segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dietas de maior risco em pessoas com menor imunidade

Pesquisadores do Colégio Universitário de Cork na Irlanda descrevem, em um trabalho recente (1), como as bactérias utilizam diferentes truques que ajudam a sua sobrevivência dentro do organismo o que ajuda a explicar por que as intoxicações alimentares são imprevisíveis. Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião da Sociedade de Microbiologia Geral realizada em Nottingham, Reino Unido.

O trabalho pode ajudar a identificar e eliminar da dieta os alimentos de maior risco em pessoas suscetíveis, como grávidas, idosos e pacientes com baixas defesas, como transplantados, infectados com AIDS ou em tratamento da hepatite C ou câncer.

Uma dos desafios maiores que confrontam as bactérias que proliferam nos alimentos é sobreviver aos ambientes ácidos, em particular no estômago e os intestinos, onde morrem a maioria de micróbios que se encontram na comida contaminada.

O trabalho, dirigido pelo Dr. Colin Hill, revela que a bactéria Listeria, que se encontra nos queijos de massa mole e os alimentos preparados para consumo, como embutidos de carne e alimentos preparados, congelados ou enlatados, podem sobreviver nas duras condições ácidas encontradas no estomago. As bactérias da Listeria que sobrevivem podem causar infecções graves e algumas vezes mortais em indivíduos com baixa imunidade.

O papel do glutamato

Certos elementos da comida como o aminoácido glutamato (glutamato monossódico) pode ajudar às bactérias a neutralizar o ácido, o que permite às bactérias passar através do estômago sem serem destruídas.

O Dr. Hill assinala, em relação a isto, que as pessoas que consomem alimentos que estão poluídos com a Listeria e têm alto nível de glutamato, como no caso dos queijos brandos ou os produtos de carne, como os frios, têm uma maior probabilidade de desenvolver uma infecção grave que alguém que coma a mesma quantidade de bactérias em um alimento baixo em glutamato. O pesquisador assinala que isto se complica se um alimento contaminado, com pouco glutamato se ingere em combinação com outro alto neste elemento como o suco de tomate e muito outros alimentos industrializados, o que poderia também aumentar o risco de infecção.

A Listeria pode também aproveitar-se para sobreviver do processamento dos alimentos e das condições de armazenamento. "As bactérias que estão expostas a um pH baixo antes de entrar no organismo poderiam tornar-se mais tolerantes ao ácido e por isso estar mais bem equipadas para confrontar as condições ácidas do organismo. Por exemplo, a Listeria que contamina alimentos ácidos por natureza como o queijo, poderia ser mais propensa a provocar uma infecção que aquela que se encontra em água ou alimentos com um pH mais neutro".

Hill explica como o trabalho de seu grupo poderia ajudar a reduzir a incidência das infecções da Listeria. "O número de casos de listeriosis quase dobrou na última década na Europa. Isto se deve a que a bactéria é muito boa em superar as provocações presentes na comida e o organismo".

Para o pesquisador, o trabalho de seu grupo mostra que o consumo da Listeria em um alimento poderia ser bastante seguro, porém se ao mesmo tempo consumir a mesma quantidade em outro alimento poderia ser letal. "Ao conhecer o conteúdo da preparação do alimento poderemos identificar e eliminar os alimentos de maior risco da dieta das pessoas suscetíveis".

Ao ler a matéria tomei ao mesmo tempo conhecimento de uma pesquisa que acaba de ser publicada no Hepatology, realizada na Holanda (2) a qual estudou a neutropenia (diminuição dos glóbulos brancos do sangue, diminuindo as células de defesa do organismo e colocando o paciente em risco de infecções) durante o tratamento da hepatite C com a utilização do interferon peguilado em 321 pacientes, encontrando que a média de neutrófilos no grupo de pacientes antes do tratamento era de 3.420 células/ml. Durante o tratamento 29,7% dos pacientes apresentaram neutropenia, com um nível de neutrófilos inferior a 750 células/ml, com moderado risco de infecção e, 5% chegaram a níveis inferiores a 375 células/ml, com elevado risco de infecções.

Juntando as duas pesquisas, por simples e livre suposição, achei que seria interessante alertar sobre os cuidados que pacientes com baixas defesas, seja por doenças, transplantes ou, por tratamentos como o do câncer ou da hepatite C devem observar em relação à alimentação, evitando ingerir alimentos que por uma inadequada preparação ou conservação podem provocar infecções intestinais, as quais serão de difícil tratamento.

Conhecendo o Glutamato:

O glutamato monossódico é usado em uma ampla variedade de alimentos saborosos para criar um sabor suave, rico e de maior concentração. Pode ser adicionado em carnes preparadas, peixes, frangos, vegetais e frutos do mar e, em muitos países, é usado como condimento de mesa. Em muitos países, o glutamato monossódico é a base para os populares molhos para salada.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
(1) - Articulo redigido com informações retiradas de matéria publicada por JANO.es em 06 Setembro de 2010
(2) - Risk factors for infection during treatment with peginterferon alfa and ribavirin for chronic hepatitis C. - Roomer R, Hansen BE, Janssen HL, de Knegt RJ. - Departments of Gastroenterology and Hepatology, University Medical Center Rotterdam, Rotterdam, The Netherlands. - Hepatology. 2010 Jul 29. (on line)

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A aderência ao tratamento será fundamental no aumento da possibilidade de cura na hepatite C com a chegada dos inibidores de proteases

O tratamento da hepatite C depende de uma serie de fatores que aumentam ou diminuem a possibilidade de sucesso no tratamento com interferon peguilado. Alguns desses fatores não podem ser alterados, mas muitos deles dependem da aderência do paciente e da realização do tratamento por uma equipe multidisciplinar.

Quando os novos medicamentos chegarem ao mercado, já em 2011, uma nova era na historia da cura da hepatite C estará sendo iniciada. Os novos medicamentos estarão aumentando a possibilidade de cura, mas para conseguir isso o tratamento passará a ser realizado com três medicamentos ao mesmo tempo, o interferon peguilado, a ribavirina e os inibidores de proteases, cada qual com seus efeitos colaterais e adversos, o que obrigatoriamente vai necessitar de um acompanhamento médico muito mais de perto.

O tratamento multidisciplinar será de fundamental importância e deveria passar a ser praticamente obrigatório. O tratamento multidisciplinar está sendo colocado nos congressos internacionais como o fator chave para aumentar a resposta terapêutica, lamentavelmente tenho que criticar uma pequena parte do novo consenso da Sociedade Latino-americana para Estudo do Fígado (ALEH) já que não contemplou o tratamento multidisciplinar nas suas recomendações.

A falta de adesão do paciente quando tratado por um único médico apresenta um considerável número de fracassos, seja pela necessidade de interrupção do tratamento devido à detecção tardia dos efeitos adversos, chegando a resultar na interrupção do tratamento de entre 12 e 15% no total de pacientes que iniciaram o tratamento ou, por falta de adesão aos horários e dias recomendados para aplicação ou ingestão dos medicamentos. Estudos realizados nos Estados Unidos chegam à constatação que até 60% dos pacientes não aplicam o interferon no dia programado ou esquecem-se de tomar a ribavirina todos os dias. A maioria desses pacientes respeita o dia de aplicação do interferon peguilado, mas não respeita seguir rigorosamente os horários da ribavirina. São esses pacientes que acabam indetectáveis e nos seis meses seguintes ao final do tratamento o vírus recidiva.

Por exemplo, no genótipo 1 foi comprovado que pacientes que completaram o tratamento com boa aderência conseguiram 51% de cura, já os que desleixavam nos horários, dias de aplicação ou dosagens, conseguiram somente 34% de cura. Isto é, se você tiver aderência ao tratamento a possibilidade de cura é 50% maior que se não tiver aderência. Depende de você!

Com a chegada dos inibidores de proteases a falta de aderência ao tratamento poderá provocar resistência aos medicamentos devido a mutações que acontecem com o vírus e, nesses casos, muito provavelmente o paciente será um não respondedor, perdendo o tratamento.

Assim, um novo fator será fundamental: A educação do paciente!

Educar um paciente leva tempo e paciência, já que a hepatite C e seu tratamento são altamente complicados, mas está mais que comprovado que os pacientes bem informados são os que apresentam as maiores possibilidades de cura.

Veja os fatores que influem na maior ou menor possibilidade de um paciente conseguir sucesso com o tratamento:

Entre os fatores do próprio paciente (hospedeiro) que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento temos a raça (cor da pele), o índice de massa corporal (peso do paciente), a idade, o sexo (masculino ou feminino) e o consumo de bebidas alcoólicas.

Nos fatores ligados ao vírus que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento se encontram o genótipo (1 e 4 respondem menos que os genótipos 2 e 3) e a Carga Viral (alta ou baixa no início do tratamento).

Existem fatores da doença que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento como o grau de fibrose e a co-infecção HIV/HCV.

Entre os fatores da aderência que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento temos a educação do paciente, o tratamento personalizado conforme a resposta, o tratamento dos efeitos adversos, a dosagem da ribavirina e, finalmente o tratamento multidisciplinar.

Vemos então pelos fatores acima que o paciente muito pode fazer para aumentar a sua possibilidade individual de cura, cuidando daqueles fatores que são da sua absoluta responsabilidade. Se o paciente estiver acima do peso é conveniente perder o excesso antes de iniciar o tratamento, já que paciente magro responde melhor que paciente gordo, se a glicose estiver acima do normal o tratamento dela vai ajudar, assim, como o controle da resistência a insulina por um médico endocrinologista. Uma visita ao dentista para evitar que surjam problemas durante o tratamento, o que poderá ocasionar uma indesejada intervenção com a utilização de antibióticos e antiinflamatórios é fundamental. Esquecer das bebidas alcoólicas totalmente e passar a ter uma dieta balanceada muito ajudam, lembrem da importância da alimentação. Iniciar a prática rotineira de exercícios físicos aeróbicos, umas quatro ou cinco vezes por semana é altamente recomendável.

Se você se identifica como ansioso ou depressivo, por favor, procure antes do tratamento um bom psiquiatra, inclusive para acompanhá-lo durante todo o tratamento. O psiquiatra deve se comunicar com o médico que cuida da hepatite C e discutir qual medicamento é melhor. O mais recomendado atualmente é o Citalopram.

Ter persistência em seguir as recomendações sobre educação do paciente é fundamental, pois nas primeiras semanas do tratamento todos os pacientes cumprem praticamente tudo o acordado, mas com o passar das semanas muitos descuidam das regras estabelecidas podendo colocar tudo a perder.

CONCLUSÃO:

A cura da hepatite C com a chegada dos novos medicamentos vai ser conseguida pela grande maioria dos infectados, isso é muito bom, mas não tudo são flores, pois os efeitos colaterais e adversos dos tratamentos serão maiores que os atuais, alguns muito desagradáveis. Um número elevado de pacientes vai sentir prurido ou diarréia, duas condições que diminuem a qualidade de vida e poderão aumentar a depressão causada pelo interferon. Isso poderá diminuir a adesão ao tratamento se o paciente não tiver um acompanhamento, de preferência semanal, por uma equipe multidisciplinar.

Com a chegada dos novos tratamentos todos os pacientes que nos últimos 10 anos não responderam ao tratamento estarão querendo ser tratados imediatamente. Se a isso sumamos os novos pacientes é fácil concluir que a capacidade de atendimento nas clinicas e hospitais deverão ser o triplo da atual, isso já para o final de 2011 e 2012, mas sabendo disso, alguém está se preparando para tal crescimento? Não vejo tal movimentação no mundo, a exceção de algumas medidas que estão sendo implementadas pelo governo Frances.

Considero que a internet pode ajudar muito na educação do paciente (esse é um dos programas principais do Grupo Otimismo) e, também, as associações de pacientes poderão contribuir com a educação do paciente, mas quando vemos que existem milhões e milhões de infectados com a hepatite C devemos compreender que o problema é de saúde pública e que os governos de todo o mundo devem criar programas próprios para hepatite C.

Colocar a hepatite C subordinada a AIDS é desaconselhável para qualquer governo poder enfrentar a epidemia com uma política firme. É ilógico que a própria Organização Mundial da Saúde tenha orientado na sua resolução que todos os esforços devem ser orientados a primeiramente tratar quem esta infectado com AIDS e hepatite C, deixando em segundo plano aqueles que somente têm hepatite C.

Como isso é possível de aceitar se existem cinco vezes mais infectados com hepatite C que com AIDS? Simples, o lobby da AIDS é muito mais forte e agressivo. Até no consenso da Sociedade Latino-americana para Estudo do Fígado (ALEH) conseguiram se impor. Consta no consenso que entre 9 e 30% dos infectados com hepatite C também estão infectados com a hepatite B. Já quando colocam a co-infecção HIV/HCV colocam que aproximadamente 25% dos infectados com AIDS tem também hepatite C. Não é estranho que a forma como foi colocada a questão tenha sido invertida?

Na hepatite B o percentual é sobre os infectados com hepatite C, na AIDS o percentual é sobre os infectados com AIDS, que são em número cinco vezes menor. Se tivessem seguido o mesmo parâmetro que o utilizado na hepatite B, deveriam ter colocado que somente 6% dos infectados com hepatite C também estão infectados com AIDS, mas dessa forma estaria mostrando que os esforços principais deveriam ser direcionados a mono infecção. O lobby da AIDS mais uma vez conseguiu triunfar sobre a hepatite C!

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ministério da Saúde faz guias de tratamento para o SUS e para planos

Órgão optou por não fazer esforço único, o que pouparia recursos e evitaria desigualdades no tratamento

AE - Agência Estado

O Ministério da Saúde financia duas iniciativas paralelas para definir tratamentos de doenças, uma para usuários de planos de saúde e outra para o Sistema Único de Saúde (SUS), o que, segundo a pasta, é necessário porque os trabalhos têm metas diferentes. O órgão optou por não fazer um esforço único, o que, na opinião de especialistas, pouparia recursos e evitaria desigualdades no tratamento. Decidiu também não aproveitar orientações já produzidas por grupos de médicos que trabalham voluntariamente para o governo.

Uma das iniciativas é um convênio de R$ 598,4 mil assinado no início do ano passado entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e entidades médicas, com recursos do ministério. Prevê a formulação de pelo menos 80 diretrizes terapêuticas para o sistema de saúde suplementar e faz parte do chamado PAC da Saúde, o programa Mais Saúde. Já estão prontas e em processo de implantação diretrizes sobre partos e tabagismo, por exemplo.

Por outro lado, em iniciativa com hospitais privados filantrópicos de excelência, e investimento de R$ 1 milhão por ano, a pasta elabora cerca de 90 diretrizes para doenças que exigem do SUS tratamentos caros, como hepatite B e anemias graves. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame, enquanto as diretrizes para os planos são amplas, as do SUS visaram só o que o governo pagará e a área de alto custo.

"São coisas diferentes: na ANS são mais gerais, recomendações; as nossas, mais normativas", afirmou, destacando em seguida que, por enquanto, não houve sobreposição de temas. "Se houver, não há impedimento que se trabalhe com a ANS, a orientação técnica geral é igual." Porém, existem ainda orientações de tratamento já produzidas por outros órgãos da pasta. Exemplo é uma orientação para tratar tabagismo feita em 2001 pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Objetivos

O diretor de Normas e Habilitação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Alfredo Cardoso, destacou ontem que o Ministério da Saúde é o pagador único dos projetos de criação de diretrizes terapêuticas e que as políticas de saúde devem ser as mesmas para o SUS e a saúde suplementar.

"Se existe isso, me comprometo a agir para andar junto", declarou ao ser questionado sobre a existência das duas iniciativas de elaboração de guias de tratamento. "Até o momento, o objetivo é diferente, mas nada impede esforços conjuntos que otimizem os recursos", disse Cardoso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Claudio Costa

Grupo Amarantes

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Deficiência de Vitamina D pode estar associada com doenças auto-imunes e alguns tipos de câncer

Pesquisa publicada na revista Genome Research confirma suspeitas que evidenciam que a Vitamina D pode proteger contra as doenças auto-imunes e alguns tipos de câncer.

A pesquisa, realizada na Universidade de Oxford por analise genética identificou que a Vitamina D interage com genes específicos do DNA responsáveis pelo aparecimento dessas doenças. Diversas regiões dos genes previamente identificados com diversas doenças, como o câncer colorretal, esclerose múltipla, Doença de Crohn, lúpus, artrite reumatóide e leucemia linfática crônica e doenças auto-imunes apresentaram ligações com a ação da Vitamina D. O próximo passo será tentar compreender como essa regulação dos genes pela interação da Vitamina D pode levar a desenvolver as doenças.

No momento o papel do uso suplementar de Vitamina D para prevenir as doenças não é totalmente compreendido, pelo que se recomendam novos estudos, tal qual está acontecendo com a utilização da Vitamina D no tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina conforme comentamos em artigos anteriores.

A exposição ao sol é um caminho eficiente para elevar os níveis de Vitamina D no organismo, assim como a alimentação com leite e derivados, peixes com gordura como o salmão ou a sardinha e outros alimentos que contem cálcio.

Lamentavelmente com a recomendação de utilizar protetor solar para evitar o câncer de pele, a concentração de Vitamina D no organismo é prejudicada. Um estudo recente mostrou que metade da população dos Estados Unidos apresenta níveis inferiores aos recomendados de Vitamina D no organismo, situação que não acontecia na década passada.

As recomendações internacionais de suplementação diária de Vitamina D é de 200 IU para pessoas com menos de 50 anos; de 400 IU para pessoas entre 51 e 70 anos e de 600 IU para pessoas com mais de 70 anos, mas muitos especialistas criticam tais dosagens por considerá-las muito baixas.

O pesquisador chefe do estudo publicado em Genome Research, Dr. Sreeram V. Ramagopalan acredita que para prevenir as doenças estudadas na pesquisa seria necessária uma suplementação de até 2.000 IU ao dia de Vitamina D.

O nível de vitamina D no sangue é medido por um exame de sangue chamado 25-hidróxi-vitamina D. É considerado um normal nível de 25 ng/mL. Níveis inferiores a 20 ng/mL indicam deficiência de Vitamina D. Os pesquisadores indicam que o ideal seria manter um nível entre 30 e 40 ng/mL para reduzir o risco de aparecimento das doenças estudadas.

Um novo estudo será iniciado com 20.000 pacientes que estarão tomando 2.000 IU de Vitamina D ao dia durante cinco anos no Brigham and Women's Hospital de Boston, Estados Unidos, o qual irá contribuir significativamente na confirmação, ou não, dos possíveis benefícios da Vitamina D. O mesmo estudo também vai pesquisar os efeitos o Omega 3.

É importante destacar que os pesquisadores alertam que antes de recomendar altas doses de Vitamina D é necessária uma melhor compreensão da dose ideal e do melhor nível no sangue, com o qual se evitarão possíveis riscos ainda não verificados.

Resumindo, ainda faltam respostas para muitas perguntas, mas o caminho parece ser interessante por ser a Vitamina D um principio ativo barato e até encontrado fartamente em alimentos.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
A ChIP-seq defined genome-wide map of vitamin D receptor binding: Associations with disease and evolution - Sreeram V. Ramagopalan, Andreas Heger, Antonio J. Berlanga, et al. - Genome Research - Published in Advance August 24, 2010, doi: 10.1101/gr.107920.110

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma notícia muito boa! O Judiciário continua do lado do paciente

Poderes devem garantir o direito à saúde

"Mesmo sendo franqueado ao Poder Judiciário, não existe separação entre os Poderes para garantir o direito à saúde, por meio de fornecimentos de medicamento ou de tratamento imprescindível para o aumento de sobrevida e a melhoria da qualidade de vida de determinado paciente". Essa é a opinião do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal ao falar sobre o controle judicial das parcerias do Estado com as entidades do terceiro setor durante o II Seminário sobre o Terceiro Setor e Parcerias na Área da Saúde, que aconteceu em São Paulo.

Nesse sentido, "uma última preocupação que surgiu recentemente é que no quadro de medicamentos sofisticados pra doenças crônicas e doenças raras nós, brasileiros, pagamos por esses medicamentos duas vezes mais que os dinamarqueses. A intenção do Poder Judiciário é facilitar o acesso dos menos desprovidos a esses medicamentos", declarou o ministro.

Para ele, o problema não é apenas do sistema, mas sim de uma judicialização dos temas que envolvem a saúde. "No entanto, em geral, o Judiciário não tem fugido de discutir e decidir sobre o tema", finalizou.

A discussão entre agentes públicos, gestores hospitalares e juristas ocorreu nesta segunda e terça-feira (30 e 31/8) durante o II Seminário Terceiro Setor e Parcerias na Área de Saúde. O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Público (IDBP).

Claudio Costa
Grupo Amarantes