 58,1% dos casos mediante um plano de saúde; 27,6% pelo sistema público de saúde e 14,3% pelo sistema privado (pagando).

Após a biologia molecular à biopsia foi realizada num período médio de tempo de 12,4 meses, sendo realizada em 63,3% dos casos pelo plano de saúde; em 25,1% no sistema público e em 11,6% de forma particular (pagando).

DISCUSSÃO

90% dos tratamentos de hepatite C no Brasil utilizando interferon peguilado e ribavirina são realizados no sistema público de saúde.

A porta de entrada ao sistema público é facilitada aos pacientes que possuem plano de saúde privado devido à facilidade da realização de exames complexos obrigatórios para o fornecimento dos medicamentos pelo protocolo de tratamento do SUS, em detrimento dos pacientes carentes que dependem exclusivamente do SUS.

Considerando que somente 25% da população brasileira possui plano de saúde, mas aproximadamente 60% dos pacientes em tratamento da hepatite C no sistema público de saúde possuem planos de saúde privados ficou constatado que essa procura do hospital público é devida ao não fornecimento dos medicamentos pelos planos de saúde.

O sistema de Planos de Saúde é suplementar da saúde pública, mas tal "suplementação" não está acontecendo na sua totalidade. A responsabilidade pela saúde do associado de um plano de saúde privado deve ser obrigatoriedade da operadora.

Sugerimos que os resultados da pesquisa sejam utilizados pelo Ministério da Saúde para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS - determine a realização do tratamento completo da hepatite C pelos Planos de Saúde, incluindo medicamentos, para permitir a abertura de vagas em hospitais públicos para pacientes carentes de recursos.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Esquecer-se de tomar as três doses da vacina para hepatite B pode causar sérios problemas

17/02/2014 


Taiwan foi um dos primeiros países do mundo a aplicar nas crianças recém-nascidas a vacina da hepatite B. Uma pesquisa para saber o que aconteceu 20 anos após com essas crianças revela os problemas que podem acontecer em quem não tomou as três doses recomendadas. 

Pesquisando registros oficiais de vacinação de 3,8 milhões de crianças vacinadas no nascimento e cruzando as informações com o Departamento de Câncer e atestados de óbito foi possível compreender o que aconteceu com aqueles, que embora vacinados, desenvolveram câncer hepático ou foram a óbito por insuficiência hepática fulminante. 

Foram encontrados nesses pacientes vacinados na infância 49 casos de câncer no fígado, 73 mortes por insuficiência hepática fulminante e 74 mortes por doença crônica do fígado. 

Dados de incidência sobre cada 100.000 habitantes/ano mostram que os nascidos antes do Programa Nacional de Vacinação o câncer de fígado foi de 0,293 casos contra somente 0,117 (casos a cada ano em cada 100.000 pessoas) nos que receberam a vacina no nascimento. 

As mortes por insuficiência hepática fulminante atingiram 0,733 casos nos nascidos antes do programa de vacinação contra somente 0,174 nos nascidos que receberam a vacina (casos a cada ano em cada 100.000 pessoas). 

A mortalidade por doenças hepáticas crônicas foi de 2,206 casos nos nascidos antes do programa de vacinação contra somente 0,177 nos nascidos que receberam a vacina (casos a cada ano em cada 100.000 pessoas). 

Chamou a atenção dos pesquisadores que a vacinação incompleta foi o mais importante fator de risco de câncer de fígado, insuficiência hepática fulminante e doenças hepáticas crônicas dos nascidos após existir o programa de vacinação. 

Dados de incidência dos que receberam a vacina no nascimento mostram que nos que não completaram a três doses da vacina o câncer de fígado foi 2,52 vezes superior que nos que completaram corretamente a vacinação. As mortes por insuficiência hepática fulminante foram 4,97 vezes maiores nos que não completaram a vacinação e, a mortalidade por doenças hepáticas crônicas foi 6,27 vezes superior nesses indivíduos. 

Concluem os pesquisadores que a imunização correta da hepatite B pode impedir de forma significativa o risco de longo prazo de câncer de fígado, insuficiência hepática fulminante e doenças crônicas do fígado, desde a infância até a idade adulta precoce

MEU COMENTÁRIO 

É importante prestar atenção em relação a não se esquecer de tomar as três doses da vacina da hepatite B no nascimento das crianças para estar seguros de ficar imunizado. 

Não é fácil para uma mãe seis meses após a primeira dose aplicada no nascimento lembrar-se de aplicar a terceira, mas é necessário tomar cuidado, olhar sempre a caderneta de vacinação, anotar na agenda ou marcar no calendário. 

Uma simples medida desse tipo pode evitar aborrecimentos irremediáveis daqui a poucos anos, quando a criança passar da adolescência. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Incomplete Hepatitis B Immunization, Maternal Carrier Status and Increased Risk of Liver Diseases: A 20-year Cohort Study of 3.8 Million Vaccinees - Yin-Chu Chien Ph.D., Chyi-Feng Jan M.D. Ph.D., Chun-Ju Chiang Ph.D., Hsu-Sung Kuo M.D. Ph.D., San-Lin You Ph.D., Chien-Jen Chen Sc.D.- Hepatology - DOI: 10.1002/hep.27048 - Accepted Article (Accepted, unedited articles published online and citable. The final edited and typeset version of record will appear in future.) 


Carlos Varaldo