domingo, 28 de junho de 2009

Dicas importantes

Dicas importantes!
Quem deve fazer marcadores virais para hepatites:
se recebeu transfusão de sangue, antes de 1992;
se usou drogas injetáveis ou inaladas, inclusive só uma vez, em qualquer época da vida;
se alguém da família esta infectada com algumas das hepatites;
se nos últimos 12 meses teve vários parceiros sexuais;
se você tem alguma doença sexualmente transmissível;
se você possui alguma tatuagem ou usa piercing;
se recebeu qualquer tipo de transplante de órgãos ou tecidos;
se você faz hemodiálise, é hemofílico ou HIV positivo;se suas transaminases estão elevadas;
Caso você esteja dentro deste padrão procure o posto de saúde mais próximo e sua residência. Qualquer duvida entre em contato conosco pelo telefone 8635-0325.

Saudações Fraternas

Claudio Costa
Grupo Amarantes

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Regressão da fibrose e da cirrose após cinco anos da cura da hepatite C

Um estudo realizado na Virginia Commonwealth University Medical Center, dos Estados Unidos, apresentado durante o congresso DDW-2009 mostra o que aconteceu com o estado do fígado nos pacientes após cinco anos da cura da hepatite C com o tratamento realizado utilizando interferon e ribavirina. Os resultados do estudo mostram que aqueles pacientes que respondem ao tratamento logrando a cura da doença conseguem melhorias impressionantes no estado do fígado, inclusive o desaparecimento da cirrose, conforme explica o Dr. Richard Sterling, um dos coordenadores do estudo. Foram incluídos no estudo pacientes atendidos no hospital desde o ano de 1991 comparando o resultado das biopsias realizadas quando diagnosticados, com o resultado de biopsias realizadas anos após. Um grupo de 230 pacientes foi acompanhado durante cinco anos, entre esses pacientes 41 recusaram receber o tratamento e 189 foram tratados com interferon, mas não conseguiram resposta com o tratamento, permanecendo infectados. Um segundo grupo era formado por 102 pacientes que conseguiram a cura da doença (resposta sustentada) com o tratamento utilizando o interferon. Entre os que conseguiram a cura da doença a biopsia inicial mostrava que 29% apresentavam fibrose portal, 52% apresentavam fibrose em pontes e, 19% se encontravam com cirrose. Ao se comparar o resultado das biopsias realizadas cinco anos antes com o estagio atual do fígado no grupo que não obteve a cura com a biopsia dos pacientes que não aceitaram o tratamento foi observado que não existia nenhuma diferença significante em relação à progressão da doença, demonstrando que o tratamento fracassado não produzia nenhum beneficio em relação à inflamação ou ao grau de fibrose ou cirrose. Quando comparadas biopsias realizadas antes do tratamento com as realizadas cinco anos após obter a cura nos 102 pacientes do segundo grupo foi observada uma redução significante no grau de fibroses: - Entre os pacientes que antes do tratamento apresentavam fibrose portal, 73% deles não apresentavam fibrose após 5 anos de obter a cura da doença, enquanto 20% permaneciam com o mesmo grau de fibroses; - Entre os pacientes que antes do tratamento apresentavam fibrose em pontes, 35% deles não apresentavam fibrose após 5 anos de obter a cura da doença, enquanto 23% conseguiram reduzir o grau de fibroses, 38% permaneceram inalterados e 4% progrediram para a cirrose; - Entre os pacientes com cirrose antes do tratamento que obtiveram a cura com o tratamento, a metade deles apresentou melhoras no dano hepático, sendo que 10% não apresentavam nenhuma fibrose, 10% tinham melhorado apresentado fibrose portal, 30% apresentavam fibrose em pontes, enquanto 50% deles permaneciam cirróticos. Concluem os pesquisadores que os pacientes que conseguem a cura da doença utilizando o interferon convencional ou o interferon peguilado, com ou sem ribavirina, obtém excelentes benefícios no dano hepático. MEU COMENTÁRIO: Com o passar dos anos é emocionante verificar os benefícios que consegue o paciente que cura a hepatite C, comprovando por diversos estudos que o fígado possui um formidável poder de recuperação. Alerto para levar em consideração que o fígado consegue se regenerar se não existem outros fatores que permaneçam afetando seu funcionamento, isto é, se o paciente somente esta infectado com a hepatite C e consegue curar a doença o fígado vai se regenerar lentamente, mas se existem outras doenças ou condições que continuam a atacar o fígado, então o dano hepático vai continuar progredindo. Faço o alerta porque e muito comum que indivíduos que curam a hepatite C me perguntam se podem voltar a ingerir bebidas alcoólicas, levando como resposta da minha parte que cada um é dono de seu livre arbítrio e se suicida com o veneno que quiser, explicando a seguir que ele conseguiu eliminar o vírus da hepatite, mas que isso não significa que o fígado fico automaticamente livre de qualquer dano ou estrago. Os dados desta pesquisa mostram que é possível regenerar o fígado, mas que se trata de um processo lento, demorado, que em muito vai depender de como o próprio paciente ajuda para que essa regeneração possa acontecer. Nunca esqueçam que álcool, peso acima do normal, diabetes, pressão alta, outras hepatites, HIV/AIDS, vida sedentária, estresse, etc. etc., também afetam o fígado! Não é possível uma comparação exata com a escala Metavir, mas aproximadamente uma fibrose portal poderia se situar como uma fibrose F1 e uma fibrose em pontes poderia se situar aproximadamente como uma fibrose F2 ou F3.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:Shiffman M, et al "The long term effects of interferon based (IFNTx) therapy on hepatic histology in patients with chronic hepatitis C virus: results of a five year prospective evaluation on fibrosis progression and fibrosis regression" DDW 2009; Abstract 7.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

domingo, 14 de junho de 2009

Palestra na Comunidade Evangélica Transformando Vidas




Agradecemos a amiga Vera (Assistente Social), Pastor Claudio Borges, e a toda Igreja pela oportunidade de realizar e palestra.




Reunião do Grupo Genesis em 30/05.








O Grupo Amarantes participou também da reunião do Grupo Genesis.

Mais eventos no mês de maio








O Grupo Amarantes participou da panfletagem pelo Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais com o Grupo Genesis em Niterói no dia 19/05.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Hepatite B - Tratamento com interferon peguilado

Existem diversos medicamentos para o tratamento da hepatite B, mas somente o interferon, convencional ou peguilado, possui propriedades imunomoduladoras e antivirais. As principais vantagens do interferon em relação aos medicamentos de uso orais (chamados de análogos nucleósidos) e que o mesmo não provoca resistência viral, sendo utilizado por um tempo definido e apresenta maior probabilidade de depurar o HBsAg. Aproximadamente 30% dos infectados HBeAg Positivos e 40% dos infetados HBeAg negativos conseguem a resposta virologica sustentada. A resposta virologica sustentada e quando seis meses após o final do tratamento acontece a soroconversão do HBeAg e/ou o vírus fica em níveis inferiores a 20.000 copias/ml quando realizada a carga viral (HBV/DNA). Quando empregado o interferon peguilado o tratamento tem uma duração de 48 semanas. Estudos recentes que acompanham os pacientes por vários anos demonstram que os resultados permanecem em 80% dos pacientes que conseguiram a soroconversão do HBeAg e em 50% dos que obtiveram resultados de carga viral inferior a 20.000 copias/ml. O genótipo do vírus da hepatite B passa a ter um fator prognostico fundamental na indicação do interferon, já que os pacientes HBeAg Positivos infectados com o genótipo A tem maior possibilidade de sucesso com a utilização do interferon, já os pacientes HBeAg Negativos infectados com o genótipo D apresentam pouca resposta ao tratamento com o interferon. Muitos médicos, baseados no prognostico de resposta conforme explicado no parágrafo anterior, recomendam que o tratamento inicial seja realizado com o interferon peguilado e, se não se consegue resposta terapêutica passar então para os medicamentos análogos de uso oral.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A vitamina B12 pode ajudar no tratamento da hepatite C?

Um estudo publicado na revista "Gastroenterology and Hepatology" e que foi apresentado pelos autores durante o DDW-2009 que aconteceu semana passada em Chicago, Estados Unidos informa que níveis maiores de vitamina B12 encontrados no soro dos pacientes infectados com a hepatite C podem significar uma maior possibilidade de sucesso com o tratamento. O estudo foi realizado no Karolinska Institute, de Estocolmo, objetivando constatar se o nível de vitamina B12 armazenado nas células do fígado poderia interferir inibindo a replicação do vírus da hepatite C durante o tratamento. O estudo foi realizado de forma retrospectiva incluindo 99 pacientes nunca antes tratados com antivirais, nos quais antes do tratamento foi determinado o nível de vitamina B12 no soro. Os infectados com os genótipos 1 ou 4 receberam o tratamento normal de 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina e os infectados com os genótipos 2 ou 3 receberam 24 semanas de tratamento. A relação entre os níveis de vitamina B12 antes do tratamento foi comparada com a resposta virologica ao final do tratamento, não com a resposta sustentada. A média do nível de vitamina B12 no soro dos pacientes que terminaram o tratamento negativados era de 331 pmol/L, significativamente mais alta que a media encontrada entre os pacientes não respondedores, que foi de 260 pmol/L. Quando observado como ponto de quebra estatístico o nível de vitamina B12 no soro de 360 pmol/L antes do tratamento foi encontrado que entre os que apresentavam níveis inferiores a esse nível, 68,5% conseguiram se encontrar negativos ao final do tratamento e 31,5% não eram respondedores ao tratamento. Já no grupo de pacientes em que o nível de vitamina B12 no soro era superior aos 360 pmol/L antes do tratamento, 96,2% conseguiram se encontrar negativos ao final do tratamento e somente 3,8% eram os não respondedores. Concluem os pesquisadores que níveis de vitamina B12 no soro antes do tratamento superiores a 360 pmol/L podem beneficiar os pacientes, possibilitando maior possibilidade de concluírem o tratamento negativados, porém, a associação entre os níveis de vitamina B12 e os resultados encontrados na pesquisa ainda não estão totalmente compreendidos. MEU COMENTÁRIO:Passados somente 20 anos do descobrimento do vírus da hepatite C a cada novo congresso os pesquisadores se encontram em condições de poder apresentar estudos deste tipo, onde a experiência de milhares de pacientes tratados leva a observar pequenas diferenças que acontecem entre os que conseguem negativar o vírus e os não respondedores.Se for benéfico ou prudente o paciente tomar vitamina B12 antes e durante o tratamento é uma questão que por enquanto não tem resposta, mas é um fator que seriamente deverá ser observado pelos pesquisadores. Sei que a vitamina B12 e segura, mas ninguém deve se "entupir" tomando dosagens acima do recomendado na bula, quando então o efeito será contraproducente. Antes de tomar qualquer medicamento, suplemento ou vitamina fale com seu médico!

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:P Rosenberg and K Hagen. Serum B12 Levels Predict Response to Treatment with Interferon and Ribavirin in Patients with Chronic HCV Infection. Digestive Disease Week (DDW 2009). Chicago. May 30-June 4, 2009. Abstract M1793. - Gastroenterology and Hepatology, Karolinska University Hospital, Stockholm, Sweden; Department of Medicine, Karolinska Institutet, Stockholm, Sweden

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A NUTRIÇÃO E A DEPRESSÃO DURANTE O TRATAMENTO

Durante o tratamento da hepatite C, são muitos os fatores que podem afetar o estado mental. Entre estes, podemos mencionar os efeitos colaterais do Interferon e da Ribavirina, a alimentação, o estado espiritual, os fatores psicológicos, as condições sociais e ambientais, e o estado nutricional do portador. A depressão tem de ser tratada pelo médico que trata a hepatite C e se necessário conjuntamente com um psicólogo. Porém, há pequenas coisas que podem ajudar a diminuir ou combater a depressão, como uma alimentação correta que contemple a suplementação de nutrientes, dos quais, reconhecidamente, carecem as pessoas depressivas. Deficiências de nutrientes como folato (acido fólico), tiamina (vitamina B1), niacina (encontrada na vitamina B3), piridoxina (encontrada na vitamina B6) e cobalamina (vitamina B12) são associadas a sintomas como a irritabilidade, a confusão mental, falta de concentração, falta de vontade e depressão. O consumo de alimentos que contém estas vitaminas previne suas deficiências e pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas. Entre os alimentos que podem ajudar a manter níveis elevados destes nutrientes temos os que contém: - TIAMINA (vitamina B1), como a carne de porco, o gérmen de trigo, os peixes, as aves, como o frango e os ovos; - NIACINA (encontrada na vitamina B3), como a carne vermelha, carnes brancas e peixe; - PIRIDOXINA (encontrada na vitamina B6), como a carne vermelha, nas aves e nos peixes gordurosos como o salmão ou atum; - COBALAMINA (vitamina B12), como as carnes vermelhas e nas brancas. O fígado destes animais é uma boa fonte; - FOLATO (acido fólico), encontrado no gérmen de trigo e na levedura de cerveja. Pode parecer contraditório recomendar comer carnes vermelhas ou patê de fígado, porém, devemos lembrar que não podemos deixar de nos alimentar, e que deve sempre ser seguida uma alimentação balanceada. Pequenas porções de todos os alimentos são necessárias para suprir as necessidades de vitaminas e minerais do organismo. Não podemos ser radicais! Existindo um metabolismo anormal do açúcar, podem ocorrer hipoglicemia e sintomas associados, como crises nervosas, desesperação, irritabilidade, tudo seguido de uma etapa de cansaço e sonolência. Ocorre ainda que, ao se metabolizar o açúcar refinado, são utilizadas as poucas reservas que restam ao paciente carente destas vitaminas. A cafeína pode causar irritabilidade, ansiedade, insônia e fadiga. Existem alguns alimentos que podem causar alergia ou maior sensitividade em algumas pessoas. Estes efeitos de alergia e sensitividade incluem sonolência, falta de concentração, insônia e alguns outros. Conselhos de alimentação no tratamento da depressão durante o tratamento - Não pule as refeições. Respeite os horários, mantendo uma rotina regular. - Faça três refeições e dois ou três lanches durante o dia, a intervalos regulares. - Beba muita água, em pequenas doses, durante todo o dia. O recomendado são cinco litros por dia. Acostume-se a carregar uma garrafa com você. - Diminua ou elimine a cafeína, café, chocolate, bebidas com gás (refrigerantes) e o açúcar refinado. - Elimine alimentos aos quais possa ter alergia ou acentuada sensibilidade. Alguns destes poderiam ser o tomate, o café ou o chocolate, porém a eliminação de qualquer alimento deve estar de acordo com a resposta individual com a reação de seu organismo. - Combinar uma alimentação saudável e balanceada com atividades físicas, preferivelmente ao ar livre, como uma caminhada, andar de bicicleta ou a prática da natação ou hidroginástica, e mais uma leve ou moderada exposição ao sol dá bons resultados. - Elimine definitivamente as bebidas alcoólicas. - Se necessário, tome suplementos com vitaminas do complexo B, consultando antes seu médico. - Devemos ter sempre presente que o que comemos afeta não somente nosso corpo, como também nosso estado emocional. - Tente alimentar o corpo com alimentos sadios; a mente, com pensamentos positivos, e o espírito, com a confiança e o amor da energia divina, sempre confiando que os medicamentos necessários ao tratamento conseguirão o beneficio da cura.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

domingo, 31 de maio de 2009

Reunião do Grupo Genesis




O Grupo Amarantes participou neste sábado 30/05 da reunião mensal do Grupo Genesis.


domingo, 24 de maio de 2009

Menor fibrose maior chance de cura


Uma pesquisa realizada na Austrália, no Royal Perth Hospital que foi apresentado no 44° Congresso Europeu (EASL) demonstra mais uma vez a importância do diagnostico precoce da hepatite C e como, a menor grau de fibrose, a possibilidade de cura aumenta consideravelmente.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A importância de cuidar da pressão, do peso e do diabete nos infectados com hepatite C - 12/05/2009

Uma pesquisa apresentada no congresso da EASL 2009 comparou 264 infectados com hepatite C com aproximadamente 13.000 individuos sem doença hepática, excluindo neste grupo pacientes com hepatite B, consumo excessivo de álcool ou esteatoses. A maior diferença entre os grupos e que 64% dos infectados com hepatite C eram fumantes e no grupo não infectado somente 27% faziam uso do tabaco. O estudo comparou os dados desses pacientes no período entre os anos de 1988 e 1994 estudando a relação entre a síndrome metabólica e a hepatite C e os casos de mortalidade associada até o ano 2000. Os resultados mostram que: - No grupo infectado com hepatite C 9% dos indivíduos apresentavam diabete tipo 2, contra somente 6% do grupo não infectado; - A resistência a insulina (medida pelo índice HOMA) foi maior que 3 em 37% dos infectados contra 23% dos não infectados; - Inversamente, contrariando os dados acima, os indivíduos infectados com hepatite C apresentavam menor índice de pressão arterial e de obesidade. - O grupo dos infectados com hepatite apresentou índices maiores de mortalidade em geral (IAH 2,80); de mortalidade relacionada ao fígado (IAH 17,96); de mortalidade relacionada ao diabete (IAH 18,55) e de mortalidade relacionada a problema em outros órgãos (IAH 1,60). Meu comentário:Entre os pacientes com hepatite C as 3 maiores causas de mortalidade relacionadas com o fígado foram o peso acima do normal, a resistência a insulina e a dosagem do colesterol.Pelos resultados se observa que a síndrome metabólica esta associada a uma maior possibilidade de morte nos pacientes infectados com a hepatite C. A recomendação obvia e que todos os pacientes com hepatite C devem evitar s encontrar com peso acima do normal, devem controlar o nível de glicose em caso de serem diabéticos e controlar de forma permanente a pressão arterial e os níveis de colesterol. Uma boa alimentação conjuntamente com um programa diário de exercícios físicos, de preferência aeróbicos, estará contribuindo com o controle médico dos problemas citados no parágrafo anterior.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:N Rafiq, M Stepanova, B Lam, and Z Younossi. Type 2 diabetes (DM), obesity and hypertension (HTN) are associated with mortality in hepatitis C (HCV) patients. 44th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL 2009). Copenhagen, Denmark. April 22-26, 2009.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Evento do Rio de Janeiro - Secretaria Estadual de Saúde

















O Grupo Amarantes conforme prometido, junto com os Grupos: Otimismo, Genesis e Nucleo Ação envolveu a Secretaria Estadual de Saude com papel higenico. Foi uma resposta ao descaso da SES com os portadores de hepatites virais. Amanhã estaremos em Niterói participando junto com o Grupo Genesis, do qual fui fundador. Hoje com a Coordenação de M Candida, o Grupo Genesis já tratou mais de 1.000 portadores.






Nesta foto, estamos com vereador e Presidente da Comissão de Saude do RJ, Paulo Pinheiro pedindo um tratamento mais humano para os pacientes.

sábado, 16 de maio de 2009

Pronto Socorro de São Gonçalo

No dia 16 de maio o Grupo Amarantes se reuniu para uma panfletagem. Devido ao cansaço provocado pela medicação (efeitos colaterais), decidimos panfletar do Zé Garoto ao Rod de São Gonçalo. Foi um evento simples porém muito bonito, pois fomos recebidos com muito carinho e atenção por toda população. Panfletamos inclusive dentro do Pronto Socorro de São Gonçalo; conhecemos um assessor da administração que nos levou para falar com a Chefia de Plantão e ficou de marcar para nós uma reunião com o Dr Marcio Panisset.




Ao Sr Jair (a direita, funcionário do Pronto Socorro que nos recebeu), Liga Gonçalense de Desportos (que nos deu o apoio logístico), todos os parceiros que participaram, e a toda maravilhosa população gonçalense nossos sinceros agradecimentos.
Saudações Fraternas
Claudio Costa

Grupo Amarantes

Dia 16 de Maio - Rodo de São Gonçalo











Terminamos o nosso trabalho no Rodo de São Gonçalo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dia 16 de Maio

No dia 16 de maio o GRUPO AMARANTES DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITES DE SG, fará uma panfletagem do Zé Garoto ao Rodo de São Gonçalo. As Hepatites Virais podem ser silenciosas porém o Grupo Amarantes não... Hepatites Virais, vamos acabar com este silêncio!!!

Importante apoio

O Grupo Amarantes ganhou importante apoio no Legislativo de SG para nossa Campanha no Mês de Maio, o vereador Jose Antonio (Zé Antonio do Projeto). Quem conhece Zé Antonio sabe dos seus relevantes projetos na Liga Gonçalense de Desportos. O vereador é aquele cara simples porém muito preocupado com a população gonçalense. A liga tem vários projetos esportivos e cursos, tudo de graça. Futebol, hidrogisnática, Curso de Cuidadores de Idosos, Cabeleireiro, Drenagem Linfática e etc... Qualquer pessoa interessada em fazer uma capacitação ou um projeto é so procurar a Liga no seguinte endereço: Av presidente Keneedy 101. Valeu vereador Zé Antonio, os portadores de hepatite te agradecem...

Novos medicamentos em pesquisa: TELAPREVIR

Durante 44° Congresso Anual da Associação Européia para o Estudo do Fígado (EASL 2009) apresentaram os resultados da fase 2b da pesquisa com o Telaprevir realizada em 453 pacientes dos Estados Unidos e Europa. O Telaprevir e um inibidor da protease do vírus, estando entre os mais promissores nas pesquisas para o tratamento da hepatite C.É importante destacar que neste estudo foram incluídos somente pacientes considerados os mais difíceis de tratar, isto é, pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C, dos quais 65% eram não respondedores a um tratamento anterior e 35% recidivantes, 90% apresentavam antes do tratamento alta carga viral (acima de 800.000 UI/ml) e, 40% apresentavam um estagio de fibrose F3 ou cirrose. Os pacientes foram divididos aleatoriamente nos seguintes grupos: Grupo 1: Pacientes tratados durante 24 semanas. Receberam Telaprevir, Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 12 semanas e depois mais 12 semanas de Pegasys e ribavirina, sem Telaprevir; Grupo 2: Pacientes tratados durante 48 semanas. Receberam Telaprevir, Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 24 semanas e depois mais 24 semanas de Pegasys e ribavirina, sem Telaprevir; Grupo 3: Pacientes tratados durante 48 semanas. Receberam Telaprevir, Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 24 semanas e depois mais 24 semanas de Pegasys e Telaprevir, sem ribavirina; Grupo 4 - Controle: Pacientes tratados durante 48 semanas com o tratamento tradicional de Interferon peguilado Pegasys e ribavirina durante 48 semanas. Por se tratar de pacientes muito complicados de tratar devido ao elevado dano hepático aproximadamente 52% dos pacientes completaram o tratamento. RESULTADOS:Do total de pacientes que iniciaram o tratamento a resposta sustentada (cura da doença) foi conseguida em 52% dos pacientes do Grupo 1; em 52% dos pacientes do Grupo 2; e em 23% dos tratados do Grupo 3. Os pacientes tratados no Grupo 4 conseguiram uma resposta sustentada de somente 14%, confirmando o logrado com o retratamento na pratica médica atual. Quando se consideram somente os não respondedores a um tratamento anterior (não respondedor e aquele que durante o tratamento não consegue negativar a carga viral até a semana 24, são os que nunca conseguem um PCR indetectável) as taxas de resposta sustentadas foram de 39% no Grupo 1; de 38% no Grupo 2; de 10% no Grupo 3 e de somente 9% no Grupo 4 que foi tratado por 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina. Quando se consideram somente os recidivantes a um tratamento anterior (recidivante e aquele que durante o tratamento consegue negativar a carga viral, mas que depois do tratamento voltam a apresentar carga viral positiva) as taxas de resposta sustentadas foram de 69% no Grupo 1; de 76% no Grupo 2; de 43% no Grupo 3 e de 20% no Grupo 4 que foi tratado por 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina. A resposta terapêutica foi similar entre os pacientes com ou sem cirrose. As interrupções do tratamento aconteceram em 15% no Grupo 1; em 23% no Grupo 2; em 37% no Grupo 3 e em 59% no Grupo 4 seguindo critérios pré-definidos pelos pesquisadores. As taxas de interrupção ou abandono do tratamento considerados precoces foram de 10% no Grupo 1; de 25% no Grupo 2; de 9% no Grupo 3 e de 4% no Grupo 4. MEU COMENTÁRIO:Simplesmente emocionante ver que uma pesquisa não e realizada com os pacientes mais fáceis de tratar e sim com aqueles considerados mais difícil de responder a terapia. Falo emocionante porque devemos lembrar que aproximadamente a metade de todos os tratados nos mais de 10 anos em que a hepatite C tratados com interferon não obteve sucesso e, todos eles estão aguardando ansiosamente por novos tratamentos. O retratamento hoje com interferon peguilado e ribavirina consegue curar entre 9% e 14%, valores confirmados ainda com o grupo controle da pesquisa, mas vemos que com a adição do Telaprevir o índice de cura desses mesmos pacientes chega a incríveis 52%, praticamente um aumento de 500% na possibilidade de cura. É quando se consegue curar 52% dos pacientes mais difíceis de tratar imaginem o que vai ser possível com pacientes nunca antes tratados e de qualquer genótipo. O limite da imaginação fica com cada um de vocês enquanto ficam torcendo para que os diversos novos medicamentos cheguem ao mercado o mais depressa possível. Os mais otimistas falam que até o final de 2010 será possível que sejam autorizados por autoridades controladoras de medicamentos dos Estados Unidos e da Europa. Vamos torcer para que isso se torne uma realidade! Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:M Manns, A Muir, N. Adda, and others. Telaprevir in hepatitis C genotype-1-infected patients with prior non-response, viral breakthrough or relapse to peginterferon-alfa-2a/b and ribavirin therapy: SVR results of the PROVE3 study. 44th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL 2009). Copenhagen, Denmark. April 22-26, 2009. Abstract 1044.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

domingo, 19 de abril de 2009

Diagnostico: hepatite C! Qual o meu futuro?

Essa e a pergunta que mais freqüentemente recibo por quem acaba de ser diagnosticado com a hepatite C. Quando e recebido o diagnostico a maioria das pessoas somente sabe que o vírus da hepatite danifica o fígado e que pode levar a cirrose, a um câncer hepático e a morte, mas praticamente ninguém sabe se isso acontecerá com ele, como isso acontece, quanto tempo pode levar essa progressão.Lamentavelmente não existem formulas matemáticas para calcular como a doença poderá avançar para cada uma das suas fases de ataque ao fígado. O que estatisticamente é conhecido e que um em cada quatro infectados com a hepatite C apresentam um dano progressivo, grupo esse que necessita de tratamento imediato. O médico poderá "estimar" um prognostico individual para cada paciente baseado em estudos de grandes grupos de pacientes. Existem estudos "retrospectivos" os quais correlacionam o estagio atual do fígado do paciente com o que foi encontrado quando o mesmo foi diagnosticado com hepatite C. O problema neste grupo de pacientes e que muitos passam a ser avaliados quando por apresentarem sintomas a infecção e diagnosticada, mas não existem dados que possam informar o tempo de infecção anterior ao diagnostico. Outros estudos são realizados na forma "prospectiva", isso é, acompanham o paciente desde o momento da infecção. Estes grupos incluem pacientes que receberam uma transfusão de sangue, se estimando que essa possa ser a fonte da infecção e por tanto e possível se calcular o tempo transcorrido e as alterações acontecidas no fígado nesse período. Atualmente surgem estudos combinados, trabalhando de forma retrospectiva e prospectiva . Os pacientes incluídos nesses grupos são aqueles em que é possível se identificar a fonte e data da infecção e então passam a ser acompanhados prospectivamente. Os dados desta forma de estudos serão de muita importância para poder se saber a verdadeira historia natural da progressão da hepatite C no ser humano. A progressão da hepatite C não e simples de ser calculada, mas os diversos estudos já publicados mostram que após a infecção, em 25% dos infectados a fibrose leve ou moderada leva entre 10 e 14 anos para aparecer. A cirrose aparece após 20 anos a infecção e o câncer aparece em media aos 28 anos de ter acontecido a infecção. Mas são muitos os fatores que alteram essa estatística. Um número significativo pode chegar a um quadro de cirrose entre 10 e 15 anos após a infecção. A idade do individuo e o consumo de bebidas alcoólicas acelera a progressão. Pessoas mais velhas apresentam progressão mais acelerada que pessoas jovens ou de media idade. A co-infecção com a hepatite B acelera o dano hepático, já em relação a co-infecção com o HIV existem controvérsias se o mesmo influi na progressão da fibrose, faltando provas conclusivas. Embora muitos infectados não apresentam nenhum sintoma, as transaminases sempre se encontram em níveis normais e a biopsia mostra uma fibrose inicial ou moderada, isso não significa que não estão sendo atacados. Este grupo simplesmente progride mais lentamente. Após o contagio com a hepatite C aparece a inflamação do fígado, uma reação normal quando as células hepáticas tentam combater a infecção. Nesta fase o individuo pode sentir um incomodo do lado direito superior do abdome, já que o fígado se encontra aumentado de tamanho e encosta na parede do abdome. Um bom médico ao apalpar o fígado vai notar ele aumentado de tamanho e também, pela ultrassonografia poderá se verificar o tamanho aumentado. O fígado inflamado por muito tempo (meses ou anos conforme a progressão da doença em cada individuo) acabará formando cicatrizes que num primeiro estagio e chamada de fibroses. A medida que aumenta o grau de fibrose partes saudáveis do fígado começam a ser prejudicadas, causando uma diminuição da função hepática. Se o tratamento consegue eliminar o vírus a fibrose poderá, lentamente, se regenerar, se observando uma regressão progressiva no grau de fibrose. Permanecendo a inflamação por muitos anos o grau de fibrose continuará a progredir, chegando a seu estagio máximo de cicatrização quando então estaremos na presença da cirroses. Neste ponto as áreas afetadas se encontram praticamente em todo o fígado, dificultando o fluxo do sangue e prejudicando amplamente a função hepática. Na fase da cirrose o fígado luta incansavelmente para executar seu trabalho de metabolizar alimentos e transformar as toxinas, mas devido ao dano existente se transforma em um ambiente ideal para a mutação de células, o que pode acelerar o aparecimento do câncer no fígado. A fase terminal de um fígado e quando o mesmo não consegue mais trabalhar, considerando então um quadro de insuficiência hepática, momento em que será necessário o transplante de fígado para evitar a morte do paciente. Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:- Ryder, SD, MD, Progression of hepatic fibrosis in patients with hepatitis C: a prospective repeat liver biopsy study, Gut, 2004.- www.brown.edu, Hepatitis C: Epidemiology, Brown University, 2008.- www.medpagetoday.com, Mortality from Hepatitis C-Related Disease at Near-Record High, Michael Smith, MedPage Today LLC, March 2008.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tópicos rápidos na Hepatite B

Como prevenir, como diagnosticar, quando começar o tratamento, o que usar, e quando pararA hepatite B é uma DST - Doença Sexualmente Transmissível de fácil contagio, com uma facilidade de transmissão até 100 vezes maior que a AIDS. Também pode ser transmitida pela utilização de instrumentos contaminados com sangue, como materiais de manicure, de pedicure, de barbeiros, de tatuagens, por perfurações de piercings ou ao realizar tratamentos de acupuntura compartilhando as agulhas não descartáveis e até no dentista que não esteriliza corretamente os instrumentos. Durante o parto se a mãe é portadora da hepatite B. A hepatite B não é transmitida por alimentos ou água, nem pelo contato casual. O vírus da hepatite B sobrevive até sete dias numa gota de sangue fora do organismo.1 - COMO PREVENIR:Existe vacina para prevenir a hepatite B, motivo pelo qual é inconcebível que o número de infectados esteja aumentando. A vacinação é obrigatória nas crianças, nas primeiras horas após o parto. A vacina é aplicada gratuitamente nos postos de saúde para pessoas até 19 anos de idade e, para pessoas que profissionalmente estão expostos a sangue. São necessárias três doses para conseguir proteção. 2 - DIAGNOSTICO:O diagnóstico da hepatite B é complicado, devido à dificuldade em determinar a gravidade da infecção e somente médicos com conhecimento da doença conseguem com certeza um diagnostico correto. O diagnostico completo e realizado mediante a combinação de detecção de dois antígenos virais (HBsAg e HBeAg) e de quatro anticorpos diferentes contra componentes virais (Anti HBs, Anti HBc, Anti HBc IgM e anti HBe). De posse desses resultados o médico poderá saber se a doença se encontra na fase crônica ou aguda, além de fornecer informação prognostica em relação à cura e gravidade da infecção. A detecção da proteína de superfície do vírus B (HBsAg) mostra sempre a presença de viremia, mas isoladamente não consegue diferenciar a doença aguda da doença crônica, sendo necessário inicialmente se realizar conjuntamente o ANTI-HBc-total. Mediante esses dois resultados o médico saberá se o paciente foi vacinado, se teve contato com a hepatite B e curou de forma espontânea ou se serão necessários outros exames para determinar a fase da doença. 3 - QUANDO COMEÇAR O TRATAMENTO:O tratamento é indicado em pacientes com doença hepática (danos no fígado) ativa ou avançada, com risco de desenvolver cirrose ou câncer no fígado, ou com transaminases elevadas, fatores estes considerados como negativos em relação à progressão da doença e do câncer. Atualmente também e considerado a carga viral (HBV/DNA) já que comprovadamente a carga viral e um prognostico ruim na hepatite B. Pacientes sem indicação de tratamento devem ser acompanhados a cada seis meses, no máximo, para detectar alterações no seu quadro clinico. 4 - QUAL TRATAMENTO:A decisão de se utilizar no tratamento o Interferon alfa (convencional), o Interferon Peguilado, a Lamivudina, o Adefovir, o Entecavir ou o Tenofovir e muito critica, pois a escolha de uma das drogas como terapia inicial poderá, caso aconteça resistência do vírus, comprometer a utilização das outras no futuro devido a resistências cruzadas.Os interferons possuem a vantagem de serem utilizados por um período determinado (seis ou doze meses), porém são medicamentos injetáveis e com efeitos colaterais em alguns casos desagradáveis. Os outros medicamentos são todos orais, praticamente sem efeitos colaterais, mas em alguns casos será necessário seu uso continuo, até pelo resto de vida do paciente. 5 - QUANDO PARAR O TRATAMENTO:Quando empregado o interferon o tratamento e realizado por seis ou doze meses. Aproximadamente entre 20 e 30% dos tratados conseguem negativar. Os restantes deverão iniciar um tratamento com os medicamentos orais. Quando empregados os medicamentos orais Lamivudina, Adefovir, Entecavir ou Tenofovir a decisão de parar deve ser muito criteriosa por parte do médico, pois poderá acontecer a recidiva do vírus, uma "erupção" muito forte da doença e até a descompensação hepática do paciente. Portanto todos os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados após a retirada dos medicamentos. Não existem parâmetros muito claros em relação a quando interromper o tratamento, motivo pelo qual o tratamento da hepatite B somente deve ser realizado por infectologistas, hepatologistas ou gastroenterologistas que estejam muito familiarizados com a doença e com os últimos avanços científicos. Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:1 - AS Lok. Therapy of Hepatitis B - 13th International Symposium on Viral Hepatitis and Liver Disease (ISVHLD). Washington, DC. March 20-24, 2009. Abstract SP-18.2 - JH Hoofnagle, E Doo, TJ Liang, and others. Management of hepatitis B: summary of a clinical research workshop. Hepatology 45: 1056-1075. 2007.3 - AS Lok and BJ McMahon. Chronic hepatitis B. Hepatology 45: 507-539. 2007.4 - European Association for the Study of the Liver. EASL clinical practice guidelines: management of chronic hepatitis B. Journal of Hepatology 50(2): 227-242. February 2009.5 - JL Dienstag. Hepatitis B virus infection. New England Journal of Medicine 359: 1486-1500. 2008.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Como proceder quando existe necessidade de uma ação judicial para conseguir o tratamento da hepatite B ou C?

O primeiro passo e solicitar o tratamento na esfera administrativa. Para tal deverá ser PROTOCOLADO na secretaria da saúde estadual ou municipal (se residir fora da capital) a correspondente solicitação.Na maioria dos estados será necessário apresentar tudo em 3 vias (copias Xerox) dos seguintes documentos:1 - Cartão do SUS;2 - Copia da identidade;3 - Copia do CPF;4 - Comprovante de residência;5 - carta endereçada ao secretário estadual ou municipal da saúde para que administrativamente e espontaneamente sejam fornecidos pelo SUS os medicamentos solicitados num prazo máximo de 30 dias, relacionando na mesma todos os documentos que estão sendo entregues acompanhando a solicitação;6 - Últimos exames exigidos pelo protocolo que comprovem a doença e a necessidade de tratamento (biopsia, PCR, genotipagem, hemograma, etc.).7 - Em caso de medicamentos aprovados pela ANVISA e ainda não constantes dos protocolos do SUS a receita do médico deve detalhar o histórico da doença e a justificativa para indicar o tratamento com tal medicamento já autorizado para comercialização no Brasil, sendo fundamental detalhar os riscos que podem advir para o paciente se não receber os medicamentos.O processo passará pelo exame de um grupo de profissionais da secretária da saúde para ver se o pedido e justificado clinicamente, não causará dano ao paciente ou se se trata de algo ineficaz ou supérfluo. IMPORTANTE: Ao entregar na secretaria da saúde todos os documentos acima solicite para que seja protocolado o recebimento nas copias que ficarão em seu poder. SITUAÇÕES ESPECIAIS: Pacientes de hepatite C que não apresentam o grau de fibrose F2 requerido no protocolo, ou outras situações como genótipos não beneficiados com o interferon peguilado no caso da hepatite C, retratamento, etc., devem colocar na requisição que amparados na justificativa do Item 9 do protocolo estão a procura do aumento da expectativa de vida, da melhoria na qualidade de vida, na redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático e, na diminuição do risco de transmissão da doença. O Item 9 do protocolo diz: 9. Benefícios Esperados com o Tratamentoa) resposta virológica sustentada, definida pelo exame de HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo) na semana 24 após o final do tratamento negativo;b) aumento da expectativa de vida;c) melhora da qualidade de vida;d) redução da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite de transplante hepático; ee) diminuição do risco de transmissão da doença. PLANOS DE SAÚDE:O tratamento da hepatite C com interferon peguilado pode ser realizado pelos planos de saúde, todos eles. A ação judicial e mais fácil e rápida que a impetrada contra o estado, pois e uma ação requerida nos Juizados especiais (pequenas causas). O modelo de ação e o procedimento necessário e encontrado na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org Os pacientes de hepatite B podem ser divididos em duas categorias. Aqueles que tratados com interferon alfa (convencional) ao conseguiram negativar e os que tratados com lamivudina se encontram resistentes ao medicamento devem colocar isso na solicitação, informando (pelo médico) sobre a necessidade do Adefovir ou o Entecavir. Pacientes virgens de tratamento para hepatite B também podem requerer o Interferon Peguilado, Adefovir e o Entecavir como primeira opção terapêutica, devido às evidencias cientificas da superioridade desses medicamentos ainda não incluídos no protocolo de tratamento do SUS, o qual não é atualizado nos últimos sete anos. Todos esses medicamentos estão autorizados para uso e comercialização no Brasil pela ANVISA. Modelos de ações para cada tipo de medicamento utilizado no tratamento da hepatite B e, os procedimentos necessários, são encontrados na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org SEM RESPOSTA OU TRATAMENTO NEGADO:Passados 30 dias, sem obter resposta ou recebendo a negativa por parte de secretaria da saúde deverá ser procurada a esfera judicial para receber o tratamento, levando a copia protocolada na secretaria da saúde para comprovar o não recebimento do tratamento. Pessoas que podem comprovar mediante o recibo de salário (Holerite) que a renda e inferior a 3 salários mínimos podem conseguir assistência judiciária gratuita na Defensoria Pública ou no Ministério Público Estadual, ou ainda nos escritórios modelos de todas as faculdades de direito. Para aqueles que ganham acima de 3 salários mínimos, para ter a justiça gratuita deverão comprovar mediante documentos que o valor do tratamento comprometeria mais de um terço da sua renda, sendo em muitos casos conseguir a assistência gratuita nesses casos. Não conseguindo ou não se enquadrando na justiça gratuita será necessário o auxilio de um advogado particular. Para poder negociar um preço "camarada" você deve levar os modelos existentes na seção AÇÕES JUDICIAIS da nossa página, pois com isso estará facilitando o trabalho de pesquisa e redação. Ou indique para ele acessar o site Web onde são encontrados gratuitamente os diversos modelos na seção AÇÕES JUDICIAIS da página do Grupo Otimismo ( www.hepato.com ) ou na página da AIGA, encontrada em www.aigabrasil.org O advogado estará ingressando com uma ação solicitando a expedição de mandato via Liminar para que o Juiz conceda num prazo de 48 horas os medicamentos necessários, oficiando a secretaria desta decisão por não ter sido atendido o pedido administrativo realizado pelo paciente.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo